Juracy Magalhães I

Entrevista

Juracy Magalhães I

Entrevista realizada no contexto da pesquisa "Trajetória e desempenho das elites políticas brasileiras", parte integrante do projeto institucional do Programa de História Oral do CPDOC, em vigência desde sua criação em 1975. O depoimento foi editado e publicado no livro "Juracy Magalhães: minhas memórias provisórias" (coord. Alzira Alves de Abreu, Eduardo Raposo e Paulo Cesar Farah. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1982) e serviu como base para o verbete biográfico do entrevistado publicado no Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro. Trechos da entrevista foram publicados no livro GETÚLIO: uma história oral. / Valentina da Rocha Lima (Coordenação) ; Dora Rocha...[et al]. Rio de Janeiro: Record, 1986. 321. il. A escolha do entrevistado se justificou por sua trajetória política.
Forma de Consulta:
Entrevista publicada em livro.
Referência completa: "Juracy Magalhães: minhas memórias provisórias"/coord. Alzira Alves de Abreu, Eduardo Raposo e Paulo Cesar Farah. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1982.

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Eduardo Raposo
Alzira Alves de Abreu
Data: 14/2/1977 a 30/12/1977
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 21h20min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Juracy Montenegro Magalhães
Nascimento: 4/8/1905; Fortaleza; CE; Brasil;

Falecimento: 15/5/2001; Salvador; BA; Brasil;

Formação: Escola Militar de Realengo; Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais; Escola de Estado-Maior do Exército; Escola Superior de Guerra (ESG).
Atividade: Militar; Revolução de 1930; Interventor BA (1931-35); Governador BA (1935-37); Deputado Constituinte (1946); Deputado Federal BA (1946-51); Presidente da Vale Do Rio Doce (1951-52); Presidente da Petrobrás (1954); Senador BA (1955-59); Presidente da União Democrática Nacional - UDN (1957-59); Governado BA (1959-63); Embaixador do Brasil Nos EUA (1964-65); Ministro da Justiça (1965-66); Ministro das Relações Exteriores (1966-67)

Equipe

Levantamento de dados: Eduardo Raposo;Alzira Alves de Abreu;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Eduardo Raposo;Alzira Alves de Abreu;

Conferência da transcrição: Reinaldo Roels Júnior;

Copidesque: Reinaldo Roels Júnior;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Reinaldo Roels Júnior;

Temas

Aliança Nacional Libertadora (1935);
Aliança Renovadora Nacional;
Aliomar Baleeiro;
Antônio Carlos Magalhães;
Assembleia Nacional Constituinte de 1934;
Assembleia Nacional Constituinte de 1946;
Ato Institucional, 2 (1965);
Bahia;
Carlos Lacerda;
Comunismo;
Conselho Nacional do Petróleo;
Conspirações;
Coronelismo;
Crise de 1954;
Crise de 1955;
Crise de 1961;
Empresas estrangeiras;
Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais do Exército;
Escola de Comando do Estado Maior do Exército;
Escola Superior de Guerra;
Estado Novo (1937-1945);
Eurico Gaspar Dutra;
Exército;
Getúlio Vargas;
Góes Monteiro;
Golpe de 1937;
Golpe de 1964;
Governo Castelo Branco (1964-1967);
Governo estadual;
Governo Juscelino Kubitschek (1956-1961);
Integralismo;
Jânio Quadros;
José Américo de Almeida;
Juarez Távora;
Juracy Magalhães;
Jutai Magalhães;
Luís Carlos Prestes;
Ministério da Justiça;
Ministério das Relações Exteriores;
Movimento Democrático Brasileiro;
Nacionalismo;
Otávio Mangabeira;
Partido Comunista Brasileiro - PCB;
Partido Social Democrático - PSD;
Partido Trabalhista Brasileiro - PTB;
Partidos políticos;
Peleguismo;
Petrobras;
Petróleo;
Política estadual;
Política nacional;
Revolução Constitucionalista (1932);
Revolução de 1930;
Roberto Campos;
Siqueira Campos;
Tenentismo;
União Democrática Nacional;

