VALDIR RAUPP

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Nome: RAUPP, Valdir
Nome Completo: VALDIR RAUPP

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

RAUPP, Valdir 

* pref. Porto Velho 1993-1994; gov. RO 1995-1998; sen. RO 2003-2011; 2011-

 

Valdir Raupp nasceu em São João do Sul (SC) no dia 24 de agosto de 1955, filho de Manuel José de Matos e Alta Raupp de Matos.

Em 1977 transferiu-se para Rondônia, onde iniciou sua carreira política elegendo-se, em novembro de 1982, vereador em Cacoal pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Ainda nessa agremiação, pleiteou, em novembro de 1984, o Executivo municipal de Rolim de Moura (RO), sendo bem-sucedido na eleição. Logo após afastar-se da vereança, assumiu o mandato de prefeito em dezembro seguinte, permanecendo no exercício de suas funções até 1988.

Em 1989 tornou-se diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem de Rondônia, cargo que exerceu até o ano seguinte. Foi o coordenador no estado da campanha vitoriosa de Fernando Collor de Melo à Presidência da República no pleito de novembro/dezembro do ano anterior. Em março de 1990 filiou-se ao Partido da Reconstrução Nacional (PRN), agremiação que lançara a candidatura de Collor.

No pleito de outubro seguinte candidatou-se ao governo de Rondônia pelo PRN, mas foi derrotado pelo candidato do Partido Trabalhista Renovador, Osvaldo Piana, que foi ao segundo turno, em virtude do assassinato do ex-senador e candidato primeiro colocado no primeiro turno, Olavo Pires.

Retornando ao PMDB em fevereiro de 1991, tornou-se vice-presidente estadual da agremiação ainda nesse ano e por ela candidatou-se mais uma vez à prefeitura de Rolim de Moura em outubro de 1992. Eleito, assumiu o mandato em janeiro seguinte, permanecendo na prefeitura até março de 1994, quando foi substituído pelo vice-prefeito João Batista Dias, para disputar o mandato de governador no pleito realizado no mês de outubro. Representando o PMDB, obteve 42,5% dos votos válidos no primeiro turno e 63,1% dos votos no segundo turno. Foi empossado em fevereiro. No mesmo mês denunciou que o ex-governador Osvaldo Piana havia “saqueado Rondônia”, deixando um rombo nas contas do estado. Em agosto seguinte, autorizou a execução da ordem de desocupação da fazenda Santa Elina, em Corumbiara, distrito de Colorado do Oeste (RO). No confronto armado entre a Polícia Militar e os trabalhadores sem terra houve 11 mortos, segundo as estatísticas oficiais. Raupp culpou o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) pela ineficiência nas desapropriações e criticou as investigações extra-oficiais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e da Pastoral da Terra, entidade da Igreja Católica.

Em maio de 1996, recebeu verbas federais para a restauração da rodovia BR-364 e para melhorar a distribuição de energia elétrica no estado em troca da votação favorável da bancada de deputados federais de Rondônia à reforma da previdência proposta pelo governo Fernando Henrique Cardoso. Em novembro desse ano,, juntamente com o presidente da República e o governador do Pará, Almir Gabriel (1995-1998), foi condenado, em julgamento simbólico, como responsável pelos massacres de Eldorado dos Carajás (PA) e de Corumbiara, pelo tribunal internacional criado pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e pela OAB.

Iniciando sua campanha para reeleição já em 1997, em maio foi acusado de desviar 1,48 milhão de reais das Centrais Elétricas de Rondônia (Ceron) para pagar publicidade. Esse episódio resultou num processo na 1ª Vara Criminal de Porto Velho, na prisão de dois publicitários e um jornalista e na decretação da prisão preventiva do ex-superintendente de Comunicação Governamental de Rondônia, Robson Oliveira, por suposta participação no desvio de dinheiro da Ceron. No pleito de outubro de 1998, candidatou-se à reeleição, sendo derrotado no segundo turno pelo candidato do Partido da Frente Liberal (PFL), José de Abreu Bianco.

Em 2002 disputou uma vaga no Senado Federal na legenda do PMDB. Eleito, assumiu o cargo de senador a partir de fevereiro de 2003. Em julho do mesmo ano o Ministério Público Federal (MPF) encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) inquérito contra Raupp por crimes contra o sistema financeiro nacional. De acordo com o MPF, durante o seu governo em Rondônia, froa contraído um empréstimo com o BIRD (Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento) para o Plano Agropecuário e Florestal de Rondônia (Planafloro). No entanto, foi denunciado que o empréstimo teria sido usado pelo governador para saldar outras despesas do estado.

