Augusto Jefferson Lemos

Entrevista

Augusto Jefferson Lemos

Entrevista realizada no contexto do projeto "As faces do mago da economia: atuação e legado de Mario Henrique Simonsen", desenvolvido em convênio com a Cia. Bozano, Simonsen e a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), entre 2000 e 2001, com o objetivo de publicar um livro de depoimentos sobre Mario Henrique Simonsen - MÁRIO Henrique Simonsen: um homem e seu tempo, depoimentos ao CPDOC/ Organizadores Verena Alberti, Carlos Eduardo Sarmento, Dora Rocha. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getulio Vargas, 2002. 310p. il. A escolha do entrevistado se justificou pelo seu amigável convívio com Mario Henrique Simonsen, inclusive no Ministério da Fazenda, quando da gestão de Simonsen.
Forma de Consulta:
Entrevista publicada em livro.
Referência completa: MÁRIO Henrique Simonsen: um homem e seu tempo, depoimentos ao CPDOC/ Organizadores Verena Alberti, Carlos Eduardo Sarmento, Dora Rocha. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getulio Vargas, 2002. 310p. il.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Verena Alberti
Carlos Eduardo Barbosa Sarmento
Data: 9/11/2000 a 10/11/2000
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 2h30min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Augusto Jefferson Lemos
Nascimento: 8/7/1940; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Formação: Engenheiro Eletricista e Engenheiro Economista pela Escola de Engenharia da Universidade do Brasil, atual UFRJ (1964).
Atividade: Engenheiro Projetista da CONSULTEC- Sociedade Civil de Planejamento e Consultas Técnicas LTDA. (1965-1967) e mais tarde sócio da mesma empresa (cargo que desempenhava a época da entrevista); Professor do Departamento de Matemática da Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (1965-1967); Professor da Escola de Pós-Graduação em Economia (EPGE) da Fundação Getúlio Vargas (1966-1973 e 1994-1995); Coordenador-chefe da Coordenadoria de Assuntos econômicos do Ministério da Fazenda (1974-1975); Professor em outras Instituições de Ensino e Consultor de diversas empresas privadas.

Equipe

Levantamento de dados: Verena Alberti;Carlos Eduardo Barbosa Sarmento;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Verena Alberti;Carlos Eduardo Barbosa Sarmento;

Conferência da transcrição: Ignez Cordeiro de Farias;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Virgínia Sena Barradas;

Temas

Antônio Azeredo da Silveira;
Banco Central do Brasil;
Delfim Neto;
Ernesto Geisel;
Golbery do Couto e Silva;
Governo Ernesto Geisel (1974-1979);
Governo João Figueiredo (1979-1985);
João Batista de Oliveira Figueiredo;
Lei das sociedades anônimas;
Mário Henrique Simonsen;
Ministério da Fazenda;
Movimento Brasileiro de Alfabetização;
Música;
Otávio Gouvêa de Bulhões;
Planos econômicos;
Pontifícia Universidade Católica;
Pós - graduação;
Severo Gomes;

