Luiz Felipe Lampreia I

Entrevista

Luiz Felipe Lampreia I

Entrevista realizada no contexto do projeto "Luiz Felipe Lampreia", desenvolvido com financiamento da Souza Cruz, através da Lei Rouanet de incentivo fiscal do Ministério da Cultura, entre julho de 2008 e junho de 2009. O projeto visa à constituição de um banco de entrevistas audiovisuais com o ministro Luiz Felipe Lampreia e pessoas indicadas por ele, além de completar o tratamento técnico do seu arquivo pessoal, doado ao CPDOC. A escolha do entrevistado se justifica por sua atuação como Ministro das Relações Exteriores do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2001).
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Marly Silva da Motta
Matias Spektor
Data: 16/1/2008 a 10/7/2008
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 14h47min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Luiz Felipe Lampreia
Nascimento: 19/10/1941; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Formação: Estudou Sociologia na Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro.
Atividade: Membro- Assembléia Geral da ONU (1969); Assessor- Ministério das Relações Exteriores (1974-1976); Membro de delegação, Fundo Monetário Internacional(1979); Membro de delegação, Banco Mundial (1980); Delegado, Banco Interamericano de Desenvolvimento(1980-1980); Embaixador, Embaixada do Brasil no Suriname (1983); Chefe, Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio - GATT (ONU) (1986-1994); Embaixador, Embaixada do Brasil em Portugal(1990); Secretário-geral, Ministério das Relações Exteriores(1992-1993); Ministro de Estado, Ministério das Relações Exteriores(1995-2001);

Equipe

Levantamento de dados: Marly Silva da Motta;Matias Spektor;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Marly Silva da Motta;Matias Spektor;

Transcrição: Lia Carneiro da Cunha;Maria Izabel Cruz Bitar;

Conferência da transcrição: Mariana Franco Lopes;Lucas Andrade Sá Corrêa;

Técnico Gravação: Marco Dreer Buarque; Daniele Cavaliere Brando;

Sumário: Mariana Franco Lopes;Lucas Andrade Sá Corrêa;

Temas

Abertura política;
Acordo Nuclear Brasil - Alemanha (1975);
Afonso Arinos de Melo Franco;
África;
América Latina;
Angola;
Anos 1970;
Antiamericanismo;
Antônio Azeredo da Silveira;
Área de Livre Comércio das Américas (ALCA);
Argentina;
Ato Institucional, 5 (1968);
Bolívia;
Bomba atômica;
Brasil;
Carlos Menem;
Carreira diplomática;
Celso Lafer;
Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe;
Conflitos internacionais;
Conselho de Segurança da ONU;
Costa e Silva;
Cuba;
Desarmamento;
Diplomacia;
Ditadura;
Dívida externa;
Economia;
Embraer;
Energia nuclear;
Ernesto Geisel;
Estados Unidos da América;
Evandro Lins e Silva;
Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP);
Fernando Henrique Cardoso;
Força Interamericana de Paz (1965);
França;
Golbery do Couto e Silva;
Golpe de 1964;
Governo Ernesto Geisel (1974-1979);
Governo Fernando Collor (1990-1992);
Governo Fernando Henrique Cardoso (1995-1998);
Governo Itamar Franco (1993-1994);
Governo João Figueiredo (1979-1985);
Governo José Sarney (1985-1989);
Governos militares (1964-1985);
Guerra do Iraque;
Guerra Fria;
Henry Kissinger;
Impeachment de Collor;
Instituto Brasileiro do Café;
Instituto Rio Branco (IRBr);
Itaipú Binacional;
Jimmy Carter;
João Batista de Oliveira Figueiredo;
João Sayad;
José Sarney;
José Serra;
José Sette Câmara;
Juracy Magalhães;
Luiz Felipe Lampreia;
Mercosul;
Militares;
Ministério das Relações Exteriores;
Neoliberalismo;
Organização das Nações Unidas;
Palácio Itamaraty;
Petrobras;
Petróleo;
Política externa;
Raul Alfonsin;
Redemocratização;
San Tiago Dantas;
Saraiva Guerreiro;
Sebastião do Rego Barros;
Segunda Guerra Mundial (1939-1945);
Sérgio Armando Frazão;
Serviço Nacional de Informações;
Sociologia;
Suriname;
Tancredo de Almeida Neves;
Tratado de Cooperação Amazônica;
Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares (TNP);
Tratado Norte-americano de Livre Comércio (NAFTA);
União Europeia;
Vasco Leitão da Cunha;
Venezuela;

