PIZA, VLADMIR DE TOLEDO

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Nome: PIZA, Vladmir de Toledo
Nome Completo: PIZA, VLADMIR DE TOLEDO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
PIZA, VLADMIR DE TOLEDO

PIZA, Vladmir de Toledo

*pref. São Paulo 1956-1957.

 

Vladimir de Toledo Piza nasceu em Serra Negra (SP) no dia 25 de dezembro de 1905.

Fez seus estudos no Ginásio do Estado de São Paulo, e mais tarde, transferindo-se para a capital da República, cursou a Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, pela qual se formou em 1929. De volta a seu estado natal, trabalhou como redator-chefe no Correio Paulistano, na capital paulista.

Em 1947, liderando um grupo de políticos remanescentes do antigo Partido Republicano Paulista (PRP) — extinto em dezembro de 1937, logo após o advento do Estado Novo passou a apoiar o então governador de São Paulo, Ademar de Barros, presidente do Partido Social Progressista (PSP).

Médico pediatra, chegou a dirigir o Departamento de Saúde do estado e, em outubro de 1950, foi eleito deputado à Assembléia Legislativa paulista na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Nessa mesma legenda concorreu ao governo de São Paulo em outubro de 1954, porém, contando apenas com o apoio de uma facção do PTB, que na ocasião se encontrava dividido em três grandes grupos, foi o último colocado no pleito, com 79.383 votos. Os outros grupos do PTB apoiaram respectivamente Jânio Quadros e Francisco Prestes Maia que, assim como Ademar de Barros, também disputaram a chefia do governo de São Paulo. Com a eleição de Jânio para governador e de José Porfírio da Paz para vice-governador, os cargos de prefeito e de vice-prefeito de São Paulo ficaram vagos. Em 1955 realizaram-se eleições suplementares para preenchê-los, dando a vitória ao senador Juvenal Lino de Matos, que teve como vice-prefeito Toledo Piza. Em abril de 1956, quando Lino de Matos renunciou à prefeitura para assumir o mandato de senador, Toledo Piza o substituiu na chefia do Executivo municipal.

Realizando uma administração bastante agitada, Toledo Piza sofreu severa oposição na Câmara Municipal e foi alvo de críticas contundentes de seus próprios correligionários, que o ameaçavam inclusive de expulsão do PTB. Foi acusado de “agente de desordem social” quando, discordando de um projeto de autoria do vereador Marcos Málaga para diminuir os preços das passagens nos veículos da Companhia Municipal de Transportes Coletivos (CMTC), ameaçou reduzir os salários dos funcionários da empresa caso o projeto fosse aprovado. Por outro lado, visando planejar o crescimento coordenado e disciplinado da Grande São Paulo, contratou o dominicano francês Joseph Lebret para fazer uma pesquisa sobre a cidade, que resultou no primeiro plano que tratou os problemas de São Paulo de maneira global, antevendo a formação da área metropolitana. Além disso, concluiu as obras de várias pontes e viadutos, instituiu a municipalidade do ensino primário, mas se indispôs com a classe estudantil ao reprimir as passeatas realizadas durante sua gestão, encerrada afinal em abril de 1957.

Em março de 1958, foi condenado pelo Tribunal Especial de Imprensa a oito meses de prisão com sursis por dois anos no processo de calúnia movido pelo então governador de São Paulo, Jânio Quadros, em virtude das declarações que prestara a um matutino paulista em março do ano anterior afirmando que Jânio chefiava “um dos mais corruptos e torpes sistemas políticos que já existiram no país”. Seu advogado recorreu da sentença junto ao Tribunal de Alçada, alegando que o conteúdo da entrevista fora adulterado pela imprensa. Em agosto de 1960 retornou à Secretaria de Saúde de São Paulo, afastando-se da vida política.

Em maio de 1962, o juiz da comarca de Bebedouro (SP) solicitou ao Ministério Público que apurasse a responsabilidade de Toledo Piza nas acusações que lhe fazia o médico Antônio Honório, de ter vendido fraudulentamente, através de sua empresa, Holding S.A., terrenos situados na praia de Albardão, no Rio Grande do Sul, com a promessa de construir um grande balneário. A questão se tornou conhecida como o “conto do balneário”.

Faleceu em São Paulo no dia 17 de outubro de 1999.

Era casado com Estela de Toledo Piza, com quem teve três filhos.

Publicou O livro das mãezinhas (1937, 3ª ed. 1940), Depoimento (1976), sobre sua administração à frente da prefeitura de São Paulo, O dinheiro do Brasil (1980), e Por quem morreu Getúlio Vargas (1998).

 

FONTES: Correio Paulistano (18/3/58); Encic. Mirador; Estado de S. Paulo (9/5/69); Jornal da Tarde (25/1/79); LEITE, A. História; MELO, I. Dic.; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (2); Última Hora (22/6/60).

 

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