Antônio Carlos Muricy I

Entrevista

Antônio Carlos Muricy I

Entrevista realizada no contexto da pesquisa "Trajetória e desempenho das elites políticas brasileiras", parte integrante do projeto institucional do Programa de História Oral do CPDOC, em vigência desde a sua criação em 1975. Trechos da entrevista foram publicados no livro GETÚLIO: uma história oral. / Valentina da Rocha Lima (Coordenação) ; Dora Rocha...[et al]. Rio de Janeiro: Record, 1986. 321. il. O entrevistado procurou o Programa de História Oral do CPDOC interessado em gravar seu depoimento. Foi um Militar com papel importante no movimento de 1964 e no governo Costa e Silva. A entrevista foi também utilizada nos livros Jango: as múltiplas faces/ Angela de Castro Gomes, Jorge Ferreira. - Rio de Janeiro: Editora FGV, 2007. 272p.:il. e ENTRE-VISTAS: abordagens e usos da história oral. / Marieta de Moraes Ferreira (Coordenação); Alzira Alves de Abreu... [et al]. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getulio Vargas, 1998. 316p. il. Este livro possui apenas trechos de algumas entrevistas e está disponível para download: clique aqui
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Ignez Cordeiro de Farias
Aspásia Alcântara de Camargo
Lucia Hippolito
Data: 17/2/1981 a 20/5/1981
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 57h20min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Antônio Carlos da Silva Muricy
Nascimento: 8/6/1906; Curitiba; PR; Brasil;

Falecimento: 30/3/2000; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Formação: Escola Militar de Realengo (1923-1925); Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (1934); Escola de Estado-Maior (1937-1939); Escola Superior de Guerra (1952-1955).
Atividade: Militar; chefe do Departamento Geral de Pessoal do Exército (1966-1969); chefe do Estado-Maior do Exército (1969-1970).

Equipe

Levantamento de dados: Lucia Hippolito;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Lucia Hippolito;

Conferência da transcrição: Ignez Cordeiro de Farias;

Copidesque: Elisabete Xavier de Araújo;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Ignez Cordeiro de Farias;

Temas

Antônio Carlos Muricy;
Ato Institucional, 1 (1964);
Ato Institucional, 5 (1968);
Canrobert Pereira da Costa;
Carlos Chagas;
Carlos Lacerda;
Censura;
Clube Militar;
Coluna Prestes (1925-1927);
Comunismo;
Conspirações;
Costa e Silva;
Crise de 1954;
Crise de 1955;
Crise de 1961;
Eduardo Gomes;
Ernesto Geisel;
Escola de Comando do Estado Maior do Exército;
Escola Militar;
Escola Superior de Guerra;
Estado de sítio;
Estado Novo (1937-1945);
Exército;
Francisco Julião Arruda de Paula;
Getúlio Vargas;
Golbery do Couto e Silva;
Golpe de 1964;
Governo Artur Bernardes (1922-1926);
Governo Castelo Branco (1964-1967);
Governo Emílio Médici (1969-1974);
Governo Getúlio Vargas (1951-1954);
Governo Jânio Quadros (1961);
Governo João Goulart (1961-1964);
Governo Juscelino Kubitschek (1956-1961);
Henrique Teixeira Lott;
Humberto de Alencar Castelo Branco;
Integralismo;
Jânio Quadros;
João Pessoa;
Juarez Távora;
Juscelino Kubitschek;
Leonel Brizola;
Ligas camponesas (1955-1964);
Márcio Moreira Alves;
Miguel Arraes;
Militares;
Ministério da Guerra;
Parlamentarismo;
Petróleo;
Plano Cohen (1937);
Plínio Salgado;
Política regional;
Primeira Guerra Mundial (1914-1918);
Repressão política;
Revolta comunista (1935);
Revolta de Aragarças (1959);
Revolta de Jacareacanga (1956);
Revolução Constitucionalista (1932);
Revolução de 1930;
Revolução Federalista, RS (1893-1895);
San Tiago Dantas;
Segunda Guerra Mundial (1939-1945);
Serviço Nacional de Informações;
Tancredo de Almeida Neves;
Tenentismo;
Terrorismo;
Tortura;

