Aldo Jacomo Zucca

Entrevista

Aldo Jacomo Zucca

Entrevista realizada no contexto do projeto "Memória do setor petrolífero no Brasil: a história da Petrobrás", na vigência do convênio entre o CPDOC/FGV e o SERCOM/Petrobrás (1987-90). O projeto resultou no catálogo de entrevistas "Memória da Petrobrás: acervo de depoimentos", Rio de Janeiro: Sercom/Petrobras, 1988, 142p e no livro "A questão do petróleo no Brasil: uma história da Petrobrás", de autoria de José Luciano Dias e Maria Ana Quaglino (Rio de Janeiro, FGV/Petrobrás, 1993). Este livro possui apenas trechos de algumas entrevistas e está disponível para download: clique aqui. A escolha do entrevistado se justificou pela sua atuação como engenheiro na Refinaria de Cubatão, na Fábrica de Asfalto de Cubatão na Refinaria de Duque de Caxias e como Superintendente-geral do Departamento Industrial da Petrobras.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Maria Ana Quaglino
Margareth Guimarães Martins
Data: 25/11/1987 a 7/6/1988
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 21h0min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Aldo Jacomo Zucca
Nascimento: 10/12/1927; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Formação: Engenharia Civil pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), em 1951. Bacharel em Direito pela Universidade Cândido Mendes (Ucam), em 1991.
Atividade: Trabalhou nas obras de construção da refinaria de Cubatão como engenheiro de montagem. Em 1954, com a criação da Petrobrás, passou para o quadro da empresa permanecendo lotado na unidade citada. Exerceu as funções de engenheiro-chefe da construção e montagem da fábrica de asfalto (1955), engenheiro-chefe da divisão de estudos e projetos de engenharia de processo e utilidades (1956) e engenheiro-chefe do departamento de manutenção (1957-1959). Foi chefe do setor técnico do escritório da Petrobrás em Nova Iorque (1960-1962). Foi superintendente da Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), antiga Refinaria de Cubatão, e da Refinaria de Duque de Caxias (REDUC). Superintendente-geral do departamento industrial (Depin) da Petrobrás (1967-1968). Deixou esse posto para chefiar o escritório central da Europa (Esceu), com sede em Paris. De volta ao Brasil, a partir de 1972, exerceu diversas funções no Depin. Assistente da diretoria executiva da Petrobrás, à época da entrevista. Aposentou-se em 1988. Foi diretor jurídico do Instituto Brasil PNUMA de 1991 até 2001. Participa da comissão de direito ambiental da OAB/RJ, da qual foi um dos fundadores, em 1991. Integra também a comissão permanente de direito ambiental do IAB. Membro do conselho empresarial de meio ambiente da Firjan. Inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil - seccional do Rio de Janeiro sob o nº 72.044. Sócio efetivo do IAB. É sócio fundador do escritório de advocacia Vilhena e Zucca Advogados.

Equipe

Levantamento de dados: Maria Ana Quaglino;Margareth Guimarães Martins;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Maria Ana Quaglino;Margareth Guimarães Martins;

Conferência da transcrição: Verena Alberti;

Copidesque: Verena Alberti;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Sandra Soares;Margareth Guimarães Martins;

Temas

Alcool;
Aldo Zucca;
Arthur Levy;
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico;
Campanha do petróleo (1948-1953);
Comunismo;
Conselho Nacional do Petróleo;
Engenharia;
Ernesto Geisel;
Eurico Gaspar Dutra;
Francisco Mangabeira;
Getúlio Vargas;
Golpe de 1964;
Governo Eurico Gaspar Dutra (1946-1951);
Governo João Goulart (1961-1964);
Indústria petroquímica;
Jânio Quadros;
Laudo Natel ;
Light Serviços de Eletricidade;
Militares;
Movimento sindical;
Paulo de Tarso Leal;
Paulo Maluf;
Petrobras;
Petróleo;
Plano Salte (1950);
Política energética;
Segurança do trabalho;
Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial;
Universidade de São Paulo;

