Aylda Pereira Reis

Entrevista

Aylda Pereira Reis

Entrevista realizada no contexto do projeto "Memória da assistência social no Brasil: constituição de banco de entrevistas", desenvolvido em convênio com o Ministério da Previdência e Assistência Social através de sua Secretaria de Estado de Assistência Social, entre 2001 e 2002, com o objetivo de constituir um acervo de depoimentos sobre o tema a ser disponibilizado no CPDOC e no Centro de Referência e Estudos da Assistência Social. A escolha da entrevistada justificou-se, entre outros, pelos seus trabalhos como diretora do Instituto de Serviço Social.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Angela Maria de Castro Gomes
Dulce Chaves Pandolfi
Data: 30/4/2002
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 2h5min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Aylda Pereira Reis
Nascimento: 25/9/1912; Porto Alegre; RS; Brasil;

Formação: Faculdade de Serviço Social no Instituto de Educação Familiar e Social no Rio de Janeiro.
Atividade: Diretora do Instituto de Serviço Social; trabalhos na primeira missão rural de educação para adultos patrocinada pelo Ministério da Agricultura.

Equipe

Levantamento de dados: Angela Maria de Castro Gomes;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Angela Maria de Castro Gomes;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Temas

Alceu Amoroso Lima;
Assistência social;
Atividade profissional;
Aylda Pereira Reis ;
Catolicismo;
Cidadania;
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil;
Cooperação acadêmica;
Ensino superior;
Estados Unidos da América;
Formação acadêmica;
Formação escolar;
França;
Gustavo Capanema;
Legião Brasileira de Assistência;
Legislação;
Legislação educacional;
Luís Carlos Mancini;
Ministério da Educação e Cultura;
Ministério da Educação e Saúde;
Missão rural;
Pernambuco;
Professores estrangeiros;
Região Nordeste;
Religião;
Rio de Janeiro (cidade);
São Paulo;
Serviço social;
União Pan - americana;
Venezuela;

Sumário

Entrevista: 30.04.2002
Fita 1-A: Data e local de nascimento; informações sobre os pais; mudança para o Rio de Janeiro; primeiros estudos em Porto Alegre: curso básico, Escola Normal; fundação do Instituto de Educação Familiar e Social do Rio de Janeiro; ingresso de Dona Aylda na Escola de Serviço Social deste Instituto sob orientação do padre Leonel Franca; formação católica dos fundadores do Instituto Social (Alceu Amoroso Lima e Estela de Faro); Escola de Serviço Social de Paris serve de modelo para a Escola do Rio: educadoras francesas vêm organizá-la; primeira sede do Instituto Social (Rua Dona Mariana); interesse de Dona Aylda pelo programa da Escola e pelo serviço social; grande envolvimento de Dona Aylda com a Escola: ela ganha a confiança das diretoras francesas e torna-se monitora, supervisora, e finalmente diretora; atribuições das assistentes francesas dentro do Instituto Social; Dona Aylda participa da elaboração da legislação, exigida pelo Ministério da Educação e Saúde, que regula a Escola e a profissão de assistente social; apresentação da tese de conclusão do curso de Serviço Social: participação do Ministro Gustavo Capanema na banca examinadora; depois de formada, Dona Aylda é enviada para organizar o curso de Serviço Social da Escola Ana Néry; informações sobre as profissionais francesas ligadas ao Instituto Social; formação diversificada das primeiras profissionais do serviço social, que atuavam em hospitais, fábricas e instituições de menores; atuação e influência de Mademoiselle Marsaud, que "tinha entrada nos ministérios" brasileiros; primeiras alunas da Escola de Serviço Social vinham de colégios religiosos particulares; francesas do Instituto Social pertenciam a ordem religiosa secreta, na qual Dona Aylda é convidada a ingressar ; Dona Aylda é escolhida a primeira diretora brasileira da Escola de Serviço Social; aulas obrigatórias de religião com o padre Franca; caráter abertamente católico da Escola de Serviço Social; comentários sobre o Dr. Alceu Amoroso Lima; informações sobre Mademoiselle Urselle