Sumário

1ª Entrevista:
Origem familiar; lembranças do pai; a Revolução de 1893; o avô; Curitiba; o pacto de sangue; família materna; formação escolar e religiosa; recordações da infância; o Paraná; o Colégio Militar; Primeira Guerra Mundial; professores e colegas do Colégio Militar; a Escola Militar; os irmãos; idéias comunistas no Colégio Militar; reflexos do levante de 1922 na Escola Militar; prisão em 1932; a Missão Francesa; escolha da arma; recordações da juventude; leituras; a mãe; promoções no Exército; estado de sítio durante o governo Bernardes; transformações do Brasil; discurso proferido na saída do Estado-Maior; influência de Alberto Torres e Oliveira Viana na formação da juventude; luta política e luta ideológica; o Exército como fator de integração nacional; Coluna Prestes; os revoltosos e os militares; companheiros da Escola Militar; no 1º RAM; Mascarenhas de Moraes e o 1º RAM; major Dalmo Ribeiro de Rezende; os brigadas e os subtenentes; Álcio Souto; o Exército e a formação de lideranças.

2ª Entrevista:
A instrução na Escola Militar; vida no 1º RAM; a questão da antiguidade no Exército; a Missão Francesa e a preocupação com o esporte; esgrima; o casamento e os primeiros anos de casado; conspiração para a Revolução de 1930; o assassinato de João Pessoa; manobra conjunta do Exército e da Marinha em 1930; Revolução de 1930; a Vila Militar e a Revolução de 1930; o brigada Pereira; inquéritos após a Revolução de 1930.

3ª Entrevista:
Origem do nome Muricy, atividades profissionais da primeira mulher; hierarquia no Exército e a Revolução de 1930; transferência para o 5º Grupo de Artilharia de Montanha em Curitiba; Revolução de 1930 no Paraná; ambiente militar em 1931 no Paraná; infiltração comunista após a Revolução de 1930; força dos tenentes adquiridas com a Revolução de 1930; organização dos Grupos-Escola; como instrutor no CPOR do Rio de Janeiro; rabanetes e picolés; agitações em 1932; Revolução de 1932; a Revolução de 1932 e a hierarquia no Exército; o ministério Leite de Castro e sua substituição por Espírito Santo Cardoso; organização do CPOR; prisão em 1932; Revolução de 1932 no vale do Paraíba; a bateria 120; Filinto Müller; a rendição paulista.

4ª Entrevista:
Companheiros da vida militar; anulação da punição aos rabanetes; promoções; família Geisel; a desmobilização após a Revolução de 1932; volta para o CPOR do Rio de Janeiro; Canrobert Pereira da Costa; crescimento das agitações comunistas no Brasil; surgimento do integralismo; Plínio Salgado; na Escola de Aperfeiçoamento (1934); os cursos no Exército e a metodologia; comentários sobre as duas esposas; primeiros contatos com dom Helder; como instrutor na Escola de Aperfeiçoamento em 1935 e 1936; levante comunista de 1935; funções do Estado-Maior; concurso para Escola de Estado-Maior; Castelo Branco; curso na Escola de Estado-Maior; comentários sobre a Segunda Guerra Mundial e a Missão Francesa; de Gaulle e Guderian; os instrutores no curso de Estado-Maior; comparação entre o Exército francês e o americano.

5ª Entrevista:
Na Escola de Estado-Maior; o Estado Novo; o Plano Cohen; os militares e os políticos; os instrutores na Escola de Estado-Maior; início da Segunda Guerra Mundial e os brasileiros em relação a ela; manobra no Rio Grande do Sul no final do curso de Estado-Maior; a questão da arregimentação; no 1º Grupo do 3º Regimento de Artilharia Mista em Curitiba; privilégios dos oficiais com curso de Estado-Maior; transferido para o 3º de Artilharia também em Curitiba; estágio do curso de Estado-Maior; 2ª Seção da Região Militar no Paraná; as comunidades estrangeiras no Sul durante a Segunda Guerra Mundial; primeiros contatos com Golbery do Couto e Silva; como instrutor na Escola de Estado-Maior; tática e estratégia; organização da FEB; Escola de Leavenworth; o general Trusdel; viagem para Leavenworth; o Exército americano; novamente como instrutor na Escola de Estado-Maior; Castelo Branco como instrutor-chefe da Escola de Estado-Maior após a guerra; o general Lott, comandante da Escola de Estado-Maior; Floriano de Lima Bravner, Castelo Branco, Costa e Silva, Amauri Kruel e Lott; a Lei da Praia.

