Jorge Fernando Loretti

Entrevista

Jorge Fernando Loretti

Entrevista realizada pelo Núcleo de Memória Política Carioca e Fluminense, criado por convênio firmado entre a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e o CPDOC-FGV, em maio de 1997. O Núcleo se constitui em um centro de produção intelectual e referência documental sobre a história política da cidade e do estado do Rio de Janeiro. Além de publicar as entrevistas editadas na coleção "Conversando sobre Política", o projeto resultou na publicação dos livros "VOZES da oposição: depoimentos de Lysaneas Maciel, Heloneida Studart, Modesto da Silveira, Iramaya de Queiroz Benjamin, Raymundo de Oliveira, Arlindenor Pedro de Souza, Francisco Amaral, Jó Rezende" / Organizadores Marieta de Moraes Ferreira, Dora Rocha e Américo Freire. Rio de Janeiro: Rafline Ed., 2001. e "CRÔNICA política do Rio de Janeiro" / Coordenadora Marieta de Moraes Ferreira. Entrevistadores: Marly Silva da Motta, Carlos Eduardo Sarmento e Américo Freire. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getulio Vargas, 1998. Essa entrevista foi publicada no livro JORGE Loretti, depoimento ao CPDOC / Ignez Cordeiro de Farias (Coordenadora); [Entrevistadores: Carlos Eduardo Sarmento, Ignez Cordeiro de Farias e Marly Silva da Motta]. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getulio Vargas, 2001. il. (Conversando sobre política; v.6). A escolha do entrevistado se justificou por sua posição privilegiada no campo político fluminense no período de 1946 a 1964.
Forma de Consulta:
Entrevista publicada em livro.
Referência completa: JORGE Loretti, depoimento ao CPDOC / Ignez Cordeiro de Farias (Coordenadora); [Entrevistadores: Carlos Eduardo Sarmento, Ignez Cordeiro de Farias e Marly Silva da Motta]. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getulio Vargas, 2001. il. (Conversando sobre política; v.6)

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Ignez Cordeiro de Farias
Carlos Eduardo Barbosa Sarmento
Marly Silva da Motta
Data: 16/3/2000 a 3/8/2000
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 25h15min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Jorge Fernando Loretti
Formação: Bacharel em Direito pela Universidade Federal Fluminense (UFF), em 1948.
Atividade: Secretário estadual de Justiça no Governo Marcello Alencar (1995-1999);secretário estadual de Justiça no governo Togo de Barros (1958)secretário de Administração no governo Roberto Silveira (1959-1961) e Badger da Silveira (1963-1964).

Equipe

Levantamento de dados: Ignez Cordeiro de Farias;Carlos Eduardo Barbosa Sarmento;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Ignez Cordeiro de Farias;Carlos Eduardo Barbosa Sarmento;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Temas

Afonso Arinos de Melo Franco;
Alcântara Machado;
Anos 1960;
Anthony Garotinho;
Ato Institucional, 2 (1965);
Badger da Silveira;
Benedita da Silva;
Carlos Lacerda;
Carreira acadêmica;
Cassações;
Ciências Sociais;
Companhia Siderúrgica Nacional;
Comunismo;
Congressos e conferências;
Direito constitucional;
Eduardo Gomes;
Eleições estaduais;
Eleições presidenciais;
Ensino superior;
Ernesto Geisel;
Fernando Collor de Mello;
Formação acadêmica;
Formação escolar;
Fusão Rio de Janeiro - Guanabara (1975);
Golpe de 1964;
Governo Castelo Branco (1964-1967);
Governo Emílio Médici (1969-1974);
Governo estadual;
Governo Jânio Quadros (1961);
Governo José Sarney (1985-1989);
Guanabara;
Henrique Teixeira Lott;
Humberto de Alencar Castelo Branco;
Jânio Quadros;
Legião Brasileira da Boa Vontade;
Mário Augusto Teixeira de Freitas;
Miguel Couto;
Militares;
Partido Democrático Trabalhista - PDT;
Paulo Fernandes;
Paulo Torres;
Perseguição política;
Política estadual;
Positivismo;
Reforma Universitária de 1968;
Repressão política;
Roberto Silveira;
Serviço Nacional de Informações;
Transferência da capital (Brasília);
Transportes;
União Democrática Nacional;
União Nacional dos Estudantes;
Universidade Federal Fluminense;
Violência;

