SOUSA, JOSUE DE

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Nome: SOUSA, Josué de
Nome Completo: SOUSA, JOSUE DE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
SOUSA, JOSUÉ DE

SOUSA, Josué de

*dep. fed. AM 1955-1959; sen. AM 1965; dep. fed. AM 1979-1987.

 

Josué Cláudio de Sousa nasceu em Itajaí (SC) no dia 20 de novembro de 1910, filho de Fernando José de Sousa e de Maria Leonir Cláudio de Sousa.

Jornalista, advogado e empresário, bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito do Distrito Federal, no Rio de Janeiro, em 1943.

Radicando-se no Amazonas, com o fim do Estado Novo em 29 de outubro de 1945 e a conseqüente redemocratização do país, filiou-se à União Democrática Nacional (UDN), em cuja legenda foi eleito deputado estadual naquele estado em 19 de janeiro de 1947, reelegendo-se no pleito suplementar de 11 de março de 1951 na mesma legenda.

Desligando-se da UDN e filiando-se em seguida ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), em outubro de 1954 elegeu-se deputado federal pelo Amazonas, com a maior votação do estado. Concluindo seu mandato na Assembléia Legislativa em janeiro de 1955, no mês seguinte assumiu sua cadeira na Câmara dos Deputados, na qual tornou-se, em 1957, vice-líder do PTB a partir de maio e da minoria a partir de julho. Em outubro desse ano assumiu a liderança do bloco parlamentar de oposição.

No pleito de outubro de 1958 foi eleito suplente do senador Vivaldo de Palma Lima Filho, na legenda do PTB, tendo concluído seu mandato na Câmara em janeiro do ano seguinte, ao final da legislatura. Em 1962 foi prefeito de Manaus. Após a vitória do movimento político-militar de 31 de março de 1964 que depôs o presidente João Goulart (1961-1964) e iniciou o ciclo de presidentes militares, no dia 1º de abril de 1965 Josué de Sousa assumiu a cadeira de senador, em virtude de licença do titular, exercendo o mandato até 28 de agosto seguinte, quando Vivaldo Lima reassumiu.

Com a extinção dos partidos políticos através do Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao governo.

Afastado por algum tempo das disputas eleitorais, só voltou a concorrer a cargo eletivo no pleito de novembro de 1978, quando se elegeu deputado federal na legenda da Arena. Assumindo sua cadeira na Câmara dos Deputados na legislatura iniciada em fevereiro de 1979, tornou-se suplente da Comissão de Ciência e Tecnologia e membro titular da Comissão de Fiscalização Financeira e Tomada de Contas. Com a extinção do bipartidarismo em novembro desse ano e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), agremiação que sucedeu a Arena no apoio ao governo. Ainda em 1980 tornou-se titular da Comissão do Interior, no ano seguinte deixou a Comissão de Ciência e Tecnologia e em 1982 tornou-se suplente da Comissão de Fiscalização Financeira e Tomada de Contas.

Em novembro de 1982 reelegeu-se deputado federal em sua nova legenda, tomando posse em fevereiro de 1983. No início dessa legislatura, o deputado Dante de Oliveira, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB-MT), apresentou na Câmara dos Deputados um projeto de emenda constitucional que propunha o restabelecimento de eleições diretas para presidente da República no ano seguinte. Esse projeto, encampado pela oposição, proporcionou o desencadeamento de uma campanha nacional nesse sentido, que ficou conhecida como campanha das diretas. A emenda Dante de Oliveira foi, entretanto, derrotada na Câmara em 25 de abril de 1984, por falta de 22 votos, o que impediu sua apreciação pelo Senado. O deputado Josué de Sousa, atendendo à determinação do seu partido, não compareceu à votação.

Com esse resultado, o sucessor do presidente João Figueiredo (1979-1985) seria mesmo eleito por via indireta. Vários eram os postulantes no partido do governo à condição de candidato oficial. A falta de consenso quanto à forma de escolha provocou uma cisão na agremiação governista e os dissidentes formaram a Frente Liberal. Para definir seus candidatos, o PDS realizou sua convenção em agosto seguinte, na qual o deputado Josué de Sousa votou em Paulo Maluf, que venceu o ministro do Interior Mário Andreazza. Na mesma oportunidade, o deputado cearense Flávio Marcílio derrotou o governador de Alagoas, Divaldo Suruagi, e tornou-se o candidato à vice-presidência.

Para concorrer com os candidatos da situação, os partidos de oposição — exceto o Partido dos Trabalhadores (PT) —, liderados pelo PMDB, e a Frente Liberal formaram a Aliança Democrática e lançaram o então governador de Minas Gerais, Tancredo Neves, e o senador maranhense, José Sarney, respectivamente, candidatos à presidência e vice-presidência da República. Na reunião do Colégio Eleitoral, em 15 de janeiro de 1985, Josué de Sousa ratificou seu voto em Paulo Maluf, que foi derrotado pelo candidato oposicionista Tancredo Neves. Porém, a doença do presidente eleito às vésperas da posse fez com que Sarney assumisse o governo, em caráter interino, no dia 15 de março daquele ano e fosse efetivado em abril, após a morte do titular.

Não tendo concorrido à reeleição em novembro de 1986, Josué de Sousa permaneceu na Câmara dos Deputados até o fim de janeiro de 1987, quando se encerraram o seu mandato e a legislatura, e não voltou a disputar qualquer cargo eletivo.

Foi, ainda, presidente da Assembléia Legislativa, governador interino e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas.

Faleceu no dia 13 de agosto de 1992.

Era casado com Naidi Mercedes dos Santos Torres, com quem teve seis filhos, um dos quais, Josué Filho, foi candidato derrotado ao governo do Amazonas em 1982 e deputado estadual em várias legislaturas.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1946-1967, 1979-1983, 1983-1987); CÂM. DEP. Relação dos dep.; CÂM. DEP. Relação nominal dos senhores; Globo (26/4/84 e 16/1/85); Perfil (1980); SENADO. Relação; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1, 2, 3 e 4).

 

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