Sumário

1ª entrevista: 16.01.2008
Arquivo em áudio 1: Origens familiares: a vinda de sua família para o Brasil no início do século XX; a relação de seus familiares com cargos públicos; a importância de ser filho de um diplomata na escolha de sua profissão; comentários sobre os estudos do primário realizados em Roma; o retorno ao Brasil em 1951 e o curso do ginásio no colégio Andrews; a volta para a França em 1955; relato das experiências vividas no Colégio Cours Saint-Louis; referência às conversas acerca do contexto político do Brasil, à época; o retorno para o Rio de Janeiro e para o colégio Andrews em 1957; a escolha pelo curso de Sociologia na PUC-Rio; explicações sobre o não envolvimento com política partidária, neste período; Vasco Leitão da Cunha, Antônio Azeredo da Silveira, Jayme Azevedo Rodrigues e Sérgio Armando Frazão como referenciais; o trancamento da faculdade de Sociologia e o processo de estudos para o concurso do Instituto Rio Branco em 1962; comentários sobre professores marcantes e o ambiente de participação política na sua turma do Instituto; a escolha de San Tiago Dantas para o papel de paraninfo da turma na ocasião da formatura; menção à decepção causada com a saída de Evandro Lins e Silva do Itamaraty, que fora ser ministro do Supremo; considerações a respeito da personalidade de Araújo Castro; referência à sua relação distante com diplomatas amigos de seu pai, como o Azeredo Silveira, Frazão e Vasco da Cunha, e ao grau de hierarquia existente no Itamaraty; a autonomia de escolha devido a sua classificação no concurso e a opção por trabalhar com Jayme Azevedo Rodrigues, da ala mais radical da Política Externa Independente; o grupo formado em torno deste último: a “turma do Bardahl” – apelidado por Araújo Castro; referência às posições de Castro e Azeredo da Silveira com relação à Política Externa Independente; o impacto do golpe de 64 no “grupo do Bardahl”; relato de sua experiência do dia 31 de março de 1964...........p. 1-16

Arquivo em áudio 2: A demissão de Jayme Azevedo Rodrigues e a situação de Antônio Azeredo da Silveira após o golpe de 1964; a mudança para a área de produtos de base, mais especificamente do café, dentro da divisão econômica do Itamaraty; comentários acerca da situação do mercado do café na economia brasileira; observações a respeito da relação do Instituto Brasileiro de Café (IBC) com o Itamaraty; relato da inserção de Silveira na esfera política: a campanha, efetuada por este, contra a postura do governo brasileiro e à Força Interamericana de Paz quando da invasão à República Dominicana (1965); referência à Conferência Interamericana no Rio de Janeiro, realizada em setembro deste mesmo ano; comentários acerca de um certo ressentimento dos militares com relação à negligência dos Estados Unidos ao Brasil, após a Segunda Guerra Mundial; considerações a respeito da política externa brasileira e a opção por uma postura de não-intervenção nos países vizinhos; a relação de trabalho com Azeredo da Silveira; a ida deste para Genebra e a opção, do entrevistado, de permanecer no Rio de Janeiro; breve comentário acerca da decepção com a experiência na ONU; opinião com relação ao José Sette Câmara; menção às atividades efetuadas na ONU, onde ocupou o cargo de segundo-secretário; observações sobre a vida em Nova Iorque; avaliação da substituição de Vasco Leitão da Cunha por Juraci Magalhães no cargo de ministro das Relações Exteriores, em 1966; a preparatória para a II Unctad e o alinhamento do Brasil ao Grupo dos 77; a escolha por “ministros de carreira” para o cargo de ministro das Relações Exteriores durante a ditadura militar no Brasil; a opção de ir para Genebra, trabalhar com Silveira, na área de desarmamento; referência à resistência do Brasil e, especialmente do Silveira, ao Tratado de Não Proliferação Nuclear; comentários acerca de suas atividades em Genebra: o trabalho na área de convênios de produto de base e na área de desarmamento; considerações a respeito da Comissão de Desarmamento, fundada durante a Guerra Fria, e a ausência de conflitos entre as superpotências neste local....p. 16-31.

2a Entrevista: 29.01.2008
Arquivo em áudio 3: O trabalho com Antônio Azeredo da Silveira na embaixada brasileira em Genebra e a participação no grupo que discutia a projeção do Brasil nos anos 2000; as duas correntes que existiam neste grupo: uma, encabeça por Sérgio Paulo Rouanet e a outra - da qual fazia parte o entrevistado; opinião com relação à deténte: uma oportunidade de flexibilizar o mercado internacional; breve comentário acerca do impacto do AI-5 em Genebra; menção ao confronto entre Silveira e José de Magalhães Pinto, após o retorno do primeiro ao Brasil; impressões acerca do embaixador Sérgio Armando Frazão e a sua participação na negociação de produtos de base em Genebra; o crescimento econômico do Brasil na década de 70; o retorno ao Rio de Janeiro, em 1972, para trabalhar em um banco de investimentos (Bansulvest); a volta para o Itamaraty, cerca de seis meses depois, para atuar nas negociações envolvendo o petróleo; observações acerca do mercado mundial de petróleo e a posição da Petrobrás neste contexto; considerações a respeito das repercussões da crise do petróleo no Brasil; as negociações entre a Petrobrás e o Iraque, que resultaram em um contrato favorável ao Brasil; a relação de amizade com o governo da Arábia Saudita e a inclusão, por este, do Brasil na lista dos países isentos ao boicote; a recusa do presidente Ernesto Geisel de compra dos ativos da Cabinda Gulf Oil Company, que atuava na Nigéria, em 1974; o convite, efetuado por Geisel, para Silveira ocupar o cargo de ministro das Relações Exteriores; referência à existência de informações negativas referentes ao Silveira no Serviço Nacional de Informações (SNI); as primeiras iniciativas de Silveira no novo cargo: a modificação da postura do governo brasileiro no Oriente Médio e na África.........................p. 1-18