6ª Entrevista:
Tenente-coronel em 1946; Álcio Souto e Canrobert; o ano de 1946 na Escola de Estado-Maior; comandando a unidade de Cachoeira (RS); Estilac Leal; características do chefe militar; doença da mulher; no gabinete do ministro da Guerra (1947-50); enfarte em 1949; disciplina no Exército; comentários sobre o Ministério da Guerra; Pedro Geraldo da Almeida; Newton Reis; a anistia de 1945 e suas conseqüências; o papel da Casa Militar; relações políticas entre os generais Dutra e Canrobert; tentativa de intervenção em São Paulo no governo Dutra; a cassação do Partido Comunista; Intentona de 1935; tentativa de candidatura de Canrobert à presidência da República; Eduardo Gomes x Getúlio Vargas (1950); questão do petróleo e do xisto de Taubaté; eleições no Clube Militar (1950); Estilac Leal e o curso de Estado-Maior; Estilac Leal no Ministério da Guerra; criação do posto de general-de-exército; membro do corpo permanente da Escola Superior de Guerra.

7ª Entrevista:
A Escola Superior de Guerra; o conceito de segurança nacional; Inglaterra e França na Segunda Guerra Mundial; a Primeira Guerra Mundial e a noção de estratégia; companheiros de trabalho na ESG; finalidade da ESG; estagiário e membro do corpo permanente da ESG; metodologia da ESG; aproximação entre civis e militares na ESG; monopólio estatal do petróleo; origens da ESG; viagens de estudo; formulação do conceito de segurança nacional; os documentos L; mudança do currículo (1952); Golbery do Couto e Silva; CEMCFA; conferencistas condados para a ESG; Cordeiro de Farias e Juarez Távora; Conselho de Segurança; Golbery e Ernesto Geisel; estudos sobre planejamento.

8ª Entrevista:
Método de trabalho na Escola Superior de Guerra; áreas estratégicas; doutrina de segurança nacional e SNI; a política e a ESG; o monopólio estatal do petróleo; Cordeiro de Farias e a ESG; eleições no Clube Militar; nacionalismo; comunismo e Forças Armadas; o Clube Militar; Cruzada Democrática; segundo governo Vargas; Manifesto dos Coronéis; Getúlio Vargas; ministros da Guerra no Segundo governo Vargas; EMFA; ligações com a Aeronáutica; Jurandir Mamede, Siseno Sarmento, Juarez Távora, Cordeiro de Farias, Bejo Vargas, Gregório Fortunato; Carlos Lacerda na Escola Superior de Guerra; crise política de 1954; a Aeronáutica em 1954; assembléia no Clube Militar; acirramento da crise e suicídio de Vargas; a carta-testamento; manifesto dos generais contra Getúlio; tentativas de organização de república sindicalista durante o governo Vargas; o DIP; Getúlio Vargas; escolha de Lott para ministro da Guerra no governo Café Filho; candidaturas para a presidência da República em 1954; a morte da mulher; conversa com o ministro da Guerra sobre sua nova classificação; nomeação para o Grupo de Artilharia de Costa Ferroviário em Niterói (1955); a Artilharia de Costa; contatos com antigos companheiros da ESG e do EME; o 11 de novembro de 1955; reunião no gabinete do comandante da Artilharia de Costa; conspirações contra o 11 de novembro.