Fita 1-B: Informações sobre as diretoras estrangeiras da Escola de Serviço Social; Dona Aylda assume a direção da Escola (1946); relações de Dona Aylda com o Ministério da Educação durante a elaboração da legislação relativa à Escola; reconhecimento da Escola no mesmo ano em que Dona Aylda deixa a direção (1950); informações sobre as primeiras turmas da Escola de Serviço Social: processo de seleção das alunas, tamanho das turmas, perfil das alunas e interação entre elas; carga horária, divisão e duração do curso de Serviço Social; alunas de outros estados vêm fazer estágio oferecido pela Legião Brasileira de Assistência (LBA) no Instituto Social; comentários sobre a Escola de Serviço Social de São Paulo; inauguração de uma Escola de Serviço Social em Recife: Lourdes Morais e Dolores Coelho vêm fazer curso no Rio e são alunas de Dona Aylda; comentários sobre as colegas de turma da Escola de Serviço Social; atividades como monitora da Escola; influência americana sobre o serviço social do Brasil supera a francesa; diferenças entre as linhas francesa e americana; profissionalização e maior remuneração do serviço social apontadas como conquistas da linha americana; alunas tinham de pagar para estudar na Escola de Serviço Social; Instituto Social ligado a associação mantenedora jesuítica; trabalho voluntário dos professores da Escola de Serviço Social; biblioteca do Instituto Social sob orientação dos jesuítas: poucos livros técnicos de serviço social; informações sobre processo de seleção para ingresso de alunas na Escola; formatura das alunas da Escola: recebimento de diplomas cuja validade era apenas tácita, cerimônia de formatura; almoços solenes organizados pelo Instituto Social dos quais participavam autoridades políticas e religiosas; Instituto Social solicita que a LBA dê bolsas às alunas de outros estados para cursarem a Escola; cursos de Dona Aylda na LBA.

Fita 2-A: Dona Aylda dá cursos às voluntárias da LBA; relações mantidas entre a LBA e o Instituto Social; cursos ministrados por Dona Aylda no Instituto Social: Serviço Social e Ética; insatisfação das assistentes sociais em relação a atuação das francesas no Instituto; Dona Aylda, quando diretora do Instituto, promove inovações e procura reaproximar as assistentes sociais da instituição; relação do Instituto com a Escola de Serviço Social de São Paulo; elogios a Yolanda Maciel, primeira diretora da Escola de Serviço Social de Niterói; comentários sobre o assistente social Luís Carlos Mancini; ida de assistentes sociais brasileiros aos Estados Unidos para estudar e trabalhar; Mademoiselle Marsaud impede que os convites para estudar no estrangeiro cheguem a Dona Aylda; Dona Aylda participa de projeto da União Pan Americana na Venezuela; Dona Aylda deixa a direção da Escola para participar do Primeira Missão Rural de Educação de Adultos, em Itaperuna; Ministério da Agricultura forma equipe interdisciplinar para compor a Missão Rural e convida Dona Aylda por sua experiência em trabalhos comunitários; membros da equipe interdisciplinar passam dois meses se conhecendo e articulando o trabalho conjunto; razões para a escolha do município de Itaperuna; equipe seleciona os distritos de Boa Ventura e Santo Antônio do Milagres (em Itaperuna) para trabalhar; início do trabalho com as comunidades: instalação da equipe, visitas, acordos com as lideranças locais, convocação de voluntários

Fita 2-B: Relatos sobre o trabalho da Missão Rural: interação da equipe, condições, estratégias e resultados do trabalho; instalação de centro social e grupo escolar a partir da demanda, e com a participação das próprias comunidades; Missão Rural defende princípios de cidadania que esbarram nos interesses das lideranças locais; trabalho de educação e conscientização das comunidades; comentários sobre a importância do trabalho comunitário; afirmação de que a Missão Rural se desenvolveu melhor na comunidade protestante, sofrendo grande resistência de padre católico; políticos deixam de apresentar resistência e passam a demonstrar respeito pela Missão; Missão atinge agricultores de outros distritos, extrapolando sua área inicial de atuação; Dona Aylda deixa a Missão e é substituída por Maria de Lourdes Palmer; interferência do Ministério da Educação na Missão; envolvimento de médicos da região com o trabalho da Missão Rural; equipe que compõe a Missão não aceita presentes ou agrados (cooptação); respeito e confiança da comunidade nos membros da equipe; informações sobre as reuniões promovidas pela equipe: grande interesse e aprendizado comunitário, envolvimento dos agricultores e suas famílias (mulheres e crianças), organização e assuntos tratados; utilização de recursos visuais para educação da comunidade; Dona Aylda volta para o Rio Grande do Sul e deixa de atuar profissionalmente; informações sobre o marido

Fita 3-A: Trabalhos voluntários no Nordeste; trabalho voluntário na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); trabalhos comunitários realizados por Dona Aylda; considerações sobre o serviço social de hoje; afirmação de que nunca se decepcionou, enquanto atuava, com o serviço social; marido de Dona Aylda funda a Escola de Serviço Social de Porto Alegre; Dona Aylda só realiza trabalhos voluntários após o casamento, deixando de atuar profissionalmente.
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