Carlos Alberto da Fontoura

Entrevista

Carlos Alberto da Fontoura

Entrevista realizada no contexto do projeto "1964 e o regime militar", desenvolvido pelo CPDOC com apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), no período de 1992 a 1995. Esta pesquisa contou com a participação de Gláucio Ary Dillon Soares. Numa segunda fase, de 1997 a 2001, passou a integrar o projeto "Brasil em transição: um balanço do final do século XX", apoiado pelo Programa de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex) do Ministério da Ciência e Tecnologia. O projeto resultou na publicação da trilogia VISÕES do golpe: a memória militar sobre 1964; OS ANOS de chumbo: a memória militar sobre a repressão(clique aqui) e A VOLTA aos quartéis: a memória militar sobre a abertura(clique aqui). Além da trilogia, o projeto teve como resultado, ainda, o livro de depoimentos ERNESTO Geisel. A escolha do entrevistado se justificou pelo cargo de chefe do Estado-Maior do III Exército e do Serviço Nacional de Informações (SNI), sendo um dos principais atores do regime militar.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.
Entrevista publicada em livro, disponível para download.
Entrevista publicada em livro.
Referência completa: OS ANOS de chumbo : a memória militar sobre a repressão / Introdução e organização [de] Maria Celina DAraujo, Gláucio Ary Dillon Soares, Celso Castro. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 1994. 326p. VISÕES do golpe: a memória militar sobre 1964 / Introdução e Organização [de] Maria Celina DAraujo, Gláucio Ary Dillon Soares, Celso Castro. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 1994. 256p. A VOLTA dos quartéis: a memória militar sobre a abertura / Introdução e organização [de] Gláucio Ary Dillon Soares, Maria Celina DAraujo, Celso Castro. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 1995. 328p.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Maria Celina D`Araujo
Gláucio Ary Dillon Soares
Data: 11/1/1993 a 15/2/1993
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 8h33min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Carlos Alberto da Fontoura
Nascimento: 11/11/1912; Porto Alegre; RS; Brasil;

Formação: Formado pela Escola Militar do Realengo (1934).
Atividade: Subchefe de Gabinete do Ministro do Exército (1965-66), chefe do Estado-Maior do III Exército (1967-69), chefe do Serviço Nacional de Informações - SNI (1969-74), embaixador em Portugal (1974-78).

Equipe


Conferência da transcrição: Leda Maria Marques Soares;

Copidesque: Leda Maria Marques Soares;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Priscila Erminia Riscado;

Temas

Ato Institucional, 5 (1968);
Carlos Alberto da Fontoura;
Costa e Silva;
Ditadura;
Exército;
Fernando Collor de Mello;
Fernando Gabeira;
Forças Armadas;
Guerrilha rural;
Guerrilha urbana;
Leitão de Abreu;
Movimento Democrático Brasileiro;
Pedro Aleixo;
Regime militar;
Serviço Nacional de Informações;
Sistema Nacional de Informações (SISNI);
Tortura;

Sumário

1ª Entrevista: 11.01.1993
Fita 1-A: Relato sobre a família, as origens, a história de vida do entrevistado; a influência da Segunda Guerra Mundial sobre as Forças Armadas brasileiras e sobre o Exército, em particular; relato sobre seus colegas de turma no Exército e sobre alguns militares com quem serviu; transferência de Santo Angelo.
Fita 1-B: Comentários sobre o contato com Castelo Branco.
Fita 2-A: Relato sobre a atuação do entrevistado no período em que servia no Rio Grande do Sul durante os governos Jânio Quadros e João Goulart e sua participação na derrubada de João Goulart.
Fita 2-B: Relato sobre os motivos que levaram os militares a realizarem o golpe militar em 1964; contato entre militares e civis durante o período de conspiração do golpe; relato sobre a preparação dos grupos militares para o golpe de 1964.

