Dênio Nogueira I

Entrevista

Dênio Nogueira I

Entrevista realizada no contexto do projeto "Memória do Banco Central do Brasil", na vigência do convênio entre o Banco Central e o CPDOC-FGV, firmado em 1989. O projeto objetiva uma série de publicações acerca dos dirigentes do banco e figuras de destaque na vida econômica do país, das quais "Octavio Gouvêa Bulhões: depoimento" e "Dênio Nogueira: depoimento" já encontram-se à disposição. A escolha do entrevistado se justificou por ter sido o primeiro presidente do Banco Central do Brasil. O objetivo da entrevista foi obter informações sobre a criação do Banco. A entrevista foi também utilizada no livro ENTRE-VISTAS: abordagens e usos da história oral. / Marieta de Moraes Ferreira (Coordenação); Alzira Alves de Abreu... [et al]. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getulio Vargas, 1998. 316p. il. Este livro possui apenas trechos de algumas entrevistas e está disponível para download: clique aqui
Forma de Consulta:
Entrevista datilografada disponível na Sala de Consulta do CPDOC.
Entrevista publicada em livro.
Referência completa: DÊNIO Nogueira: depoimento / Coordenadora: Ignez Cordeiro de Farias. Brasília, Memória do Banco Central, Rio de Janeiro: CPDOC-FGV, 1994.

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Maria Antonieta Parahyba Leopoldi
Plínio de Abreu Ramos
Marly Silva da Motta
Data: 29/9/1989 a 24/11/1989
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 11h40min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Denio Chagas Nogueira
Nascimento: 12/12/1920; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Falecimento: 27/4/1997; Petrópolis; RJ; Brasil;

Formação: Colégio Militar do Rio de Janeiro; Bacharel pela Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas do Rio de Janeiro (1943); Economia na School of Graduate Students, da Universidade de Michigan (EUA), 1949.
Atividade: Superintendência da Moeda e do Crédito - Sumoc (1964-1965); Presidente do Banco Central (1965-1967).

Equipe

Levantamento de dados: Marly Silva da Motta;Maria Antonieta Parahyba Leopoldi;Plínio de Abreu Ramos;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Marly Silva da Motta;Maria Antonieta Parahyba Leopoldi;Plínio de Abreu Ramos;

Conferência da transcrição: Ignez Cordeiro de Farias;

Copidesque: Elisabete Xavier de Araújo;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Angela Maria de Castro Gomes;

Temas

Banco Central do Brasil;
Bancos comerciais;
Câmbio;
Capital estrangeiro;
Celso Furtado;
Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe;
Comissão Mista Brasil - EUA (1951-1953);
Conselho Monetário Nacional;
Delfim Neto;
Dênio Nogueira;
Economia;
Economistas;
Francisco Mangabeira;
Fundo Monetário Internacional;
Governo Castelo Branco (1964-1967);
Governo Juscelino Kubitschek (1956-1961);
Humberto de Alencar Castelo Branco;
Inflação;
Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais;
Integralismo;
Lucas Lopes;
Mercado de capitais;
Otávio Gouvêa de Bulhões;
Política econômica;
Reforma agrária;
Revolução de 1930;
Roberto Campos;
Segunda Guerra Mundial (1939-1945);
Superintendência da Moeda e do Crédito (Sumoc);
Ulysses Guimarães;

Sumário

1ª Entrevista: Origens familiares; estudos no Colégio Militar; carreira militar do pai; lembranças da Revolução de 30, da Constitucionalista, da Intentona Comunista, do golpe de 37 e do movimento integralista de 38; lembranças da Segunda Guerra; estudos na Faculdade de Economia: matérias, professores, leituras, colegas; ida para os Estados Unidos; estudos em Ann Arbor; a criação do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial; retorno dos Estados Unidos, contato com Bulhões e ida para o Departamento Econômico do Conselho Nacional de Economia (CNE); funcionamento do CNE: pareceres, conselheiros; Lei do Câmbio Livre; contato inicial com Garrido Torres e ida para a Conjuntura Econômica; perfil de dr. Bulhões: atuação no Fundo Monetário Internacional e Instrução 204; eleição de Jânio Quadros e ida de dr. Bulhões para a Superintendência da Moeda e do Crédito (Sumoc); convite para a Carteira de Câmbio do Banco do Brasil: contatos e recursa............... 1 a 30

