PAULO BARRETO DE MENESES

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Nome: BARRETO, Paulo
Nome Completo: PAULO BARRETO DE MENESES

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
BARRETO, Paulo

BARRETO, Paulo

* gov. SE 1971-1975.

 

Paulo Barreto de Meneses nasceu em Ria­chuelo (SE) no dia 9 de outubro de 1925, fi­lho de Simeão Aguiar Meneses e de Maria Áu­rea Barreto de Meneses.

Estudou no Colégio Tobias Barreto, em Aracaju, no Instituto Lafayette, no Rio de Ja­neiro, então Distrito Federal, e no Colégio Nossa Senhora da Vitória, em Salvador, diplo­mando-se em engenharia pela Escola Politécni­ca da capital baiana em 1948.

Em 1962 fez o curso intensivo da Associa­ção Brasileira de Cimento Portland e um curso de especialização em pavimentação.  Dois anos depois visitou os EUA, onde recebeu um di­ploma conferido pela Agency for Internatio­nal Development (AID).  Ainda em 1964, in­gressou no Departamento de Estradas de Ro­dagem de Sergipe, onde viria a exercer diver­sos cargos, dentre os quais o de diretor geral. Tornou-se depois membro do Conselho de De­senvolvimento Econômico e do conselho de administração da Superintendência de Obras Públicas do Estado de Sergipe, elaborou o pri­meiro plano de pavimentação do estado e pre­sidiu a Companhia Rodoviária Intermunicipal.  Presidente da Comissão Especial de Edifica­ções do Estado de Sergipe em 1968, tornou-se no ano seguinte presidente da Superintendên­cia de Obras Públicas do Estado.  Foi ainda membro do conselho deliberativo da Superin­tendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e presidiu os conselhos deliberativos do Conselho de Desenvolvimento Econômico e da Superintendência de Agricultura e Produ­ção de Sergipe.

Em maio de 1970, o recém-empossado presidente Emílio Garrastazu Médici escolheu seu nome a partir de uma lista tríplice - da qual constavam também Manuel Sobral, presi­dente do Banco do Estado de Sergipe, e Au­gusto Franco, deputado federal -, para ser apresentado à convenção da Aliança Renova­dora Nacional (Arena) como candidato à su­cessão sergipana. Alguns dias depois, a comis­são executiva da Arena sergipana ratificou, por unanimidade, a indicação do presidente. Eleito no pleito indireto de outubro de 1970, Paulo Barreto assumiu o governo de Sergipe em março do ano seguinte, substituindo João de Andrade Garcez.

Durante sua administração ampliou a rede educacional do estado, construindo ginásios e aperfeiçoando a biblioteca estadual.  Também nesse período foi aprovado o Estatuto do Ma­gistério estadual.  No setor agrícola, a política de seu governo voltou-se para o fortalecimen­to do cooperativismo no interior do estado e para a ampliação do sistema de abastecimento de água para o combate às secas, promovendo ainda o asfaltamento de rodovias estaduais. Foram lançadas as bases para a instalação do Distrito Industrial de Estância, foi criada a Telecomunicações de Sergipe (Telergipe), pri­meira subsidiária da Telecomunicações Brasi­leiras (Telebrás), e organizada a Empresa Ser­gipana de Turismo (Emsetur).

Paulo Barreto encerrou seu governo em março de 1975, sendo substituído por José Rollemberg Leite.

Em 1976, mudou-se para o Rio de Janeiro para fazer o curso superior da Escola Superior de Guerra (ESG) e aposentou-se pelo Departamento de Estradas e Rodagem de Sergipe. Depois de residir três anos no Rio, retornou ao seu estado natal no início de 1979 e, ainda neste ano, assumiu a direção da Escola Técnica Federal de Sergipe, onde permaneceu até 1982.

Após este período afastou-se de qualquer atividade até 1995, quando abriu duas lojas de decoração num shopping de Aracaju.

Foi também professor de cursos de espe­cialização em engenharia rodoviária e confe­rencista.

Casou-se com Maria da Conceição Bonfim Meneses, de quem teve quatro filhos.

 

 

FONTES: ARQ. PÚBL. EST.  SE; Encic.  Mira­dor; INF. BIOG.;  Perfil (1974); Súmulas; WYNNE, J. His­tória.

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