SERPA, IVAN DA SILVEIRA

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Nome: SERPA, Ivan da Silveira
Nome Completo: SERPA, IVAN DA SILVEIRA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
SERPA, IVAN DA SILVEIRA

SERPA, Ivan da Silveira

*militar; comte. II DN 1987-1988; ch. EMA 1992; min. Mar. 1992-1994.

 

Ivan da Silveira Serpa nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 30 de dezembro de 1932, filho de Gastão da Silveira Serpa e de Ida de Carvalho Serpa.

Aspirante à Marinha de Guerra, ingressou na Escola Naval em fevereiro de 1949, sendo promovido a guarda-marinha do corpo de Armada em janeiro de 1953, e em março do ano seguinte a segundo-tenente. Designado para servir a bordo do cruzador Barroso em maio de 1955, foi promovido a primeiro-tenente em outubro. Deixou o navio em dezembro de 1957, para frequentar o curso de comunicações navais que concluiria dois anos depois. Primeiro-tenente desde novembro de 1958, serviu no Estado-Maior da Armada (EMA) de janeiro a novembro de 1959, quando assumiu a função de instrutor do Centro de Adestramento Almirante Marques de Leão.

Após ter feito o curso de guerra antissubmarina, nos Estados Unidos, e já desligado das tarefas de instrução, tornou-se ajudante de ordens do comando do estado-maior da Armada. Chefe de departamento do contratorpedeiro Pernambuco, em julho de 1962, em dezembro foi promovido a capitão de corveta. Em 1963, voltou aos Estados Unidos, onde fez o curso de tática antissubmarina, e em novembro foi designado para o Centro de Instrução Almirante Wandenkolk. Transferido para o estado-maior da Armada em abril de 1964, e designado instrutor da Academia Naval (EUA) em agosto de 1966, e da Escola Naval (RJ) em outubro de 1967, foi promovido a capitão de fragata em dezembro desse ano. De fevereiro de 1969 a janeiro de 1970, fez o curso de comando de estado-maior na Escola de Guerra Naval (EGN).

Em março de 1970, foi designado para o comando do Centro de Instrução Almirante Tamandaré. Nomeado oficial do estado-maior da Esquadra em março de 1971, em dezembro recebeu o comando do contratorpedeiro Piauí. Estagiário da Escola Superior de Guerra (ESG), de março a dezembro de 1973, foi promovido ao posto de capitão de mar e guerra. De março de 1974 a janeiro de 1975, fez o curso superior de guerra naval na EGN, assumindo em março a chefia do estado-maior da força de contratorpedeiros. Chefe do estado-maior do II Distrito Naval, sediado em Salvador, em maio de 1976, um ano depois se tornou comandante do esquadrão de contratorpedeiros, até setembro de 1978, quando assumiu o cargo de vice-diretor da Escola Naval.

Subchefe do Comando de Operações Navais em julho de 1980, em novembro foi promovido contra-almirante. De janeiro de 1983 a fevereiro de 1984, exerceu o comando da força de contratorpedeiros. Diretor da Escola Naval até março de 1985, já como vice-almirante assumiu em abril a diretoria de ensino da Marinha.

Vice-chefe do estado-maior da Armada um ano depois, foi nomeado comandante do II DN em abril de 1987, e em agosto de 1988 designado comandante em chefe da esquadra. Promovido a almirante de esquadra em março de 1990, no mês seguinte assumiu a diretoria-geral de pessoal da Marinha. Comandante de Operações Navais e diretor-geral de navegação em junho de 1991, em maio de 1992 foi nomeado chefe do estado-maior da Armada.

Transferido para a reserva, em outubro de 1992 tornou-se ministro da Marinha no governo de Itamar Franco (1992-1994). Crítico do Ministério de Defesa, na sua opinião incapaz de solucionar o problema da falta de recursos, mas que em contrapartida poderia provocar o surgimento dentro dos quartéis de milícias ligadas aos vários segmentos envolvidos na disputa pelo poder, Ivan Serpa argumentava que somente necessidades militares, e não políticas, deveriam determinar a criação do órgão.

Em 12 de dezembro de 1993, atendendo à solicitação do ministro da Justiça, Maurício Correia, Serpa encaminhou-lhe documento confidencial revelando que diversas pessoas entre as 144 dadas como desaparecidas haviam sido mortas depois de presas pelos órgãos de repressão política, durante o regime militar. O documento dizia ainda que a Marinha possuía informações sobre a atuação no Brasil da Agência Central de Inteligência (CIA) norte-americana e que militares brasileiros chegaram a efetuar prisões na Argentina.

Em 1994, o ministro Serpa declarou aos jornais que a responsabilidade pela crescente onda de criminalidade e violência no Rio de Janeiro cabia ao governador Leonel Brizola (1991-1995). Destacando a ineficácia da polícia, frisou que a ação das forças armadas no estado só poderia durar algum tempo, jamais ser permanente.

Em 1º de janeiro de 1995, passou a pasta ao almirante de esquadra Mauro César Pereira, novo ministro da Marinha do governo Fernando Henrique Cardoso. Em seguida, por dois anos, foi conselheiro militar da missão militar brasileira junto à ONU.

Casou-se com Solange Garcia Lopes, com quem teve dois filhos.

FONTES: ARQ. MIN. MAR.; Folha de S. Paulo (12/12/93); Globo (3/10/92); Jornal do Brasil (18/11/92).

 

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