Alberto Oswaldo Continentino de Araújo

Entrevista

Alberto Oswaldo Continentino de Araújo

Entrevista realizada no contexto do projeto "A Atividade de Seguros no Brasil", desenvolvido entre 1996 e 1998, na vigência do convênio entre o CPDOC-FGV e a Funenseg. Esta entrevista subsidiou a elaboração do livro: ENTRE A SOLIDARIEDADE e o risco: história do seguro privado no Brasil / Coordenadora: Verena Alberti. Rio de Janeiro: Editora Fundação Getulio Vargas, 1998. Rio de Janeiro, Editora Fundação Getulio Vargas, 1998. A escolha do entrevistado se justificou por sua vida profissional.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Maria Antonieta Parahyba Leopoldi
Teresa Cristina Novaes Marques
Data: 8/1/1997 a 11/6/1997
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 2h40min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Alberto Oswaldo Continentino de Araújo
Formação:
Atividade: Presidente da Seguradora Minas-Brasil; presidente do Sindicato das Seguradoras de Minas Gerais; conselheiro nato da Fenaseg; articulador dos interesses dos seguradores junto à constituinte de 1988.

Equipe

Levantamento de dados: Maria Antonieta Parahyba Leopoldi;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Maria Antonieta Parahyba Leopoldi;

Conferência da transcrição: Teresa Cristina Novaes Marques;Leda Maria Marques Soares;

Copidesque: Leda Maria Marques Soares;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Teresa Cristina Novaes Marques;Claudia Peçanha da Trindade;

Temas

Alberto Oswaldo Continentino de Araújo;
Angelo Calmon de Sá;
Banco Central do Brasil;
Banco do Brasil;
Carlos Frederico Lopes da Motta;
Companhias de seguro;
Congresso Nacional;
Constituição federal (1988);
Ernani Galveas;
Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e Capitalização (Fenaseg);
Instituto de Resseguros do Brasil;
Mercado;
Mercosul;
Partido Trabalhista Brasileiro - PTB;
Planos econômicos;
Pontifícia Universidade Católica;
Previdência privada;
Seguros;
Sindicatos patronais;

Sumário

1ª Entrevista: 08/01/1997
Início profissional em seguros, a influência do pai, José Osvaldo de Araújo, prefeito de Belo Horizonte durante o período Benedito Valadares; as ligações familiares com a elite mineira; o papel de bancos mineiros na criação da Companhia Minas-Brasil de Seguros, em 1939; as principais carteiras da Minas-Brasil: acidentes do trabalho, vida e incêndio; o papel dos seguros de automóveis, o Dpvat, no reequilíbrio do mercado pós-estatização dos acidentes do trabalho; o impacto da estatização sobre as seguradoras.
As atuais carteiras da Minas-Brasil: previdência privada, responsabilidade civil, vida, ramos elementares; a associação entre a companhia e os bancos: com o Banco Rural; o predomínio de seguros urbanos e a ausência de coberturas agrícolas; participação do depoente no Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), entre 1979 e 1985; sua eleição para o CNSP, na gestão de Jorge Hilário Gouvêa Vieira na presidência do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB); a atuação na vida sindical; feitos importantes na presidência do Sindicato das Seguradoras de Minas Gerais: profissionalização, instituição de cursos de seguros, tentativa de criação de um instituto de seguros em Minas; contatos com o meio segurador e ressegurador internacional.
A composição do CNSP durante o seu período como conselheiro; a relação entre o CNSP e o Banco Central; o papel do CNSP na regulamentação da previdência privada; o papel do ministro Ernâni Galvêas na atuação do CNSP; a saída do ministro Ângelo Calmon de Sá e a transferência, subseqüente dos seguros para o Ministério da Fazenda.
O Sindicato das Seguradoras de Minas Gerais; a tentativa de criação de um instituto de seguros em Minas, quando presidente no sindicato; a retomada do projeto na atualidade; a tentativa frustada de criação de uma cadeira de seguros na PUC-MG; feitos marcantes em sua gestão como presidente do sindicato: divulgação do seguro, promoção do diálogo no âmbito do sindicato; a presença de seguradoras de outras praças no sindicato de Minas; as três seguradoras mineiras: Minas-Brasil, Rural e Bemge; avaliação das associações entre seguradoras e bancos: a posição de subordinação das primeiras aos bancos; a boa convivência sindical entre seguradoras independentes e as ligadas a bancos; o desentendimento entre as independentes e as associadas a bancos nos anos 80; o papel de Celso da Rocha Miranda no movimento das seguradoras independentes em favor da preservação do seu espaço no mercado; a participação das independentes da Fenaseg; a associação informal das independentes e seus líderes: as companhias Indiana, Paulista e Porto Seguro; a participação das empresas estrangeiras na federação; avaliação das tendências atuais do mercado: o movimento de associações com empresas estrangeiras, a privatização dos seguros de acidentes do trabalho; as dificuldades na privatização desses seguros: a posição das centrais sindicais.
A participação de Carlos Luz na criação da Fenaseg; a posição do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) quanto à estatização dos seguros de acidentes do trabalho; o contato do entrevistado com a federação através de sua atuação no sindicato mineiro: primeiro como diretor e, em 1975, como presidente; avaliação da atuação da Fenaseg desde 1975.