Arquivo em áudio 4: A mudança de postura do Brasil com relação à África: a tentativa de se dissociar da política portuguesa; breve comentário sobre as impressões de Ernesto Geisel acerca de Antônio Azeredo da Silveira; menção às visões de ambos com relação aos Estados Unidos: a necessidade de um diálogo com este país; a questão do reconhecimento da independência de Angola (1975) pelo Brasil e a reação dos Estados Unidos; referência à ideia defendida por Silveira, de que o Brasil deveria ser mais participativo no cenário internacional, deixando de preocupar-se apenas com os EUA; observações acerca da estratégia de Silveira no que diz respeito a Argentina: o caso da hidrelétrica de Itaipu; o trabalho como assessor econômico de Silveira e a promoção a conselheiro, em 1975; a ampliação da carreira de diplomata durante a permanência de Silveira como ministro das Relações Exteriores (1975-1979); menção aos integrantes da equipe de Silveira: Luiz Souto Maior, Odilon Penteado e José Nogueira Filho; a relação de Golbery do Couto e Silva com Silveira e Geisel; a liberdade concedida por Silveira ao entrevistado e a outros jovens diplomatas que trabalhavam com ele; as transformações no mundo, em meados dos anos 70, e o papel de Silveira como condutor do Brasil neste novo contexto; breve comentário sobre a participação nas Assembléias Gerais da ONU; a relação de sintonia entre Azeredo da Silveira e Henry Kissinger; o problema ocasionado pela indicação de Carlos Alberto Fontoura por Mario Gibson e a dura reação de Silveira com Mario Soares, ministro de Negócios Estrangeiros de Portugal; impressões acerca de Mario Soares e as relações entre Brasil e Portugal nos anos 70; comentários sobre as posições divergentes de Silveira e Kissinger em torno da Teoria dos Dominós, defendida pelo segundo; a intensificação da tensão nas relações entre Brasil e Argentina durante a gestão Silveira; menção às diferenças entre a ditadura chilena, instaurada por Augusto Pinochet, e a brasileira, representada por Geisel, neste momento; o investimento do Brasil em demais países vizinhos durante o governo Geisel: o caso de Itaipu e o interesse do Brasil pelo gás boliviano; os primeiros contatos do Brasil com a Bolívia, após o início do mandato do ex-presidente Hugo Banzer, em 1971; referência às dificuldades que impossibilitaram estes dois países chegarem a um acordo; a importância do acordo nuclear estabelecido com a Alemanha (1975): a afirmação de ambos países frente ao Estados Unidos; as pressões deste país, a partir do governo Jimmy Carter, para que o Brasil desistisse deste projeto; os principais objetivos do acordo: o aspecto energético e o diplomático; menção ao desejo da Argentina, governada por Rafael Videla, de possuir bomba atômica; a ameaça argentina e a defesa de alguns brasileiros, liderados pelo general Leônidas Gonçalves, da confecção da bomba no Brasil; opinião com relação a produção de uma bomba atômica no país: a necessidade de desviar recursos de áreas mais importantes e a descrença em um confronto militar com a Argentina........p. 18-37

