Violeta Campofiorito

Entrevista

Violeta Campofiorito

Entrevista realizada no contexto do projeto "Memória da assistência social no Brasil: constituição de banco de entrevistas", desenvolvido em convênio com o Ministério da Previdência e Assistência Social através de sua Secretaria de Estado de Assistência Social, entre 2001 e 2002, com o objetivo de constituir um acervo de depoimentos sobre o tema a ser disponibilizado no CPDOC e no Centro de Referência e Estudos da Assistência Social. A escolha da entrevistada se justificou por sua atuação na organização da Legião Brasileira de Assistência (LBA), no estado do Rio de Janeiro em 1943, entre outras coisas.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Angela Maria de Castro Gomes
Dulce Chaves Pandolfi
Data: 29/10/2001 a 13/11/2001
Local(ais):
Niterói ; RJ ; Brasil

Duração: 3h0min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Violeta Campofiorito Saldanha da Gama
Nascimento: 3/10/1909; Belém; PA; Brasil;

Formação: Assistente Social.
Atividade: Aposentada.

Equipe

Levantamento de dados: Angela Maria de Castro Gomes;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Angela Maria de Castro Gomes;

Transcrição: Fernanda Assunção Paiva;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Temas

Alfabetização;
Alzira Vargas do Amaral Peixoto;
Assistência à infância;
Assistência social;
Augusto do Amaral Peixoto (pai);
Darcy Sarmanho Vargas;
Escola Nacional de Belas Artes;
Estado Novo (1937-1945);
Evita Perón;
Fusão Rio de Janeiro - Guanabara (1975);
Getúlio Vargas;
Hélder Câmara (Dom);
Legião Brasileira de Assistência;
Primeira Guerra Mundial (1914-1918);
Revolução de 1930;
Segunda Guerra Mundial (1939-1945);
Serviço social;
Violeta Campofiorito Saldanha da Gama;

Sumário

1a Entrevista: 29.10.2001
Fita 1-A: Biografia dos pais: imigrantes europeus em Belém do Pará; ascendência italiana e espanhola; Ciclo da Borracha (1890-1913); irmãos; data de nascimento; idas do pai ao Rio e Niterói para realizar trabalhos arquitetônicos; estabelecimento da família em Niterói; curso na Escola Normal; gosto pelo magistério; alfabetização de alunos da escola primária; informações sobre a Escola Normal (currículo, professores, envolvimento e experiências pessoais); formatura (1928); origem familiar e social das alunas da Escola Normal; início da experiência pedagógica; padrão de vida da família; nomeação como professora primária em Nova Iguaçu; cursos que ali leciona; casamento (1929); filhas; informações sobre o marido e a ocasião em que se conheceram; as duas Grandes Guerras (1914-18; 1939-45); netos e bisnetos; trabalho na Escola Henrique Lage; curso de Desenho da Escola Nacional de Belas Artes (1935 a 1939); amizade com Dona Alzira Vargas e Amaral Peixoto; Revolução de 30; informações sobre o curso de Desenho da Universidade do Distrito Federal.

Fita 1-B: Informações sobre os alunos da Faculdade de Belas Artes; primeiros contatos com a Assistência Social (trabalho de Dona Darcy Vargas na Casa do Jornaleiro); trabalho social voluntário na Escola Henrique Lage; diferenças entre Assistência e Serviço Social; participação do Brasil na Segunda Guerra (1943); criação da LBA; participação no curso de voluntariado de Dona Isolina Pinheiro; Dona Alzira Vargas convoca pessoas da sociedade, diretores e professoras de colégio para criar a LBA Fluminense; criação da Escola de Serviço Social em Niterói; criação do SESI, SESC, SENAI; prestígio de Amaral Peixoto, Alzira e Getúlio Vargas; opiniões sobre Getúlio Vargas; convivência com Dona Darcy Vargas; formação religiosa; criação do curso de auxiliar social; atividades realizadas pela LBA em Niterói nos anos 40; nomeação a chefe do setor de Obras Sociais da LBA; trabalho junto aos pracinhas; campanhas lançadas por Dona Alzira à frente da LBA; envolvimento da comunidade; divulgação das campanhas; apoio de empresários e comerciantes; pagamento de pró-labore para voluntárias; trabalho voluntário nas favelas de Niterói; comissões e setores da LBA formados por Dona Alzira; atividades de Dona Violeta enquanto chefe do setor de Obras Sociais; feiras de comunidade (anos 40).

