VARGAS, Pepe

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: VARGAS, Pepe
Nome Completo: VARGAS, Pepe

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
VARGAS, Pepe

VARGAS, Pepe

*dep. fed. RS 2007-2011, 2011-2015, 2015-; min. Desenv. Agr. 2012-2014; min. Rel. Inst. 2015; secr. Nac. Dir. Hum 2015-.

 

Gilberto José Spier Vargas, conhecido como Pepe Vargas, nasceu em Nova Petrópolis (RS), no dia 29 outubro de 1958, filho de Mauro Diniz de Vargas e Carmen Spier Vargas.

Ainda estudante, em 1981, filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT). Em 1985 formou-se em medicina pela Universidade de Caxias do Sul (RS).

Entre 1987 e 1991 presidiu o diretório municipal do PT em Caxias do Sul, em cuja legenda se elegeu vereador na mesma cidade em 1988, e deputado estadual, em 1994.

Em 1996 elegeu-se prefeito de Caxias do Sul, tendo sido reeleito em 2000 com apenas 824 votos a mais que seu opositor, José Ivo Sartori, candidato do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).

Em 2005, abriu mão da candidatura à presidência estadual do PT em prol de Olívio Dutra.

Eleito deputado federal nas eleições de 2006, no ano seguinte participou da Comissão Parlamentar de Inquérito da Crise do Tráfego Aéreo, que ficou conhecida como CPI do Apagão Aéreo, e que investigou uma série de problema no setor, após trágico acidente ocorrido ainda ano final de 2006, e que demonstrara a existência de graves problemas nas áreas de controle. Em 2008, passou a integrar a comissão especial que discutiu a reforma tributária no país; e foi escolhido relator da proposta de recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), derrotada em plenário, e que foi rebatizada como Contribuição Social para a Saúde (CSS).

Em outubro deste ano , Pepe Vargas candidatou-se à prefeitura de Caxias do Sul, sendo derrotado ainda no primeiro turno pelo candidato do PMDB, José Ivo Sartori .

Na Comissão de Finanças e Tributação, foi escolhido, em 2009, presidente da subcomissão permanente das Micro e Pequenas Empresas, e relator da proposta que extinguia o fator previdenciário. Foi também relator, no ano seguinte, da Medida Provisória que instituiu os critérios para o reajuste do salário mínimo em 2011, considerando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e a variação do Produto Interno Bruto (PIB).

Reeleito no ano seguinte com 120 mil votos, foi empossado para novo mandato no mês de Fevereiro de 2011, quando teve início a nova legislatura. Nesta, com atuação de destaque como um dos articuladores do governo da presidente Dilma Rousseff (2011-), chegou a ter seu nome cotado para a liderança do governo no Congresso, segundo cobertura especializada. Foi em 2012, no entanto, que recebeu voto de confiança da Presidência, quando, em Março, foi indicado para assumir o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), em substituição a Afonso Florence. Tal transição se deu em meio a pressões dos movimentos sociais quanto a política agrária da Presidência da República, às vésperas do “Abril Vermelho”, conjunto de manifestações anuais do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) pela aceleração das desapropriações. Empossado, se comprometeu a dialogar com os movimentos sociais e também a prover maior agilidade aos processos de assentamentos, bem como os incrementos às suas respectivas produtividades. No comando da pasta, aprofundou a política de incentivo aos pequenos produtores, aumentando o número de contratos assinados no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento à Agricultura Familiar (PRONAF). Com a verba proveniente da segunda fase do Programa de Aceleração do Desenvolvimento (PAC), foram disponibilizadas máquinas retroescavadeiras para municípios com mais de 50 mil habitantes, a fim de facilitar o escoamento da produção, por meio da abertura de estradas vicinais.  Também sob sua gestão, foi lançado o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo) – Plano Brasil Agroecológico (2013-2015), elaborado com a participação da sociedade civil, visando ações de transição para uma agricultura livre de agrotóxicos.

Em Março de 2014, deixou o Ministério a fim de tornar-se apto para concorrer a um novo mandato de deputado nas eleições daquele ano. Na ocasião, foi sucedido por Miguel Rossetto. Com 109 mil votos, logrou êxito no pleito e foi reeleito para o Legislativo Federal.

Antes que fosse empossado na nova Legislatura, no entanto, foi indicado pela Presidente Dilma, reeleita em 2014, para suceder Ricardo Berzoini na Secretaria de Relações Institucionais (SRI), que, desde 2007, havia passado a ter status de Ministério.   Nesta nova condição de articulador do Governo, teve como primeiro desafio a presidência da Câmara dos Deputados. Na ocasião, o candidato governista Arlindo Chinaglia (PT-SP) teve desempenho considerado fraco e foi derrotado, em primeiro turno, pelo peemedebista fluminense Eduardo Cunha, que recebeu 276 votos, dentre os 513 deputados. A vitória de Cunha, considerado desafeto da presidente Dilma, foi considerada uma derrota do governo na Câmara, que, não obstante, teria ficado sem representantes petistas também na vice-presidência e na função de primeiro-secretário, exercidas, respectivamente, por Waldir Maranhão (PP/MA) e Beto Mansur (PRB/SP).

Em Abril de 2015, as atribuições da SRI foram transferidas ao Vice-Presidente Michel Temer, mas Vargas foi mantido na Esplanada dos Ministérios, tendo assumido  então a pasta de Direito Humanos.

                       

Jean Spritzer/Sergio Montalvão (atualização)

 

FONTES: Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em: <http://www.camara.gov.br>. Acesso em: 04/09/2015; Portal Congresso em Foco. Disponível em: <http://www.congressoemfoco.uol.com.br/>. Acesso em 04/09/2015; Portal Folha de S. Paulo. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br>. Acesso em: 04/09/2015; Portal do Ministério do Desenvolvimento Agrário. Disponível em: <http://www.mda.gov.br/>. Acesso em 04/09/2015; Portal do dep. fed. Pepe Vargas. Disponível em: < http://www.pepevargas.com.br>.  Acesso em: 04/09/2015; Portal G1 de Notícias. Disponível em: <http://www.g1.globo.com/noticias/>. Acesso em 08/09/2015; Portal do O Estado de São Paulo. Disponível em: <http://www.estadao.com.br/>. Acesso em 08/09/2015; Portal do Tribunal Regional Eleitoral/RS. Disponível em: <http://www.tre-rs.gov.br>. Acesso em: 04/11/2009; Portal do Tribunal Superior Eleitoral. Disponível em: <http://www.tse.jus.br/>. Acesso em 04/09/2015; Portal Zero Hora. Disponível em: <http://zerohora.clicrbs.com.br/>. Acesso em: 04/11/2009.

 

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados