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Jornal carioca diário fundado em 2 de agosto de 1875 por José Ferreira de Sousa Araújo. Introduziu uma série de inovações na imprensa brasileira, como o emprego do clichê, das caricaturas e da técnica de entrevistas, chegando a ser um dos principais jornais da capital federal durante a República Velha.

 

Da fundação à Revolução de 1930

Inicialmente, a Gazeta de Notícias era dirigida por três diretores associados: além do fundador, chefiavam o jornal Henrique Chaves e Emanuel Carneiro. O objetivo do periódico no momento de sua fundação era lutar pela abolição da escravatura e pela proclamação da República. Para levar a efeito esse propósito, Ferreira de Araújo reuniu uma equipe que incluía figuras de destaque na vida pública da época, como Quintino Bocaiúva, Silva Jardim e José do Patrocínio. Este último manteria no jornal, entre 1877 e 1881, a coluna “Semana política”, além de publicar vários poemas dedicados à princesa Isabel.

O primeiro editorial da Gazeta de Notícias era assinado por Lulu Senior, pseudônimo adotado por Ferreira de Araújo. Em 24 de abril de 1876, o jornal publicou uma matéria defendendo a construção de uma ponte entre as cidades do Rio de Janeiro e de Niterói, sob o argumento de que esta seria a única forma de promover a maior integração econômica entre as áreas produtoras de gêneros agrícolas e a capital do Império.

Em 1879, a Gazeta de Notícias foi o primeiro jornal brasileiro a instalar uma rotativa. Por volta de 1880, o jornal — segundo a moda da época — começou a publicar folhetins, sobretudo traduzidos de autores franceses. Foi através de seu suplemento literário domingueiro que a Gazeta publicou, em 1888, sempre sob a forma de folhetim, O Ateneu, de Raul Pompéia. Durante esses primeiros anos, o jornal tinha entre oito e 20 páginas, e possuía ainda um suplemento econômico semanal redigido em francês, intitulado Le Brésil économique.

Por volta de 1890, a Gazeta de Notícias transformou-se numa sociedade anônima, mantendo-se Ferreira de Araújo por algum tempo na direção. Pouco depois, entretanto, o fundador do jornal embarcou para a Europa, vendo nos adventos da abolição e da República a consolidação de suas principais aspirações.

Com o início da chamada República Velha, a Gazeta de Notícias passou a se identificar plenamente com a situação, funcionando nos primeiros tempos como órgão antimonarquista e depois como defensora das elites agrárias. Assim, já em 1891, defendendo o Governo Provisório de Deodoro da Fonseca, o jornal foi favorável a Rui Barbosa e à sua política do “encilhamento”. Pouco depois, identificou-se com a política autoritária de Floriano Peixoto, opondo-se à Revolução Federalista, na qual entrevia interesses da monarquia deposta.

Em 1896, sob o título “Caricaturas instantâneas”, a Gazeta começou a publicar portraits-charges de políticos, escritores e outras figuras de destaque, com desenhos de Julião Machado e textos de Lúcio Mendonça. Na Europa, Ferreira de Araújo estabeleceu contato com Ramalho Ortigão, obtendo deste, além de matérias para seu jornal no Brasil, uma aproximação com Eça de Queirós. Estando censuradas em Portugal suas Cartas de Inglaterra, Eça de Queirós autorizou sua publicação pelo diário carioca.

Por volta de 1900, a chefia da redação da Gazeta estava a cargo de Carlo Parlagreco, que dividia a reportagem com Afonso de Montaury. João Lopes Chaves escrevia os artigos de fundo. Nesse momento, iniciou-se o declínio do folhetim, gradualmente suplantado pela reportagem. O artigo político começava também a ceder lugar à entrevista. Ganhavam destaque temas antes considerados secundários, como as histórias policiais e as notícias esportivas.

Já no princípio do século, Cândido de Campos assumiu a direção do jornal, então de propriedade de Salvador Santos. Nessa fase, delineou-se com maior nitidez o caráter situacionista do periódico. Alguns de seus principais redatores, como Antônio Torres, Miguel Melo e Adoasto Godói, destacaram-se por traduzir com fidelidade o pensamento do dono do jornal. O governismo da Gazeta de Notícias não impediu entretanto que surgissem alguns conflitos com a administração federal — em 1904, o jornal combateu a vacinação obrigatória e, durante o período Afonso Pena (1906-1909), mostrou-se contrário à idéia da obrigatoriedade do serviço militar, aventada pelo então ministro da Guerra, marechal Hermes da Fonseca. Nessa época, a Gazeta ainda sofria a influência de Rui Barbosa, o qual orientava as matérias do jornal no sentido de que o serviço militar obrigatório fosse tachado de medida belicosa e “anuladora da personalidade individual”.

Em 1910, porém fiel à sua posição fundamentalmente governista, a Gazeta de Notícias combateu a candidatura de Rui Barbosa à presidência da República e sua Campanha Civilista, defendendo o candidato da situação, Hermes da Fonseca. O mesmo aconteceu em 1922, quando o jornal apoiou a candidatura situacionista de Artur Bernardes e combateu a Reação Republicana.

Em 1923, a direção do jornal passou a Vladimir Bernardes, que se manteria igualmente como proprietário até 1949. Bernardes fez com que a Gazeta de Notícias apoiasse Washington Luís durante todo o seu mandato. Em 1929, quando se iniciou a campanha para a sucessão presidencial, o jornal apoiou o candidato oficial Júlio Prestes, combatendo violentamente a Aliança Liberal.

O caráter basicamente governista da Gazeta de Notícias refletiu-se durante todo esse período em sua estrutura econômica e no alto nível de sofisticação de sua aparelhagem técnica. Segundo depoimentos, a Gazeta de Notícias figurava na época entre os mais bem equipados jornais do mundo.

Ao longo do período que se estendeu da fase final do Império até a Revolução de 1930, trabalharam como redatores na Gazeta de Notícias Oliveira Rocha, João do Rio, Carlindo Lellis, Nogueira da Silva, Sebastião Sampaio, Figueiredo Pimentel e Vivaldo Coaracy. Entre os primeiros colaboradores, além de Ramalho Ortigão, destacaram-se Machado de Assis, Alberto de Oliveira, Aluísio Azevedo, Olavo Bilac, Sizenando Nabuco, Coelho Neto, Júlia Lopes de Almeida, Medeiros e Albuquerque, Oliveira Lima, Max Nordau, Guimarães Passos e Artur Azevedo. Agripino Grieco foi crítico do jornal, e Manuel José Gondim da Fonseca nele iniciou sua carreira jornalística.

 

Vargas no poder

No momento em que eclodiu a Revolução de 1930, no dia 3 de outubro, a Gazeta de Notícias foi invadida, empastelada e incendiada por populares. Vladimir Bernardes tentou solucionar a crise provocada pelos grandes danos materiais sofridos pelo equipamento do jornal reconstruindo lentamente o prédio e a oficina da Gazeta. O jornal retornou às suas atividades em 1934.

A partir da reabertura, a Gazeta de Notícias passou a apoiar Getúlio Vargas, combatendo a Aliança Nacional Libertadora em 1935 e apoiando as medidas repressivas fixadas pela Lei de Segurança Nacional, aprovada pelo Congresso em abril desse mesmo ano.

De 1935 até o golpe de 10 de novembro de 1937, que instaurou o Estado Novo, a Gazeta de Notícias esteve inclinada a aceitar uma proposta política autoritária, traduzida em termos internacionais nos movimentos nazi-fascistas. O jornal apoiava abertamente a Transocean, agência de notícias do governo nazista alemão. Segundo depoimento de Osmar Flores, esse apoio provavelmente teria urna contrapartida de ordem material. A Gazeta de Notícias tampouco escondia suas simpatias pelo movimento integralista no Brasil.

