VILMAR PERES DE FARIAS

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: PERES, Vilmar
Nome Completo: VILMAR PERES DE FARIAS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
PERES, VILMAR

PERES, Vilmar

*gov. MT 1986-1987; dep. fed. MT 1991-1992.

Vilmar Peres de Farias nasceu em Barra do Garças (MT), no dia 14 de maio de 1939, filho de José Ângelo dos Santos e de Leonídia Santos de Morais.

Concluiu o segundo grau em 1964, no Centro de Ensino Médio, no Distrito Federal.

Ingressou na vida política elegendo-se vereador de sua cidade natal em novembro de 1972, na legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instalado no país em abril de 1964. Em novembro de 1976 conquistou a prefeitura de Barra do Garças, a maior cidade da região leste do estado.

Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979, e a consequente reorganização partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), agremiação que deu continuação à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar.

Em virtude de emenda constitucional aprovada no Congresso em setembro de 1980, prorrogando todos os mandatos municipais, Vilmar Peres só deixou a prefeitura em março de 1982, elegendo-se em novembro vice-governador do estado, na chapa encabeçada por Júlio Campos.

Com a rejeição pela Câmara dos Deputados da emenda Dante de Oliveira, que previa eleições diretas para presidente da República – faltaram 22 votos para que a proposição fosse elevada à apreciação do Senado – na convenção do PDS que haveria de escolher o candidato do regime à sucessão, Vilmar Peres votou no ministro dos Transportes, Mário Andreazza, derrotado pelo então deputado federal, Paulo Maluf.

Em maio de 1986, quando Júlio Campos se desincompatibilizou para concorrer a uma vaga de deputado federal, Vilmar Peres assumiu o governo do estado, que deixou em março de 1987, já filiado ao Partido da Frente Liberal (PFL), transferindo o cargo ao oposicionista Carlos Bezerra, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).

Durante a curta gestão de Peres, foi registrado um dos maiores escândalos financeiros da história de Mato Grosso: o chamado “rombo” do Banco do Estado de Mato Grosso (Bemat), que tratava de desvios na carteira de câmbio, em São Paulo. Nada foi comprovado e, por falta de provas documentais, o processo foi arquivado.

Em 1988, elegeu-se primeiro suplente de deputado estadual da bancada do Partido Liberal (PL), vindo a exercer o mandato por três meses.

Eleito deputado federal pelo PL em outubro de 1990, assumiu uma cadeira na Câmara dos Deputados em fevereiro de 1991. Tornou-se titular da Comissão de Agricultura e Política Rural.

Na sessão da Câmara dos Deputados de 29 de setembro de 1992, votou a favor da abertura do processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade por ligações com um esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Afastado da presidência logo após a votação na Câmara, Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado Federal, sendo efetivado na presidência da República o vice Itamar Franco, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde o dia 2 de outubro.

No pleito de outubro de 1992 Vilmar Peres voltou a eleger-se prefeito de Barra do Garças, deixando a vaga de deputado federal para o suplente Itsuo Takayama. Iniciou o mandato em janeiro de 1993, exercendo-o até dezembro de 1997.

Nas eleições de outubro de 1998, na legenda do Partido Progressista Brasileiro (PPB), concorreu sem êxito a uma vaga na Assembléia Legislativa. Posteriormente, deixou o PPB e retornou ao Partido da Frente Liberal (PFL).

Em setembro de 1999, filiou-se ao Partido Popular Socialista (PPS).

Vilmar Peres ainda concorreu a um terceiro mandato de prefeito em seu município natal, nas eleições realizadas em outubro de 2004. Porém, acabou como o segundo colocado no pleito,  obtendo cerca de 9,5 mil votos.

Faleceu em Barra do Garças, no dia  15 de março de 2006.

Era casado com Cândida dos Santos Farias, com quem teve três filhos.

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); Diário de Cuiabá (29/9/99); Folha de S. Paulo (15/5/86); INF. BIOG.; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1998).

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados