Aluísio Pimenta

Entrevista

Aluísio Pimenta

Entrevista realizada no contexto do projeto "História da ciência no Brasil", desenvolvido entre 1975 e 1978 e coordenado por Simon Schwartzman. O projeto resultou em 77 entrevistas com cientistas brasileiros de várias gerações, sobre sua vida profissional, a natureza da atividade científica, o ambiente científico e cultural no país e a importância e as dificuldades do trabalho científico no Brasil e no mundo. Informações sobre as entrevistas foram publicadas no catálogo "HISTÓRIA da ciência no Brasil: acervo de depoimentos" / Apresentação de Simon Schwartzman. Rio de Janeiro: Finep, 1984. A escolha do entrevistado se justificou por sua trajetória profissional. Farmacêutico de formação, foi fundamental no setor de pesquisa cientifica nas áreas da Química e da Biologia, além de destacada carreira acadêmica e política.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Simon Schwartzman
Data: 15/6/1978
Local(ais):
Washington ; DC ; EUA

Duração: 3h45min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Aluísio Pimenta
Nascimento: 9/8/1923; Peçanha ; MG; Brasil ;

Formação: Faculdade de Farmácia da UFMG; estudou na Escola de Educação da Universidade de Londres (1968).
Atividade: Catedrático de Química da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de Minas Gerais (1954); dirigiu o Instituto de Química Básica da UFMG (1958-1964); nomeado reitor da mesma universidade (1964-1967); estudou na escola de educação da Universidade de Londres (1968); foi perito em educação, ciência e tecnologia pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) (1969); chefiou a seção de desenvolvimento de recursos humanos do BID (1976); foi ministro da Cultura (1985-1986)

Equipe


Transcrição: Claudia Peçanha da Trindade;

Conferência da transcrição: André Vianna Dantas;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Patrícia Campos de Sousa;

Temas

Administração pública;
Associações profissionais;
Banco Interamericano de Desenvolvimento;
Bolsas de estudo e de pesquisa;
Cooperação científica e tecnológica;
Educação artística;
Ensino secundário;
Ensino superior;
Farmácia;
Física;
Golpe de 1964;
Governo federal;
Governos militares (1964-1985);
História da ciência;
Indústria;
Mercado de trabalho;
Minas Gerais;
Ministério da Educação e Cultura;
Partido Trabalhista Brasileiro - PTB;
Professores estrangeiros;
Química;
Reforma educacional;
San Tiago Dantas;

Sumário

Origem familiar e primeiros estudos; o início da vida profissional: as aulas no Colégio Anchieta; o curso da Faculdade de Farmácia da UFMG; os cursos de química da Escola de Engenharia e da Faculdade de Farmácia da UFMG; a experiência como professor secundário; a opção pela química e o início da carreira docente; a transferência para São Paulo; a missão de professores estrangeiros da USP e o desenvolvimento da química inorgânica no país; a orientação de Quintino Mingoia; o concurso para livre-docente da Faculdade de Farmácia da UFMG; o contato com Mingoia, Rheinboldt e Hauptmann; a bibliografia especializada de sua época; a instalação do laboratório da Faculdade de Farmácia; o curso de química orgânica ministrado nessa faculdade; as pesquisas sobre compostos curarizantes; os concursos para catedrático das Faculdades de Farmácia e Filosofia da UFMG; o pós-doutoramento na Itália: a orientação de Mingoia, a bolsa de estudos, os trabalhos sobre o curare; a criação do Instituto de Química Básica da UFMG; a contratação de Otto Gottlieb por esse instituto; o inbreeding na UFMG; o Instituto de Química Agrícola; o concurso para catedrático da UFMG; o curso de química da Escola Politécnica de São Paulo; a importância e os limites dos trabalhos de Gottlieb sobre produtos naturais; a síntese química; a experiência de Carl Djerassi no México; a química de produtos naturais no Brasil; a fabricação de enzimas em Minas Gerais e a experiência de industrialização da insulina; o grupo de bioquímica da Faculdade de Medicina da UFMG; o mercado de trabalho para o químico em Belo Horizonte; os cursos de química das Faculdades de Filosofia e Farmácia e da Escola de Engenharia da UFMG; a influência de Fritz Feigi no Brasil; as primeiras pesquisas brasileiras sobre o curare: os estudos de João Batista de Lacerda; a síntese de produtos naturais: a contribuição de Gottlieb; a situação da química no Brasil: a falta de líderes; a contribuição atual da física e a perda de prestígio da química; as associações profissionais de química e a participação do entrevistado nessas entidades; o mercado de trabalho para o químico; a indústria farmacêutica nacional; o ingresso de Aluísio Pimenta no PTB e o contato com Santiago Dantas; a candidatura para a reitoria da UFMG e a campanha oposicionista de Orlando de Carvalho; o programa de reformas para a Universidade; a nomeação e a posse; a instabilidade de sua administração após 1964; o programa de reformas: a criação dos institutos centrais e a ampliação do número de vagas da Universidade; as verbas da reitoria e a criação do Conselho de Pesquisas da UFMG; o Colégio Universitário; o movimento militar de 1964 e as comissões de inquérito nas universidades; a intervenção na UFMG em 1967; os estatutos da Universidade e a administração de Aluísio Pimenta; as relações com o MEC; a atividade artística na UFMG; o Colégio Técnico; a participação da comunidade universitária na reforma da UFMG; o apoio do governo federal e do BID a essa universidade; o contato da UFMG com as demais universidades; a experiência da reforma mineira e a Reforma Universitária de 68; a intervenção do Conselho Federal de Educação nas universidades.
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