ROQUE ZIMMERMANN

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Nome: PADRE ROQUE
Nome Completo: ROQUE ZIMMERMANN

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

PADRE ROQUE

*religioso; dep. fed. PR 1995-2003.

Roque Zimmermann nasceu em Santo Cristo (RS) no dia 15 de dezembro de 1939, filho de Eugênio Matias Zimmermann e Agnes Catarina Zimmermann.

Padre da Congregação Missionária Sagrada Família, entre 1960 e 1962 estudou filosofia no Seminário São José, em Passo Fundo (RS). Em 1961 iniciou o curso de letras na Universidade de Passo Fundo, interrompido no ano seguinte. Em 1963, transferiu-se para a Itália e dedicou-se ao estudo de teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana, formando-se em 1967. Durante o ano de 1965, matriculou-se no Instituto Goethe, em Boppard (Alemanha), para aperfeiçoar-se na lingua alemã. De volta ao Brasil, em 1968, retornou para o curso de letras, diplomando-se no ano seguinte. Em 1984, ingressou no mestrado em ciências da Fundação Escola de Sociologia Política de São Paulo. Dois anos depois recebeu o título.

Filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT) em 1987 e dois anos depois tornou-se membro da diretoria do Sindicato dos Professores de Ensino Superior de Ponta Grossa (PR), onde atuou até 1992. Durante o ano de 1990 foi membro da executiva e do diretório municipal do PT daquela cidade e, em 1992, do diretório estadual do Paraná.

Em outubro de 1994, Padre Roque elegeu-se deputado federal, tendo como reduto eleitoral Ponta Grossa e municípios vizinhos. Empossado em janeiro de 1995, passou a integrar, como membro titular, a Comissão de Agricultura e Política Rural. Nas votações das emendas constitucionais enviadas ao Congresso pelo governo Fernando Henrique Cardoso ao longo de 1995, acompanhou as teses defendidas pelo PT. Tentou obstruir a proposta de quebra do monopólio dos governos estaduais na distribuição de gás canalizado e votou contra a abertura da navegação de cabotagem às embarcações estrangeiras, a revisão do conceito de empresa nacional, o fim do monopólio estatal nas telecomunicações e na exploração do petróleo e a prorrogação do Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), antigo Fundo Social de Emergência (FSE), criado na legislatura anterior para garantir o financiamento do plano de estabilização econômica do governo (Plano Real).

Em julho de 1996, declarou-se contrário à instituição da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que substituiu o Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), tributo criado para assegurar recursos destinados à saúde. No mesmo ano integrou a Comissão de Educação, Cultura e Desporto da Câmara. Sempre acompanhando os votos da oposição, em fevereiro de 1997 Padre Roque manifestou-se contra a emenda que instituiu a reeleição para prefeitos, governadores e presidente da República. Em novembro seguinte, opôs-se também ao destaque ao projeto de reforma administrativa do governo federal, que permitiu a demissão no serviço público por insuficiência de desempenho ou por excesso de gastos com pessoal.

Em outubro de 1998 foi reeleito deputado federal. Em novembro do ano seguinte votou contra a adoção do limite máximo para as aposentadorias do setor público e a instituição da idade mínima e do tempo de contribuição como critérios na concessão de benefícios para os trabalhadores da iniciativa privada. Nesta legislatura, foi ainda coordenador da Frente Parlamentar em Defesa da Agricultura Familiar, vice-líder do PT na Câmara dos Deputados entre 1999 e 2001, vice-presidente da comissão de Direitos Humanos, e titular nas comissões de Agricultura e Política Rural, de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, de Desenvolvimento Urbano e Interior e de Educação, Cultura e Desporto. Em setembro de 2001 teve aprovado um projeto de lei de sua autoria modificando o artigo nº 36 da Lei de Diretrizes de Bases da Educação (LDB), com o intuito de restabelecer o ensino de Filosofia e Sociologia como obrigatórios no Ensino Médio. Apesar de aprovado pelo Congresso Nacional o projeto foi vetado no mês seguinte pelo então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, fato que provocou protestos de diversas associações profissionais de sociólogos e filósofos no Brasil.

No pleito de outubro de 2002, candidatou-se a governador do Paraná em coligação composta por PT, PCB, PCdoB, PHS e PL. Todavia não conseguiu eleger-se, obtendo 842.399 votos (16,4% dos votos válidos) e ficando em quarto lugar no primeiro turno das eleições. No segundo turno declarou seu apoio ao governador Roberto Requião (PMDB) que obteve 2.664.045 votos (o equivalente a 55,2% dos votos válidos) vencendo Álvaro Dias (PDT) que recebeu 2.166.290 (44,8% dos votos válidos).  

Após derrota, foi convidado pelo governador eleito Roberto Requião para assumir a secretária do Trabalho, Emprego e Promoção Social do Paraná, sendo o único petista a ocupar um cargo de primeiro escalação no novo governo apesar do apoio da legenda ter sido decisivo para a vitória do ex-senador peemedebista no segundo turno das eleições. Deixou o mandato de deputado federal e exerceu o cargo de janeiro de 2003 até março de 2006 quando licenciou-se da secretaria para candidatar-se ao mandato de deputado estadual pelo PT. Ao longo de sua gestão, foi várias vezes escalado pelo governador Requião para mediar conflitos entre o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e os proprietários fundiários no interior do Paraná, em virtude de seus vínculos históricos com os movimentos sociais no estado. Foi o responsável ainda pela execução de vários programas voltados ao aumento de emprego no Paraná, tais como a instalação de agências do trabalhados no interior do estado, responsáveis pela formação de milhares de trabalhadores qualificados e projetos de estímulo à contratação formal de mão-de-obra que grande expansão durante seu período na secretaria, revertendo às tendências ao emprego informal e à contratação de mão-de-obra terceirizadas amplamente estimuladas pelos governos anteriores. 

 Nas eleições para deputado no pleito de outubro de 2006 obteve 14.707 votos e ficando apenas com uma suplência. Após a derrota nas eleições, radicou-se em Ponta Grossa e retomou suas atividades profissionais como sacerdote e professor universitário no Departamento de Educação da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). 

 Em março de 2007, após perder a disputa pela presidência do partido contra a facção liderada por André Vargas no 3º Congresso Estadual do PT do Paraná, Padre Roque solicitou sua desfiliação após mais de 20 anos de militância no partido, em decorrência de divergências políticas com a nova direção. Após desfiliar-se no PT não mais concorreu a cargos políticos, fixando residência em Ponta Grossa onde exerce suas atividades profissionais.  

Publicou a Coleção catequética, Libertação Páscoa (1977) e América Latina, o não ser (1987).

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); Folha de S. Paulo (31/1/95, 14/1/96, 30/1/97, 5/2, 29/9, 10/10, 6/11/98); http://www.parana-online.com.br/ (último acesso em: 12/11/2009); http://www.folha.uol.com.br/ (último acesso em: 12/11/2009); http://www.bonde.com.br/folhadelondrina/ (último acesso em: 14/11/2009).

 

 

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