Maria da Graça Índias Cordeiro

Entrevista

Maria da Graça Índias Cordeiro

Entrevista realizada no contexto do projeto “Cientistas sociais de países de Língua Portuguesa: histórias de vida”, com financiamento do Programa de Cooperação em matéria de Ciências Sociais para os países da comunidade de Língua Portuguesa (Programa Ciências Sociais CPLP) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Para ter acesso à transcrição e ao vídeo da entrevista clique aqui.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.
Entrevista em vídeo disponível na Sala de Consulta do CPDOC e trechos no portal.

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Helena Maria Bousquet Bomeny
Karina Kuschnir
Data: 4/4/2011 a 6/4/2011
Local(ais):
Lisboa ; PT ; Portugal

Duração: 4h53min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Maria da Graça Índias Cordeiro
Formação: Licenciatura em Antropologia pela Universidade Nova de Lisboa, Portugal, 1982; Mestrado em Antropologia Social e Cultural e Sociologia da Cultura, pela Universidade Nova de Lisboa, Portugal, em 1988; Doutorado em Antropologia Social, pela ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa, Portugal, em 1996; Agregação na ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa, Portugal, 2004.
Atividade: Professora Auxiliar com Agregação da ISCTE- Instituto Universitário de Lisboa.

Equipe


Transcrição: Lia Carneiro da Cunha;

Conferência da transcrição: Carlos Subuhana ;

Técnico Gravação: Marco Dreer Buarque; Bernardo de Paola Bortolotti Faria;

Sumário: Ítalo Rocha Viana;Sérgio Pereira de Faria Junior;

Temas

Antropologia;
Antropologia urbana;
Atividade acadêmica;
Carreira acadêmica;
Centros de pesquisa;
Ciências Sociais;
Claude Lévi-Strauss ;
Comunidade dos Países de Língua Portuguesa;
Congressos e conferências;
Cultura popular;
Ensino secundário;
Ensino superior;
Família;
Formação escolar;
Gilberto Velho;
História;
Imigração;
Instituições acadêmicas;
Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa ;
Intelectuais;
Intercâmbio cultural;
Letras;
Obras de referência;
Participação política;
Periódicos;
Perseguição política;
Política;
Portugal;
Pós - graduação;
Produção intelectual;
Professores estrangeiros;
Revolução dos Cravos (1974);
Roberto da Matta ;
Sociologia;

Sumário

1ª Entrevista: 04.04.2011

As origens familiares; a formação dos pais, em física; os contrastes culturais familiares; a criação na Avenida de Roma, em Lisboa; a Lisboa popular e o interesse antropológico; os primeiros estudos em escola mista (com moças e rapazes); a carreira profissional dos pais; as origens distintas das famílias maternas e paternas; o trabalho de seus pais como professores; as primeiras leituras e o incentivo aos livros; as leituras e o engajamento político nas proximidades da Revolução de 25 de abril; as prisões políticas de Graça e seus irmãos; os livros de aventuras fantásticas e o interesse de Graça pela escrita em sua juventude; a opção, no ensino secundário, pelas áreas de letras e ciências; o contato com a ideia da disciplina Antropologia através de um primo materno, José Cutileiro, antropólogo; a entrada no curso de Antropologia, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova, em 1978; a influência do professor José Carlos Gomes da Silva; a leitura de autores franceses na Universidade Nova, como Lévi-Strauss; a influência de professores como Rosa Maria Peres, Vitorino Magalhães Godinho, Raquel Soeiro de Brito e Gracia Vieira; o término da licenciatura em 1982; a importância da História para as Ciências Sociais em Portugal; a peculiaridade do surgimento das licenciaturas especializadas nos campos das Ciências Sociais em Portugal; os livros marcantes durante a licenciatura; o trabalho etnográfico no final da licenciatura, remetendo à Antropologia Urbana; o trabalho de campo ao fim da licenciatura: o Castelo de Vide e o ghetto dos malpiqueiros como tema de pesquisa; a desmistificação, com o trabalho de campo realizado, da notícia pejorativa sobre os descendentes de pastores em Castelo de Vide; os resultados e as avaliações do trabalho realizado; o convite de Mesquitela Lima – coordenador do departamento de antropologia na Universidade Nova – à Graça para participar da Revista Ethnologia; as publicações na revista sobre o Fado; a entrevista a Joaquim Pais de Brito e a sua consagração no campo acadêmico; a atuação no ensino secundário após o término da licenciatura; o contato com Luc de Heusch na Bélgica; a ida para o Instituto Superior das Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), entre 1984 e 1988, para atuar como assistente estagiária e lecionar; a entrada no mestrado na Universidade Nova e a preferência por Antropologia Urbana; a definição do objeto de estudo: o jogo da laranjinha; o problema teórico de Joaquim Pais de Brito e a sua importância para sua tese; comentários acerca da banca de mestrado; o diálogo com o fotógrafo e amigo Luís Pavão; observações acerca do enfoque de seus estudos no universo das culturas populares; o Congresso Espanhol de Antropologia e o contato com o antropólogo Juan José Pujadas; a opção definitiva por Antropologia Urbana; o doutoramento no ISCTE; a troca Erasmus entre professores do Departamento de Antropologia do ISCTE e de Tarragona, na Espanha; o projeto entre Joan Pujadas e Graça para o estudo da Madragoa, Portugal;; a experiência em Tarragona, Espanha, e o contato com bibliografias norte-americanas de Antropologia; o incentivo de Raul Iturra para a abertura da cadeira de Antropologia Urbana no ISCTE; a Sociologia Urbana em Portugal; o problema das limitações e das fronteiras em bairros de Lisboa, Portugal; a investigação na Madragoa, em Lisboa; as curiosidades em relação ao bairro da Bica; os estudos de António Firmino da Costa sobre o bairro de Alfama; a interlocução com os trabalhos de Firmino da Costa; leituras importantes durante a elaboração da tese de doutoramento; a tese de doutoramento: “Um bairro no coração da cidade: um estudo antropológico sobre a construção social de um bairro típico de Lisboa”; o triângulo tipológico da tese sobre a Bica: o bairro, as festas dos santos populares e a cidade; a orientação de Raul Iturra e Joan Pujadas; as mediações de José Machado que possibilitaram a entrada em campo no bairro da Bica; as avaliações sobre a tese; a gravidez e o trabalho de campo; o contexto da escrita da tese de doutoramento: as colaborações e as limitações na escrita sobre o bairro da Bica; o feedback positivo de Firmino da Costa sobre sua tese.