Com abertura da questão sucessória do governo Getúlio Vargas em 1937, o jornal não conseguiu optar claramente entre as candidaturas de Armando de Sales Oliveira e de José Américo de Almeida. Segundo Osmar Flores, a Gazeta de Notícias teria pendido mais para o lado dos que teciam o golpe de Estado. Uma prova disso seria a ênfase exagerada dada pelo jornal à descoberta do Plano Cohen.

A Gazeta de Notícias apoiou finalmente o golpe de 10 de novembro e, em princípio, o Estado Novo. Após o putsch integralista de 1938, o jornal rompeu com os integralistas e seu apoio ao Estado Novo passou a ser incondicional. A Gazeta apoiou também em 1938 a criação do Conselho Nacional do Petróleo.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o jornal manifestou extrema simpatia pelos países do Eixo, defendendo a Alemanha e tecendo comentários elogiosos à figura de Mussolini, apresentado como o grande benfeitor do povo italiano. Em contrapartida, foram grandes as pressões que a Gazeta sofreu por parte de grupos ligados aos interesses norte-americanos. Essas pressões iniciaram-se com um boicote de publicidade, que mais tarde levaria Vladimir Bernardes a vender o jornal.

O compromisso com o Estado Novo revelou-se também no momento em que a Gazeta de Notícias apoiou a reforma da legislação trabalhista, iniciada por Vargas em maio de 1940 com a Lei do Salário Mínimo e corroborada em maio de 1943 com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O jornal mostrou-se igualmente favorável à criação da Companhia Siderúrgica Nacional, em abril de 1941.

 

De 1945 a 1954

No final do Estado Novo, quando se iniciou a redemocratização do regime, a Gazeta de Notícias apoiou a candidatura do general Eurico Gaspar Dutra, indicado pelo Partido Social Democrático (PSD) em março de 1945 para concorrer à presidência da República. Nesse mesmo ano, o jornal encampou as propostas de anistia ampla e irrestrita e apoiou a legalização do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Assumindo uma posição nacionalista, a Gazeta mostrou-se finalmente favorável à Lei Antitruste, a chamada Lei Malaia, de autoria de Agamenon Magalhães. Visando a estabilizar o custo de vida através da proibição do monopólio, essa lei criava uma comissão autorizada a desapropriar qualquer organização cujos negócios estivessem sendo conduzidos de maneira lesiva aos interesses nacionais.

Entretanto, com a deposição de Getúlio Vargas em outubro de 1945, a Gazeta não manifestou sua posição com clareza. Durante o governo de José Linhares, a atitude do jornal foi de expectativa em relação à posse do general Dutra, eleito presidente no mês de dezembro. Durante o período Dutra, a repressão aos comunistas e a cassação do registro do PCB, bem como a política econômica de caráter liberal que caracterizou a fase inicial desse governo, encontraram apoio irrestrito por parte da Gazeta de Notícias. A ligação pessoal de Vladimir Bernardes com o governo Dutra explica essa alteração na linha política do jornal, até então comprometido com os ideais do Estado Novo.

Entretanto, a superação da crise econômica desencadeada com o boicote de publicidade iniciado na época da guerra não se mostrava viável. Não podendo contornar as dificuldades, em 1949 Vladimir Bernardes acabou por vender o jornal para Amberê Santinho e Benjamim Rangel. A diretoria foi assumida inicialmente por Fioravanti di Piero e, por fim, em 1950, passou a José Bogea Nogueira da Cruz, que nela permaneceu desde então. Em torno de 1954, José Bogea se tornaria também sócio majoritário do jornal.

Com a saída de Vladimir Bernardes, que imprimira ao jornal uma orientação oscilante, pari passu às determinações do poder, a Gazeta de Notícias assumiu uma posição política mais claramente definida. Durante o segundo governo Vargas (1951-1954), o jornal esteve inteiramente de acordo com as posições do presidente. Segundo depoimento de Osmar Flores, a partir dessa época o jornal não mais se vinculou a grupos, e sim a princípios.