Sumário

1a Entrevista: 09.11.2000
Origem familiar; formação acadêmica em economia do pai - Augusto Tito de Oliveira Lemos; formação escolar e acadêmica do entrevistado; a especialização em engenharia econômica no curso de engenharia; escolha da carreira de economista; entrada no CAE (Centro de Aperfeiçoamento de Economistas) como professor, por intermédio de Mário Henrique Simonsen (1966); a influência dos economistas Eugênio Gudin e Paul Anthony Samuelson em sua geração; comentário sobre a entrada do entrevistado na Consultec no início da década de 1960, como estagiário de Mário Henrique Simonsen; breve explicação sobre o tipo de consultoria prestada pela Consultec e a clientela; método de treinamento dos estagiários de Mário Henrique Simonsen na Consultec e a convivência deste com o entrevistado; considerações sobre a genialidade de Mário Henrique Simonsen e sua habilidade e elegância como matemático; breve comentário sobre o livro Ensaios Analíticos de Mário Henrique Simonsen; envolvimento dos quadros da Consultec (MHS, Roberto Campos e José Luís Bulhões Pedreira) na formulação do Programa de Ação Econômica do Governo (PAEG); importância de Otávio Gouveia de Bulhões (ministro da Fazenda no período de 1964-67) como implementador do PAEG; a fórmula salarial do PAEG, de autoria de Simonsen; a correção monetária e o PAEG; envolvimento da Consultec com o PAEG e os rumos desta empresa após a saída de Mário Henrique Simonsen; participação de Simonsen na Lei de Mercado de Capitais (1965) e na Lei das S.A. (1976); a experiência do entrevistado como professor, após sua saída da Consultec; o Centro de Aperfeiçoamento de Economistas da Fundação Getulio Vargas (CAE - FGV): corpos discente e docente; transformação do CAE em EPGE, Escola de Pós-graduação em Economia; proeminência de Mário Henrique Simonsen na EPGE como professor e formulador curricular; a excelência dos livros didáticos de Mário Henrique; importância de MHS na Fundação Movimento Brasileiro de Alfabetização (Mobral); o caráter prioritário da EPGE na vida profissional de Simonsen a importância de seu trabalho como professor e a influência intelectual que exerceu sobre seus alunos; a escolha de Mário Henrique por Ernesto Geisel para ministro da Fazenda e a relação de trabalho travada entre os dois; comentários sobre a escolha dos assessores no ministério; breves considerações sobre as funções da Comissão Técnica Permanente do ICM (Cotepe) e do Confaz (Conselho Fazendário) no período em que o entrevistado foi presidente da Cotepe (1974-1975); ida do ministério da Fazenda para Brasília durante o governo Geisel; considerações a respeito da hostilidade do empresariado paulista com relação à política econômica do governo Geisel; questões prementes para a política econômica no governo Geisel: choque do petróleo, inflação e crescimento econômico; Mário Henrique Simonsen no Ministério da Fazenda e a posição do entrevistado quanto ao crescimento econômico e à inflação; breve comentário sobre as discordâncias que levaram o entrevistado a pedir demissão do governo (1975); a precariedade dos instrumentos de intervenção econômica no governo Geisel e os limites impostos por esta precariedade à execução de políticas econômicas; divergências de opinião no interior do governo Geisel e a relação de Simonsen com Severo Fagundes Gomes e Antônio Francisco Azeredo da Silveira; o caráter didático dos despachos de Mário Henrique Simonsen a Geisel; relação pessoal e de trabalho entre Mário Henrique Simonsen, Ernesto Geisel e Golbery do Couto e Silva.

2a Entrevista: 10.11.2000.
relação de trabalho entre Ernesto Geisel e Mário Henrique Simonsen; Roberto Campos, Delfim Neto e Mário Henrique: relação com o poder; a saída de Mário Henrique Simonsen da Secretaria de Planejamento (Seplan) do governo de João Batista Figueiredo; relação de trabalho entre Simonsen e Figueiredo e entre Delfim Neto e Figueiredo; perspectivas de Mário Henrique Simonsen na Seplan e sua inadaptação ao governo Figueiredo; Mário Henrique Simonsen como 'guru' econômico após sua saída do governo em 1979: repercussão dos artigos publicados na imprensa e consultas feitas a ele por diversos governos; importância dos artigos de Simonsen na prevenção de uma crise do sistema financeira nacional na década de 1990; relações de Simonsen com seus subalternos; breve comentário sobre a importância da produção acadêmica Simonsen na EPGE após sua saída do governo em 1979; o curso de economia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), com professores egressos da EPGE; a qualidade atual do curso de pós-graduação em economia da EPGE; a EPGE e Mário Henrique Simonsen quando este assumiu o ministério (1974) e os efeitos de sua ausência na escola; breve comentário sobre o contato de Simonsen com a academia americana no período em que foi consultor do Citycorp (de 1979 a 1981); MHS: capacidade de trabalho, concentração e conhecimento de música, em especial ópera; participação de Simonsen na elaboração do Plano Cruzado e as consultas ao presidente José Sarney por intermédio do entrevistado; os objetivos da criação da Comissão de Reformulação do Sistema Financeiro de Habitação durante o governo de José Sarney e os do convite feito ao entrevistado para esta comissão; considerações sobre as razões da falta de motivação de Mário Henrique para voltar ao ministério após o governo de João Figueiredo; comentários sobre o livro que Simonsen e o entrevistado estavam preparando em conjunto e sobre um livro de Mário Henrique não publicado, sobre música; o pendor de Simonsen para a música e o capítulo de Ensaios Analíticos relacionando música e matemática; os instrumentos de ação econômica do Estado brasileiro nas décadas de 1960 e 1970 e no momento atual; avaliação do ganho de credibilidade e da progressiva independência do Banco Central com relação ao ministério da Fazenda; a postura de Mário Henrique Simonsen diante de sua doença no período em que esteve internado.
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