Sumário

1ª Entrevista: 25/11/1987
Origens familiares: pai projetista de móveis e avô artesão de vitrais; a opção pela engenharia e o curso na Escola Politécnica da USP; correntes e tendências políticas no grêmio estudantil da Politécnica e na Faculdade de Direito de São Paulo; a bandeira do "O petróleo é nosso" e os comunistas; o estudante de engenharia Paulo Maluf; situação sócio-econômica dos alunos da Politécnica na época; a expressão do movimento do "O petróleo é nosso" no Rio de Janeiro e junto à opinião pública paulista; o antiestatismo na mentalidade paulista; Eurico Dutra visto pelos estudantes e pela população de São Paulo; as iniciativas do governo Dutra na área do petróleo através do Plano Salte; a polêmica auto-suficiência versus dificuldades para importar petróleo cru para o projeto de Cubatão; a ligação entre o grêmio Politécnico e o mercado de trabalho; a contratação do entrevistado pelo CNP; o caráter prático do ensino na Politécnica: o papel do Instituto de Pesquisa Tecnológica: o papel do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e a experiência do entrevistado no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai); a presença feminina na Escola de Engenharia no início dos anos 50; as condições de ensino no IPT e na Politécnica; a posição do engenheiro civil na indústria de construção; a influência do ensino da Politécnica na opção do entrevistado pela indústria; a importância das grandes obras públicas na oferta de empregos no período; vantagens e desvantagens do emprego na construção da Refinaria de Cubatão; a divisão de tarefas entre as firmas estrangeiras envolvidas no empreendimento de Cubatão: Arthur G. Mc Kee e Hydrocarbon Research; as prioridades norteadoras dos projetos das refinarias de Capuava e Cubatão; a trajetória de colegas da Politécnica, parentes de industriais e empreiteiros; o estágio da obra de Cubatão em janeiro de 1952; razões da ausência de uma visão sistêmica do projeto por parte dos técnicos brasileiros; a posição de direção dos técnicos estrangeiros no projeto; a obrigatoriedade do conhecimento de língua inglesa na indústria do petróleo; o papel preponderante do know-how americano na área; a carta redigida pelo chefe americano recomendando o entrevistado; perfil do chefe americano; o clima de faroeste em Cubatão nos anos 50 e 60; a trajetória de Abel Tenório, parente de Tenório Cavalcanti, em Cubatão; o caráter militar da gerência do empreendimento; condições de trabalho nos canteiros de obra; posição contrária à concessão de hora extra a engenheiro; nível do salário dos engenheiros brasileiros contratados em Cubatão na época do CNP; a ocorrência de reduções salariais por falta disciplinar; as práticas repressivas contra os operários insatisfeitos e demissionários; os conflitos entre a segurança da refinaria e os jagunços de Abel Tenório; a morte de Abel Tenório em 1964; a doutrinação militar na refinaria: os slogans nas paredes; condição dostransportes entre a refinaria e as cidades de Cubatão e Santos; os falsos peritos estrangeiros contratados para a obra; a atuação do general Stênio Caio de Albuquerque Lima como presidente da Comissão de Construção; condições de trabalho e remuneração dos técnicos americanos; o processo de refinarias: a experiência do entrevistado e dos pioneiros da Montreal em Mataripe; a importância dos cursos de capacitação técnica do CNP nesse processo; o contrato de operação da refinaria com a Hydrocarbon Research: relação entre os freqüentes problemas operacionais da refinaria e o domínio dos técnicos americanos sobre o processo de produção; a estratégia do superintendente, coronel Adolpho Rocca Dieguez, para eliminar a dependência da RPBC com relação a terceiros; a Hydrocarbon Research e as empreiteiras remanescentes da obra; razão da inexistência de técnicos brasileiros capazes de operar a refinaria na época; a participação do entrevistado e de Jorge Atalla na resistência ao domínio americano antes da chegada do coronel Dieguez; as dificuldades do entrevistado com os americanos enquanto chefe da Manutenção; a rescisão do contrato da Hydrocarbon Research com a Petrobrás ; perfil do coronel Dieguez; o domínio dos militares na administração da refinaria à época do general Stênio Caio de Albuquerque Lima; duas estruturas de administração paralelas: a americana e a brasileira; análise do conjunto de chefes militares presentes nas obras da refinaria; a saída do general Stênio Caio com a criação da Petrobrás; a permanência do domínio militar após sua saída; a rivalidade entre os generais Arthur Levy e Stênio Caio na origem da crise entre os chefes militares e o superintendente coronel Joaquim Ribeiro Monteiro; o episódio da crise: a denúncia na Câmara dos Deputados e o abaixo-assinado dos militares; a posição dos civis na crise; a ascensão dos técnicos civis aos postos de comando da refinaria; a manutenção de militares na superintendência; a competência técnica dos militares da refinaria; o estilo administrativo e a pequena identificação dos militares com a empresa; perfil do general Heitor Pedrosa, representante da Hydrocarbon Research no Brasil; a qualidade dos projetos de Cubatão e Capuava produzidos pela Hydrocarbon Research; razões do desnível entre os dois projetos.