A política econômica desenvolvimentista moderada de Getúlio, estimulando a criação de uma capacidade interna de produção através da limitação das fontes externas de abastecimento e da canalização das divisas disponíveis para a compra de produtos importados essenciais à industrialização, foi encampada pela Gazeta de Notícias, que dessa forma passou a apoiar o dirigismo estatal. Foi Horácio Lafer, então ministro da Fazenda, quem se destacou como o arquiteto da nova política brasileira de desenvolvimento, anunciando em setembro de 1951 um plano qüinqüenal de estabilização econômica que previa novos investimentos nas indústrias de base e nos setores estrangulados de transportes e energia.

O Plano Lafer exigia também, conseqüentemente, uma contenção nos créditos, o que ia de encontro aos interesses do presidente do Banco do Brasil Ricardo Jafet, defensor de uma política oposta, de abertura de créditos. Iniciou-se então um debate entre Lafer e Jafet que resultou no pedido de demissão do primeiro. A questão colocou a Gazeta de Notícias solidária a Jafet, o que pode ser explicado em função da posição populista que se firmara no jornal. As medidas preconizadas pelo Plano Lafer teriam um caráter extremamente impopular, o que poderia desprestigiar o presidente frente às suas bases.

Ainda durante o ano de 1951, por ocasião das eleições para a presidência do Clube Militar, o jornal mostrou-se favorável à candidatura do general Newton Estillac Leal, antigo líder tenentista filiado à ala militar de orientação nacionalista, opondo-se por conseguinte ao general Osvaldo Cordeiro de Farias, um dos principais porta-vozes da facção anticomunista no seio do Exército.

Em janeiro de 1952, a Gazeta de Notícias aplaudiu o decreto de Getúlio Vargas que restringia a remessa de lucros para o exterior. Paralelamente, prosseguia o boicote publicitário movido contra o jornal por interesses norte-americanos. A grande penetração do periódico nas camadas populares era sua única garantia de sobrevivência.

A Gazeta de Notícias seguiu sustentando as medidas de Getúlio Vargas até o fim de seu governo. Manteve-se inteiramente favorável ao monopólio estatal do petróleo, apoiando de maneira irrestrita a criação da Petrobras em 1953. Manifestou-se ainda contrariamente à participação do Brasil na Guerra da Coréia e apoiou a Última Hora no momento em que a oposição movia campanha contra Samuel Wainer, fundador e proprietário desse jornal.

A Gazeta de Notícias permaneceu fiel a Getúlio Vargas mesmo durante a crise final de seu governo, manifestando-se contra a tentativa de impeachment do presidente movida pela “Banda de Música” da União Democrática Nacional (UDN). Opôs-se também ao Manifesto dos coronéis (1954) — documento que reivindicava o aumento dos vencimentos dos militares, mas na verdade constituía uma crítica ao regime visando essencialmente à atuação de João Goulart, então ministro do Trabalho —, e defendeu o aumento do salário mínimo em 100%.

Após o atentado da Toneleros, desferido em 5 de agosto de 1954 contra o jornalista Carlos Lacerda, resultando na morte do major-aviador Rubens Vaz, a Gazeta de Notícias não reconheceu a legitimidade da chamada “República do Galeão”, chegando a denunciar as torturas ocorridas ao longo dos inquéritos que aí se estabeleceram. O jornal não chegou a acreditar no chamado “mar de lama”, por considerá-lo uma manobra da oposição.

Após o suicídio de Vargas (24/8/1954), o jornal abandonou a situação tão logo o novo presidente, João Café Filho, deu sinais de que se desviava dos ideais do getulismo. A Gazeta de Notícias mostrou-se radicalmente contrária às vantagens concedidas ao capital estrangeiro através da Instrução nº 113 da Superintendência da Moeda e do Crédito (Sumoc), viabilizada a partir da ação do então ministro da Fazenda, Eugênio Gudin, defensor de uma fórmula neoliberal para desenvolvimento do país. Essa fórmula pressupunha o respeito ao mecanismo dos preços como determinante principal da economia, e o estímulo ao ingresso do capital estrangeiro como ajuda indispensável a um país carente de capitais. O rompimento com a situação, conjugado à posição contrária aos interesses estrangeiros no Brasil, agravou a crise econômica com a qual se debatia a Gazeta de Notícias desde a década de 1940. Foi durante o governo de Café Filho, com a criação das chamadas “matérias legais”, publicação de editais da vara cível do Foro do Rio de Janeiro, que o jornal conseguiu um fluxo de capital capaz de fazê-lo contornar a crise que ameaçava levá-lo à extinção.

