PIVA, PEDRO

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Nome: PIVA, Pedro
Nome Completo: PIVA, PEDRO

Tipo: BIOGRAFICO


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PIVA, PEDRO

PIVA, Pedro

*sen. SP 1995-1996, 1998-2002.

 

Pedro Franco Piva nasceu na cidade de São Paulo no dia 6 de janeiro de 1934, filho de Pedro Piva e de Olívia Cardoso Franco Piva.

Bacharel em direito pela Universidade de São Paulo (USP), em 1956, dedicou-se a atividades empresariais, tornando-se sócio e gerente da Klabin Irmãos & Cia. — controladora da holding Klabin, empresa fundada em 1899. Por diversas ocasiões presidiu o conselho de administração da Indústria Klabin de Papel e Celulose S.A. e da Klabin Fabricadora de Papel e Celulose S.A.

No pleito de outubro de 1994, elegeu-se suplente do senador José Serra, na legenda do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), tendo sido um dos grandes contribuintes financeiros da campanha.

Em fevereiro do ano seguinte, assumiu o cargo após a designação de Serra para o Ministério do Planejamento e Orçamento. No Senado foi vice-presidente da Comissão de Assuntos Econômicos e titular das comissões de Fiscalização e Controle, de Orçamento e de Educação, e suplente das comissões de Relações Exteriores, de Defesa Nacional e de Serviços de Infra-Estrutura. Participou, ainda, do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.

Nas votações das emendas constitucionais propostas pelo governo Fernando Henrique Cardoso em 1995 votou a favor da mudança no conceito de empresa nacional e pela quebra do monopólio estatal nos setores de telecomunicações, exploração de petróleo, distribuição de gás canalizado e navegação de cabotagem. Foi contra a criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que substituiu o Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), o chamado imposto do cheque, fonte suplementar de recursos destinados à saúde.

Em fevereiro de 1996 votou a favor da prorrogação do Fundo Social de Emergência (FSE), rebatizado de Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), que permitia ao governo gastar até 20% da arrecadação vinculada às áreas de saúde e de educação.

Ao longo de todo esse período atuou vigorosamente para que o Congresso aprovasse projeto de lei de sua autoria que destinava à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) parte da arrecadação dos impostos sobre a venda de cigarros e bebidas alcoólicas. Em outubro de 1995 teve aprovado o seu parecer sobre o pedido feito pela prefeitura de Guarulhos (SP), para a emissão de títulos públicos no valor de 15 milhões de reais, objetivando o pagamento de precatórios (dívidas judiciais). No início de 1997, a questão acabaria suscitando uma comissão parlamentar de inquérito, conhecida como a CPI dos Precatórios.

Aliado do governador Mário Covas, em abril de 1996 Piva foi nomeado relator do pedido de empréstimo do governo de São Paulo ao Tesouro Nacional. Apesar da resistência de alguns senadores, seu parecer favorável obteve a aprovação da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. A convenção nacional do PSDB, em abril, conduziu-o à executiva nacional na condição de tesoureiro-geral do partido.

Deixou o Senado em maio de 1996, com o retorno de José Serra, que não chegou a se licenciar quando de sua candidatura a prefeito de São Paulo. Apenas ao assumir o Ministério da Saúde, em abril de 1998, é que ele cedeu lugar ao suplente, Piva, que retornou ao Senado, tornando-se vice-líder da bancada, presidente da Comissão de Assuntos Econômicos, titular da Comissão de Relações Exteriores e suplente das comissões de Constituição e Justiça, de Assuntos Sociais e de Fiscalização e Controle. Pedro Piva presidiu os conselhos consultivo e curador da Fundação Zerbini-Incor, o conselho curador do Museu Brasileiro de Escultura, e participou dos conselhos de administração do Museu de Arte de São Paulo (MASP), do Museu de Arte Moderna (MAM), do Instituto de Estudos Avançados para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), do Conselho de Empresários da América Latina (CEAL) e do Comitê de Competitividade Industrial.  Deixou o Senado em fevereiro de 2002, com o retorno de José Serra à Casa.

Tornou-se membro do conselho de administração do grupo Klabin, maior produtora e exportadora de papéis do Brasil e líder nos mercados de papéis e cartões para embalagens, embalagens de papelão ondulado e sacos industriais.

Casado com Sílvia Lafer Piva, filha de Horácio Lafer, teve três filhos. Um deles, Horácio Lafer Piva, foi diretor, vice-presidente e a partir de 1998 presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP).

 

FONTES: CURRIC. BIOG.; Estado de S. Paulo (8/11/95, 25/4/96 e 13/4/97); Folha de S. Paulo (8/7 e 2/8/95, 14/1 e 9/3/96 e 29/9/98); Globo (19/8/95, 15/5/96 e 5/4/98); Jornal do Brasil (20/12/95, 12/3, 22/4 e 27/8/96 e 26/2/97); SENADO. Internet.; SENADO. Senadores (1995); Biografia de Senadores. (Disponível em: http://www.senado.gov.br/sf/senadores/; acessado em: 2/11/2009)

 

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