2ª Entrevista: 18/12/0987
Menção ao projeto alternativo da Lumus; o abastecimento como prioridade no projeto de Cubatão; vantagens do processo catalítico sobre o de craqueamento térmico; a distinção de funções entre as firmas envolvidas no empreendimento de Cubatão; a escolha do craqueamento térmico pela Hydrocarbon; o fornecimento dos equipamentos importados pela Fives-Lille; a fabricação de tubulações no pipe-shop da obra de Cubatão; a posição de general contractor da Mc Kee; a contratação de mão-de-obra especializada no Brasil; a presença de empreiteiros na área de construção civil; a concepção conservadora dos prédios da Refinaria de Cubatão; a solidez do terreno da refinaria; as atribuições da Hydrocarbon e da Companhia Construtora Nacional na área de construção civil do projeto; os engenheiros de Mataripe na fundação da empresa Montreal; a solução técnica para a ampliação de Cubatão ainda em 1955; o relacionamento entre as firmas americanas; o convívio entre brasileiros e americanos dedicados à montagem no campo; balanço favorável da execução do projeto da refinaria; o esquema de pagamento dos salários à época do CNP; o tipo de violência existente na região de Cubatão; alterações no projeto original: abandono e readaptação de unidades antieconômicas; a participação dos primeiros engenheiros de processo brasileiros nas alterações; a substituição do contrato pelo de assistência técnica com a Hydrocarbon; o grau de interferência dos técnicos com a Hydrocarbon; o grau de interferência dos técnicos brasileiros até 1956; as etapas de construção da refinaria; o papel do CNP na construção da área de estocagem e transferência; a presença de operários americanos especializados; o translado dos equipamentos das fábricas para a área de montagem; avaliação do quadro técnico estrangeiro contratado para a obra; o episódio da visita de Getúlio Vargas às obras; o estilo de administração da Mc Kee; as causas do mau funcionamento e dos incêndios freqüentes no início da operação da refinaria; as causas de acidente com vítimas fatais em 1958; o auxílio financeiro dos funcionários da refinaria à família de um dos mortos; a questão da garantia de qualidade e da inspeção dos equipamentos empregados na refinaria; avaliação da disponibilidade de peças sobressalentes durante a passagem do entrevistado pela chefia da manutenção (1957-1959); trajetória e perfil do engenheiro Lastmann, homem de compras da refinaria; o estilo administrativo do general Stênio Caio de Albuquerque Lima; a preocupação com a pré-operação a partir da incorporação à Petrobrás; a situação dos indonésios contratados pela Hydrocarbon para operar a refinaria; o fracasso da experiência; perfil e trajetória do coronel Gentil José de Castro, da Comissão de Construção da Refinaria de Cubatão; a sucessão deste último na refinaria em 1955; o organograma da Comissão de Construção da Refinaria; o coronel Manuel Rodrigues Lisboa na sucessão de Marçal Zobaran na gerência administrativa da comissão; trajetória e perfil do coronel Lisboa; a passagem do general Challub pela Refinaria de Cubatão na gestão Irto Sardemberg; a trajetória de Paulo de Tarso leal, membro da Comissão de Transferência de Serviços para a Petrobrás em 1954; perfil do coronel Joaquim Ribeiro Monteiro e seu estilo administrativo; a festa de inauguração da refinaria em abril de 1955: o discurso de Jânio Quadros, a chegada de Café Filho, a organização do evento; a presença da família do entrevistado na festa; impressões sobre o general Heitor Pedrosa, representante da Nathaniel Finestone, da Mc Kee, e de J. Edward Bogk, da Hydrocarbon; Percival C. Keith, o inventor do processo de visco-redução da Hydrocarbon; as manobras do superintendente Bogk para perpetuar o domínio americano sobre a operação; a transferência do conhecimento através da convivência; o papel de Florivaldo Freire Faria, Jorge Atalla, Celso Vital e Mário Garcia nesse processo; a transição do controle da operação da refinaria em meados de 1956; a diminuição da freqüência dos incêndios; os erros de projeto na unidade de risco-redução; o êxito no cumprimento dos períodos de campanha das unidades; a organização do serviço de segurança contra incêndios na refinaria; o treinamento dos funcionários para o combate ao fogo; as atribuições do entrevistado em caso de incêndio; exemplo do condicionamento do operário em caso de incêndio; as atribuições do entrevistado em caso de incêndio; exemplo do condicionamento do operário em caso de incêndio; a amizade com o coronel Hilnor Canguçu da Superintendência do Xisto no governo Castelo Branco; relação entre o pagamento de diárias e gratificações aos militares da ativa lotados na refinaria e a crise de 1955; os militares de carreira técnica no ramo da energia; os militares de reserva nos setores de transporte e telecomunicações da Petrobrás; a questão do acesso aos quadros da empresa; trajetória do capitão-de-corveta Salvo Souza; relação entre o afastamento do general Arthur Levy da presidência da Petrobrás e a crise dos militares em Cubatão; a situação privilegiada dos militares na refinaria; o staff militar da refinaria; auxiliar direto do superintendente e sua estratégia com relação à Cia. Docas de Santos e à Refinaria União; o episódio do defeito na principal estrutura de concreto da Fábrica de Asfalto; o apoio integral da superintendência à opinião técnica do entrevistado; o motivo do afastamento do cargo de superintendente; a oposição de Geisel ao grupo Capuava; as manobras desse grupo para burlar o CNP; o perfil de Paes Barreto; os efeitos positivos da saída dos militares para a empresa e para os técnicos brasileiros civis.