Fita 2-A: Cursos oferecidos pela LBA (defesa civil, nutrição, visitadora social); criação da Univerti - Universidade da Terceira Idade; experiência como visitadora social; recordações sobre o fim da Segunda Guerra (1945); informações sobre a Escola de Serviço Social de Niterói (criação, organização e direção da Escola; alunas da primeira turma; financiamento); ingresso e formatura na Escola (1949, 1951); exigências e procedimentos para admissão de alunas; Dona Violeta substitui Dona Yolanda Maciel na direção da Escola; mudanças realizadas por Dona Violeta enquanto diretora; localização da Escola de Serviço Social; Escola passa a ser estadual; formação da Faculdade de Serviço Social; vestibular mostra deficiência dos alunos em português; contratação de professores de Português para ministrar aulas na Faculdade.

2a Entrevista: 13.11.2001
Fita 3-A: Escola de Serviço Social passa a ter nível estadual (1960); importância do Conselho Técnico Administrativo e do Diretório Acadêmico para a realização das mudanças promovidas por Dona Violeta na direção da Escola; intervenções da LBA na Escola; reuniões promovidas pela ABESS (Associação Brasileira de Escolas de Serviços Social); Dona Violeta é tesoureira da Associação; criação e direção da ABESS; contatos da Escola com a Comissão Internacional de Serviço Social; comentários sobre a importância da ABESS; atuação junto a ABAS (Associação Brasileira das Assistentes Sociais); Serviço Social ligado ao Ministério da Educação; melhorias na Escola de Niterói (com apoio da Professora Maria de Lourdes Fontes e Nair Fontes, membro do Conselho Federal de Educação); criação e atuação do Serviço Social Médico; o Serviço Social de Empresas; a profissão de assistente social nos anos 50 (oficialização, mercado de trabalho); função e importância do assistente social; estágios oferecidos por empresas e hospitais; relações da Escola com a comunidade e o empresariado; prestígio político da Escola; salários pagos ao assistente social; programas de ação social montados pela ESS; criação do COSAM (Conselho de Obras Sociais de Assistência ao Menor) em 1945; trabalho com Serviço Social de Caso, de Grupo e de Comunidade; reuniões organizadas pela COSAM; envolvimento da comunidade.

Fita 3-B: Participação de Dona Violeta, então presidente do COSAM, na idealização e funcionamento do Instituto de Menores Roberto da Silveira; importância de Dona Violeta e Maria Josefa Meireles na criação da ESS de Campos; orgulho por suas conquistas; criação da CRACEF (Cruzada de Recuperação e Assistência ao Cego Fluminense); fim do COSAM; informações sobre a CRACEF (presidentes, funcionamento, importância); financiamento do COSAM e CRACEF (apoio de políticos e empresários); CRACEF cresce e deixa de ter sede na Escola; trabalho com voluntariado; equipe da Escola (Nilda Ney, Arlete Brandão); apoio da sociedade e autoridades políticas; Dona Violeta a tornar-se membro do Conselho da Casa do Estudante Fluminense; seleção de alunos para a Casa do Estudante; fundação do Pró- Arte com Deodoro Roemberg; contatos e atividades políticas; influência católica na fundação e orientação das Escolas de Serviço Social; abertura da Escola ao ecumenismo; participação do Arcebispo de Niterói na Escola; dona a Violeta é nomeada gerente do CSU (Centro Social Urbano) de Niterói; política nacional de criação dos CSUs; Geisel comparece à abertura do CSU de Niterói; fusão da Guanabara (1976); atividades e pessoas envolvidas no CSU de Niterói; criação de posto de alfabetização na Ilha da Conceição; cursos oferecidos pelos CSUs e apoio político do prefeito Moreira Franco; criação do programa de creche NOS (Niterói Obras Sociais) ao lado de Celina Moreira Franco.

Fita 4-A: Criação de creches domiciliares; supervisão de obras sociais ligadas ao COSAM: viagens a outros municípios; estágios oferecidos em outras cidades aos alunos da Escola de Seguro Social de Niterói; Dona Violeta recebe bolsa de estudo, pelo COSAM, para o Centro Internacional da Criança (Paris); viagem a Buenos Aires, pela LBA, para observar trabalho social de Eva Perón; Dona Violeta desaprova trabalho de Evita; ABESS escolhe Dona Violeta, e mais oito diretoras de Escolas, para fazer estágio nos Estados Unidos; D. Violeta lê na ONU relatório sobre os fatos observados nos Estados Unidos; participação no Seminário Internacional sobre Desfavelamento (EUA); convite de Dom Hélder Câmara para participar do projeto da Cruzada São Sebastião; comentários sobre o fim da LBA; análise do projeto Comunidade Solidária de Dona Ruth Cardoso; trabalho no CIEBS (Centro de Integração em Obras de Bem Estar Social); comentários sobre o Serviço Social e a profissão de assistente; observações finais.
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