3a Entrevista: 14.02.2008
Arquivo em áudio 5: A nomeação de Oscar Camilión como embaixador da Argentina no Brasil (1976); a influência que este passou a exercer na imprensa brasileira e o conseqüente descontentamento de Antônio Azeredo da Silveira com Guy Brandão – secretário de imprensa do Itamaraty à época; o convite de Silveira para que o entrevistado ocupasse este cargo e as inovações que aplicou após assumir a função; breve comentário acerca da polêmica com a Argentina ocasionada pela construção de Itaipu; referência às posições divergentes de Jimmy Carter e Henry Kissinger no que tange a política externa; a visita de Cyrus Vance, ex-secretário de Estado norte-americano, ao Brasil e as tensões ocorridas nesta ocasião; o encontro entre Ernesto Geisel e Carter, durante a visita deste ao Brasil, em 1978: a ausência de discussão do tema dos direitos humanos; a modificação da conduta da Política Externa Independente com relação aos Estados Unidos: as diferenças entre Afonso Arinos e San Tiago Dantas; a perda de influência dos Estados Unidos no mundo durante os anos 70; considerações a respeito de da personalidade de João Batista Figueiredo e de seu governo; menção ao início da abertura a partir do governo de Ernesto Geisel; a decisão de Silveira de ir para a embaixada brasileira em Washington, no início do governo Figueiredo; combate a ideia de Silveira como um antiamericano sistemático; comentários acerca da agenda do governo Figueiredo com relação aos Estados Unidos: priorização de assuntos de natureza comercial e a questão da Embraer; a defesa da posição da Embraer como uma das grandes vitórias da gestão de Silveira em Washington; os desentendimentos entre Ramiro Saraiva Guerreiro e Azeredo da Silveira; os possíveis motivos de Silveira não ter sido escolhido por Figueiredo para compor seus ministérios; menção à autonomia concedida por Silveira a seus assessores em Washington; as mudanças estabelecidas com a chegada de Ronald Reagan ao poder: a tentativa dos EUA de obter auxílio do Brasil na América Central; a ida para o Suriname em dezembro de 1982: considerações a respeito do massacre ocorrido no país neste período; relato da chegada de militares e diplomatas brasileiros ao Suriname; menção ao plano norte-americano de invasão ao país e a recusa de Figueiredo em realizá-lo; comentários sobre o desfecho desta situação: o diálogo entre o ex-presidente Dési Bouterse com o general Danilo Venturini....p.1-18
Arquivo em áudio 6: A ajuda militar e econômica prestada pelo Brasil aos surinameses; o não questionamento dos Estados Unidos, governado por Ronald Reagan, a este auxílio; o convite, de Ramiro Saraiva Guerreiro, para que ocupasse o cargo de embaixador no Suriname; comentários acerca do período que permaneceu neste país: o fechamento da embaixada de Cuba; o retorno à Brasília, para trabalhar com João Sayad; a mudança do perfil do cargo de ministro das relações Exteriores a partir dos governos de Tancredo Neves e José Sarney; os esforços deste último e do ex-presidente da Argentina, Raul Alfonsín, para superar as rivalidades entre os dois países; o retorno ao Itamaraty, em 1987, para assumir o Departamento de Cooperação Técnica, após a demissão de João Sayad do governo; menção à sua nomeação ao cargo de subsecretário para Assuntos Políticos: a atuação do governo brasileiro em Angola e na Itália; a resistência em abrir o mercado para produtos importados após o fracasso do Plano Cruzado; a visão de Dílson Funaro e do Itamaraty, de maneira geral, acerca das moratórias da dívida externa; breve comentário acerca de teorias econômicas que circulavam nos anos 80; a criação da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), quando ocupava o cargo de subsecretário para Assuntos Políticos; impressões acerca de Abreu Sodré e Paulo Tarso; breve relato da trajetória política deste último; considerações a respeito do pragmatismo responsável; comentários sobre as funções na Subsecretaria e as atribuições de Sebastião do Rego Barros neste local; o ressentimento de José Sarney com relação aos Estados Unidos; o aumento das relações do Brasil com os demais países da América Latina após a redemocratização do país; observações acerca do Pacto Amazônico e o Tratado de Cooperação Amazônica............p. 18-32

4ª entrevista: 05.03.2008
Arquivo em áudio 7: Comentários acerca do Governo Sarney: economia e política externa; a atuação dos presidentes José Sarney e do argentino Raul Alfonsín para o desenvolvimento das relações bilaterais destes países; menção à assinatura do Ato de Foz do Iguaçu, importante marco da relação dos dois países, e aos acordos comerciais assinados nesse período; comentários sobre a disputa entre Brasil e Argentina para o desenvolvimento de tecnologia nuclear; a criação de agências e acordos a fim de amenizar a rivalidade entre Brasil e Argentina, como a Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares (ABACC); a importância da aproximação entre Brasil e Argentina: menção a participação do embaixador Sebastião do Rego Barros neste processo; o contexto político-econômico que possibilitou a aproximação: enfraquecimento da Argentina por ocasião da derrota na Guerra das Malvinas, a crise econômica e a redemocratização do Brasil; a reforma na estrutura do Ministério de Relações Exteriores (MRE), nos anos de 1985 e 86; comentários sobre Paulo Tarso, enquanto Secretário Geral do Itamaraty: influências e relações políticas; o MRE no Governo Collor: a influência do embaixador Marcos Coimbra e o reordenamento da Secretaria Geral; a criação da medida expulsória no Itamaraty, que limitava o exercício do cargo de embaixador para quinze anos; a atuação do entrevistado na embaixada do Brasil em Portugal no início da década de 1990; o impacto da queda do Muro de Berlim e da derrocada da União Soviética nas relações internacionais; a reaproximação do Brasil com os Estados Unidos a partir da percepção do fim da Guerra Fria, no Governo Itamar, quando atuava como Secretário Geral no Ministério das Relações Exteriores (MRE); mais comentários acerca das transformações no Itamaraty durante o Governo Collor: as disputas internas e a falta de um grande projeto de política externa para o Brasil; percepções do Presidente americano George Bush (1989-1993) acerca de Fernando Collor, em sua visita aos Estados Unidos; comentários sobre o Governo Collor: crítica ao confisco das poupanças e elogio a abertura comercial; a nomeação do entrevistado para o cargo de embaixador do Brasil em Portugal; a redução da importância do Brasil aos olhos de Portugal no contexto da União Européia, do Governo Collor e sob o regime do Primeiro-Ministro português Aníbal Cavaco Silva; os problemas e crises no relacionamento entre Brasil e Portugal durante o período do entrevistado como embaixador do Brasil em Portugal; comentários acerca da primeira missão de deputados brasileiros em Portugal;........p.1-17
Arquivo em áudio 8: comentários acerca da comunidade de negócios portuguesa e o Brasil no começo da década de 90; as dificuldades do entrevistado em ser embaixador do Presidente Collor, no momento dos escândalos que o levaram ao impeachment; a atuação de Celso Lafer, no Ministério das Relações Exteriores, em 1992; o convite para ser Secretário-Geral do Itamaraty do, então Ministro das Relações Exteriores, Fernando Henrique Cardoso; menção à influência de Fernando Henrique Cardoso no Governo Itamar Franco e às condições em que exerceu o cargo de Secretário-Geral; comentários acerca das primeiras conversas com Fernando Henrique, enquanto Ministro das Relações Exteriores, e suas principais diretrizes: a relação com os Estados Unidos e com a Argentina, o comprometimento com o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares (TNP).......p. 17-27.