3ª Entrevista: 08/03/1988
As etapas da construção da RPBC: o projeto de engenharia básica; a origem do equipamento da RPBC; a terraplenagem, as fundações, os edifícios de concreto armado; o transporte de equipamentos; a montagem e a interligação dos equipamentos; as características da tubulação da RPBC; a importação de materiais e equipamentos pela RPBC; a participação de empreiteiras nacionais na construção da RPBC: a Companhia Construtora Nacional; as características dos tanques de petróleo e derivados; a nacionalização dos equipamentos na Petrobras: os casos da RPBC, da Refinaria Landulfo Alves (Rlam) e da Reduc; a participação da Associação Brasileira para o Desenvolvimento das Indústrias de Base (ABDIB) e o processo de compra; o problema dos estoques de materiais na RPBC; a repercussão da criação da Petrobras na RPBC; as condições e a rotina de trabalho na RPBC; a incorporação do acervo do CNP à Petrobrás; as dificuldades no relacionamento entre as unidades de produção e refinação e a Petrobrás; a centralização administrativa da Petrobrás; a autonomia dos superintendentes das refinarias da Petrobrás; a formação dos quadros da Petrobrás; considerações sobre a Região de Produção da Bahia da Petrobrás; a situação funcional dos militares na RPBC; o conflito entre os militares da RPBC e Arthur Levy; o processo de consolidação da Petrobrás: a Assessoria de Refinação; comentários sobre a atuação de Francisco Mangabeira na presidência da Petrobrás; comentários sobre a departamentalização da Petrobrás; a estrutura da Petrobrás; o fornecimento de petróleo para a RPBC; a transferência de tecnologia; o modelo da Refinaria de Aruba; a formação de pessoal pelo Centro de Aperfeiçoamento e Pesquisa do Petróleo (Cenap) da Petrobrás; os centros de treinamento de pessoal na RPBC; a segurança e o combate a incêndios na RPBC; a Fábrica de Fertilizantes de Cubatão: relacionamento com a RPBC, conflitos entre Stênio Caio de Albuquerque Lima e Arthur Levy, incorporação à RPBC, projeto, dificuldades de operação, problemas com o mercado consumidor; a integração à Ultrafértil; a atuação como chefe da construção e montagem da Fábrica de Asfalto; a Fábrica de Asfalto: financiamento, projeto, participação da Standard Oil da Califórnia, equipamento a Southwestern Engineering Co., problemas na estrutura; a atuação de Ernesto Geisel como superintendente da RPBC; a substituição dos militares por civis nas funções de chefia da RPBC.