Sumário

1a Entrevista: local e data de nascimento; lembranças familiares; educação primária e secundária; companheiros de colégio; companheiros da vida militar e revolucionária; início da ação revolucionária: o Nordeste em 1930; da Bahia à Paraíba: os revolucionários vitoriosos; vinda para o Rio de Janeiro e início da atividade política; contatos com Getulio e sua nomeação para a interventoria na Bahia; afastamento político durante o Estado Novo; campanha para o governo da Bahia (1950); eleição de Getulio para a presidência da República; reatamento entre Getulio e Juraci; convite para a presidência do Conselho Nacional do Petróleo; encontro com o tenente Gregório; nomeação para a presidência da Companhia Vale do Rio Doce; recuperação da empresa; razões de ingresso no Exército e na vida política; a família: os irmãos; vinculações políticas; adido militar do Brasil em Washington; a presidência da Petrobrás; a morte de Vargas e os dias que a antecederam; campanha para o senado pela Bahia (1954); eleição para o governo da Bahia (1958); disputa com Jânio Quadros pela candidatura à presidência da República (1960); convite de Jânio para a vice-presidência; os filhos: Juracizinho e Jutaí na política; os pais; prisão em 1922; o período na Escola Militar: os colegas de turma; as confraternizações anuais; tendências políticas de seus colegas de turma; atividades na Escola Militar; início das atividades conspiratórias em 1923; contatos com Juarez Távora; Luís Carlos Prestes; Prestes no senado (1947); e seu debate com Juraci; articulações para a cassação dos deputados do Partido Comunista; a Escola Militar do Realengo e a da Praia Vermelha; mudanças na orientação da escola; viagem ao Ceará (1927)..............................................................................................................................1 a 46

2a Entrevista: repercussões da revolta de 1922 no Ceará; a oposição cearense ao governador Justiniano de Serpa; prisão em uma manifestação estudantil contra Bernardes; conspiração com Juarez Távora (1930); os cearenses na Revolução de 1930; a Paraíba revolucionária; os conspiradores; a eclosão revolucionária na Paraíba: dificuldades iniciais; a resistância em Recife e o auxílio da Paraíba; conquistas no Nordeste; a reação popular a favor da Revolução; a substituição dos governos estaduais; a marcha para o sul; atitude para com os derrotados; o período pré-revolucionário; a casa dos conspiradores em João Pessoa; relações entre Juraci e os militares não-revolucionários; perseguição a Juarez Távora; civis revolucionários sob a liderança de José Américo; a ocupação das cidades pelos revolucionários; ; ligações entre a família de Juraci e a de Juarez; contatos com o irmão de Juarez após a vitória da Revolução; dificuldades políticas com os interventores civis do Nordeste; Juraci e Getúlio, no Rio; organização do PSD baiano; a bancada do PSD baiano na Constituinte de 1934; sua atuação; a reorganização política da Bahia na interventoria de Juraci; a formação do Partido Autonomista; apoio político dos trabalhadores a Juraci; o sucesso na vida pública; as campanhas políticas; hábitos de leitura; ministro das Relações Exteriores............................................................47 a 93

3a Entrevista: Conseqüência da recusa de Prestes em aderir à Revolução de 1930; a morte da Siqueira Campos; realizações da Revolução; perfil de Siqueira Campos como conspirador; nomeação para a interventoria na Bahia e a organização do governo do estado; significado da educação para sua formação; luta contra o banditismo na Bahia; relações com Getulio; a Bahia e a Revolução de 1932; incidente com os alunos da Faculdade de Direito de Salvador; contatos com o povo; tendência democrática; posição frente ao governo Castelo Branco; Juarez e as interventorias civis no Nordeste; a entreda para as forças armadas e a passagem para a vida política; perspectivas da carreira militar; conspirações durante a Constituinte de 1934; renúncia ao governo da Bahia (1937); plano para derrubar Getulio em 1934; o grupo de oposição a Juraci na Bahia; a política estadual: contatos com o interior; crise no secretariado; transformações efetuadas por Góis Monteiro no Exército; esvaziamento dos tenentes e fortalecimento dos generais; a Revolução de 1930 na Paraíba: os militares participantes e as forças disponíveis; o caráter popular da Revolução; a reação militar; preparativos para o golpe do Estado Novo (1936): consulta a Juraci; articulações para sucessão: contatos com Getulio e com Armando Sales; preparativos para o golpe (1937)...............................................................................93 a 142

