Severino Sombra

Entrevista

Severino Sombra

Entrevista realizada no contexto da pesquisa "Trajetória e desempenho das elites políticas brasileiras", sendo parte integrante do projeto institucional do Setor de História Oral do CPDOC, em vigência desde sua criação em 1975. A escolha do entrevistado se justificou pelos cargos de presidente do Partido Trabalhista Nacional (PTN); deputado federal pelo Ceará, estado no qual também exerceu o cargo de Secretário de Segurança. Foi assessor do Ministro do Trabalho, Indústria e Comércio; e assistente do Ministro da Justiça.
Forma de Consulta:
Entrevista em áudio disponível na Sala de Consulta do CPDOC.

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Eduardo Raposo
Nara Azevedo de Brito
Data: 10/7/1982 a 11/7/1982
Local(ais):
Vassouras ; RJ ; Brasil

Duração: 11h20min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Severino Sombra de Albuquerque
Nascimento: 8/7/1907; Maranguape; CE; Brasil;

Falecimento: 12/3/2000; Vassouras; RJ; Brasil;

Formação: Escola Militar de Realengo (1923).
Atividade: Militar; Revolução Constitucionalista (1932); deputado federal CE (1955-56).

Equipe

Levantamento de dados: Eduardo Raposo;Nara Azevedo de Brito;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Eduardo Raposo;Nara Azevedo de Brito;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Marília Cerqueira;

Temas

Alceu Amoroso Lima;
Anistia política;
Catolicismo;
Ceará;
Coluna Prestes (1925-1927);
Democracia;
Estado Novo (1937-1945);
Exército;
Força Expedicionária Brasileira (1943-1945);
Formação profissional;
Golpe de 1937;
Golpe de 1964;
Humberto de Alencar Castelo Branco;
Igreja Católica;
Integralismo;
Juscelino Kubitschek;
Liberalismo;
Ligas camponesas (1955-1964);
Militares;
Modernismo;
Nacionalismo;
Parlamentarismo;
Partido Social Democrático - PSD;
Partido Trabalhista Nacional - PTN;
Plano de Metas (1956-1960);
Plínio Salgado;
Política estadual;
Política nacional;
Revolução Constitucionalista (1932);
Revolução de 1930;
Revolução Russa (1917);
Rio Grande do Sul;
Severino Sombra;
Tenentismo;

Sumário

1ª Entrevista: 10.07.1982
Fitas 1, 2, 3, 4, 5 e 6-A: Nascimento na fazenda do avô materno em Maranguape (CE); os avós e a família; infância e juventude em Fortaleza; particular influência de D. Maria Correia Sombra, a tia Maroca; participação da família na "revolução rabelista" (1912); origens familiares e tradição política da família Sombra (lado materno); perfil de tia Maroca e sua influência sobre a família; início da formação literária do entrevistado; a tradição militar da família Albuquerque (lado paterno); a influência católica de tia Maroca; Primeira Guerra Mundial e entusiasmo pela carreira militar; formação escolar: primário e ginasial no Colégio Sagrado Coração (irmãos maristas); transferência para o Rio de Janeiro e ingresso no curso anexo da Escola Militar de Realengo (1923); a influência de D. Elvira Pinho na formação do entrevistado; infância; o peso da orientação religiosa; entrada na Escola Militar; presidente da Congregação de São Maurício na Escola Militar; vocação militar e transferência para o Rio de Janeiro; a lembrança de sinhá Joana; o Levante de 22 e o Movimento Modernista; a posição da Igreja; inaptos causados pela Primeira Guerra Mundial; a influência da Revolução de 1917 na Rússia sobre a vocação social do entrevistado; as influências de Jackson de Figueiredo e Farias de Brito; contato com o Centro Dom Vital: a posição antiliberal do Centro fundamentada na doutrina social da Igreja; distinção entre democracia e liberalismo; a retomada de tradições na Escola Militar após o Levante de 22; a figura do tenente Paulo Lopes e o momento católico dentro da Escola Militar; a fundação da Academia Mariana de Letras; a influência literária de Augusto dos Anjos sobre os cadetes; liberalismo democrático e realidade latino-americana; antiliberalismo e doutrina social da Igreja; ação da Igreja católica no Brasil: distanciamento da realidade do povo; considerações sobre a atuação dos religiosos; o Concílio de Trento e suas conseqüências; a noção de democracia como decorrência da interpretação protestante dos textos bíblicos; ausência de raízes democráticas na colonização da América Latina; a crescente desnacionalização do clero brasileiro e suas conseqüências; Jackson de Figueiredo e a formação de uma nova doutrina social; relações com Tristão de Ataíde; as vertentes "cosmopolita" e "nativista" na vida intelectual brasileira; comparação entre as tendências de Jackson de Figueiredo e Tristão de Ataíde: as respectivas atuações na presidência do Centro Dom Vital; participação do entrevistado na Ação Católica do Ceará (1929); perseguição sofrida sob o governo de Matos Peixoto no Ceará; transferência para o 8o R.I. em Passo Fundo (RS); primeiros contatos com o ambiente conspiratório de 30; breve histórico sobre o Rio Grande do Sul; o caudilhismo gaúcho; o episódio do ataque ao quartel do 8o R.I.; comparação entre os soldados do Rio Grande do Sul e os do Nordeste; caudilhos e revolucionários no Sul; adesão do 8o R.I. à revolução e a posição divergente de Severino Sombra; dissolução do 8o R.I.; o ambiente em Passo Fundo face à revolução; considerações sobre a especificidade da história riograndense; convite e recusa do coronel Estevão Leitão de Carvalho para chefiar o Estado-Maior da revolução; Góis Monteiro no comando da revolução; atuação de Getúlio Vargas à época da revolução; retorno de Severino Sombra ao Ceará (23o BC); relações de amizade de sua família com a família de Jures Távora; a busca de um "espírito revolucionário"; a ausência de formação política por parte dos "tenentes"; o estímulo de Getúlio ao movimento tenentista; Severino Sombra e a iniciativa de um movimento social cristão; conseqüências da Revolução de 30; desestabilização das oligarquias políticas com o golpe do Estado Novo; doutrinação através das associações operárias; movimento grevista no Ceará (1931); organização das representações de classe operárias; criação da Legião Cearense do Trabalho; estrutura da Legião; atuação do Bloco Operário Camponês (BOC); apoio da Igreja; composição e atuação do Tribunal Legionário; participação do padre Helder Câmara na Legião; criação da Juventude Operária Católica - JOC (1932); críticas à legislação sindical do ministério de Lindolfo Collor; visita de Lindolfo Collor a uma concentração da Legião; pluralidade sindical; a concepção do liberalismo como deformação da liberdade; reafirmação da iniciativa privada como base para a democracia; a relação capital-trabalho; corporativismo no Brasil; Igreja e participação política; adesão de Paulino de Morais à Legião; os "tenentes" e a Legião; a participação de Jeová Mota; o final da greve de 31; ampliação da Legião para o interior; funcionamento da JOC; criação da Ação Católica; contato com Plínio Salgado e a criação de uma legião brasileira do trabalho; a criação da Sociedade de Estudos Políticos (SEP) por Plínio Salgado; Tristão de Ataíde; Plínio Salgado; o fracasso da Ação Integralista (AIB); criação e funcionamento da Liga dos Professores Católicos; conferência no Clube 3 de Outubro (1932); Salgado Filho no Ministério do Trabalho; reforma da legislação sindical; formação de batalhões patrióticos para o combate à Revolução de 1932; atuação de Severino Sombra no movimento; a proposta de um levante popular e militar no Nordeste; repressões sofridas pelo entrevistado; o exílio; peleguismo e a política de Getúlio; divergências do entrevistado com as idéias de Plínio Salgado; retorno ao Rio de Janeiro (1933); causas da Revolução Constitucionalista de 1932; ingresso na AIB; rompimento com Plínio Salgado e com o integralismo ; conflitos na volta ao Ceará; criação da Campanha Legionária no Rio de Janeiro; fim da Legião; anistia; retorno à carreira militar.