4ª Entrevista: 14/03/1988
A Fábrica de Asfalto de Cubatão: financiamento, características da unidade, o transporte de petróleo; a saída de Ernesto Geisel da RPBC; a incorporação da Fábrica de Asfalto à RPBC; a produção da Fábrica de Asfalto de Cubatão: os tipos de produtos, o mercado consumidor, a Fábrica de Asfalto de Fortaleza (Asfor); os equipamentos da Fábrica de Asfalto de Cubatão; as características da operação da Fábrica de Asfalto de Cubatão; a substituição dos militares por civis nos cargos de chefia da RPBC; a qualificação da mão-de-obra na RPBC; as condições de trabalho na RPBC; a formação dos quadros da RPBC; o efeito multiplicador da RPBC: a criação de indústrias petroquímicas; considerações sobre a localização da Fábrica de Borracha da Petrobrás (Fabor); as características da produção da Reduc; os problemas na construção da Fábrica de Asfalto de Cubatão; a atuação como chefe da Divisão de Estudos e Projetos da RPBC; a ampliação da RPBC: a unidade de destilação direta; considerações sobre a engenharia de processo e de detalhamento; perfil de Hélcio Barrocas; a importância do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento (Cenpes); considerações sobre o grupo Ultra; a questão da indústria petroquímica: a Petroquisa; o controle da Petrobrás pelos diversos governamentais; o mercado dos produtos da RPBC; o conflito de competências entre a Petrobrás e o CNP; o plano de produção da RPBC; o fornecimento de energia elétrica à RPBC: a participação da Light.

5ª Entrevista: 21/03/1988
Problemas com o refino do petróleo baiano na RPBC; o Departamento de Manutenção e Suprimento de Manutenção da RPBC: desempenho do entrevistado como chefe do departamento; a situação anterior do departamento; a saída dos técnicos estrangeiros da RPBC; o sistema de informações da RPBC; o processo de substituição de chefias na RPBC; a organização do Departamento de Manutenção e Suprimento da RPBC; a rotina de trabalho da RPBC: sistema de turnos, acidentes de trabalho.

6ª Entrevista: 28/03/1988
Observação sobre a jornada de trabalho na Petrobrás; comentários sobre a atuação do empresariado nacional; a RPBC e o surgimento de indústrias privadas: a Companhia Petroquímica Brasileira, a Companhia Brasileira de Estireno; a formação de pessoal na RPBC; a mobilidade de funcionários na Petrobrás: a participação em concursos; os acidentes de trabalho: as regras de segurança, a assistência aos acidentados, adicional de periculosidade; atuação como interventor no Departamento de Relações Industriais da RPBC: avaliação da produtividade dos funcionários; a atuação dos sindicatos de petroleiros; o afastamento de Janary Nunes da Petrobrás e de Alexínio Bittencourt do CNP; comentários sobre a campanha eleitoral de Jânio Quadros; referência ao convite para o cargo de chefe do setor técnico do Escritório da Petrobrás em Nova York; a atuação de Francisco Mangabeira como presidente da Petrobrás; comentários sobre o movimento militar de 1964; a questão do abastecimento do mercado de derivados de petróleo: o programa de operações da RPBC, o conflito entre o CNP e a Petrobrás, o papel das refinarias estatais e privadas, a competição entre a Refinaria de Capuava e a RPBC.

7ª Entrevista: 04/04/1988
A reorganização administrativa da RPBC (1957); o processo de ascensão funcional na Petrobrás: o plano de carreira, a formação de administradores, a questão da demissão de funcionários, os critérios de ascensão; a departamentalização da Petrobrás; comentários sobre a autonomia das refinarias em relação à Petrobrás e à compra de equipamento pelas refinarias; a inauguração da unidade de recuperação de eteno da RBPC; a produção de matérias-primas para a indústria petroquímica pela Petrobrás; a produção de negro de fumo pela RPBC; a manutenção dos estoques na RPBC; as dificuldades da RPBC com o porto de Santos; a questão da deficiência operacional dos equipamentos da RPBC: o problema do suprimento de águas do rio Cubatão para a RPBC; a participação de empreiteiras em obras de infra-estrutura da RPBC: as linhas de fornecimento especial da RPBC; os estudos de ampliação da RPBC; atuação como chefe do Escritório da Petrobrás em Nova York; a compra de equipamentos de produção e perfuração; a rotina do trabalho no escritório; comentários sobre a criação da Petrobrás Overseas; observações sobre a atuação da Petrobrás no exterior; a demissão coletiva dos ocupantes de cargos de chefia na gestão de Francisco Mangabeira; a atuação sindical na Petrobrás durante a presidência João Goulart.

