Arthur Levy

Entrevista

Arthur Levy

Entrevista realizada no contexto do projeto "Memória do setor petrolífero no Brasil: a história da Petrobrás", na vigência do convênio entre o CPDOC/FGV e o SERCOM/Petrobrás (1987-90). O projeto resultou no catálogo de entrevistas "Memória da Petrobrás: acervo de depoimentos", Rio de Janeiro: Sercom/Petrobras, 1988, 142p e no livro "A questão do petróleo no Brasil: uma história da Petrobrás", de autoria de José Luciano Dias e Maria Ana Quaglino (Rio de Janeiro, FGV/Petrobrás, 1993). Este livro possui apenas trechos de algumas entrevistas e está disponível para download: clique aqui A escolha do entrevistado se justificou por ter assumido o cargo da presidência da Petrobras, de 1954 a 1956.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Margareth Guimarães Martins
Valentina da Rocha Lima
Data: 10/7/1987 a 11/9/1987
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 13h20min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Arthur Levy
Nascimento: 8/10/1902; Cuiabá; MT; Brasil;

Falecimento: 18/11/1993; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Formação: Escola Militar do Realengo (1920-1922); diplomado em Engenharia pelo Instituto Eletrotécnico e Mecânico de Itajubá (MG) (1923-1925); Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (1933); Escola de Estado-Maior (1937-1939); Escola Superior de Guerra (1956).
Atividade: Participou da Revolta Tenentista de 1922. Foi nomeado, em 1945, representante do Ministério da Guerra no Conselho Nacional do Petróleo (CNP). Paralelamente, chefiou a Comissão de Estudos do Oleoduto Santos- São Paulo. Do CNP, entre 1946 e 1947. Em 1948 participou da Missão Arbink e assumiu a chefia da Construção do Oleoduto Citado. Em 1952 foi nomeado Assessor da Comissão Interestadual da Bacia Paraná-Uruguai. Presidiu a Comissão de Estudos da Rede de Oleodutos Nacionais, do CNP, e a Comissão de Estudos da Rede Militar de Oleodutos, do Ministério da Guerra (1953). Em maio de 1954, passou a integrar a Primeira Diretoria da Petrobrás e, em setembro do mesmo ano assumiu a Presidência da Empresa. Presidente da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), de 1967 a 1969. Foi Membro do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP).

Equipe

Levantamento de dados: Margareth Guimarães Martins;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Margareth Guimarães Martins;

Conferência da transcrição: Margareth Guimarães Martins;

Copidesque: Leda Maria Marques Soares;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Margareth Guimarães Martins;Leda Maria Marques Soares;

Temas

Albino Silva;
Anistia política;
Arthur Levy;
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico;
Campanha do petróleo (1948-1953);
Coluna Prestes (1925-1927);
Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe;
Comissão Mista Brasil - EUA (1951-1953);
Conselho Nacional do Petróleo;
Engenharia;
Escola Superior de Guerra;
Estatuto do Petróleo (1948);
Eugênio Gudin;
Exército;
Francisco Mangabeira;
Getúlio Vargas;
Golpe de 1964;
Humberto de Alencar Castelo Branco;
Indústria petroquímica;
Juarez Távora;
Juracy Magalhães;
Juscelino Kubitschek;
Luís Carlos Prestes;
Militares;
Newton Cavalcante;
Petrobras;
Petróleo;
Plano de Metas (1956-1960);
Plano Salte (1950);
Política energética;
Revolução Constitucionalista (1932);
Revolução de 1930;
Tenentismo;

Sumário

1ª Entrevista: 10/07/1987
Antecedentes familiares; primeiros estudos; a vocação militar; no Colégio Militar de Barcelona; a profissão militar; na Escola Militar do Realengo: opção pela arma de engenharia; a influência das missões indígena e francesa; a juventude militar; participação no movimento tenentista (1922): o levante, a prisão e a expulsão da Escola Militar; Luís Carlos Prestes; Juarez Távora; a expectativa após a expulsão da Escola Militar: o inquérito do Supremo Tribunal Federal; o curso de engenharia no Instituto Eletrotécnico e Mecânico de Itajubá; pronunciamento da justiça sobre o levante de 1922 e suas conseqüências para o entrevistado; a Revolução de 1924; o envolvimento com membros da Coluna Prestes; na campanha de Engenharia Elétrica e Distribuição de Águas de Cuiabá (1925); o fornecimento de energia elétrica de Cuiabá; na medição de terras no sul de Mato Grosso; a Revolução de 1930; o irmão............. 48