 

Os governos Kubitschek e Goulart

Com a eleição de Juscelino Kubitschek para a presidência da República (30/10/1955), a UDN apresentou a tese de que este não poderia tomar posse, já que não havia sido eleito por maioria absoluta. A campanha desencadeada nesse sentido encontrou firme oposição por parte da Gazeta de Notícias. Logo em seguida, no mês de novembro, o jornal apoiou o movimento chefiado pelo general Henrique Duffles Teixeira Lott, que depôs o presidente Carlos Luz — substituto de Café Filho, afastado por motivos de saúde —, cuja presença no Catete estava ligada à tentativa de impedir a posse do candidato eleito.

Embora fiel defensora da posse de Juscelino, durante seu governo a Gazeta de Notícias mostrou-se reticente em relação à política econômica adotada. Por um lado, aplaudiu o crescimento econômico viabilizado pela expansão da produção industrial, mas, por outro, mostrou-se contrária ao progressivo favorecimento do capital estrangeiro, sobretudo na área da indústria automobilística. O jornal deu todo apoio, contudo, à construção de Brasília.

Quando se começou a discutir a sucessão de Juscelino Kubitschek, a Gazeta de Notícias apoiou a candidatura do então marechal Lott, que concorreria à presidência da República com o candidato da UDN Jânio Quadros. Entretanto, com a vitória deste último, o jornal passou a se identificar gradualmente com as medidas de seu governo, chegando mesmo a considerar a controversa condecoração do então ministro da Indústria da República Popular Cubana, Ernesto “Che” Guevara, com a ordem do Cruzeiro do Sul, como um ato de autonomia, independência e autoridade.

A renúncia de Jânio Quadros foi recebida pela Gazeta de Notícias com perplexidade. Por outro lado, ao se iniciarem os debates sobre a adoção do parlamentarismo, encarado como a condição básica para que o vice-presidente João Goulart assumisse o poder, o jornal defendeu essa fórmula apenas para garantir a posse. Algum tempo depois, o jornal bateu-se pelo retorno ao presidencialismo, fazendo campanha pela realização imediata do plebiscito.

Durante o governo de João Goulart, a Gazeta de Notícias aproximou-se do grupo liderado por Leonel Brizola, governador do estado do Rio Grande do Sul, preferindo suas posições, consideradas mais liberais e menos sectárias, à linha política de Miguel Arrais, governador do estado de Pernambuco. Embora apoiasse de modo geral as reformas de base propostas por Goulart e demonstrasse simpatia pela Revolta dos Sargentos (setembro de 1963) e pela Revolta dos Marinheiros (março de 1964), o jornal foi contra a realização do Comício da Central, presidido pelo presidente da República no dia 13 de março no Rio de Janeiro.

 

Pós-1964

Com o movimento político-militar de 31 de março de 1964, a Gazeta de Notícias retraiu-se, passando a receber com constância a visita de censores. A censura atingiu também o telefone e a correspondência do jornal. Mesmo sofrendo várias limitações, a Gazeta subsistiu. Com o recrudescimento da censura após a promulgação do Ato Institucional nº 5 (13/12/1968), a oposição desenvolvida pelo jornal retraiu-se mais ainda.

A Gazeta de Notícias circula diariamente com poucos exemplares. Com sua penetração bastante reduzida, tornou-se um órgão de imprensa de importância secundária.

Carlos Eduardo Leal

 

 

FONTES: CARONE, E. República velha; ENTREV. FLORES, O.

 

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