2a Entrevista: 11.07.1982
Fitas 6-A ,7, 8, 9, 10, 11 e 12: Nacionalismo e movimento da Legião; o desempenho integralista nas eleições; a necessidade de informação sociológica aos jovens oficiais: o exemplo da Coluna Prestes; professor de Sociologia na Escola Militar; a Liga Eleitoral Católica (LEG); criação do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil e da Biblioteca do Exército; renascimento da Revista do Clube Militar; criação de uma entidade de defesa social brasileira; o golpe de 37; Getúlio e sua relação com a política; Missão Militar Francesa; colaborador do Diário de Notícias e do Correio da Noite; o Levante Integralista (1938); a relação integralismo - Estado Novo; retorno ao Rio Grande do Sul (1939); criação de um serviço secreto no Exército com vistas à repressão ao nazismo; contatos com membros da família Vargas; visita de General Marshall ao Brasil (1932); criação da Comissão Mista Militar Brasil-Estados Unidos; a revista Cultura Política; o trabalho de autoria do entrevistado As duas linhas da evolução política; a candidatura de Getúlio à Academia Brasileira de Letras; participação na publicação dos discursos de Getúlio; função da Comissão Mista Militar Brasil-Estados Unidos; o lend-lease e a organização de um plano de armamento; a posição de Góis Monteiro e de Dutra; viagem aos Estados Unidos; reflexões sobre planejamento de guerra; criação da Comissão Nacional de Planejamento Econômico e seus objetivos; a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial; organização da Força Expedicionária Brasileira (FEB); tentativa subversiva no regimento de Cruz Alta e atuação do entrevistado; retorno ao Rio de Janeiro (1950) para organizar a Comissão de Planejamento da COFAP; diretor executivo da Comissão de Abastecimento do Nordeste - CAN (1950); divergência com José Américo e Horácio Lafer; sonegação de recursos ao Nordeste; demissão da CAN; elaboração do projeto de reforma do Poder Executivo; a proposta de criação de um ministério de defesa nacional; plano de defesa do Nordeste; considerações sobre a industrialização do Nordeste; assessoria técnica à bancada de Nordeste na Câmara Federal; volta ao Ceará; campanha para deputado federal pelo Partido Social Democrata - PSD (1954); relações com Juscelino Kubitschek; crítica à posição do Partido Comunista Brasileiro (PCB) frente aos problemas do Nordeste; as Ligas Camponesas; o trabalho do entrevistado sobre a influência do positivismo no Brasil; criação do Etebanorte (Escritório Técnico das Bancadas do Norte e Nordeste); o Plano de Metas; criação da Associação Cearense de Educação e Saúde; secretário de segurança do Ceará (1958); rompimento com o PSD; filiação ao Partido Trabalhista Nacional (PTN); a criação do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB); o Manifesto Nacional Trabalhista : o programa do PTN; eleições de 1961: a campanha de Jânio Quadros; comentários a respeito de Jânio Quadros; o parlamentarismo no Brasil; crítica ao regime presidencialista; João Goulart; encontro com Juscelino; a crise de 64; a renúncia de Jânio Quadros; o golpe de 64; a eleição de Castelo Branco; perfil de Castelo Branco; contato com a obra de Teillard de Chardin; criação da Faculdade de Medicina de Vassouras.
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