Eurico de Lima Figueiredo

Entrevista

Eurico de Lima Figueiredo

Entrevista realizada no contexto do projeto “Cientistas sociais de países de Língua Portuguesa: histórias de vida”, com financiamento do Programa de Cooperação em matéria de Ciências Sociais para os países da comunidade de Língua Portuguesa (Programa Ciências Sociais CPLP) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Para ter acesso à transcrição e ao vídeo da entrevista clique aqui.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.
Entrevista em vídeo disponível na Sala de Consulta do CPDOC e trechos no portal.

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Celso Castro
Data: 15/10/2013
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 2h50min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Eurico de Lima Figueiredo
Formação: Graduação em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) (1968). Mestrado em Ciência Política no IUPERJ (1974). Doutorado em Ciência Política pela Universidade de Oxford, Grã-Bretanha,(1974-1977).
Atividade: Membro do Conselho Estadual de Educação do Rio de Janeiro (1986-1988). Sócio vitalício da Oxford Society, Grã-Bretanha. Professor credenciado na Pós-Graduação em Poder Aeroespacial da Universidade da Força Aérea (UNIFA). Diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Estudos da Defesa (ABED) (2006-2008) e Presidente desta entidade (2008-2010). Membro do Conselho Consultivo do Instituto Meira Mattos Escola de Comando e Estado Maior do Exército. Editor-Chefe da Revista Brasileira de Estudos Estratégicos. Atualmente é Professor Titular de Estudos Estratégicos e Relações Internacionais da Universidade Federal Fluminense (UFF) e primeiro Diretor do Instituto de Estudos Estratégicos (INEST) da mesma instituição.

Equipe


Transcrição: Leticia Cristina Fonseca Destro;

Conferência da transcrição: Juliana Rodrigues de Oliveira Souza;

Técnico Gravação: Ninna Carneiro; Bernardo de Paola Bortolotti Faria;

Temas

Anos 1980;
Atividade profissional;
Autoritarismo;
Bibliografias;
Ciência política;
Ciências Sociais;
Ditadura;
Eduardo Mascarenhas;
Ensino militar;
Ensino superior;
Escola Superior de Guerra;
Família;
Fernando Henrique Cardoso;
Forças Armadas;
Formação acadêmica;
Golpe de 1964;
Humberto de Alencar Castelo Branco;
Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj);
Intelectuais;
Jean Paul Sartre;
Jornalismo;
Marxismo;
Militares;
Militarismo;
Miro Teixeira;
Obras de referência;
Pesquisa científica e tecnológica;
Pós - graduação;
Produção intelectual;
Redemocratização;
Regime militar;
República Velha (1889-1930);
Universidade Federal do Rio de Janeiro;
Universidade Federal Fluminense;

Sumário

Entrevista: 15.10.2013

O ambiente familiar; a separação dos pais; a morte do pai; a influência do pai nos estudos estratégicos e compreensão das Forças Armadas; as boas produções do pai fora traduções de autores estrangeiros; entrada no Colégio Militar; questionamentos do pai; trabalho temporário como jornalista e redator; a escolha e mudança para ser um Cientista Social; formação de cientista político pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); clima pós-golpe de 1964; rotina das aulas ministradas no curso de Ciência Politica; passagem pelo Instituto Universitário de Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (IUPERJ); as boas experiências no IUPERJ; a influência de Jean-Paul Sartre e o existencialismo; a interpretação do golpe segundo o existencialismo; a demora na consciência do golpe; as lembranças do estopim do golpe; primeira hipótese estrutural do golpe de Fernando Henrique Cardoso; a dissertação de mestrado; o mestrado no IUPERJ; a contestação metodológica e teórica do IUPERJ; a orientação do professor Simon Schwartzman no mestrado; a adaptação no centro de pesquisa; a pesquisa sobre o Presidente Castelo Branco; o auge da ditadura militar e o temor de pesquisas sobre os militares; a quebra do preconceito no desenvolvimento acadêmico; a busca do entendimento do autoritarismo militar disfarçado; a etimologia no estudo do golpe; outras produções internacionais sobre o militarismo; a lógica preconceituosa nos estudos científicos; a dificuldade na pesquisa sobre o Presidente Castelo Branco; a ajuda de Hermínio Martins e o interesse pelos tenentes; O estudo dos militares no IUPERJ; o atestado ideológico do Departamento de Ordem Política e Social; as denuncias de comunista por Eremildo Vianna; não recebimento de salários da Universidade Federal Fluminense (UFF); repercussão da dissertação de mestrado; a diversidade de autores na base da dissertação; a escassez de autores para o caso especifico brasileiro; o ainda preconceito referente à influência marxista; contato com Alfred Stepan; a contemporaneidade do preconceito de suas teses sobre os militares; a ida para Oxford; as dificuldades quando do nascimento dos filhos; a volta para o Brasil; início de trabalho com a política; coordenação da campanha de Miro Teixeira em 1982; a amizade com Eduardo Mascarenhas e sua morte; o título de notório saber pela UFF; os projetos na UFF; criação do Núcleo de Estudos Estratégicos (NEST); a amizade com René Dreifus; relação da sociedade e as Forças Armadas com o inicio dos estudos estratégicos brasileiros; a discussão dos militares no período de pós-democratização; o momento de redemocratização e a questão militar; a distância do meio militar e o isolamento do meio acadêmico; a referência a primeira republica para entender o fim do governo militar; a maior interação com os militares e as questões militares; participação na Escola Superior de Guerra; o surgimento do NEST e o direcionamento para outras questões; o primeiro ciclo de palestras do NEST; título de Colaborador Emérito do Exército; o sucesso dos ciclos de palestras do NEST; fundação do Instituto de Estudos Estratégicos (IEST) e todo o trabalho até os dias atuais; criação da Associação Brasileira de Estudos de Defesa (ABED); os trabalhos do INEST e da ABED; a relação com os membros do INEST; as resoluções durante o período de presidência da ABED; as possíveis fragilidades da ABED; o processo de nomeação da ABED; os estudos estratégicos pelo mundo; a incompreensão do meio acadêmico dos estudos estratégicos.
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