9ª Entrevista:
Companheiros do Grupo de Artilharia de Costa Ferroviário; doença do general Canrobert; reunião no Clube da Aeronáutica pelo aniversário da morte do major Vaz; morte do general Canrobert; discurso de Mamede no enterro de Canrobert e suas conseqüências políticas; os militares no governo Café Filho e as articulações contra Juscelino; Juarez Távora candidato à presidência da República; a máquina governamental nas eleições; Cordeiro de Farias no 11 de novembro; a Artilharia de Costa na crise de 1955; o 11 de novembro de 1955; prisões em novembro de 1955; articulações contra J.K., reunião de generais na casa do general Denys; Jacareacanga e Araganças; convite para chefiar a Missão Militar Brasileira em Washington; conversa com o ministro Lott antes de embarcar para os Estados Unidos; general Lott; Coelho dos Reis; o episódio da espada de ouro e a atuação de Castelo Branco; Ademar de Queirós; Ariel Pacca; viagem para os Estados Unidos; na Missão Militar Brasileira em Washington; o segundo casamento (1956); o lançamento do Sputinik; o episódio com o Batalhão Suez; viagem de volta ao Brasil; general Moura; ligações com dona Darcy Vargas e Amaral Peixoto em Washington; considerações sobre a família; comandante do CPOR no Recife; promoção a general; Orlando e Ernesto Geisel em 1955; acordo entre o general Denys e Jânio Quadros; contatos com os antigos companheiros enquanto esteve fora do Rio; os signatários do Manifesto dos Coronéis.

10ª Entrevista:
Os discursos de Canrobert e Mamede; no comando do CPOR do Recife; a família da mulher e as amizades no Recife; Antônio Baltar; os grupos de casais; a esquerda em Pernambuco; eleição de Arrais para prefeito do Recife; Francisco Julião e as Ligas Camponesas; a Igreja e os problemas sociais no Nordeste; Lott x Jânio; o governo Cid Sampaio; Juscelino Kubitschek, Aragarças e a construção de Brasília; a integração do país; a ESG e os grandes problemas brasileiros; comparação entre Brasília e Washington; a industrialização e a agricultura no Brasil; Juarez Távora, ministro da Agricultura; promoção a general e transferência para Cruz Alta; conversa com o ministro da Guerra, general Denys; viagem do Recife para Cruz Alta; no comando da guarnição de Cruz Alta; o governo Brizola; chefe do Estado-Maior do III Exército; ambiente militar no III Exército; contatos com o governo gaúcho; a greve dos bondes em Porto Alegre; visita de Jânio Quadros a Ponta Grossa e contato com Machado Lopes, comandante do III Exército; promoção de Machado Lopes e reunião dos generais do III Exército; preparativos para a viagem de Jânio Quadros a Porto Alegre (agosto de 1961); relações entre Brizola, Jânio e Machado Lopes; os militares e Jânio Quadros; efeitos do discurso de Carlos Lacerda (agosto de 1961).

11ª Entrevista:
Pronunciamento de Lacerda (24.08.1961); a comemoração do Dia do Soldado em Porto Alegre; a renúncia de Jânio Quadros; crise política de agosto de 1961; o III Exército e o governo gaúcho na crise de 1961; a Cadeia da Legalidade; a questão da posse de Jango; general Machado Lopes na crise de 1961; o Rio Grande do Sul e o comando central; viagem ao Rio de Janeiro para contatos com os militares; viagem de volta a Porto Alegre; Jânio em Cumbica após a renúncia; discussão com Machado Lopes e entrega do cargo; encontro de Machado do Lopes e Brizola no palácio Piratini; abandonando Porto Alegre; no Rio de Janeiro e em contato com Cordeiro Farias, novo comandanta do III Exército; o parlamentarismo; Brizola e Jango; Jânio Quadros e a renúncia; as Forças Armadas e o congresso em relação a Jânio Quadros e a renúncia; Brizola.