4a Entrevista: a ANL na Bahia; posição contra a ANL; amigos de Juraci envolvidos no movimento; atuação política de Eliezer Magalhães; o caráter humanitário da atividade política no Brasil; o comunismo na Bahia; o integralismo na Bahia e os grupos de oposição a Juraci; relações entre Getulio e os integralistas; o golpe de 1938; adversários políticos de Juraci; o rompimento com Carlos Lacerda; as memórias de Carlos Lacerda; a sucessão em 1937; preparativos para o golpe de 1937; a campanha de José Américo; ocupação da Bahia por forças getulistas (1937); a facção pró-Estado Novo na Bahia; a comissão de estado-de-guerra na Bahia; a saída de Juraci da Bahia (1937); o poio ao ex-governador; conspirações contra o Estado Novo; contatos com os comunistas; justificativa para a permanência de Vargas no poder; a entrevista de José Américo; a candidatura Eduardo Gomes; conspiração contra Getulio.......................................................................................................................................................142 a 190

5a Entrevista: a tomada do governo estadual pela oposição (1937); perfil de José Joaquim de Seabra; o regionalismo na política brasileira e nos partidos; aliança entre o juracisismo e o seabrismo pela candidatura Eduardo Gomes; encontro entre Juraci e Otávio Mangabeira em Nova Iorque; criação da UDN; rompimento entre Juraci e Otávio Mangabeira em 1950; a conspiração durante o Estado Novo; curso na ESAO e na ECEME; atividades em Recife, durante a guerra; visita aos Estados Unidos; a conspiração contra o Estado Novo; contatos para o lançamento da candidatura de Eduardo Gomes; contatos para a publicação da entrevista de José Américo; transferência para Santa Catarina; a Paraíba em 1930; o Estado Novo e sua conexão com a situação internacional; as duas candidaturas do brigadeiro Eduardo Gomes; composição da UDN; contatos com o general Dutra; disputa dentro da UDN pela participação ou não no governo Dutra; o coronelismo; o PSD como forma de afirmação da Revolução de 1930; o coronelismo e a reorganização da política baiana após 1930; ligações com a sociedade política baiana; o papel do técnico e do tecnocrata na administração; o fim do coronelismo: transformações na política; atuação de Jutaí Magalhães; transformações na estrutura política brasileira: o coronel, o pelego, a conscientização do eleitorado e a liderança política; posição dos liderados de Juraci face ao Estado Novo; Getulio e o Estado Novo; perfil de Getulio Vargas......................190 a 244

6a Entrevista: formação da UDN; aliança entre a ala autonomista e a ala juracisista na Bahia; a penetração da UDN junto aos militares; a primeira campanha do Brigadeiro na Bahia; eleitorado udenista na Bahia; tendências conservadoras e progressistas na UDN; disputa com Jânio Quadros pela indicação à presidência da República, pela UDN; atuação de Juscelino Kubitschek; a Constituinte de 1946; a cassação do registro do PC; Roberto Campos acusado de comunista; a sucessão presidencial de 1950: a UDN e a segunda candidatura do Brigadeiro; a candidatura ao governo da Bahia (1950); tentativa da UDN de obter o apoio do PC; Juraci convidado por Getulio para presidir o Conselho Nacional de Petróleo; o petróleo na Bahia; Walter Link na Petrobrás; a posição do Ministério da Agricultura frente ao problema do petróleo no Brasil; a reação contra a criação do Conselho Nacional de Petróleo.............................................................................................................................................244 a 289

7a Entrevista: a penetração da UDN nos estados; campanha para o governo da Bahia (1950); morte de Lauro Freire; a derrota de Juraci; acordo com Otávio Mangabeira (1945); o governo Otávio Mangabeira; a articulação para a segunda candidatura de Eduardo Gomes; Manoel Novais e o PR baiano; o idealismo udenista; as alternativas udenistas à candidatura do Brigadeiro; atitude da UDN diante das disputas pelo poder; posição da UDN no governo Vargas: adesistas e oposicionistas; Juraci na Companhia Vale do Rio Doce e na Petrobrás; campanha ao Senado, pela Bahia (1954); articulações para a candidatura ao governo do estado (1958); participação dos filhos na campanha; entrada dos filhos na política; conflitos com Antônio Carlos Magalhães; acordo com Getulio para a sucessão estadual em 1954; suicídio de Vargas; Juraci no Senado; oposição a Juscelino e combate ao impedimento de Café Filho e Carlos Luz; a Banda de Música da UDN; a campanha de popularização da UDN; a convenção udenista: disputa entre Juraci e Jânio Quadros pela candidatura à presidência; discurso na convenção da UDN.........................................................................................................289 a 338

