Boris Tabacof

Entrevista

Boris Tabacof

Entrevista realizada no contexto do projeto “Elites empresariais paulistas” desenvolvido pelo CPDOC entre janeiro de 2007 e dezembro de 2009, visando a constituição de um banco de entrevistas de história oral acerca da construção dos grupos empresariais paulistas. Para ter acesso à transcrição e ao vídeo da entrevista clique aqui.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.
Entrevista em vídeo disponível na Sala de Consulta do CPDOC e trechos no portal.
Entrevista publicada em livro.
Referência completa: CASTRO, Celso (Org.). “Elites Empresariais Paulistas: Depoimentos à FGV”. São Paulo: Editora FGV, 2011, 296 p.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Paulo Roberto Ribeiro Fontes
Paulo Sérgio de Oliveira Simões Gala
Data: 15/10/2007 a 4/12/2007
Local(ais):
São Paulo ; SP ; Brasil

Duração: 5h1min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Boris Tabacof
Nascimento: 28/7/1929; Salvador; BA; Brasil;

Formação: Formado em Engenharia Civil pela Escola Politécnica da Universidade da Bahia em 1958.
Atividade: Foi Diretor Superintendente do Grupo Financeiro SAFRA. Vice presidente do Conselho de Administração da Suzano Holding, da Companhia Suzano Bahia Sul de Papel e Celulose e da Suzano Petroquímica. Presidente do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira de Celulosa e Papel (BRACELPA). Foi presidente do Conselho Superior de Economia FIESP.

Equipe

Levantamento de dados: Paulo Roberto Ribeiro Fontes;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Paulo Roberto Ribeiro Fontes;

Transcrição: Katarina Wolter;

Técnico Gravação: Marco Dreer Buarque;

Sumário: Ítalo Rocha Viana;

Temas

Ação Social;
Anos 1960;
Anos 1970;
Antônio Carlos Magalhães;
Associações de trabalhadores;
Associações empresariais;
Assuntos familiares;
Bahia;
Bancos de investimento;
Capitalismo;
Central Única dos Trabalhadores;
Comando Geral dos Trabalhadores;
Comunismo;
Construção civil;
Delfim Neto;
Desenvolvimento industrial;
Desigualdade social;
Economia;
Elites políticas;
Elites regionais;
Empresariado;
Engenharia;
Estado e sociedade;
Exportação;
Fascismo;
Governos militares (1964-1985);
História de empresas;
Imigração;
Incentivos fiscais;
Industrialização;
Instituições de proteção ambiental;
Instituições financeiras;
Intervenção estatal;
João Goulart;
João Paulo dos Reis Velloso;
Joseph Stalin;
Judeus;
Lomanto Júnior;
Luiz Viana Filho;
Marxismo;
Meio ambiente;
Mercado de capitais;
Mercado financeiro;
Militância política;
Otávio Gouvêa de Bulhões;
Partido Comunista Brasileiro - PCB;
Política;
Política ambiental;
Política econômica;
Política estadual;
Política financeira;
Política sindical;
Política tributária;
Políticas públicas;
Redemocratização;
Regime militar;
Roberto Campos;
São Paulo;
Segunda Guerra Mundial (1939-1945);
Sindicatos de trabalhadores;
Trajetória política;

Sumário

1ª Entrevista: 15.10.2007

Origens; a imigração judaica; a ida para Salvador; os primeiros negócios da família; a cultura judaica; a comunidade judaica na Bahia; a integração cultural no Brasil; as relações sociais na Bahia; o impacto da Segunda Guerra Mundial; politização da sociedade; o Partido Comunista Brasileiro e a propagação de suas ideias; os intelectuais comunistas na Bahia; polarização política no Brasil; a comunidade judaica e o comunismo; os crimes de Stálin e a crise do comunismo; suas atividades e militância no Partido Comunista Brasileiro; comentários acerca de sua trajetória neste partido: o ingresso (em meados da década de 30) e a ocupação do cargo de secretário de organização do comitê estadual da Bahia, em 1950; os estudos dos pensamentos marxista e leninista, realizados no Partido; problemas estruturais do Brasil e o desinteresse pela cultura no país; a opção pela faculdade de Engenharia; comentários sobre sua prisão: a revelação de que atuava como elo do Partido no meio militar; o papel dos militares na política brasileira; a faculdade de Engenharia; a vida após a prisão e a saída do Partido; a virada empresarial; a carreira de empresário e a política na Bahia; expansão dos negócios do pai; investimentos na área de construção; o não-envolvimento com a política até a participação na campanha de Lomanto Júnior para o Governo da Bahia; conjuntura política no pré-1964; o governo Lomanto Júnior; a atuação como assessor de Lomanto; um balanço sobre a derrubada de João Goulart; a ocupação dos cargos de chefe da Casa Civil e Secretário da Fazenda.

