Vicente Ferreira de Arruda Coelho

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Nome: ARRUDA, Vicente
Nome Completo: Vicente Ferreira de Arruda Coelho

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
ARRUDA, VICENTE

ARRUDA, Vicente


*dep. fed. CE 1995-1999; 1999-2003; 2003-2007; 2007-2011; 2011-


 

Vicente Ferreira de Arruda Coelho nasceu em Granja (CE), no dia 17 de maio de 1929, filho de Vicente Ferreira de Arruda Coelho e de Inácia Oliveira de Arruda Coelho. Seu irmão, Esmerino Arruda, ocupou uma cadeira na Câmara dos Deputados entre 1955 e 1967.

Bacharel em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito do Ceará em 1952, fez o curso de pós-graduação em ciências políticas, na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, concluído em 1954.

Advogado, jornalista e cientista político, filiou-se em 1993 ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), candidatando-se no pleito de outubro do ano seguinte a deputado federal. Eleito, foi empossado em fevereiro de 1995, integrando a Comissão de Constituição e Justiça. Votou a favor da quebra do monopólio estatal nos setores de telecomunicações, na exploração do petróleo, na distribuição do gás canalizado e na navegação de cabotagem; pelo fim de todas as diferenças legais entre as empresas nacionais e estrangeiras; pela criação do Fundo Social de Emergência (FSE).

Terceiro-vice-presidente da Comissão de Constituição e Justiça, em 1996 apoiou a criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Em 1997, presidente da Comissão de Seguridade Social e Família, votou a favor da emenda que previa a reeleição de presidente da República, governadores e prefeitos, e pelo fim da estabilidade dos servidores públicos.

Reelegeu-se no pleito de outubro de 1998, na legenda do PSDB em coligação com o Partido Popular Socialista (PPS) e o Partido Social Democrático (PSD). Em novembro, votou a favor do teto de 1.200 reais para as aposentadorias no serviço público e dos critérios de idade mínima e tempo de contribuição, para os trabalhadores no setor privado. Iniciou novo mandato na Câmara dos Deputados em janeiro de 1999.

Em outubro 2002, uma vez mais, foi eleito Deputado Federal, por uma ampla coligação “O Ceará não pode parar”, que englobou quatro partidos políticos, encabeçada pelo PSDB. Nesse mandato, entre os anos de 2005 a 2006, Vicente Arruda exerceu a vice-liderança da bancada do seu partido.

Nas eleições de 2006, consagrou-se como um dos Deputados mais votados no Ceará, ultrapassando a barreira dos 100.000 votos. Nessa eleição foi membro da coligação “Para Frente Ceará”, que contou com o apoio de oito siglas políticas. Em 2007, porém, desfiliou-se do PSDB em função do racha entre Tasso Jereissati, então presidente nacional da sigla, e Lúcio Alcântara, governador do Ceará (2003-2007). Lúcio Alcântara filiou-se ao Partido da República (PR) após sua tentativa fracassada de reeleição em 2006, quando foi derrotado pelo candidato Cid Gomes, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), que, por sua vez, contou com o apoio de Tasso Jereissati. A desfiliação de Lúcio Alcântara foi seguida pela saída de outros três Deputados Federais eleitos, entre eles, Vicente Arruda, que passou também a integrar o PR.

Em Abril de 2007, o PSDB encaminhou à Mesa da Câmara dos Deputados uma representação solicitando a entrega dos mandatos dos deputados que deixaram a coligação pela qual foram eleitos, entre os quais, Vicente Arruda. A disputa somente se encerrou em Outubro daquele ano, quando uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) manteve os deputados que tivessem trocado de legenda até o mês de Março.

Durante a conturbada votação pela permanência do imposto de Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), foi favorável à manutenção do tributo até 2011.

Nas eleições de 2010 foi reeleito deputado federal com quase 100 mil votos.  Assumiu seu quinto mandato na Câmara em Fevereiro de 2011. Na nova legislatura, integrou como titular a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e a Comissão Especial que debateu a Proposta de Emenda à Constituição 215/00, referente à demarcação de terras indígenas. Em 2013, deixou o PR e filiou-se ao recém-fundado Partido Republicano da Ordem Social (PROS). Por esta legenda, pleiteou um novo mandato na Câmara nas eleições de 2014, mas os 70 mil votos que obteve renderam apenas uma suplência.

Casado com Magali Souto de Arruda Coelho, teve três filhos. Seu sobrinho, Zé Geraldo Arruda, foi eleito Deputado Federal em 2006, pelo PMDB.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); Estado de S. Paulo (28/11/97); Folha de S. Paulo (14/1/96, 30/1 e 17/7/97, 29/9 e 6/11/98); Globo (29/1 e 17/7/97); TRIB. SUP. ELEIT. Internet; Portal Terra (http://noticias.terra.com.br/; acessado em 21/12/2009); Portal Folha Online (http://www1.folha.uol.com.br/; acessado em 21/12/2009); Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em: <http://www2.camara.leg.br>. Acesso em 14/04/2014; Portal do Supremo Tribunal Federal. Disponível em: <http://www.stf.jus.br>. Acesso em 14/04/2014; Portal do Tribunal Superior Eleitoral. Disponível em: <http://www.tse.jus.br>. Acesso em 14/04/2014.


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