5ª Entrevista: 26.03.2008
Arquivo em áudio 9: As diferentes crises econômicas durante o Governo Fernando Henrique Cardoso, destacando a crise do México (1995); a resolução do problema da inflação como importante objetivo da gestão Fernando Henrique Cardoso; as negociações e a postura do Brasil em relação à guerra entre Peru e Equador, em 1995: a condução das negociações pelo embaixador Sebastião do Rego Barros, e pelo embaixador americano Luigi Einaudi; a preocupação de Fernando Henrique Cardoso com a construção de um diálogo mais consistente com os Estados Unidos; a reconstrução do relacionamento entre Argentina e os Estados Unidos, durante o Governo Menem (1989-1999): diferenças de estilos e objetivos entre Argentina e Brasil, na relação com os norte-americanos; a crença, de Fernando Henrique Cardoso e Ruth Corrêa Leite Cardoso, compartilhada pelo entrevistado, de que com a melhora nos indicadores sociais haveria uma melhora na posição do Brasil no cenário internacional; a postura de aproximação com os Estados Unidos e o Ocidente, em oposição ao viés antiamericano do Itamaraty; comentários sobre o desenvolvimento da Política Externa Independente como reação a política de alinhamento com os Estados Unidos, a partir de Costa e Silva e, posteriormente, com o ministro Azeredo da Silveira; comentários acerca da postura meritocrática e não ideológica das nomeações e promoções no Itamaraty durante o Governo Fernando Henrique; a necessidade de uma alternativa ao conceito de America Latina, para moldar a política externa brasileira, no contexto da entrada do México no Nafta; as expectativas em relação ao Mercosul; as críticas dos outros países da América do Sul às políticas econômicas protecionistas do Brasil, praticadas na região; menção à relação da classe política e empresarial brasileira ao livre-comércio:a postura mercantilista do Brasil; o processo da assinatura do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), pelo Brasil: a oposição dos militares, o acordo da agência de Viena, a entrada no Regime de Controle de Mísseis..............................................................p.1-14.

Arquivo em áudio 10: breves comentários sobre a diferença entre a relação dos presidentes Carlos Menem, da Argentina, e Fernando Henrique Cardoso, do Brasil, com os militares dos respectivos países; a ausência de razões e contextos que tornem legítimo ou desejável a obtenção, por parte do Brasil, de artefatos nucleares; a entrada do tema direitos humanos na agenda política brasileira, culminando com a criação do Departamento de Direitos Humanos e Temas Sociais, do Itamaraty; menção a preocupação dos governos militares com a “imagem do Brasil”; comentários acerca da relação entre o entrevistado, o presidente Fernando Henrique Cardoso e o embaixador Gelson Fonseca Jr.; a crise da Embaixada do Brasil em Bagdá; o discurso do então presidente Fernando Henrique Cardoso, em sua visita ao Chile, em 1995, acerca da Comissão Econômica para a América Latina (Cepal); comentários acerca da viagem à Washington e do encontro de Fernando Henrique com o Presidente dos Estados Unidos Bill Clinton; a questão da “imagem” do Brasil no exterior durante o Governo Fernando Henrique Cardoso; a abertura comercial do Brasil e a adequação internacional a uma postura neoliberal; a inovação da tese de que a estabilidade comercial e a redução da desigualdade social são formas de projetar o Brasil internacionalmente; menção à reação da Federação das Industrias da Cidade de São Paulo (FIESP) e do Ministro do Planejamento, José Serra, à abertura econômica. .................................................p.14-26.