2ª Entrevista: participação em programas de estabilização econômica no governo Juscelino Kubitschek (JK); os leilões de câmbio e os efeitos da Instrução 70; atuação como relator de estudo sobre capital estrangeiro para a Organização dos Estados Americanos (OEA) e para as Nações Unidas; as taxas múltiplas de câmbio e a participação do capital estangeiro; Ministério Lucas Lopes: convite de Garrido Torres, então diretor da Sumoc, para o cargo de consultor-econômico da Sumoc; os debates sobre o plano de estabilização em 1955 e 1958; críticas à política econômica do governo JK; grupo de pioneiros da economia no Brasil; Roberto Campos e sua atuação na Comissão Mista Brasil-Estados Unidos e na Carteira de Exportação e Importação (Cexim); nomeação, demissão e readmissão no cargo de consultor econômico da Sumoc: episódio da queda do ministro Lucas Lopes; viagem ao México em 1960 e relatório sobre capital estrangeiro para a Associação Latino-Americana de Livre Comércio (ALALC); o grupo de técnicos da Comissão Econômica para a América Latina (CEPAL) no Brasil e o grupo da Sumoc e da Conjuntura Econômica; Celso Furtado e sua indicação para a CEPAL; Convite para integrar corpo de técnicos das Nações Unidas e retorno para o Brasil; eleições de Jânio Quadros; as distinções entre a Assessoria Econômica de Vargas e o grupo de técnicos do Conselho Nacional de Economia; o Projeto Mil do prefeito do Distrito Federal (DF) João Carlos Vital; convite de Garrido Torres em 1961 para integrar o Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (IPES) - Rio; as reformas de base de Jango e os estudos do IPES: as idéias de Dênio Nogueira e a redação de Rubem Fonseca; o projeto de reforma agrária e a concepção do Estatuto da Terra; o imposto territorial rural; o IPES de São Paulo: as discussões com Delfim Neto; as conferências sobre o Banco Central; o financiamento dos colaborados do IPES; visão sobre o IPES: direita e esquerda no Brasil; os economistas estruturalistas: a concentração de renda no Brasil e a herança cepalina; participação, como redator econômico, na revista: Ação Democrática do Instituto Brasileiro de Ação Democrática (IBAD) e em seu jornal mensal; convite para a presidência do Banco Central: papel de Bulhões e a formação da equipe econômica do governo Castelo Branco; o projeto de Jango de criação do Banco Central: as instruções de Bulhões em 1964; o gabinete Brochado da Rocha e o grupo de trabalho que elaborou outro projeto de Banco Central em 1962; os entendimentos entre Bulhões e Castelo Branco e a autorização para a negociação de um banco central com o Congresso; a atuação de Ulisses Guimarães; primeiros contatos com Castelo Branco na Escola Superior de Guerra (ESG) em 1958: o debate com Francisco Mangabeira sobre cálculo de renda nacional; a criação do Banco Central: a necessidade de um órgão de coordenação técnica independente e acima do ministro da Fazenda; o modelo de Conselho Monetário e o projeto de lei que cria o Banco Central; o papel de Hebert Levy e a questão da institucionalização do crédito rural; a comissão de estudos para a Carteira de Redesconto do Banco Central chefiada por Severo Gomes, então diretor da Carteira de Crédito Agrícola e Industrial do Banco do Brasil; os problemas no Senado Federal: Daniel Krieger e a questão da correção monetária aos créditos rurais............... 30 a 68