Sumário

Fita 9-A: comentários sobre as campanhas presidenciais de Jânio e Lott; considerações a respeito da eleição de Jânio: as implicações no governo do Estado do Rio, o temperamento instável do presidente, a composição do ministério, ; articulações políticas no Estado do Rio por ocasião da eleição de 1960; breve comentário sobre a eleição de Afonso Arinos para senador; crise final do governo Jânio; breve comentário sobre o caso Collor e o governo Sarney; a eleição de Badger da Silveira para o governo do Estado do Rio.

Fita 9-B: considerações sobre a disputa eleitoral entre Badger da Silveira, Miguel Couto, Paulo Fernandes, e demais candidatos ao governo; sobre o afastamento de Badger com o golpe de 1964; comentários sobre a fuga do entrevistado para as Agulhas Negras após o golpe militar: notícia de mandato de prisão, notícia da nomeação para a cadeira de direito constitucional da Faculdade Federal Fluminense, encontro com Médici na casa da irmã em Resende; breve comentário sobre a participação do entrevistado em seminário sobre a repressão e a violência.

Fita 10-A: considerações sobre a conjuntura do golpe de 64 e suas implicações na política fluminense: articulações para a escolha do novo governador, a eleição de Paulo Torres; sobre a posse na cadeira de direito constitucional: breve comentário sobre a carreira acadêmica; origens familiares: influência positivista; os estudos: no Colégio Santo Inácio, no Colégio Salesiano Santa Rosa, no liceu Nilo Peçanha, na Faculdade de Direito; sobre a família: irmãos, esposa, filhos.

Fita 10- B: comentários sobre os filhos e netos (cont.); parentesco com o Marquês de Sapucaí; formação religiosa: críticas ao Santo Inácio; comentários sobre a Faculdade de Direito Teixeira de Freitas: a importância dos estudos de Teixeira de Freitas; formatura: considerações sobre o sistema de ensino superior da época e as modificações posteriores.

Fita 11- A: comentários sobre o início da carreira como professor na faculdade de economia e direito; considerações sobre a reforma no ensino que instituiu o sistema de créditos (comparação com o sistema antigo); sobre a incorporação da Faculdade de Economia de Niterói a Universidade Federal Fluminense; breve comentário sobre a interferência do SNI dentro das faculdades após o Decreto-lei 477; dificuldades profissionais, como advogado e professor, enfrentadas após o golpe de 1964 em decorrência de sua passagem pelo governo Roberto Silveira; atuação do entrevistado como diretor do Centro de Ciências Sociais da UFF; a bibliografia adotada no curso de economia no pós-1964.

Fita 11-B: a bibliografia utilizada no curso de economia no pós-1964; a constituição do corpo docente da UFF: aqueles que sofriam expurgo no Rio de Janeiro eram acolhidos em Niterói que era menos visado pelo regime; mudanças nas regras para eleições nas universidades: os primeiros reitores eleitos na UFF; breve comentário sobre o fato de na UFF ter ocorrido menos pressão e violência por parte dos militares; avaliação da LDB; comentários sobre a instauração de Inquérito Policial Militar e o funcionamento de serviço ligado ao SNI na universidade; atuação do entrevistado como advogado durante o regime militar: defesa de candidatos, na Justiça Eleitoral, que foram impugnados pelo SNI na eleição de 1966; breve comentário sobre a ficha do entrevistado no SNI, que o classificava como comunista, ao mesmo tempo que o identificava como udenista; atuação do entrevistado na UNE.

