PACINI, MARIO

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Nome: PACINI, Mário
Nome Completo: PACINI, MARIO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
PACINI, MÁRIO

PACINI, Mário

*min. TCU 1978-1987.

 

Mário Pacini nasceu em Manhuaçu (MG) no dia 22 de junho de 1917, filho de Leopoldo Pacini e de Maria Pacini.

Cursou o antigo segundo grau técnico em Administração. Bacharelou-se em direito pelo Centro de Ensino Unificado de Brasília (CEUB). Iniciou sua vida profissional como funcionário da agência de Manhuaçu do Banco Mineiro da Produção S.A., onde trabalhou de 1938 a 1941. Deixou o banco ao ingressar como escriturário, por concurso público, no Banco do Brasil (BB), assumindo o cargo em 1941, na agência de Uruguaiana (RS).

Como investigador de cadastro, foi transferido para a agência central do BB em São Paulo, em setembro de 1942. Em 1944, foi transferido como contador para a agência do banco em Caratinga (MG). Em 1948, tornou-se gerente da agência de Ponta Porã (MT). Participou da instalação das agências nas cidades mineiras de Manhuaçu e Manhumirim, em 1952, como gerente. Em 1965, foi encarregado de missão especial do estado de Alagoas, assumindo suas funções normais na agência de Corinto (MG), no fim do mesmo ano.

Entre os anos de 1966 e 1968, exerceu cumulativamente a gerência da agência central do Banco do Brasil, de chefe de gabinete da diretoria do banco na capital do país e a presidência da comissão de construção dos edifícios do banco em Brasília e da comissão especial de venda dos imóveis do banco nessa mesma cidade. Em 1968, integrou missão especial junto às agências de Nova Iorque, Santiago do Chile, La Paz, Assunção, Montevidéu e Buenos Aires.

Em 1969, estando o controle acionário da Companhia Aços Especiais Itabira (Acesita) nas mãos do BB, ocupou o cargo de diretor administrativo dessa companhia. Por convocação do governo brasileiro, passou a exercer o comando das operações da 4ª Região — Minas Gerais, Goiás e Distrito Federal — como diretor do banco, sendo confirmado no cargo pela Assembleia Geral Ordinária dos Acionistas. Em 1970, foi substituído na diretoria que ocupava no BB pelo presidente da Sociedade Goiana da Pecuária, Manuel dos Reis.

Como delegado do banco, participou do VII Congresso de Bancos realizado em Brasília, em 1971.

Em 1974, foi designado para suplente da presidência do BB junto ao Conselho Nacional de Desenvolvimento da Pecuária (Condepe) e representante da Carteira de Crédito Geral do Banco do Brasil no Grupo Executivo de Racionalização da Cafeicultura (Gerca-IBC). No ano seguinte, foi delegado do banco no IV Encontro Nacional de Bancos Estaduais, em Goiânia. Como delegado do BB, participou, ainda, do ciclo de conferências sobre assuntos monetários, em Turim (Itália), e da formação e contratação de sindicato financeiro, em Londres (Inglaterra), em 1977.

Bacharelou-se em direito pela Faculdade de Direito do Distrito Federal, no Centro de Ensino Unificado de Brasília (CEUB). Foi nomeado ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), em 1978, na gestão do presidente da República general Ernesto Geisel. Em 1979, ocupava a direção da Liga de Defesa Nacional em Brasília, que organizou a Caravana da Integração Nacional com o apoio da Associação Comercial do Distrito Federal. A caravana levaria a Brasília um aluno de 2º grau representando cada município brasileiro para assistir à posse do general João Batista Figueiredo na presidência da República.

Exerceu a vice-presidência do tribunal no biênio de 1981-1982. Em 1981, foi chefe da delegação do TCU no XI Congresso dos Tribunais de Contas do Brasil, realizado em Florianópolis, e no VI Congresso Latino-Americano de Entidades Fiscalizadoras Superiores (CLADEFS), na Guatemala. No ano seguinte, representou o tribunal na XXIII Reunião do Conselho Dirigente da Organização Internacional de Entidades Fiscalizadoras Superiores (Intosai), em Manilha (Filipinas).

A partir de 1982, ocupou o cargo de diretor-presidente da diretoria nacional da Liga de Defesa Nacional, depois deter presidido o seu diretório do Distrito Federal. Assumiu a presidência do TCU em 1983, sucedendo ao ministro Luciano Brandão Alves de Sousa, presidente por dois mandatos, sendo ele também reeleito em 1984. Foi substituído na presidência por João Nogueira de Resende, em 1985. Dois anos depois, deixou o TCU por limite de idade.

Casou-se com Nilce Pichamoni Pacini.

 

FONTES: ASSEMB. LEGISL. MG. Dicionário biográfico; Estado de S. Paulo (19/1/83); Jornal do Brasil (1/4/78 e 9/2/79); Perfil Federal (1983); TCU. Dados (1893-1990); Ministros TCU – Dados biográficos (2003).

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