Foi presidente do diretório regional do PMDB de Rondônia entre 2004 e 2006. No senado, foi relator do Orçamento da União para 2007. Foi líder do PMDB entre fevereiro de 2007 e janeiro de 2009, e líder da maioria entre setembro de 2007 e janeiro de 2009. Foi também titular da Comissão do Risco Ambiental, da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Emigração Ilegal, da CPI dos Correios, da CPI das Ambulâncias, da CPI da Terra, da CPI dos Bingos, da CPI da Petrobrás, da Comissão sobre Mudanças Climáticas, da Comissão de Serviços de Infra-Estrutura, Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática, da Comissão de Assuntos Econômicos, e da Comissão da Reforma do Judiciário. Foi autor dos projetos de lei que previam a criação de Zonas de Processamento de Exportação (ZPE’s), respectivamente, em Guajará-Mirim (PLS-349/07) e Porto Velho (PLS 351//07), aprovados pelo Senado e pela Comissão da Amazônia Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional, da Câmara dos Deputados. Também foi autor de projetos de lei, aprovados pelo Senado, criando escolas técnicas federais nos municípios de Machadinho do Oeste, Buritis, Ariquemes, Rolim de Moura, Cacoal, São Miguel do Guaporé e Vilhena, todos em Rondônia.

Em fevereiro de 2009 apareceu em reportagem de capa da revista Isto É como um dos senadores “fichas-sujas” do Congresso, por estar respondendo a processos no STF. De acordo com a publicação, foi indiciado em vários inquéritos constantes no STF, entre eles, crimes contra a administração pública, improbidade administrativa, crimes eleitorais, peculato, “lavagem” ou ocultação de bens, direitos ou valores. Em maio de 2009 recebeu o Prêmio Mérito do Legislador 2008, por apresentar o projeto de lei nº 342/2008, sobre a moratória para fazer cessar o desmatamento na Amazônia Legal, instituindo o conceito de ativo econômico, e prevendo a concessão de incentivos na gestão sustentável das florestas existentes naquela região.

Em Agosto de 2010, o STF aceitou denúncia contra Raupp por suposta prática de crime contra o sistema financeiro nacional quando ocupava o cargo de governador de Rondônia, entre 1995 e 1999. De acordo com a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF), Raupp teria aplicado de forma irregular recursos obtidos por meio de um empréstimo do Banco Mundial (Bird). 

Nas eleições de 2010 foi reeleito senador com 481.420 votos. No mesmo ano, com a eleição de Michel Temer para a vice-presidência da República, tornou-se presidente nacional do PMDB.

Em 2011, votou favoravelmente ao Projeto de Lei nº 382/2011, que fixou o salário mínimo em quinhentos e quarenta e cinco reais e estabeleceu política de reajuste do mesmo até o ano de 2015. Atuou também na aprovação da Lei Geral nº 12527/2011, que ficou conhecida como Lei de Acesso à Informação e estabeleceu obrigatoriedade de divulgação de informaões de interesse coletivo.

Em Março de 2012, o Ministério Publico denunciou Raupp por suposto desvio de recursos do Estado de Rondônia para empresas de comunicação. Segundo a denúncia, Raupp, teria sido, quando governador, coautor de um esquema que desviou R$ 10,2 milhões para grupos de comunicação em troca de apoio político. A denúncia foi anexada ao processo que seguia tramitando no STF.

Casou-se com Marinha Célia Rocha Raupp de Matos, eleita deputada federal por Rondônia no pleito de outubro de 1994 e reeleita em outubro de 1998, com quem teve dois filhos.

 

 

FONTES: CURRIC. BIOG.; INF. BIOG.; Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em:  <http://www.camara.gov.br>. Acesso em 31/10/2009; Portal do Jornal do Brasil. Disponível em: <http://jbonline.terra.com.br>. Acesso em 31/10/2009;  Portal do jornal O Estado de São Paulo. Disponível em: <http://www.estadao.com.br>. Acesso em 14/11/2013; Portal do jornal Folha de São Paulo. Disponível em <http://www1.folha.uol.com.br>. Acesso em 31/10/2009; Portal do jornal O Globo. Disponível em: <http://g1.globo.com>. Acesso em 14/11/2013; Portal do Senado Federal. Disponível em: <http://www.senado.gov.br>. Acesso em 31/10/2009 e 14/11/2013; Portal do Supremo Tribunal Eleitoral. Disponível em: <http://www.tse.jus.br>. Acesso em 14/11/2013; Portal do Supremo Tribunal Federal.  Disponível em: <http:// www.stf.jus.br>. Acesso em 31/10/2009; Portal da revista Isto É. Disponível em: <http://www.terra.com.br/istoe>. Acesso em 31/10/2009; Portal UOL de Notícias. Disponível em: <http://noticias.uol.com.br>. Acesso em 14/11/2013.

 

 

 

 

 

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