2ª Entrevista: 11/07/1987
Notícias sobre a Revolução de 1930 na fronteira com o Paraguai; a anistia (1930): retorno ao Rio de Janeiro e estágio no 1º Batalhão de Engenharia; o curso de atualização e revisão; no 6º Batalhão de Engenharia: reconhecimento topográfico, fidelidade ao governo na Revolução de 1932 e reconhecimento aéreos; a Revolução de 1932; promoção a capitão durante a revolução; o curso da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais: a experiência como instrutor e comentários sobre alunos e instrutores; a engenharia militar; o curso da Escola de Estado-Maior; no 2º Batalhão Ferroviário do Paraná (1940): a construção da estrada de ferro Caxias do Sul - Rio Negro; participação no III Congresso de Engenharia e Legislação Ferroviária (1940); no comando do 7º Batalhão de Engenharia (7º BE) de Petrolina (Pernambuco): a posição estratégica, os transportes e a pobreza da região; os preparativos do 7º BE para a guerra: a via de acesso alternativa; a importância de Engenho Aldeia; diferença entre a FEB e o exército tradicional; o general Newton Cavalcanti; estágio nos Estados Unidos; a instrução militar brasileira e a norte-americana; no Estado-Maior do Exército: o Departamento de Estradas de Rodagem e o Plano Rodoviário Nacional; a oposição do ministro Joppert........... 82


3ª Entrevista:24/07/1987
Representante do Ministério da Guerra no CNP: a organização do Conselho, o problema dos recursos e a posição dos militares; a fiscalização dos empreendimentos sob a égide do CNP; contratos entre o CNP e firmas estrangeiras; a obtenção de recursos em dólares para a Petrobrás (1954-1956); na chefia da comissão de localização de Refinaria de Cubatão; a receptividade dos estados ao Imposto Único sobre Combustíveis; a importação de equipamentos; na construção do Oleoduto Santos - São Paulo (1946): a questão dos recursos, a Estrada de Ferro Santos-Jundiaí e o transporte de combustíveis; atuação no Exército durante o período de construção do oleoduto; atribuições no CNP: participação de empresas estrangeiras na prospecção do petróleo: as instruções do Estado-Maior do Exército, a comissão do Estatuto do Petróleo; participação na elaboração do Estatuto; a Campanha do Petróleo; Rui de Lima e Silva e Avelino Inácio de Oliveira; a posição do entrevistado na Comissão do Estatuto: os estudos sobre os prazos de concessão; a ligação com Juarez Távora; a elaboração de um projeto de concessão por técnicos estrangeiros; a aprovação da Lei nº 2.004; a exploração de gás; o preço dos derivados de petróleo; a Frota de Petroleiros; a utilização de álcool misturado à gasolina ............. 124

4ª Entrevista: 31/07/1987
Relação entre o CNP e o Departamento Nacional da Produção Mineral (DNPM); o CNP; dificuldade orçamentária, projetos prioritários e papel dos militares; a escolha dos representantes dos ministérios para o CNP: a indicação do entrevistado, o papel do presidente e as diretorias; a importação de equipamentos e as relações com os grupos nacionais privados; o Estatuto do Petróleo (1948) : a participação do entrevistado, o papel de Odilon Braga, a posição de Glycon de Paiva, a atuação das empresas estrangeiras, a participação de Juarez Távora e a tramitação na Câmara dos Deputados; o Oleoduto Santos - São Paulo; a participação do entrevistado, o papel da Estrada de Ferro Santos - Jundiaí, as etapas da execução do projeto; observações sobre o Plano Salte; o aproveitamento do xisto; a Comissão Mista Brasil - Estados Unidos............. 169

5ª Entrevista: 07/08/1987
Balanço de atuação do CNP; papel de Mário Bittencourt Sampaio nos empreendimentos de petróleo; a Refinaria de Mataripe; na comissão de localização da Refinaria de Cubatão: a escolha do local, os recursos do Plano Salte e a contratação da firma Hydrocarbon Research Inc.; a ampliação das refinarias; o projeto da Petrobrás; a destinação dos recursos em dólares para a Petrobrás: o papel de Eugênio Gudin; Juarez Távora; a inauguração da Refinaria de Cubatão (1954); o funcionamento da Refinaria de Cubatão; a Fábrica de Asfalto e a Fábrica de Fertilizantes............. 214

