TOGO POVOA DE BARROS

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Nome: BARROS, Togo de
Nome Completo: TOGO POVOA DE BARROS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
BARROS, TOGO DE

BARROS, Togo de

*gov. RJ 1958-1959.

 

Togo Póvoa de Barros nasceu em Campos (RJ) no dia 24 de abril de 1914, filho de José Ribeiro de Almeida Barros Filho e de Djanira Póvoa.

Cursou o secundário no Liceu de Humanidades de Campos e, em 1938, bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito de Niterói. Quatro anos depois, tornou-se procurador do Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA).

Elegeu-se deputado à Assembléia Constituinte do Rio de Janeiro em janeiro de 1947 na legenda do Partido Social Democrático (PSD). Nas eleições de outubro de 1950 obteve apenas uma suplência na Assembleia Legislativa, mas no pleito seguinte, de 1954, voltou a eleger-se deputado estadual, sendo empossado em fevereiro de 1955. Em 1957, solicitou licença do mandato para assumir da Secretaria de Agricultura, Indústria e Comércio do Estado do Rio de Janeiro, no governo de Miguel Couto Filho (1955-1958). De volta à Assembleia ainda no mesmo ano, foi eleito seu presidente. Nessa qualidade, em 3 de julho de 1958, diante do afastamento do governador Miguel Couto Filho para candidatar-se ao Senado, e do vice-governador Roberto da Silveira para concorrer ao governo do estado, assumiu a chefia do Executivo estadual. Permaneceu no cargo até 31 de janeiro de 1959, quando transmitiu o governo a Roberto da Silveira.

Reeleito deputado estadual na legenda do PSD em outubro de 1962, foi empossado em fevereiro seguinte. Com a decretação do Ato Institucional nº 2, em outubro de 1965, e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar instituído no país em abril de 1964. Candidatava-se à reeleição na legenda da Arena quando, em novembro de 1966, teve a candidatura impugnada, sob a acusação de ter hospedado o líder comunista Luís Carlos Prestes em sua residência. De acordo com seu depoimento, a impugnação de seu nome foi rejeitada por unanimidade pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Alguns dias antes do pleito, no entanto, teve seu mandato cassado pelo regime militar. A medida, segundo ele, teria sido uma retaliação aos discursos que vinha fazendo na tribuna da Assembleia em apoio ao ex-presidente Juscelino Kubitschek (1956-1961). Além da cassação, o ato determinou sua aposentadoria compulsória como procurador do IAA.

Afastado da vida pública, passou a atuar como advogado em Teresópolis (RJ) e tornou-se membro do Conselho de Administração da Indústria de Bebidas Joaquim Tomás de Aquino S.A., empresa do Grupo Toquino, de propriedade de seu sogro. Com a aprovação da Lei de Anistia (28/8/1979), teve autorizada a revisão de seus proventos de aposentadoria pelo IAA em junho de 1980. Não tendo mais se candidatado a cargos eletivos, dedicou-se também às atividades de escritor.

Professor do Instituto Comercial de Campos, foi ainda redator de O Dia e presidente da Caixa Econômica Federal do Estado do Rio de Janeiro. Além disso, tornou-se membro da Academia Teresopolitana de Letras, da Academia Petropolitana de Letras e da Academia Campista de Letras.

Faleceu em Campos no dia 25 de março de 2007.

Casou-se com Maria Carolina Aquino de Barros, com quem teve quatro filhos.

Entre outros livros, publicou Discursos parlamentares e Um pouco de mim, muito dos outros (memórias, 1996).

FONTES: CORRESP. GOV. EST. RJ; Encic. Mirador; Globo (26/3/07); INF. BIOG.; Jornal do Brasil (3/7/80); LACOMBE, L. Chefes.

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