PEDRO WILSON GUIMARAES

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Nome: WILSON, Pedro
Nome Completo: PEDRO WILSON GUIMARAES

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
WILSON, PEDRO

WILSON, Pedro

*dep. fed. GO 1995-2000, 2007-; pref. Goiânia 2001-2004

 

Pedro Wilson Guimarães nasceu em Marzagão (GO) no dia 24 de fevereiro de 1942, filho de Pedro Luís Guimarães e de Maria José de Oliveira.

Estudou sociologia e direito na Universidade Federal de Goiás (Ufgo), tendo iniciado ambos os cursos em 1965, concluindo-os em 1968 e 1969, respectivamente.

Sua vida política foi iniciada no movimento estudantil que combateu o regime militar instaurado no país em abril de 1964. Pedro Wilson foi líder de grêmios e presidente do Centro Acadêmico XI de Maio, da Faculdade de Direito da Ufgo. Coordenou as representações de seu estado no Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), em 1965, e presidiu o Congresso da União Estadual dos Estudantes (UEE) em 1968. Nesse período participou da Ação Católica Estudantil e da Ação Popular (AP), organização política de âmbito nacional, de matriz católica, fundada em 1962, e que defendia a transformação radical da estrutura brasileira, em sua passagem do capitalismo para o socialismo.

Após a formatura, Pedro Wilson tornou-se professor universitário em Goiânia e continuou integrando a AP. Com a eclosão do movimento pela abertura política em 1979, Pedro Wilson tornou-se presidente do Comitê Goiano pela Anistia, organização que lutava pela anistia ampla geral e irrestrita aos perseguidos pelo regime militar, que culminou com a assinatura da Lei da Anistia em 28 de agosto de 1979, pelo presidente da República, general João Figueiredo.

Iniciou suas atividades partidárias em 1980 ao filiar-se ao recém-criado Partido dos Trabalhadores (PT), tendo sido um dos fundadores do partido em Goiânia. No mesmo ano assumiu o cargo de assessor da Arquidiocese de Goiânia e o de presidente da Comissão de Justiça e Paz de Goiás, sociedade civil autônoma denominada oficialmente Pontifícia Comissão de Justiça e Paz, criada no ano de 1972 em São Paulo, para a defesa dos direitos humanos, que denunciou sobretudo as torturas praticadas nos porões do regime militar.

Em 1981 tornou-se presidente da sessão goiana do PT, cargo que deixaria um ano depois para assumir o de secretário-geral estadual do partido, e que exerceu simultaneamente com o de coordenador de campanha eleitoral do PT. Em 1983 deixou a secretaria geral, assumindo no ano seguinte a presidência da organização não-governamental (ONG) Instituto Brasil Central, em Goiânia, e a reitoria da Universidade Católica de Goiás, que ocupou entre 1985 a 1988.

Coordenador da campanha eleitoral do PT goiano em 1986, foi dirigente do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (CRUB), no biênio 1987-1988. Neste último ano deixou a presidência da Comissão de Justiça e Paz e a reitoria da Ufgo, voltando a assumir a presidência do PT de Goiás para um mandato de dois anos (até 1989). Assumiu a coordenação do Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH) de Brasília, em 1990.

Em 1992 tornou-se membro da coordenação estadual do Movimento pela Ética na Política e da Ação da Cidadania contra a Fome e pela Vida, de Goiás, que consistiu em comitês para a entrega de alimentos aos marginalizados do país que contou com o apoio de políticos, universidades, empresas e personalidades que haviam participado do Movimento pela Ética na Política nesse mesmo ano.

Em novembro de 1992 elegeu-se vereador em Goiânia na legenda do PT. Empossado na Câmara Municipal em fevereiro de 1993 foi, além de líder da bancada do partido, presidente da Comissão de Educação e Cultura em 1994. Tornou-se, ainda, vice-presidente do PT em seu estado.

Em 1994 desligou-se de diversos compromissos — a assessoria da Arquidiocese, a presidência do Instituto Brasil Central e o Movimento pela Ética na Política e a Ação da Cidadania contra a Fome e pela Vida — para se dedicar à campanha eleitoral por uma vaga na Câmara dos Deputados, por Goiás, na legenda do PT. Eleito, tendo por base eleitoral Goiânia e municípios vizinhos, assumiu o mandato de deputado federal em fevereiro de 1995, depois de renunciar ao mandato de vereador.

Membro efetivo da Comissão de Educação, Cultura e Desporto em 1995, ao longo daquele ano, durante o processo de votação das emendas constitucionais enviadas pelo Executivo, seguiu a orientação de seu partido votando contra ou tentando obstruir as principais propostas de interesse do governo Fernando Henrique Cardoso. Dessa forma, opôs-se à abolição do monopólio estatal nas telecomunicações e na exploração do petróleo; à abertura da navegação de cabotagem às embarcações estrangeiras, à extinção do conceito de empresa nacional e à criação do Fundo Social de Emergência (FSE).

Pré-candidato à prefeitura de Goiânia nas eleições municipais de outubro de 1996, Pedro Wilson acabou sendo preterido por Wadi Camárcio na disputa interna do partido.

Em junho de 1996 votou contra a criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) — que substituiu o Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF) —, imposto de 0,2% sobre transações bancárias criado como fonte complementar de recursos para a saúde.

Em janeiro/fevereiro de 1997 votou contra a emenda da reeleição para presidente da República, governadores e prefeitos. Em novembro, pronunciou-se desfavoravelmente à quebra da estabilidade do servidor público, item da reforma administrativa.

No pleito de outubro de 1998, reelegeu-se deputado federal na legenda petista. Em novembro, votou contra o teto de 1.200 reais para aposentadorias no setor público e o estabelecimento de idade mínima e tempo de contribuição para o setor privado, itens que definiram a reforma da previdência. Assumiu o novo mandato em fevereiro de 1999.

Em outubro de 2000 elegeu-se prefeito de Goiânia pelo PT, tomando posse em janeiro do ano seguinte. Em 2004 foi candidato a reeleição tendo sido, ainda no primeiro turno, derrotado por Íris Resende, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).

Em 2006, Pedro Wilson elegeu-se novamente deputado federal por Goiás. Na nova legislatura, tornou-se titular da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), da Comissão de Legislação Participativa (CLP), da comissão especial destinada a proferir parecer ao Projeto Lei nº 1921, de 1999, do Senado Federal, que, entre outras providências, instituía a tarifa social de energia elétrica para consumidores de baixa renda e da Comissão Representativa do Congresso Nacional.

Casou-se com Maria Teresa Canezin Guimarães, com quem teve duas filhas.

Sônia Zylberberg/Cristiane Jalles

 

 

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-2009); Folha de S. Paulo (11/2 e 3/5/96, Especial 6/11/98); Olho no Congresso/Folha de S. Paulo (31/1/95 e 14/1/96): Olho no voto/Folha de S. Paulo (29/9/98); Popular (online) 22 ago. 1999. Disponível em : <http://www. opopular.com.br>. Acesso em : 30 out. 2009; Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em : <http://www.camara.gov.br>. Acesso em : 30 out. 2009; Portal do TSE. Disponível em : <http:// www.tse.gov.br>. Acesso em : 30 out. 2009; Portal IBOPE. Disponível em : <http://www. ibope.com.br>. Acesso em : 30 out. 2009; Portal Serpes. Disponível em : <http://www.serpes. com.br>. Acesso em : 30 out. 2009.

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