PEIXOTO FILHO, JOSE

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Nome: PEIXOTO FILHO, José
Nome Completo: PEIXOTO FILHO, JOSE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
PEIXOTO FILHO, JOSÉ

PEIXOTO FILHO, José

*dep. fed. RJ 1971-1983.

José Peixoto Filho nasceu em Maceió no dia 31 de dezembro de 1914, filho de José Peixoto e de Luzia Julieta Peixoto. Seus pais o registraram como nascido no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, para onde se mudaram logo que nasceu. Sua data oficial de nascimento tornou-se, portanto, 4 de janeiro de 1915. Seu avô paterno, o marechal Floriano Peixoto, foi presidente da República de 1891 a 1894.

Em 1938 bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito de Niterói, abrindo em seguida um escritório de advocacia em Duque de Caxias (RJ).

Em outubro de 1950 elegeu-se vereador à Câmara Municipal de Duque de Caxias, exercendo o mandato de fevereiro do ano seguinte até janeiro de 1955. Eleito suplente de deputado à Assembléia Legislativa fluminense na legenda do Partido Social Progressista (PSP) em outubro de 1958, exerceu o mandato de 1959 a 1961. No pleito de outubro de 1962 elegeu-se deputado estadual, dessa vez na legenda do Partido Republicano (PR), ocupando sua cadeira em fevereiro do ano seguinte. Ainda em 1963, foi escolhido segundo-vice-presidente da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, tornando-se líder de seu partido de 1964 a 1965. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), agremiação situacionista, de apoio ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Em 1966 tornou-se quarto-secretário da Assembléia Legislativa fluminense e no pleito de novembro desse mesmo ano elegeu-se suplente de deputado federal na legenda da Arena. Deixando a Assembléia em janeiro de 1967, não chegou a ocupar uma cadeira na Câmara na legislatura que então se iniciou.

Depois de se aposentar, em 1968, como procurador do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), no pleito de novembro de 1970 elegeu-se deputado federal pelo Rio de Janeiro, dessa vez na legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) — partido de oposição ao regime militar —, assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte. Durante sua ação parlamentar, foi vice-presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Tomada de Contas, membro efetivo da Comissão de Trabalho e Legislação Social e suplente das comissões de Finanças, de Serviço Público e de Transportes, Comunicações e Obras Públicas da Câmara dos Deputados. Nessa legislatura, foi também vice-líder de seu partido de 1972 a 1973 e autor do requerimento que constituiu a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre tóxicos, cuja vice-presidência ocupou de 1973 a 1974.

Reeleito em novembro de 1974, tornou-se novamente vice-líder do MDB no ano seguinte, voltando a integrar como membro efetivo a Comissão de Fiscalização Financeira e Tomada de Contas e, como suplente, a Comissão de Trabalho e Legislação Social da Câmara. Filiado à corrente amaralista do MDB, ligada ao senador Ernâni Amaral Peixoto, e com seu reduto eleitoral no município de Duque de Caxias, disputou na convenção de seu partido uma das três sublegendas de candidato ao Senado por via direta para as eleições de 1978, sendo derrotado. Em virtude da retirada do apoio de Amaral Peixoto à sua candidatura, rompeu com a corrente amaralista, alinhando-se à corrente chaguista, liderada por Antônio de Pádua Chagas Freitas, governador da Guanabara de 1971 a 1975 e governador do Rio de Janeiro a partir de 1979.

No pleito de novembro de 1978, reelegeu-se deputado federal, dessa vez com o apoio da ala chaguista do MDB. Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Popular (PP).

Diante da incorporação do PP ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) — legenda que substituiu o MDB — em fevereiro de 1982, transferiu-se para o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Nessa legenda candidatou-se em novembro à Câmara dos Deputados pelo estado do Rio de Janeiro, obtendo apenas uma suplência. Nas eleições de novembro de 1986, voltou a se candidatar a deputado federal, agora pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT), e novamente obteve uma suplência.

Longe da vida pública desde então, manteve-se no exercício da advocacia, do qual jamais se afastou, atuando na Baixada Fluminense.

Casou-se com Ieda Proment Peixoto, com quem teve dois filhos.

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1971-1975 e 1975-1979); CÂM. DEP. Relação nominal dos senhores; INF. BIOG.; Jornal do Brasil (4, 5 e 6/8 e 20/11/78); NÉRI, S. 16; Perfil (1972 e 1980).

 

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