3ª Entrevista: a Lei nº 4.595 que cria o Banco Central: a mecânica para a nomeação dos diretores-executivos e do conselho de administração do Banco Central; a estrutura inicial do Conselho Monetário Nacional (CMN) e o seu crescimento posterior; a participação do presidente do Banco do Brasil no CMN e a viabilização do projeto de Banco Central; a independência do Banco Central dentro do CMN e ante o Banco do Brasil; a presença política de estabilização econômica de 1965; as pressões exercidas sobre a Carteira de Redesconto; o episódio do Banco do Estado de São Paulo (Banespa) e do governo Laudo Natel: o apoio de Castelo Branco; a sucessão de Castelo: Costa e Silva, o comandante da 2ª Região Militar em São Paulo; as relações Banco Central/bancos privados e Banco Central/Banco do Brasil; a amenização da política de estabilização em 1967; a trajetória de Delfim Neto; a independência do Banco Central ante o governo: o modelo norte-americano; a reformulação econômica do governo Castelo Branco e as medidas coordenadas pelo Banco Central: a situação econômico-financeira do Brasil e as negociações da dívida externa com a Europa e os Estados Unidos; a unificação das Caixas Econômicas; a reforma das Bolsas de Valores e as características da Lei do Mercado de Capitais............... 69 a 87

4ª Entrevista: a instalação do Banco Central: a formação dos quadros; as reações à criação do Banco Central: a questão do controle de crédito; as negociações com o Congresso em 1964 (o Projeto Miguel Calmon e o Projeto Nei Galvão); os assessores diretos de Dênio Nogueira; a "reforma bancária": os entendimentos com Bulhões sobre o CMN; a escolha dos banqueiros que participariam do CMN; as comissões consultivas: Crédito Rural, Mercado de Capitais, Bancos e Crédito Industrial; os desdobramentos da "reforma bancária": os conglomerados financeiros; o desaparecimento de bancos; a situação do Banco Brasileiro de Descontos (Bradesco); bancos estrangeiros e banco com capital estrangeiro; perfis de Jorge Oscar de Melo Flores e Teófilo de Azeredo Santos; desempenho na presidência do Banco Central: a unificação dos bancos mineiros; o fim dos depósitos compulsórios para os bancos estaduais; a criação da Lei de Mercado de Capitais: a Portaria 309 e a regulamentação das sociedades de crédito, financiamento e investimento; a Instrução 289 e a questão da entrada do capital estrangeiro de curto prazo: a modificação dos swaps tipo Juscelino e a ampliação das operações de crédito face ao acordo com o FMI; a Resolução 63; a criação do cruzeiro novo: o planejamento e a implementação; o pedido de demissão do Banco Central: a desvalorização da taxa de câmbio, os boatos de especulação e a carta-renúncia; os entendimentos com Albuquerque Lima sobre a independência do Banco Central................ 87 a 123

5ª Entrevista: a discussão na Diretoria do Banco Central sobre a taxa de redesconto; a oposição de Carlos Lacerda e o grupo Moreira de Souza; as articulações para salvar a independência do Banco Central: o sistema de mandatos que envolvia a Diretoria do Banco Central e o CMN; a saída do Banco Central e as dificuldades com Delfim Neto; o convite para presidir o grupo financeiro Geraldo Correia; a questão da comissão de inquérito sobre a instalação do Banco Central em São Paulo: as avaliações dos prédios no Rio e em São Paulo e a solução do caso; os problemas com o banco de investimento que dirigia: a prisão de Geraldo Correia pelo Serviço Nacional de Informações (SNI) e a venda do banco para o Banco Comércio e Indústria de Minas Gerais; as relações do Banco Central com o Congresso Nacional: as razões da queda da inflação: a política fiscal; o reajustamento das tarifas de serviço público; a reforma do sistema tributário; a importância do ministro Bulhões na política do governo Castelo Branco; o Banco Central como banco de fomento: a defesa desta solução; a atuação do Banco Central na área externa: os negociadores brasileiros no exterior; a negociação com os japoneses: a dívida do BNDE com o Banco de Tóquio; a prática dos swaps e a sua extinção com a Instrução 289; a área cambial do Banco Central; a área de mercado de capitais; a área bancária; a assessoria jurídica do Banco Central; a regulamentação da Lei de Remessa de Lucros e a necessidade de sua revogação: a Lei nº 4.131; o orgulho de ter criado o Banco Central................ 124 a 158
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