8ª Entrevista: 11/04/1988
Volta à RPBC em 1962; transferência para o Escritório da Petrobrás em São Paulo; participação na Comissão de Articulação com a Indústria (Comin): a tentativa da Petrobrás de desenvolver protótipos, o convênio com o Arsenal de Marinha; análise da atuação de Francisco Mangabeira; a atuação dos sindicatos em 1963-1964: a movimentação em Cubatão; o movimento militar de 1964: as repercussões na Petrobrás, a participação do entrevistado no plano de garantia do abastecimento de São Paulo e suas relações com o vice-governador Laudo Natel; as demissões na empresa; atuação como superintendente-adjunto da RPBC em 1964; atuação como superintendente da Reduc (1964-1967): a demissão de funcionários, a convivência com a Comissão Geral de Investigação; os efeitos da redução de pessoal na Reduc; a adoção de novos processos na Reduc.

9ª Entrevista: 19/04/1988
Atuação como superintendente da Reduc: a formação da equipe de trabalho; a estrutura da Reduc; as investigações sobre irregularidades nas obras de construção da Reduc; a política de redução de pessoal da Reduc; o ambiente da Reduc após o movimento de 1964; as relações com a diretoria da Petrobrás: o grau de autonomia do superintendente; comentário sobre o problema da segurança industrial na Reduc; o episódio da interrupção do funcionamento do Conjunto Petroquímico Presidente Bernardes em 1964; a entrada em operação da unidade de craqueamento catalítico da Reduc em 1964; o programa de ampliação da Reduc; a entrada em operação da unidade de descarbonização de propeno da Reduc; a produção de querosene para jatos na Reduc; o plano de avaliação das funções de chefia da Petrobrás em 1965; o choque de competência entre os vários departamentos da Petrobrás; a uniformização da estrutura das refinarias da Petrobrás em 1967.

10ª Entrevista: 24/04/1988
Atuação como superintendente-geral do Depin; o problema da indústria petroquímica: a Petroquisa, a participação da iniciativa privada, a Petroquímica União; o papel do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE); o processo de estatização das refinarias privadas: o caso da Refinaria de Manaus (Reman); a substituição de Arthur Levy na superintendência do Depin; atuação como superintendente de Depin: a formação da equipe e a substituição de chefias; o relacionamento do Depin com as refinarias; a organização do Depin; o Grupo Especial de Obras Prioritárias; o afastamento do Depin; atuação como chefe do Escritório Central da Europa; os conflitos entre os diretores da Petrobrás na gestão Arthur Candal; o projeto da Refinaria de Planalto.

11ª Entrevista: 24/051988
Estrutura do Depin; atuação como superintendente do Depin; a departamentalização da Petrobrás; a atuação de Arthur Levy como superintendente do Depin; a atuação de Ivo Ribeiro como superintendente-adjunto do Depin; a Divisão de Materiais (Dimat) do Depin; a Divisão de Refinação do Depin; comentários sobre a atuação da Divisão de Informações da Petrobrás; o Serviço de Materiais (Sermat) da Petrobrás; a Divisão de Engenharia (Denge) do Depin; a Divisão de Petroquímica do Depin; comentários sobre a Petroquisa; o relacionamento das refinarias com o Depin; a formação dos quadros do Depin; os problemas de pessoal nas refinarias; a centralização das decisões na Petrobrás; a autonomia das refinarias; o Serviço de Engenharia (Seger) da Petrobrás; o Grupo Especial para Obras Prioritárias; o problema da gerência de obras e projetos na indústria de petróleo; o conflito de competências entre o Depin e o Segen; o sistema de garantia de qualidade de bens e serviços da Petrobrás; o desenvolvimento de projetos de engenharia básica na Petrobrás; o relacionamento entre o Serviço de Organização (Seorg) da Petrobrás e o Depin; o problema da contabilidade do Depin; o processo de uniformização da estrutura de refinarias; o movimento grevista na Refinaria Alberto Pasqualini (Refap); o papel do engenheiro no processo de trabalho e no movimento grevista e sindical; a gerência empresarial; a presença dos engenheiros, dos administradores de empresas e dos economistas, o caso da Petrobrás; a composição do quadro de funcionários do Depin; o Depin e os projetos de ampliação e construção de unidades nas refinarias na área petroquímica e no xisto (1968); o plano do Cenpes; o problema da pesquisa tecnológica na Petrobrás, a atuação de Antonio Seabra Moggi; a questão do treinamento do pessoal na Petrobrás; o Cenpes e o Serviço de Pessoal (Sepes); o orçamento do Depin; o planejamento no Depin; a Comissão de Abastecimento da Petrobrás (Cobast); as firmas de engenharia como auxiliares da indústria tecnológica; considerações sobre a intervenção do Estado na economia; a engenharia de projeto nas empresas estatais; o projeto da Refinaria do Nordeste; a proposta de ampliação da Refinaria de Manaus.

