Carlos Sant'anna

Entrevista

Carlos Sant'anna

Entrevista realizada no contexto do projeto "Memória do setor petrolífero no Brasil: a história da Petrobrás", na vigência do convênio entre o CPDOC/FGV e o SERCOM/Petrobrás (1987-90). O projeto resultou no catálogo de entrevistas "Memória da Petrobrás: acervo de depoimentos", Rio de Janeiro: Sercom/Petrobras, 1988, 142p e no livro "A questão do petróleo no Brasil: uma história da Petrobrás", de autoria de José Luciano Dias e Maria Ana Quaglino (Rio de Janeiro, FGV/Petrobrás, 1993). Este livro possui apenas trechos de algumas entrevistas e está disponível para download: clique aqui A escolha do entrevistado se justificou pelos seus cargos como assistente administrativo e, posteriormente, diretor da Petrobras.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Cláudia Maria Cavalcanti de Barros Guimarães
Zairo Borges Cheibub
José Luciano de Mattos Dias
Data: 10/6/1988 a 14/10/1988
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 3h30min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Carlos Sant`anna
Nascimento: 11/8/1930; Belo Horizonte; MG; Brasil;

Formação: Cursos de História e Geografia da Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil.
Atividade: Ingressou na Petrobrás como Assistente Administrativo em 1958. Foi secretário da Comissão de Abastecimento de Petróleo (COBAST), de 1961 a 1964. Chefiou o Escritório Comercial de Petróleo e Derivados (ECOPE). Em 1965, assumiu a direção da Assessoria Técnica do Departamento Comercial (DECOM) e, em 1968, a Superintendência do Órgão. Em 1972, assumiu a Direção da Petrobrás Internacional S.A. (BRASPETRO). Vice-Presidente da Interbrás a partir de 1976 assumiu em 1978 sua Presidência e o cargo de Diretor da Petrobrás.

Equipe

Levantamento de dados: Cláudia Maria Cavalcanti de Barros Guimarães;José Luciano de Mattos Dias;Zairo Borges Cheibub;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Cláudia Maria Cavalcanti de Barros Guimarães;José Luciano de Mattos Dias;Zairo Borges Cheibub;

Conferência da transcrição: José Luciano de Mattos Dias;

Copidesque: Arthur Silva Pinto da Rocha;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Sandra Soares;

Temas

Albino Silva;
Carlos Sant'Anna;
Comércio internacional;
Comissão parlamentar de inquérito;
Conselho Nacional do Petróleo;
Ernesto Geisel;
Francisco Mangabeira;
Golpe de 1964;
Indústria petroquímica;
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística;
Jânio Quadros;
Mercado;
Militares;
Oriente Médio;
Petrobras;
Petróleo;
Planos econômicos;
Política energética;
Repressão política;

Sumário

1ª Entrevista: Primeiros estudos em Juiz de Fora; mudança para o Rio de Janeiro (1950); recenseador do IBGE; origens e formação religiosa da família: a seita metodista; estatístico do IBGE (1951-1957); a escolha do curso de geografia e história na Faculdade de Filosofia (1952-1956); participação em pesquisa de mercado da Petrobrás sobre o consumo de solventes na área de São Paulo; o convite de Emerson Serbeto de Barros para trabalhar na Petrobrás (1958); impossibilidade de envolvimento na Campanha do Petróleo e na política estudantil; o nível salarial da Petrobrás e dos outros empregos do entrevistado; a admissão na Petrobrás: prestação de serviços e concurso para assistente administrativo; a formação do quadro de pessoal da Petrobrás; o trabalho na área comercial da empresa: os contratos do Petróleo (1958); funções do Escritório de Petróleo e Derivados: a compra do petróleo no mercado internacional e a administração do suprimento interno; dificuldades iniciais encontradas pela Petrobrás: o processamento do petróleo baiano e sua exportação; o mercado brasileiro de petróleo; o domínio das companhias multinacionais: da produção à distribuição; a estabilidade dos preços dos derivados na década de 50; o decreto que instituiu o monopólio de importação de petróleo (1963); o contrato comercial entre a Marinha e a Petrobrás: reações; a gestão de Francisco Mangabeira na presidência da Petrobrás: o processo de politização da empresa; o Grupo 1 e a proposta de demissão coletiva contra as discriminações; o general Albino Silva e os contratos com as grandes companhias: pressões; o contrato com a Esso: repercussões na imprensa e instalação da CPI; o reflexo da crise econômica do país na Petrobrás; atuação política do sindicato dos petroleiros na Petrobrás no início da década de 60; pressões na chefia interina do Escritório Comercial (Ecope); o conflito entre Janary Nunes e Alexínio Bittencourt; pressões políticas sobre a Petrobrás no início da década de 60; a presença dos militares na Petrobrás a partir de 64; o poder dos trustes internacionais de petróleo; atuação na implantação do monopólio da importação do petróleo: o problema do subfaturamento; a importância da Fronape para a comercialização; as funções do Ecope; relações entre o CNP e a Petrobrás; o CNP e os excedentes da produção da Refinaria de Capuava; a atuação de Geisel; o relacionamento da Petrobrás com os ministros das Minas e Energia; principais problemas da política e estrutura de preços de petróleo; Jânio Quadros e a Instrução 204: importância para a Petrobrás; a implantação da atividade de distribuição de derivados pela Petrobrás: o Ecope, o Edipe (Escritório de Distribuição), o Decom (Departamento Comercial) e a Petrobrás Distribuidora; a prisão em 1964: o DOPS, a Ilha das Flores e o retorno à Petrobrás; Emerson Serbeto e o novo começo no Ecope; Ademar de Queiroz e a reconciliação da empresa; na superintendência do Decom (1968-1972)............... 46

2ª Entrevista: A fixação dos preços dos derivados e o Imposto Único; o mercado internacional de petróleo; os custos de produção internos; Cobast, origem e evolução; o planejamento e a coordenação na Petrobrás: as dificuldades com o tamanho da empresa............... 58

3ª Entrevista: Revolução de 1964: prisão e retomada da carreira na empresa; as perseguições políticas e pessoais; a atuação do marechal Ademar de Queiroz; primeiras tentativas de vinculação das compras de petróleo à exportação de mercadorias brasileiras: razões do fracasso; novas tentativas: sucesso com a Interbrás e a Braspetro; as mudanças no Departamento Comercial; a criação das subsidiárias: atuação em áreas não incluídas no monopólio; os problemas do monopólio; a Petroquisa; as dificuldades para a implantação das subsidiárias: conflitos internos e com o governo; a BR Distribuidora; a Braspetro............... 79

4ª Entrevista: A participação pessoal na administração da Braspetro; disputas com a Vale do Rio Doce e com o Banco do Brasil: atuação da Braspetro como trading; a criação da Interbrás, o recrutamento de pessoal; os contratos com os países do Oriente Médio; visão pessoal acerca da criação das tradings no Brasil: razões de seu fracasso relativo; as dificuldades da Interbrás: crescimento descoordenado das operações; os problemas da comercialização de produtos brasileiros; a exportação de produtos industriais: a estratégia de marketing; a participação reduzida da Petrobrás nos órgãos estatais de formulação da política de comércio exterior; a criação das subsidiárias da Interbrás no exterior: paraísos fiscais e operações off-shore importações durante o Plano Cruzado; definição de sua carreira pessoal e avaliação da situação do país............... 106
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