6a Entrevista: 07.04.2008
Arquivo em áudio 11: Atuação e interesses do Brasil, na reforma da Carta das Nações Unidas, no contexto do seu cinqüentenário (1995); semelhanças entre a postura do Brasil e do México em relação à ONU; a ambição da Argentina de integrar o Conselho de Segurança da ONU, durante o primeiro mandato de Carlos Menem; comentários acerca da proposta de se fazer um rodízio de cadeiras no Conselho de Segurança, em que países não-membros do conselho tivessem voz; a posição da África do Sul, em não insistir na integração como membro do Conselho de Segurança; retomada sobre o contexto do aniversário das Nações Unidas e o papel do Brasil na perspectiva de mudança da Carta; a relação do Brasil e da ONU com Israel; crítica ao voto anti-sionista durante o governo Geisel; a visita do entrevistado a Israel; impressões acerca de Shimon Peres, Ytzhak Rabin e Yasser Arafat; menção à preocupação de Israel com uma possível construção de bomba nuclear iraniana; a percepção, no Governo Fernando Henrique Cardoso, da relevância de se aproximar comercialmente da China; a importância que a China dava ao Brasil no contexto do pragmatismo de Deng Xiaoping; o impacto do Massacre da Praça da Paz Celestial, na imagem da China e em suas relações com os Estados Unidos; comentários acerca da relação entre Brasil e Taiwan; a falta de percepção da importância que a China ou os Brics (Brasil, Rússia, Índia e China) teriam na política internacional; a importância da China como fornecedora de produtos industriais para o Brasil; menção ao encontro com a então ministra do comércio da China, senhora Wu Yi; contexto e negociações relativas à entrada da China na Organização Mundial do Comércio (OMC); a relação entre o Brasil e o Japão: investimento japonês nos anos 70, e o afastamento do Japão até os anos noventa, principalmente em decorrência da inflação brasileira; o desejo de aproximação do Governo Fernando Henrique de aproximação com o México e o conceito de “aliança estratégica”, lançado pelo presidente do México, Ernesto Zedillo; a assinatura do Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta), pelo México, e o conseqüente enfraquecimento da Associação Latino Americana de Integração (Aladi); a tentativa do México de firmar um acordo de complementação econômica com o Brasil, no contexto, mais amplo, de sua abertura econômica;..........pp. 1-16
Arquivo em áudio 12: A tentativa mexicana de se assinar acordos comerciais com o Brasil, como forma de não se afastar da América Latina; as rivalidade e diferenças entre as chancelarias do Brasil e do México; acordos do México e do Brasil com a União Européia, no contexto do Nafta, do Mercosul, e da possibilidade da Alca (Acordo de Livre Comércio das Américas); a visita do Secretário de Estado norte-americano, Warren Christopher ao Brasil, em 1996; críticas ao plano de combate ao narcotráfico traçado pelos Estados Unidos, o Laser Strike, envolvendo os governos latino-americanos; ida com Christopher à Manaus: conversa acerca da pressão exercida pelo governo dos Estados Unidos aos países latino-americanos no contexto da política contra o narcotráfico; menção a aprovação da Lei das Patentes, como marco da aproximação entre Brasil e Estados Unidos; comentários acerca dos diálogos com o “czar das drogas” americano, Lee Brown; menção à criação da Secretária Nacional Anti-Drogas; a relação entre o entrevistado e o Ministro do Exército Zenildo Gonzaga Zoroastro de Lucena; comentários acerca do Plano Colombia e da opção por não se envolver nos conflitos colombianos; as tentativas de acordos com o Brasil para compra de armamentos e negociação com as Farc, no governo do colombiano Andrés Pastrana Arango; a falta de perspectiva para a Colombia – com a forte atuação das Farc e do narcotráfico – até o governo de Álvaro Úribe, onde a situação começou a ser controlada; mais comentários sobre a visíta de Warren Christopher e menção à sua vinda durante o Governo Geisel, no qual tentou dar um ultimato sobre a política nuclear brasileira; comentários acerca do Governo Fujimori, no Peru: o combate a inflação e a vitória contra o Sendero Luminoso; o contexto favorável à Argentina durante o Governo Menem; a visita do Presidente Fernando Henrique à Argentina, em 1996; relação entre o Presidente argentino Carlos Menem, com o Brasil, e o diálogo com o então Presidente Fernando Henrique Cardoso; menção à assinatura do Regime de Controle de Tecnologia de Mísseis; as discussões entre Brasil e Argentina, durante o primeiro Governo Fernando Henrique Cardoso: a entrada plena do Chile no Mercosul, a criação da ALCA, a relação com o México e a possibilidade de integração no Conselho de Segurança da ONU; a diferença na concepção e nos interesses, relativos ao Mercosul, entre Argentina e Brasil; referência às dificuldades enfrentadas devido ao protecionismo do empresariado argentino, especialmente no que se referia à entrada do açúcar brasileiro; menção às denúncias de corrupção enfrentadas pelo Governo Menem e ao assassinato do filho de Carlos Menem.........pp.16-32.