12ª Entrevista: 31/05/1988
O orçamento do Depin; o orçamento de operações e investimento da Petrobrás; o problema da superposição de ações gerenciais no Depin; a reorganização do Depin em 1980; os efeitos dos choques de petróleo de 1973 e 1979: as modificações nos derivados de petróleo, as alterações na refinação; a situação atual da Petrobrás e perspectivas a curto e longo prazo: a atuação no exterior; a aplicação dos lucros obtidos no refino; o preço dos derivados de petróleo; a questão do transporte de derivados de petróleo: terminais, oleodutos, transporte marítimo, localização das refinarias, as propostas do Seorg, a atuação do Departamento de Transportes (Detran); a proposta de criação de um setor de segurança industrial no Depin em 1968; considerações sobre a Divisão de Engenharia de Segurança e Meio Ambiente (Desema); o Escritório Central da Europa em Paris: atuação como chefe, rotina de trabalho, pessoal, compra de equipamentos, refinamentos externos, a representação de Londres, o relacionamento com a empresa; considerações sobre as decisões da diretoria da Petrobrás: a presidência do general Arthur Candal; observações sobre a atuação do general Ernesto Geisel; a estrutura de informações da Petrobrás: a Divisão de Informações; a Assessoria de Segurança Interna da Petrobrás; a atuação do general Levi Cardoso como presidente da Petrobrás; observações sobre a criação da Braspetro; atuação como assistente do superintendente do Depin Maurício Augusto da Silva; atuação como chefe da Dimat; a continuidade administrativa no Depin; o Serviço de Segurança Industrial, o problema da inspeção de equipamento; perfil de Ernesto Geisel; perfil de Leopoldo Miguez de Melo; perfil de Shigeaki; a mudança da Dimat para Dieq do Depin; atividades da Dimat e da Dieq: as atividades pré operacionais das refinarias, o relacionamento com as refinarias; o Depin como formador de quadros técnicos; a renovação dos quadros de Depin; a incorporação das refinarias de Capuava e de Manaus; a desativação da Refinaria Matarazzo.

13ª Entrevista: 07/06/1988
Observação sobre o movimento sindical dos petroleiros em 1963-1964; a proposta de mudanças na estrutura da Genge do Depin em 1973; os problemas no sistema de lubrificantes da Reduc (1975); os contratos de risco; a criação da Interbrás; a reorganização do Depin em 1976; o problema do meio ambiente; a criação da Divisão de Utilidades (Dutil) no Depin; a conservação de energia; as fontes alternativas de energia; a criação do Segen; atuação como superintendente-adjunto de Apoio Operacional e Tecnológico do Depin; a proposta de criação da Divisão de Segurança Industrial e Proteção do Meio Ambiente em 1977; a criação da Desema; a relação entre o Seorg e o Depin; a comercialização de petróleo e derivados; o Departamento Comercial (Decom), o Depin e o Detran; o treinamento de pessoal em segurança industrial; a inspeção de equipamentos; a cooperação entre as empresas de petróleo; as dificuldades atuais da Petrobrás; o Pró-Álcool; perfil de Shigeaki Ueki e análise de sua ação na presidência da Petrobrás; composição da diretoria; os problemas da pré-operação da Refap; a continuidade administrativa do Depin; a atuação de Alberto Boyadjian como superintendente do Depin.
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