2ª Entrevista: 22/01/1997
Início de participação na direção da Fenaseg em 1975; a importância da gestão de Carlos Frederico Lopes da Motta; as tentativas de criação de um instituto de seguros, em Minas Gerais, e de um curso de pós-graduação em direito do seguro, na PUC-RJ; a carência de quadros técnicos superiores no mercado.
A regulação do seguro inibindo a iniciativa privada; a desregulação gradual da atividade desde 1970; a relação entre o IRB e a Susep em diversos momentos; a participação no Conselho Nacional de Seguros Privados e Capitalização, e a discussão sobre a regulação da previdência privada aberta e fechada; o surgimento de novas seguradoras no início dos anos 80; a contração do mercado segurador por força da política de fusões e incorporações da década de 70; o surgimento da MinasPrevi e as dificuldade de operação devidas aos sucessivos planos econômicos heterodoxos; explicação para o crescimento da Minas-Brasil no ranking do mercado segurador nos anos 90: a renovação no modelo de gestão da empresa; a associação da InvestPrevi, ex-MinasPrevi, com o Banco do Brasil; o avanço do Banco do Brasil sobre o mercado de seguros em diversas áreas, associando-se com empresas do setor.
A articulação dos interesses dos seguradores junto à Assembléia Nacional Constituinte de 1988; a dificuldade de diálogo com os parlamentares; comentário sobre o capítulo do Sistema Financeiro Nacional e as dificuldades para alterar o texto atual sem atingir os demais participantes do sistema, sobretudo os bancos; a elaboração da regulação do artigo 192 da Constituição e a ação dos corretores, da burocracia do IRB e dos seguradores; sua concepção de como deveria ser o texto da lei de regulamentação: contendo apenas os elementos estruturais; de como surgiu a redação do artigo 192, à revelia dos seguradores; a intensa mobilização dos corretores junto ao Congresso Nacional.
De como convivem os corretores e seguradores em Minas Gerais; novas tendências no mercado: novos produtos, melhor qualidade de serviços, agilidade na prestação de serviços, as associações entre grandes e pequenas seguradores para operarem conjuntamente; avaliação sobre o mercado atual: que padrão de comportamento tem maior chance de sucesso na concorrência.

3a Entrevista: 11/06/1997
Atuação como conselheiro suplente do CNSP; implementação da previdência privada e legislação de 1977; os montepios; criação da previdência privada na Minas-Brasil: MinasPrev e transformação desta em InvestPrev; crescimento da previdência privada em Minas Gerais; saída do entrevistado do CNSP em 1985; poder de atuação e papel do CNSP, IRB e Susep; o IRB no exterior; atuação de José Lopes de Oliveira no CNSP; atuação do entrevistado na vice-presidência da Fenaseg; participação na regulamentação do mercado segurador junto ao Congresso Nacional (1988-1995); criação do escritório da Fenaseg em Brasília; os deputados que entendiam de seguro.
A discussão na Constituinte sobre a abertura ou não para o mercado externo segurador; o artigo 192; a posição do país em relação à Constituinte; o papel do escritório da Fenaseg em Brasília; o Mercosul; os projetos na Câmara e no Senado sobre o mercado segurador; a Fenaseg; a entrada de estrangeiros no mercado segurador; a área de acidentes de trabalho; estrutura da Minas-Brasil.
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