PAGANELLA, JOAO

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Nome: PAGANELLA, Joao
Nome Completo: PAGANELLA, JOAO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
PAGANELLA, João

PAGANELLA, João

* dep. fed. SC 1983-1987.

 

João Valvite Paganella nasceu em Esmeralda (RS) no dia 10 de maio de 1932, filho de Vitório Paganella e de Leontina Borges da Cunha Paganella.

Estudou no Grupo Escolar de Esmeralda de 1938 a 1944, e no Ginásio São Francisco, de 1946 a 1950, ambos em Vacaria (RS). Em 1951, matriculou-se no colégio Nossa Senhora do Carmo, em Caxias do Sul (RS), por onde graduou-se técnico em contabilidade em 1954.

Bancário entre 1952 e 1955 e contador de 1955 a 1956, começou na política elegendo-se, em outubro de 1956, vereador em Chapecó (SC), exercendo o mandato, de 1957 a 1961. Voltou à Câmara Municipal em 1965, novamente eleito na legenda da UDN e, em 1966, assumiu a presidência da casa. Nessa condição, foi por alguns dias prefeito em exercício do município.  Nesse mesmo ano, bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito de Passo Fundo (RS).

Ainda em 1966, em decorrência da extinção do pluripartidarismo e da instauração do bipartidarismo, determinadas pelo AI-2 (27/10/65), inscreveu-se na Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar instalado no país em abril de 1964. Encerrou seu mandato de vereador em janeiro de 1969. Entre 1968 e 1973, lecionou no Colégio São Francisco e na Fundação de Desenvolvimento do Ensino do Oeste Catarinense, ambos em Chapecó.

Em 1972, elegeu-se vice-prefeito de Chapecó, na legenda da Arena, em chapa encabeçada por Altair Vagner, tomando posse em janeiro de  1973. Paralelamente, dedicou-se a atividades empresariais, tendo sido fundador e um dos diretores da Extrafino, empresa do setor agroindustrial, entre 1971 e 1975.

                No início do governo de Antônio Carlos Konder Reis (1975-1979), foi nomeado secretário dos Negócios do Oeste. Exerceu o cargo durante toda a administração Konder Reis e ao longo do governo de Jorge Bornhausen (1979-1982). Por ocasião da reformulação do quadro partidário que se seguiu à extinção do bipartidarismo (novembro de 1979), inscreveu-se no Partido Democrático Social (PDS), que deu continuidade à linha política da extinta Arena.

Desincompatibilizou-se do cargo de secretário em maio de 1982 para candidatar-se, na legenda do PDS, a uma cadeira na Câmara dos Deputados. Passou a exercer, em seguida, o cargo de procurador fiscal do Estado de Santa Catarina, pelo qual se aposentou no final do mesmo ano. Em novembro, foi eleito deputado federal por Santa Catarina, tomando posse em 1° de fevereiro de 1983.  Nesse mesmo ano, tornou-se membro dos diretórios regional e nacional do PDS, nos quais permaneceria até 1985.

                Nos primeiros meses de 1984 houve a campanha popular pelo restabelecimento de eleições diretas para a escolha do sucessor do general João Figueiredo (1979-1985) na presidência da República. No Congresso Nacional  tramitava o projeto de emenda constitucional apresentada pelo deputado Dante de Oliveira (PMDB-MT), propondo o restabelecimento do pleito direto para novembro de 1984.  No dia da votação do projeto pela Câmara dos Deputados, em 25 de abril de 1984, João Paganella não compareceu ao plenário. A insuficiência de votos para que a emenda fosse encaminhada à apreciação do Senado resultou na manutenção das eleições presidenciais pelo Colégio Eleitoral.

                No dia 15 de janeiro de 1985, quando o Colégio Eleitoral se reuniu para escolher o presidente da República, obedecendo a orientação de seu partido, Paganella votou em Paulo Maluf, candidato do PDS, que acabou derrotado pelo oposicionista Tancredo Neves, candidato da Aliança Liberal, coligação formada pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e pelos dissidentes do PDS. Tancredo, contudo, por motivo de doença, não chegou a ser empossado, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. Seu substituto foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo o cargo desde 15 de março.

Durante o mandato de deputado federal, Paganella foi membro titular da Comissão da Agricultura e Política Rural (1983-1987), da qual foi vice-presidente em 1984, da Comissão do Índio (1983-1984), da Comissão Especial de Reforma Agrária (1984-1985), e suplente da Comissão da Constituição e Justiça (1984).  Nas eleições de novembro de 1986 tentou a reeleição sem, contudo,  obter êxito.  Deixou a Câmara em janeiro de 1987, ao final da legislatura.

                Advogado especializado em direito administrativo, não voltou a disputar eleições. Contudo, manteve seus vínculos com a política estadual e, em 1992, filiou-se ao Partido da Frente Liberal (PFL), liderado em Santa Catarina pelo ex-senador Jorge Bornhausen.

Casou-se com Marlene Broilo Paganella, com quem teve cinco filhos.

Publicou Esmeralda, uma pequena contribuição à sua história (1985)

 

FONTES: ASSEMB. LEGISL. SC. Dicionário político; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1983-1987); CURRIC. BIOG.; INF. BIOG.

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