2ª Entrevista: 08.11.2007

A permanência de Lomanto Junior no governo da Bahia após o golpe de 1964; a experiência no cargo de secretário da Fazenda; o ideário de reformas para o Brasil, no início dos governos militares (1964-1985); menção aos estudos de Pierre Verger, sobre o tráfico de escravos na Bahia; a conjuntura no pós-1964: a reforma Campos-Bulhões; referência aos cargos ocupados por Delfim Netto; o enfrentamento aos privilégios na Bahia; a política no regime militar: atuação, projetos e ideologia; aproximação política do projeto elaborado pelo regime militar; aplicação de reformas tributárias; ameaças recebidas; opinião a respeito de Antônio Carlos Magalhães; comentários acerca das medidas autoritárias tomadas por Roberto Campos e Otavio Bulhões; a implantação da ideologia do crescimento econômico na Bahia; avaliação de intervenções realizadas pelo Estado; a Bahia em perspectiva histórica: projetos implementados e problemas atuais; a idéia de transformar a Bahia; a busca de recursos para a Bahia; principais nomes da nova política baiana; articulações políticas e implantação das reformas; o fundo de participação dos estados e municípios na arrecadação dos impostos federais; transformações estruturais; desigualdades sociais e regionais; um balanço sobre atividades empresariais (privadas) e políticas (públicas); a formação do Estado brasileiro; diferenças e similaridades entre as atividades; a defasagem cultural no Brasil; a trajetória do setor público para o privado; a passagem para a carreira de executivo; o fim do ciclo na esfera pública; proximidade com Roberto Campos e seu grupo; a decisão pela carreira executiva; a proposta dos irmãos Safra; os primeiros passos no Banco; a reforma do sistema financeiro e a entrada de vez do Banco Safra; o convite para que trabalhasse na ampliação e profissionalização do Banco; recrutamento de profissionais; o modelo de banco; a estrutura organizativa; a mudança para São Paulo nos anos 70; as relações sociais estabelecidas na cidade e a aproximação com a família Feffer; a atuação na Associação Brasileira dos Bancos de Investimento e Desenvolvimento (ANBID); comparações entre São Paulo e Bahia.


3ª Entrevista: 04.12.2007

Migração do setor financeiro para o setor industrial; a passagem do Grupo Safra para o Grupo Suzano; a família Feffer; industrialização brasileira via Estado; política e economia no regime militar; Delfim Netto; Reis Velloso; o centro de poder; CDI (Conselho de Desenvolvimento Industrial); incentivos, projetos e oportunidades; a tarefa de estruturação profissional; o setor industrial nas décadas de 60 e 70; o avanço da indústria brasileira; o processo de formação dos executivos profissionais; o mercado brasileiro em perspectiva histórica; planejamento empresarial; políticas ambientais; o pioneirismo de São Paulo; Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental); a necessidade da informação; o avanço da indústria brasileira em questões ambientais; o impulso para a exportação; o cargo profissional na Suzano; inserção no mercado global; a primeira balança comercial positiva em 1978; crises internas e exportação; redemocratização e economia; o processo de redemocratização; aprendizado e amadurecimento do empresariado brasileiro; a relação entre empresa e Estado; trajetória institucional; a relação com meios sociais e políticos; Anbid ( Associação Nacional dos Bancos de Investimento); Bracelpa (Associação Brasileira de Celulose e Papel); Fiesp ( Federação das Indústrias do Estado de São Paulo);a estrutura sindical brasileira: entidades dos trabalhadores; o modelo fascista de sindicato; a proliferação de sindicatos; a criação de entidades paralelas – CUT (Central Única dos Trabalhadores), CGT (Comando Geral dos Trabalhadores); a estrutura sindical brasileira: entidades empresariais; Fiesp e CIESP ( Centro das Indústrias do Estado de São Paulo); as associações nacionais – Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Bracelpa, Abdib (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base), etc.; as relações entre entidades a nível nacional; as novas gerações de empresários;Banespa; Mario Amato; a presidência do Banespa; a existência de bancos estatais; o capitalismo contemporâneo; a participação no Conselho de Administração da Embraer; o Novo Mercado; o declínio do capitalismo patrimonialista; a atual fase da governança via mercado de capitais.








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