12ª Entrevista:
Chabi Pinheiro; conferência sobre guerra revolucionária em Natal; no Rio de Janeiro sem comissão; viagem ao vale do Urucuia; dispersão dos militares antijanguistas; o ministro Segadas Viana; transferência para Natal (1962); Cordeiro de Farias e Machado Lopes no comando do III Exército; Tancredo Neves; San Tiago Dantas; o parlamentarismo; guerra revolucionária; no comando da 7ª Região Militar; ambiente político e social no Nordeste; luta contra o comunismo; a cartilha do Movimento de Cultura Popular e o método Paulo Freire; Francisco Julião; a Igreja e os problemas sociais; ligação com os intelectuais; campanha de Arraís para o governo de Pernambuco; Germano Coelho; João Cleofas; contatos com os antigos companheiros da ESG e do Clube Militar; os militares no IV Exército; Costa e Silva e Castelo Branco como comandantes do IV Exército; Argentina Castelo Branco; ligações com o general Muniz de Aragão; relações com os subordinados; atuação da Igreja no Rio Grande do Norte; dom Eugênio Sales; o governador Aluísio Alves; o ambiente no Rio Grande do Norte; o prefeito de Natal;

13ª Entrevista:
Comparando Pernambuco e Alagoas; início das agitações no governo João Goulart e o papel do Exército; guerra revolucionária; formação da opinião pública; viagens do embaixador Lincoln Gordon e de Leonel Brizola a Natal; discurso de Brizola e sua repercussão; cerimônia no quartel-general em desagravo ao general Muricy; viagem ao Recife e encontro com Castelo Branco; manifestações de apoio ao entrevistado; a conferência sobre guerra revolucionária e suas conseqüências; Castelo Branco no comando do IV Exército; o ministro da Guerra Jair Dantas Ribeiro; transferência para a Subdiretoria da Reserva; comportamento dos militares no Nordeste; conspiração no Rio de Janeiro; contatos com o general Golbery e com o IPES.

14ª Entrevista:
O ambiente político em 1963; conspiração no Rio de Janeiro e em São Paulo; Costa e Silva e Castelo Branco na conspiração; Cordeiro de Farias; a Escola Militar nas crises políticas; os grandes núcleos revolucionários; convite para comandar a tropa mineira; o general Mourão Filho; a conspiração em Minas Gerais; o general Denys; o documento LEEX; Amauri Kruel e a revolução em São Paulo; João Goulart; março de 1964 e a notícia de golpe organizado pelo governo; últimos preparativos para o levante; os civis na revolução; o IPES; general Golbery; os estados-maiores de Castelo Branco e de Costa e Silva na conspiração de 1964; levante em Minas Gerais.


15ª Entrevista:
Revolução de 1964 em Minas Gerais; generais Mourão, Guedes e Denys; os generais e a revolução; o Destacamento Tiradentes; arrancada em direção ao Rio de Janeiro; adesões durante a marcha; o grupo de artilharia do 1º Regimento Floriano; a tropa do general Cunha Melo; primeiras notícias da queda do governo; negociações com a tropa do general Cunha Melo; encontro com o general Mourão; Costa e Silva assume o comando do Exército; nomeação de Mourão para a Petrobrás; a promoção do general Mourão; chegada da tropa revolucionária ao Rio de Janeiro; mudanças do comandos após a revolução; AI-1; primeiras divergências entre os revolucionários; Cordeiro de Farias; a escolha do novo presidente; comentários sobre a queda do governo Jango.

16ª Entrevista:
Escolha de Castelo Branco para presidente da República; transferência para Recife como comandante da 7ª Região Militar; o ambiente no Nordeste após a Revolução; prisões em Recife; o plano de ação psicológica; contato com os intelectuais; palestras na TV sobre a Revolução de 1964; ligações com a Igreja; dificuldades para manter a tranqüilidade no Nordeste; general Justino, comandante do IV Exército; companheiros de trabalho; governo Castelo Branco; o Estatuto da Terra; o governador Paulo Guerra; eleições em Alagoas em 1965 e nomeação do general Tubino como interventor; castelistas x costistas; a sucessão presidencial; posse de Israel Pinheiro e de Negrão de Lima; atentado a Costa e Silva no aeroporto dos Guararapes; as bombas do dia 31 de março de 1966 em Recife.