Fita 12-A: atuação do entrevistado na UNE (continuação); breve comentário sobre os candidatos cassados, como o caso de Togo de Barros; comentários sobre a reforma universitária após 1968 e a perseguição política: referência ao congresso de Ibiúna; a atuação dos juizes no Tribunal Superior àquela época; o desempenho do entrevistado na defesa, como advogado, de pessoas cassadas: o caso do presidente de uma Câmara Municipal que extinguiu o cargo de diretor de secretaria; descrição de um conto de Alcântara Machado sobre a revolução paulista; análise sobre o golpe de 1964: breve comentário sobre a última convenção da UDN e o lançamento da candidatura de Carlos Lacerda, no governo de Castelo Branco; comentário sobre as eleições estaduais de 1965 e 1966.
Fita 12-B: comentário sobre as eleições estaduais de 1965 e 1966 (continuação); sobre a escolha de Jeremias de Matos Fontes para o governo do estado; sobre a escolha de Paulo Torres para o governo do estado; comentário sobre a extinção das antigas legendas pelo AI-2: a perda da identidade política; breve comentário sobre o afastamento entre Eduardo Gomes e Castelo Branco; a falta de identidade partidária atualmente.

Fita 13-A: a falta de identidade política atualmente (continuação): a escolha de partidos feita pelos políticos em decorrência da maior facilidade de se elegerem; considerações sobre a Lei Eleitoral: a atual situação do governador Antony Garotinho no PDT, o caso da senadora Benedita que não precisava deixar o mandato para ser vice-governadora; breve comentário sobre o sistema partidário na França; considerações sobre o sistema partidário brasileiro: a negociação de legendas; comentário sobre a extinção das antigas legendas pelo AI-2: o afastamento do entrevistado da UDN durante o governo Badger da Silveira; a situação da representação amaralista com o episódio da fusão; a candidatura de Raimundo Padilha e suas ligações com o integralismo: a querela entre as usinas paulistas e fluminenses no seu governo.

Fita 13-B: comentário sobre a mística dos líderes de partido anterior ao regime militar; considerações sobre o governo Padilha; comentário sobre a passagem do entrevistado pela CSN: a interferência política na direção da CSN e o funcionamento da empresa.

Fita 14-A: sobre a localização estratégica da CSN: a questão do transporte; a rápida passagem do entrevistado pela direção regional do Senac após a morte de Roberto Silveira; comentário sobre as primeiras notícias da fusão: a estratégia de manter o assunto em segredo por parte dos governantes; os projetos de Feliciano Sodré para Niterói; comentários sobre as especulações que se faziam quanto ao destino do município neutro após a transferência da capital para Brasília; comentário sobre a criação da Guanabara.
Fita 14-B: considerações sobre a fusão: o fato de ainda hoje, os cariocas não reconhecerem o resto do estado; comentários sobre a região serrana: Petrópolis, Teresópolis; o relacionamento entre os políticos fluminenses e cariocas; as eleições de 1994 e o desempenho dos políticos do interior: a anulação das eleições; a falta de repercussão pública da campanha de Célio Borja pela fusão; considerações sobre o governo Faria Lima: a falta de conhecimento por parte de seu secretariado sobre o estado; comentário sobre o Judiciário: o fato de os juizes de Niterói receberem menos do que os do Rio de Janeiro.

Fita 15-A: comentário sobre o Judiciário: o fato de os juizes de Niterói receberem menos do que os do Rio de Janeiro(continuação); afastamentos e cassações durante o governo de Faria Lima: o caso do presidente de uma Câmara Municipal que extinguiu o cargo de diretor de secretaria; os ressentimentos do funcionalismo público fluminense: cassações, afastamento do local de trabalho, idéia de uma qualificação inferior; breve comentário sobre o ministro Rafael Grecca; comentário sobre um episódio ocorrido entre o genro e o neto do entrevistado na sala de cirurgia; considerações sobre da opção por Faria Lima feita por Geisel; breve comentário sobre episódio ocorrido no elevador entre um desembargador e um funcionário.

Fita 15-B: breve comentário sobre episódio ocorrido no elevador entre um desembargador e um funcionário; breve comentário sobre episódio ocorrido com um servente; análise sobre o processo de implantação da fusão: a falta de organização e a confusão que ainda hoje é feita entre o que é municipal, estadual ou federal; comentários sobre as especulações que se faziam quanto ao destino do município neutro após a transferência da capital para Brasília; comentário sobre a eleição do campista Garotinho para o governo do estado; comentário sobre o episódio do incêndio na barca de Niterói; sobre o incêndio no circo Pan-americano.
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