2ª Entrevista: 19.01.1993
Fita 3-A: Atuação no SNI durante o governo Médici ; razões que levaram Pedro Aleixo a não tomar posse.
Fita 3-B: Junta militar que articulou a indicação de Médici para presidente; medidas relativas à centralização da ação do Exército no combate à repressão tomadas pelo governo Médici; relato sobre a censura durante o período da transição para o governo Médici e a posição dos movimentos "de esquerda" neste período.
Fita 4-A: A instauração do AI-5 e o período de aumento da censura; ida para a chefia do Serviço Nacional de Informações (SNI); relação do Serviço Nacional de Informações (SNI) com outros órgãos, como o Centro de Informações do Exército (CIE) e relato da situação do SNI quando o entrevistado assume a chefia do órgão.
Fita 4-B: Atuação dos militares na área de espionagem e de censura durante a ditadura; imagem negativa, ligada à violência, vinculada ao presidente Médici criada durante a ditadura militar.

3ª Entrevista: 26.01.1993
Fita 5-A: Relato sobre a construção de residências para os militares que ocupavam cargos importantes no governo; informações sobre o dia-a-dia do governo Médici, destacando alguns de seus participantes; o episódio da guerrilha do Araguaia e a atuação do governo Médici.
Fita 5-B: A censura durante o governo Médici e o relato de alguns casos de corrupção durante os governos militares; relato sobre a imagem histórica criada sobre o presidente Médici, ligada a seus "excessos no poder"; chefias do Centro de Informações do Exército e do Serviço Nacional de Informações (SNI) e como estes procediam na ocorrência de uma "ação" dos movimentos de esquerda (como assaltos a banco ou seqüestros); comentários sobre os desaparecimentos durante o governo Médici; relato do entrevistado sobre a possibilidade do fim da ditadura militar após os governos Médici ou Castelo.
Fita 6-A: Visão do então presidente Médici com relação à democracia, o MDB e as cassações a políticos neste período; relação entre os órgãos de informação existentes e o dia-a dia das negociações destes órgãos diante de alguma ação da esquerda como, por exemplo, do seqüestro do embaixador americano; ameaça de morte sofrida pelo entrevistado em Lisboa e relato sobre o período em que permaneceu em Portugal como adido militar.
Fita 6-B: Relato sobre o período em que permaneceu em Portugal como adido militar; postura do governo Médici contrária a prisões violentas e à tortura durante seu governo.

4ª Entrevista: 15.02.1994
Fita 7-A: Período em que trabalhou no governo Costa e Silva como subchefe do gabinete do Ministério do Exército; difícil aceitação de Médici à sua indicação para sucessão presidencial durante a ditadura militar; a crise política brasileira e o Ato Institucional nº 5 (AI-5); projeto por parte dos integrantes do governo Médici de transferência do governo para um civil ao fim deste; a existência da tortura durante o governo Médici sem que houvesse conhecimento dos membros do governo e a relação entre tortura e censura.
Fita 7-B: Relação entre tortura e censura; relato sobre o cabo Anselmo; problemas na localização de presos políticos durante o período em que o entrevistado esteve à frente do Serviço Nacional de Informações; participação do SNI nas negociações dos seqüestros ocorridos durante a ditadura militar, em especial no governo Médici ; inexistência de hostilidade durante o governo Médici, do ponto de vista da política econômica e da segurança do país, ao capital internacional; combate à esquerda brasileira e aos partidos políticos, como o Partido Comunista Brasileiro (PCB).
Fita 8-A: Comentários sobre o surgimento e desenvolvimento da idéia de se declarar as grandes cidades área de segurança nacional e, com isso, impedir a eleição de prefeitos durante a ditadura militar; a escolha do sucessor de Médici; conclusões acerca da impossibilidade das Forças Armadas (sejam elas de qualquer lugar do mundo) poderem dirigir um país, política e administrativamente, por mais de cinco anos e a imagem dos militares no Brasil; reflexões sobre a imagem negativa deixada pelo governo Médici na história do país e sobre a censura.
Fita 8-B: Relato sobre alguns personagens pertencentes à "linha dura" durante o período militar e participação de alguns destes no governo Médici; os alunos da Escola Nacional de Informações; o debate em torno da criação do AI-5; comentários sobre as mudanças ocorridas na Forças Armadas, como a da propaganda das Forças Armadas na televisão, e as que deveriam ocorrer; conclusão do entrevistado.
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