Paulo Pinto Guedes I

Entrevista

Paulo Pinto Guedes I

Entrevista realizada no contexto da pesquisa "Trajetória e desempenho das elites políticas brasileiras", parte integrante do projeto institucional do Programa de História Oral do CPDOC, em vigência desde a sua criação em 1975. Trechos da entrevista foram publicados no livro GETÚLIO: uma história oral. / Valentina da Rocha Lima (Coordenação) ; Dora Rocha...[et al]. Rio de Janeiro: Record, 1986. 321. il. O depoimento foi também utilizado como fonte para o livro "A questão do petróleo no Brasil: uma história da Petrobras", de autoria de José Luciano Dias e Maria Ana Quaglino (Rio de Janeiro, FGV/Petrobrás, 1993). Este livro possui apenas trechos de algumas entrevistas e está disponível para download: clique aqui. A escolha do entrevistado se justificou por sua trajetória militar e política.
Forma de Consulta:
Entrevista datilografada disponível na Sala de Consulta do CPDOC.

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Aspásia Alcântara de Camargo
Data: 23/11/1976 a 5/9/1977
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 12h40min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Paulo Eugênio Pinto Guedes
Formação: Cursou a Escola Militar.
Atividade: Coronel das Forças Armadas Brasileiras.

Equipe

Levantamento de dados: Aspásia Alcântara de Camargo;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Aspásia Alcântara de Camargo;

Conferência da transcrição: Maria Teresa Lopes Teixeira;

Copidesque: Maria Teresa Lopes Teixeira;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Plínio de Abreu Ramos;

Temas

Carlos Lacerda;
Clube Militar;
Conspirações;
Crise de 1954;
Crise de 1955;
Crise de 1961;
Escola Militar;
Estado Novo (1937-1945);
Força Expedicionária Brasileira (1943-1945);
Forças Armadas;
Getúlio Vargas;
Golpe de 1937;
Humberto de Alencar Castelo Branco;
Integralismo;
Juscelino Kubitschek;
Nazismo;
Redemocratização;
Reforma agrária;
Segunda Guerra Mundial (1939-1945);

Sumário

1a Entrevista: Interesse pela carreira militar; influência paterna; prestígio social do cadete; função social das forças armadas; pioneirismo no ensino técnico; a Escola Militar do Realengo e o Levante de 1935; o golpe de 1937; a revolta integralista de 1938; deflagração da guerra; neutralidade do Brasil; ambiente pró-aliado na Escola Militar; posição germanófila de Alcio Souto, comandante da Escola; projeção para os cadete de filmes que exaltavam as vitórias alemãs; reação desfavorável dos cadetes; Jaguarão e Ponta Porã; ingresso na FEB como voluntário; despreparo militar do Brasil; aviação militar e aviação naval; criação da FAB; afundamento de navios mercantes brasileiros na rota do Atlântico; declaração de guerra; a oficialidade integralista; posição ambivalente de Vargas; Liga de Defesa Nacional; mobilização nacional contra o nazismo; organização da FEB; ajudante de ordens do general Zenobio; escolha dos comandos; deficiências do treinamento; partida da FEB; destino desconhecido; dificuldades de adaptação à ração alimentar americana; chegada a Nápoles...................................1 a 37

2a Entrevista: Organização lenta e progressiva da FEB; prioridades para unidades de infantaria; Cordeiro de Farias em lugar de Canrobert; dificuldades para assimilação da instrução militar americana; desmotivação brasileira para guerra ofensiva; hábitos gerados pela instrução francesa; inaptidão para uso imediato de equipamentos norte-americanos; a organização militar dos Estados Unidos; convivência com a oficialidade norte-americana no "front"; o problema dos negros norte-americanos nas frentes de combate; situação da população civil italiana em face das tropas de ocupação; contrabando e câmbio negro; a batalha do vale do Sercchio; rivalidades no alto comando da FEB................................................................................................................................................................37 a 71

3a Entrevista: Outros aspectos da organização da FEB; disputas entre Falconieri e Zenobio; Nelson de Melo substitui Segadas Viana; atritos entre Mascarenhas e Zenobio; fracasso do terceiro ataque a Monte Castelo; incidente com o general Crittenberger; quarto ataque a Monte Castelo; conquista definitiva da posição..................................................................................................................................71 a 97

4a Entrevista: Influência crescente de Castelo Branco no estado-maior da FEB; desavenças comprometem decisões do comando; desentendimentos entre Kruel e Castelo; substituição de Lima Brayner na chefia do estado-maior; presença de Vernon Walters; declínio do Estado Novo; a redemocratização debatida na frente; enfraquecimento da ditadura; a FEB na derrubada de Vargas........................................................................................................................................................97 a 139

5a Entrevista: Novembro, 1944; os três primeiros ataques a Monte Castelo; falta de apoio aéreo; coordenação com a Task Force 45; conquista de monte Belvedere; três regimentos sem comando; imobilização dos ataques brasileiros pela artilharia alemã; indecisões do comando americano; Mark Clark repreende Crittenberger; tomada da posição; rendições alemãs em Fornovo e Colecchio; fim da guerra; regresso ao Brasil; desfile da FEB; consagração popular a Vargas; sua deposição em 29 de outubro; eleição de Dutra; problema do petróleo; papel do Clube Militar; teses opostas de Horta Barbosa e Juarez Távora; posições nacionalistas encorajadas nas presidências José Pessoa e Salvador César Obino; vitória de Estillac Leal em 1950; a guerra na Coréia; artigo polêmico no número 107 da revista do Clube Militar; organização da oposição civil e militar às teses de Estillac; movimento de adversários de Estillac contra a orientação da revista; tentativa de convocação de uma assembléia de sócios para contestar a posição da revista; atividades da Cruzada Democrática contra a diretoria do Clube; suspensão da realização da assembléia; eleições de maio de 1952; vitória da chapa contrária encabeçada pelo general Alcides Etchegoyen; prisões e inquéritos nas três forças; recrudescimento da oposição militar a Vargas......................................................................................................................139 a 188

6a Entrevista: Manifesto dos coronéis; eleições no Clube Militar em 1954; a chapa Canrobert-Juarez; suicídio de Vargas; movimento de 11 de novembro; dificuldades para inscrição de oficiais nacionalistas na ECEME; influência de Carlos Lacerda junto à Cruzada Democrática; ensino na ECEME; Acordo Militar Brasil-EUA; exigências do Acordo; posições divergentes entre vários generais em 55, 61 e 64; ação de Lott no Ministério da Guerra; transferências para guarnições distantes de oficiais contrários à legalidade; Juscelino e o equilíbrio militar; Jânio Quadros e a Cruzada Democrática; o Gabinete Militar de João Goulart; atividades de Albino Silva e Assis Brasil; funções do Gabinete Militar; a crise dos mísseis soviéticos em Cuba; pedido de interferência do governo brasileiro feita por Lincoln Gordon e Vernon Walters; missão Albino Silva em Havana; compra de arroz no Rio Grande do Sul para abastecer a Guanabara; distribuição do produto a cargo do Exército; protestos de Carlos Lacerda; aumenta a oposição ao governo federal; o plebiscito e o retorno ao presidencialismo; a compra das concessionárias da AMFORP; reforma agrária; incidente entre estudantes e policiais em Brasília; mensagem do governo federal ao Congresso solicitando o estado de sítio; retirada da mensagem por falta de apoio parlamentar; a compulsória do general Osvino; oposição de Jair Dantas Ribeiro à reconvocação de Osvino; tentativa de seqüestro de Lacerda; revolta dos sargentos em Brasília; desfecho da crise.....................................................................................................................................188 a 290
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