8a Entrevista: a Esquerda Democrática e a orientação geral da UDN; o PSB; os componentes da Esquerda Democrática; filosofia política de Juraci em confronto com seus atos depois da Revolução de 1964; o AI-2; a UDN e o segundo governo Vargas; Carlos Lacerda na UDN; a presidência da Petrobrás: organização da empresa; o nacionalismo e a participação de empresas estrangeiras na economia brasileira; a importação de tecnologia; tendências progressistas no segundo governo Vargas; a participação do setor privado na atual política social; Café Filho na presidência da República; a tentativa de impedir a posse de Juscelino; a tese da maioria absoluta; Aliomar Baleeiro; a candidatura de Juarez Távora à presidência da República; o golpe de 11 de novembro de 1955................338 a 370

9a Entrevista: o governo Café Filho; o governo Juscelino Kubitschek; Juraci no Senado e na presidência da UDN; a oposição a Juscelino; denúncias no Senado: o caso do "uísque a meio dólar"; o golpe de 11 de novembro de 1955; relações entre Juraci e Juscelino; a campanha de Juarez Távora; o governo Kubitschek e a construção de Brasília; o confronto PSD/UDN; a crise no ministério Café Filho: saída de Eugênio Gudin e de Juarez; o pacto PSD/PTB; Juraci na Escola Superior de Guerra; os objetivos da ESG; Juraci no governo da Bahia (1959-63): administração e obras; relações entre Juraci e os comunistas; a interventoria na Bahia: crise no secretariado; as campanhas políticas no estado; a Assembléia estadual baiana no segundo governo de Juraci; os partido baianos e a sucessão ao governo em 1963: Lomanto Júnior......................................................................................................370 a 409

10a Entrevista: cisão no PSD baiano (1937); o golpe de 1937 e as suas posições com relação a Getulio; a renúncia de Jânio e a crise da posse de João Goulart; tentativas dos ministros militares para impedir a posse de Jango; articulações em favor da posse; os desatinos de Jango; a conspiração e o golpe de 31 de março de 1964; Castelo Branco; o golpe: contatos estaduais; fatores militares para a vitória das revoluções: avanço constante; a reunião dos governadores com Jango; contatos com Castelo; tentativa de intervenção na Guanabara; Carlos Lacerda no governo da Guanabara: ataques a João Goulart; a escolha de Castelo Branco para a presidência da República; Juraci na embaixada brasileira em Washington; amizades nos Estados Unidos; desentendimentos com Lacerda em Washington; a sucessão de Castelo; a resistência de Castelo a Costa e Silva; apoio de Juraci a Costa e Silva; oposição de Lacerda aos ministros de Castelo; saída de Milton Campos do Ministério da Justiça; Juraci assume o Ministério da Justiça: o AI-2; a extinção dos partidos; a criação da Arena e do MDB; o bipartidarismo........................................................................................................................................409 a 467

11a Entrevista: a tentativa de impedir a posse dos governadores eleitos de Minas, Mato Grosso e Guanabara; a candidatura de Costa e Silva e o apoio de Juraci; entrevista à revista "Visão"; contatos entre Costa e Silva e Juraci para a indicação do ministro das Comunicações; os articuladores da candidatura Costa e Silva; o bipartidarismo; a deformação sofrida pela Arena e pelo MDB no processo político revolucionário; Arena e MDB X UDN e PSD-PTB; o Ministério das Relações Exteriores; confronto entre o ministro da Justiça e o das Relações Exteriores; o papel do AI-2 no processo político brasileiro; a importância da liberdade de opinião e de expressão; a saída da vida pública; Jutaí Magalhães...467 a 490
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