7ª entrevista: 20.06.2008
Arquivo em áudio 13: A passagem, no Departamento de Estado, de Warren Christopher para Madeleine Albright, no segundo mandato do Presidente dos Estados Unidos Bill Clinton; a comparação com a boa relação entre Azeredo da Silveira e Henry Kissinger, e a péssima relação com seu sucessor Cyrus Vance; os problemas entre Madeleine Albright e Celso Amorim, no contexto da reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas; a boa relação do entrevistado com Madeleine Albright; comentários acerca do Plano Colômbia: a posição do Brasil de não envolvimento em relações multilaterais fora do contexto da OEA e da ONU; a reação do Brasil aos planos americanos: Laser Strike e Green Clover; menção à criação do Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM); a participação de Forças de Paz brasileiras à Angola, durante o primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso e as críticas feitas à operação; a posição do Brasil junto à ONU, em relação ao envio de Forças de Paz; menção à postura do Brasil em relação às críticas de Madeleine Albright ao sexto Secretário Geral da ONU, o diplomata egípcio Boutros-Ghali; comentários acerca da visita do entrevistado ao Líbano, em fevereiro de 1997; a ausência de autoridades brasileiras no Líbano desde a visita de D. Pedro II; menção à relação entre Brasil e Líbano; comentários acerca de uma reunião entre o Presidente Fernando Henrique Cardoso, o entrevistado e os principais embaixadores do Brasilcom o propósito de referendar a posição de assinar o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP); as críticas de alguns setores militares, intelectuais e jornalistas à assinatura do TNP; o consenso acerca da importância do fortalecimento do Mercosul; lembranças acerca do contexto argentino do final da década de 1990 e o início de uma crise com o Brasil: as disputas dentro do Partido Justicialista, o fortalecimento do protecionismo, a volta à questão das Malvinas; a importância do fortalecimento da integração da América do Sul, e o a posição central do Brasil neste espaço; a tentativa de se firmar uma forte integração entre Chile e o Mercosul, durante o governo de Eduardo Frei Ruiz-Tagle (1994-2000); a resistência da Argentina à integração do Chile ao Mercosul, a posição do Brasil em favor da Argentina; a necessidade de contrabalançar a dependência do Brasil em relação aos Estados Unidos – comercial e financeira – com parcerias com outros países e blocos, como a União Européia; breve comparação entre a agenda do entrevistado e a agenda do Barão do Rio Branco; comentários acerca de um encontro de ministros da Alca, em Belo Horizonte; observações acerca de uma manchete do “Estado de São Paulo” na qual o entrevistado faz uma colocação à respeito da Alca; a relação entre a Alca e o Mercosul: o mercado comum como um projeto não apenas comercial, mas também político, que não se diluiria com a Alca; menção a um encontro entre o entrevistado e Guido Di Tella, no qual este anuncia o ingresso da Argentina como aliado extra-Otan; o acordo entre Chile e Estados Unidos para a venda de armamentos; a relação entre o entrevistado e Celso Amorim; a relação do entrevistado, enquanto ministro das Relações Exteriores, com embaixadores que já ocuparam esse cargo;........pp.1-20

Arquivo em áudio 14: a importância de se manter uma candidatura estratégica a uma cadeira permanente no Conselho de Segurança, da ONU; o convite feito ao entrevistado para a direção geral da Organização Mundial de Comércio (OMC): as conversas acerca da aceitação ou não do posto; a possibilidade de conduzir a Rodada de Doha; as dificuldades percebidas pelo entrevistado de manter uma candidatura de cargo de Diretor Geral da OMC a diferença da “autonomia pela integração” buscada a partir do governo Fernando Henrique, em oposição à “autonomia” “como isolamento da sociedade internacional liberal”, postura anteriormente corrente na política externa brasileira; a diferença entre o contexto dos anos 90 do contexto contemporâneo à entrevista, e a recorrente diferença na estratégia das relações exteriores brasileira............pp 20-27.


8a Entrevista: 01.07.2008
Arquivo em áudio 15: A visita do ex-presidente norte-americano Bill Clinton ao Brasil em 1997; o material elaborado pelo Departamento de Estado dos EUA sobre o Brasil; impressões acerca de Clinton; o modo como Clinton desfez o mal-estar provocado pelo documento produzido pelo Departamento de Estado; os assuntos em pauta durante a visita: as questões referentes à Alca e à cadeira permanente no Conselho de Segurança; a ideia de um bloqueio a Cuba; o encontro com Elizardo Sanchez, chefe da Comissão dos Direitos Humanos em Cuba, e a decisão de Fidel Castro, de não receber o entrevistado; a mudança de postura por parte do governo brasileiro com relação à Cuba e o compromisso de Fernando Henrique Cardoso com a causa dos direitos humanos; menção à impossibilidade de se conseguir um acordo entre Estados Unidos e Cuba – governada por Fidel; a opção, de Fernando Henrique e McLarty – ex-chefe da casa civil dos EUA – de não produzir um comunicado conjunto e,sim, uma declaração; avaliação da visita de Clinton ao Brasil; a discussão em torno da Alca como algo pendente, após este encontro; os principais pontos deste projeto; breve comentário acerca de um pensamento próprio do PT com relação à política externa e a resistência do partido à Alca; referência aos contextos econômicos externos diferentes durante o governo de Fernando Henrique e o de Lula; a relação com Paulo Tarso, ex-embaixador brasileiro em Washington; o impacto das mortes de Sérgio Motta e Luís Eduardo Magalhães; considerações a respeito das expectativas em torno da reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1998; referência ao plano de resgatar a economia do Brasil, articulado pelo G-8; a opção por não se envolver em assuntos pertinentes ao Ministério da Fazenda; opinião com relação a globalização e menção aos seus aspectos negativos; os benefícios deste fenômeno para o Brasil; a crise no Banco Central no início de 1999 e a escolha de Armínio Fraga para ocupar a presidência deste órgão; relato da situação que enfrentou em Davos: a negociação de Pedro Malan com o governo dos Estados Unidos; breve comentário acerca da desconfiança gerada após a primeira eleição de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002; o encontro, organizado por Robin Cook – ex-ministro das Relações Exteriores da Inglaterra – para avaliar os problemas entre Índia e Paquistão (1998)..........p. 1-17