17ª Entrevista:
No comando da 7ª Região Militar; terrorismo; comemoração do 2º aniversário da revolução (1966); a Igreja e o comunismo; promoções e funções no Exército; dom Helder Câmara; ligações com o meio católico em Recife; o governador Paulo Guerra; indicação de Muricy para candidato ao governo de Pernambuco; convenção da Arena para a escolha do candidato ao governo de Pernambuco; governo Castelo Branco; Castelo Branco e Carlos Lacerda.

18ª Entrevista:
Transferência para o Rio de Janeiro como comandante da 1ª Região Militar (1966); promoção a general-de-exército; no Departamento Geral do Pessoal; funções de general; o Exército americano e o Exército brasileiro; governo Castelo Branco; os radicais após a Revolução de 1964; as cassações; comentários sobre eleições; o AI-2; Mílton Campos; a arte da política; candidatura Costa e Silva; a questão das lideranças; Nora-Laje; a opinião pública; abertura; Cordeiro de Farias; política externa; general Guedes e o DGP; no DGP; morte de Castelo Branco; o caso Márcio Moreira Alves; reunião de generais com o ministro Lira Tavares; AI-5; governo Costa e Silva e estudos para uma nova constituição; Pedro Aleixo; agitações políticas no governo Costa e Silva.

19ª Entrevista:
No Departamento Geral do Pessoal; o caso do Riocentro; general Válter Pires; chefe do Estado-Maior do Exército (1969); compra de material bélico americano; grupos de estudo e o problema da doutrina militar; viagem ao Paraguai; o jovem no terror; ligações com a Igreja.

20ª Entrevista:
No Estado-Maior do Exército; a História do Exército Brasileiro; governo Costa e Silva; general Aragão; general Afonso Albuquerque Lima; castelistas x costistas; a reforma constitucional; radicalismo nas Forças Armadas; nacionalismo; a questão da abertura; doença do presidente Costa e Silva; reunião do Alto Comando das Forças Armadas no Palácio Laguna; a substituição de Costa e Silva; Carlos Chagas; Pedro Aleixo e as Forças Armadas; reuniões dos altos comandos; Carlos Medeiros e o AI-12; reuniões do Conselho de Segurança Nacional e do Alto Comando do Exército (31.08.1969); conversa com o general Aragão; respondendo pelo Ministério do Exército.

21ª Entrevista:
Seqüestro do embaixador Elbrick; agitações nas Forças Armadas contra o governo Costa e Silva; setembro de 1969; os militares e as negociações durante o seqüestro do embaixador; ato institucional autorizando o banimento; reunião do Alto Comando (05.09.1969); o caso dos pára-quedistas; hierarquia nas Forças Armadas; a sucessão de Costa e Silva; Carlos Chagas e general Portela; concentração do poder em momentos de crise: os ministros civis na crise de 1969; Gama e Silva; reunião do Alto Comando (15.09.1969); as cassações; idéia de um mandato-tampão; a comissão dos 3M; general Afonso Albuquerque Lima; reunião do Alto Comando (17.09.1969); escolha de nomes para a sucessão de Costa e Silva; general Médici e general Geisel; Iolanda Costa e Silva e Andreazza; Muricy comunica a Costa e Silva sua substituição pelo general Médici; contatos entre os militares durante a crise política de 1969.

22ª Entrevista:
Costa e Silva comunicado de sua substituição; reunião do Alto Comando para escolha do general Médici; chegada do general Médici ao Rio de Janeiro; visita de Médici a Costa e Silva; reunião do Alto Comando para confirmar o nome do novo presidente e a nomeação do vice-presidente; escolha do ministério; a Emenda Constitucional nº 1; comentários sobre centralização de poder; critérios para a escolha do novo presidente; legitimação de Médici pelo Congresso; cassações; bodas de ouro do general Médici; o governo Médici; o general Rodrigo Otávio; promoção do general Albuquerque Lima; censura, informação e tortura; passando a chefia do Estado-Maior para o general Malan (1970); passagem para a reserva (1970); atividades empresariais na vida civil; estatização e livre-empresa.
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