PAGANO, SEBASTIAO

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Nome: PAGANO, Sebastião
Nome Completo: PAGANO, SEBASTIAO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
PAGANO, SEBASTIÃO

PAGANO, Sebastião

* mov. integralista

Sebastião Pagano nasceu em Pederneiras (SP) no dia 17 de maio de 1908, filho de pais uruguaios.

Depois de iniciar seus estudos em Montevidéu e em Buenos Aires, veio para o Brasil onde freqüentou a Escola de Comércio Álvares Penteado, em São Paulo, e a Faculdade de Filosofia e Letras de São Bento, na mesma cidade.

Como simpatizante do monarquismo, fundou em 1928, com Carlos Fairbanks e Ataliba Nogueira, a Ação Patrianovista Brasileira, organização de caráter católico e corporativista, em cuja revista Política passou a escrever.

Depois da Revolução de 1930, engajou-se na formação do Partido Nacional Sindicalista, que não chegou a vingar. Em fevereiro de 1932 colaborou na fundação da Sociedade de Estudos Políticos (SEP), liderada por Plínio Salgado. Essa organização tinha como pontos fundamentais de seu programa a unidade nacional, a implantação do princípio de autoridade, a consulta às tradições históricas e às condições geoeconômicas do país, a coordenação de todas as classes, a realização da justiça humana sem atentar contra o princípio da propriedade, a harmonização entre os indivíduos e o Estado e a luta contra as doutrinas racistas, classistas, individualistas e privilégios de grupos oligárquicos. Posteriormente, a SEP seria absorvida pela Ação Integralista Brasileira (AIB), fundada em outubro de 1932 e dissolvida em dezembro de 1937, logo após a implantação do Estado Novo (10/11/1937).

Ao longo de sua vida, cursou ainda o Instituto Superior de Cultura Católica, foi professor da Escola de Polícia de São Paulo, da Escola de Administração e Negócios das faculdades de Filosofia, Ciências e Letras e de Ciências Econômicas de Campinas (SP), da Faculdade de Ciências Econômicas São Luís, da Faculdade de Ciências Econômicas de São Paulo, da Faculdade de Estudos Econômicos da Universidade de São Paulo (USP), do Colégio Diocesano Santa Maria, da Faculdade de Ciências Econômicas Mackenzie e da Faculdade Salesiana da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo. Exerceu também, durante sete anos, a função de secretário do Centro Dom Vital e do Instituto Heráldico-Genealógico da capital paulista.

Pertenceu, além disso, ao Grande Conselho Genealógico da Academia de Heráldica, ao Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, ao Instituto de Direito Social, à União Cultural Brasil-Estados Unidos, ao Instituto Cultural Argentino-Brasileiro, ao Instituto Chileno-Brasileiro, à Associação dos Jornalistas Católicos, ao Instituto Tensor da Universidade de Hokkaido, no Japão, ao Centro de Ciências e Artes de Campinas e à Universidade Benjamim Franklin de Roma. Foi membro honorário da Academia Nacional de Economia, fundador e vice-presidente da Academia Brasileira de Ciências Sociais e Políticas e fundador do Centro de Filosofia Dom Miguel Kruze. Foi ainda membro correspondente do Museu Imperial de Petrópolis (RJ) e diretor da seção de estudos latino-americanos da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos.

No campo da atividade profissional, desempenhou as funções de vice-presidente da Sociedade Financeira Confinace.

Como jornalista, colaborou em diversos jornais de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Maranhão e Bahia e nas revistas A Ordem, Fronteiras e Tradição, além da Revista do Instituto Heráldico-Genealógico e Ação Social.

Ocupou o cargo de redator-chefe do Jornal da Manhã, de Século, de Mundo Feminino, de Hóstia Santa, de Canadá Mundial, de Substância (de Buenos Aires) e de O Cetro. Foi redator-secretário de Lar Materno e redator da revista Filosofia.

Publicou O conde dos Arcos e a revolução de 1817 (1938); O novo império do Brasil; Aspectos da política de d. João VI e de d. Pedro I nas margens do Prata, D. Pedro Henrique, Roteiro de São Paulo antigo, A vida de Eduardo Prado, Origens da civilização cristã, Um gênio e uma épocaa legenda dourada de Rafael, Filosofia da arte, Considerações acerca de um regime político e Morfologia do estado legítimo.

FONTES: MELO, L. Dic.; SILVA, H. 1935; SOC. BRAS. EXPANSÃO COMERCIAL. Quem; TAVARES, J. Radicalização; TRINDADE, H. Integralismo.

 

 

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