Arquivo em áudio 16: Considerações a respeito do encontro organizado por Robin Cook; menção às diferentes posições de Cook e Tony Blair no que diz respeito à guerra do Iraque; os benefícios da participação do Brasil nesta reunião; breve avaliação da postura do governo de Ernesto Samper, da Colômbia, com relação às Farc; impressões acerca de Jamil Mahuad, ex-presidente do Equador (1998-2000); comentários sobre o governo de Alberto Fujimori, no Peru e o desejo deste de se candidatar a um terceiro mandato; a desconfiança com relação à realização das eleições neste país e a organização de um encontro, pela OEA, para discutir a questão; a posição brasileira nesta ocasião: descontentamento com uma postura intervencionista; opinião sobre a possibilidade de um terceiro mandato para presidentes: o exemplo de Sanchéz Lozada, na Bolívia.....p. 18-21

9ª entrevista: 10.07.2010
Arquivo em áudio 17: A realização de uma conferência, organizada por Madeleine Albright, envolvendo os quatros países membros do Conselho de Segurança em 1999: Argentina, Brasil, Canadá e Estados Unidos; a posição do Brasil com relação à ideia de agregação destes países aos EUA; o Iraque como a grande preocupação deste país, em 1999; a possibilidade de um ataque militar ao Iraque, por acreditar que este não cumpria as suas resoluções com a ONU; comentários sobre a crise financeira no Brasil, no início do ano de 1999; a deterioração da relação com a Argentina: o desejo, deste país, de manter a conversibilidade e a defesa de uma maior flexibilização, pelo governo brasileiro; a percepção, no Brasil, da improvável reeleição de Carlos Menem e o contato do país com candidatos de oposição ao governo argentino; observações sobre sua participação na reunião de Davos: a defesa de aspectos positivos do Brasil e o problema com Domingo Cavallo; menção à solidariedade e apoio de diversos países ao Brasil, por conta credibilidade de Fernando Henrique Cardoso e sua equipe econômica; considerações a respeito da posse de Hugo Chávez (1999) e a ausência de FHC na cerimônia; a percepção da posse como capítulo inicial de uma nova fase da América Latina; opinião com relação à personalidade de Chávez; referência a alguns pontos de seu discurso de posse e à ausência de diversos presidentes da América do Sul na ocasião; a necessidade de apaziguar os atritos entre a Venezuela e EUA, a fim de evitar uma ruptura e um conseqüente fortalecimento de Chávez; o desejo deste de atrair empresas brasileiras para a Venezuela, em substituição às norte-americanas; observações acerca do primeiro encontro entre Fernando Henrique e Hugo Chávez, em setembro de 1999: a proposta, do primeiro, de integrar os países da América do Sul e resistir aos Estados Unidos; o golpe sofrido por Chávez, em 2002, como fator fundamental para a mudança de sua postura, tornando-se uma pessoa mais radical; comentários sobre a simpatia de Hugo Chávez às Farc; o apoio de Marco Aurélio Garcia à esta facção; a posição contrária do Brasil ao Plano Colômbia; breve avaliação do governo Alberto Fujimori, no Peru; a ideia, de Fernando Henrique Cardoso, de organizar uma reunião com presidentes da América do Sul, realizada em setembro de 2000; os problemas do encontro: o enfraquecimento da Argentina e a exclusão do México; referência à dificuldade na relação entre Brasil e Argentina durante a ditadura militar; primeiras impressões de Fernando De La Rua e seu governo (1999-2001); o desejo, desde meados de 1999, de deixar o cargo de ministro das Relações Exteriores e o levantamento de possíveis sucessores, a partir de 2000; os motivos da escolha de Celso Lafer para o cargo........p. 1-16
Arquivo em áudio 18: A mudança de postura do Brasil com relação ao Timor Leste durante os anos 90: engajamento na luta pela independência do país; comentários sobre a relação com Sérgio Vieira de Mello e a escolha deste para o cargo de administrador de transição da ONU em Timor Leste, de 1999 a 2002; a missão de paz em Angola, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso; considerações a respeito do bom diálogo entre Brasil e Angola, desde a independência deste país; o assassinato de Luis Maria Argaña, em abril de 1999 e a suspeita de que o general Lino Oviedo fosse mandante do crime; menção à votação de impeachment de Raúl Cubas – presidente do Paraguai à época - e o desejo deste de resistir através de uma luta armada; o conselho de Fernando Henrique Cardoso para que este desistisse de lutar; a opção de Cubas por renunciar e o enfraquecimento posterior de Oviedo; defesa da atuação diplomática do governo brasileiro nesta ocasião..............p. 16-20.




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