6ª Entrevista: 14/08/1987
A Refinaria de Cubatão: localização, participação dos militares e contratação da Hydrocarbon; a incorporação da refinaria à Petrobrás; a operação da refinaria: relações entre os técnicos nacionais e estrangeiros; a escolha de Ernesto Geisel para a superintendência de Cubatão; a Comissão Especial de Indústrias Petroquímicas (1953): o papel de Leopoldo Migues de Mello; o projeto de organização da Petrobrás de Hélio Beltrão; a comissão de implantação da Petrobrás; Juracy Montenegro Magalhães; a obtenção de imóveis para a Petrobrás; o monopólio estatal do petróleo; a escolha da primeira diretoria da Petrobrás; atuação de Juracy Magalhães na Petrobrás; influência da morte de Getúlio Vargas sobre a Petrobrás; a tentativa de revisão da Lei nº 2.004; Getúlio Vargas; na presidência da Petrobrás (1954-1956): a vinda de Walter Link ao Brasil; o episódio de Nova Olinda; a mudança de posição de Juarez Távora; O Círculo de Engenharia Militar; a criação da Associação de Refinadores: o papel de San Tiago Dantas; o programa de treinamento e formação de técnicos para a Petrobrás; a escolha dos membros para o Conselho de Administração: sugestões do presidente da Petrobrás, os representantes das associações de classe e o grau de autonomia de cada conselheiro; o gerenciamento da empresa: o Conselho de Administração e a Diretoria Executiva; relacionamento entre a diretoria e o corpo técnico; ausência de confronto entre o Ministério da Fazenda e a Petrobrás; o grau de autonomia da Petrobrás; a gestão do entrevistado na Petrobrás: seu afastamento da empresa.............. 256

7ª Entrevista: 28/10/1987
Histórico da Comissão Especial de Indústrias Petroquímicas (1953); a contribuição do entrevistado para a Petrobrás: o aumento da produção e da importação de óleo, a obtenção de recursos, as refinarias de Cubatão e Mataripe, o aproveitamento de técnicos estrangeiros e a formação de técnicos nacionais, o plano de organização da empresa e o Oleoduto Santos - São Paulo; a reunião no Quitandinha com Juscelino Kubitschek, Antônio Balbino, Roberto Campos e outros: conseqüências para o entrevistado e para a Petrobrás; o governo de JK: o Plano de Metas e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE); Janary Nunes; o curso na Escola Superior de Guerra (ESG); o livro de autoria do entrevistado Energia não se importa; a questão da energia elétrica no Brasil; na Diretoria de Comunicações do Exército; o curso da Comissão Econômica para América Latina (CEPAL); Idálio Sardemberg; o convite para a direção da Reduc; as etapas de construção da Reduc; as principais diferenças entre as refinarias de Cubatão e Duque de Caxias; importância da Reduc para a indústria de refino no país; superintendente da Reduc para a indústria de refino no país; superintendente da Reduc (1961-1962); Geonísio de Barros; o funcionamento da Reduc nos anos do governo de João Goulart; a gestão de Francisco Mangabeira na Petrobrás; o papel de Albino Silva na presidência da empresa; a eclosão do movimento de 1964 e seus efeitos na Petrobrás: a prisão de Osvino Ferreira Alves, o convite para a presidência, primeiros altos e o convite a Ademar de Queiroz; o marechal Castelo Branco; a tentativa de Mourão para assumir a Petrobrás; Olímpio Sá Tavares.............. 317

8ªEntrevista: 04/09/1987
a escolha de Ademar de Queiroz para a presidência da Petrobrás; as condições da empresa no período pós-64: previsão orçamentária, mudanças administrativas e substituição de pessoal; o papel do chefe de gabinete; o início de funcionamento do Depin (1965): a administração do entrevistado; as desapropriações das refinarias particulares (1964); participação no VII Congresso Mundial de Petróleo (México); a trajetória na Petrobrás; o VII Congresso Mundial de Petróleo; na presidência da ABNT; o trabalho na Sibra; a falta de êxito nos empreendimentos particulares; o curso na ESG; na Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG); a criação da Associação Brasileira da Indústria de Base (ABDIB); na presidência da Casa de Mato Grosso.............. 345

9ª Entrevista: 11/09/1987
Balanço da atuação do entrevistado na Petrobrás.............. 346
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