2ª Entrevista: 06.04.2011

Uma postura intelectual: espaços de autonomia e em rede; herança familiar; o posicionamento no ISCTE; um grupo em rede na Antropologia Urbana; Antonio Firmino da Costa e a sociologia; a relação com a Catalunha; a antropologia portuguesa; descobrindo Gilberto Velho; O Fenômeno Urbano, de Otávio Velho; a importância da leitura de Utopia Urbana Individualismo e Cultura, de Gilberto Velho; o Congresso luso-afro-brasileiro de 1994 e o impacto com Gilberto Velho; o contato com o Brasil via Gilberto Velho; a aproximação de antropólogos portugueses e brasileiros; a influência de Joaquim Paes de Brito; o primeiro mestrado em Antropologia no ISCTE; a ida de Gilberto Velho ao ISCTE; influências teóricas e a tese de doutorado; a Antropologia Urbana em Portugal; CEAS (Centro de Estudos de Antropologia Social) e CRIA (Centro em Rede de Investigação da Antropologia); o colóquio pelo CEAS e a difusão da antropologia urbana; o mestrado em antropologia urbana e a influência de Gilberto Velho; as idas ao Brasil; o Congresso da ABA (Associação Brasileira de Antropologia) em Vitória, em 1998; Carnavais Malandros, de Roberto DaMatta; professora-visitante na Universidade Federal do Rio Grande do Norte; colóquio Cidade e Diversidade: o auxílio de Luis Batista na organização; a ida para o CIES (Centro de Estudos de Sociologia); o convite feito à Joan Pujadas para participar do evento: a importância do seu trabalho na área de antropologia urbana; a organização do colóquio e seus objetivos; o doutorado em rede internacional na Antropologia Urbana; comentários sobre o FICYURB (First International Conference of Young Urban Researchers); a formação do grupo integrado de pesquisadores: José Guilherme Magnani e Françoise Navez-Bouchanine; relações com países africanos de língua portuguesa; reflexões sobre as Ciências Sociais; as novas gerações; a Antropologia Urbana hoje; a formação acadêmica hoje nas Ciências Sociais; a importância do diálogo interdisciplinar; a História; Frederico Vidal e o projeto da Rua; autores importantes; a Universidade de Bolonha como exemplo para outros cursos de antropologia e sociologia; obras e autores marcantes; Os Nuer e a relação com essa obra; os projetos e pesquisas futuros; a pesquisa em Boston; MAPS (Massachusetts Alliance of Portuguese Speakers); os imigrantes portugueses, brasileiros e cabo-verdianos em Boston; língua e identidade.


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