Carlos Walter Marinho Campos

Entrevista

Carlos Walter Marinho Campos

Entrevista realizada no contexto do projeto "Memória do setor petrolífero no Brasil: a história da Petrobrás", na vigência do convênio entre o CPDOC/FGV e o SERCOM/Petrobrás (1987-90). O projeto resultou no catálogo de entrevistas "Memória da Petrobrás: acervo de depoimentos", Rio de Janeiro: Sercom/Petrobras, 1988, 142p e no livro "A questão do petróleo no Brasil: uma história da Petrobrás", de autoria de José Luciano Dias e Maria Ana Quaglino (Rio de Janeiro, FGV/Petrobrás, 1993). Este livro possui apenas trechos de algumas entrevistas e está disponível para download: clique aqui A escolha do entrevistado se justificou pelo seus cargos como assistente do Conselho Nacional do Petróleo e diretor da Petrobras. A entrevista foi também utilizada no livro ENTRE-VISTAS: abordagens e usos da história oral. / Marieta de Moraes Ferreira (Coordenação); Alzira Alves de Abreu... [et al]. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getulio Vargas, 1998. 316p. il. Este livro possui apenas trechos de algumas entrevistas e está disponível para download: clique aqui
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Maria Ana Quaglino
Plínio de Abreu Ramos
Data: 26/5/1988 a 21/6/1988
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 6h50min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Carlos Walter Marinho Campos
Nascimento: 15/2/1928; Barbacena; MG; Brasil;

Formação: Faculdade de Engenharia da Escola de Minas de Ouro Preto.
Atividade: Geólogo Assistente do Conselho Nacional do Petróleo (CNP), admitido em fevereiro de 1953. Transferiu-se para Petrobrás em 1954. Foi geólogo Assistente da Superintendência Regional da Amazônia, Geólogo de Distrito da Região de Exploração Norte e Superintendente desta mesma região. Foi chefe de Departamento de Exploração e Superintendente- geral do Departamento de Exploração. Foi Diretor da Petrobrás de 1979 a 1985. Empreendeu com sucesso uma política de exploração de petróleo em águas profundas, concentrando as pesquisas na Bacia de Campos.

Equipe

Levantamento de dados: Maria Ana Quaglino;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Maria Ana Quaglino;

Conferência da transcrição: José Luciano de Mattos Dias;

Copidesque: Leda Maria Marques Soares;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Maria Ana Quaglino;Sandra Soares;

Temas

Amazônia;
Capital estrangeiro;
Carlos Walter Marinho Campos;
Centros de pesquisa;
Ciência e tecnologia;
Conselho Nacional do Petróleo;
Contrato de risco;
Empresas estatais;
Empresas estrangeiras;
Engenharia;
Ernesto Geisel;
Eugênio Gudin;
Francisco Mangabeira;
Geologia;
Golpe de 1964;
Hélio Beltrão;
Indústria petroquímica;
Instituições científicas;
Janary Nunes ;
Jânio Quadros;
Jarbas Passarinho;
Juscelino Kubitschek;
Militares;
Petrobras;
Petróleo;
Política energética;
Pós - graduação;
Shigeaki Ueki;
Sindicatos de trabalhadores;
Universidade Federal de Ouro Preto;

Sumário

1ª Entrevista: O nascimento em Barbacena; o pai, pequeno proprietário rural, e a mãe, professora; o grupo escolar em Antônio Carlos e o curso ginasial em Barbacena; a ida para Ouro Preto em 1946, cursando o terceiro ano científico; entrada na Escola de Minas de Ouro Preto em 1947; formatura em dezembro de 1952; a admissão no CNP no início de 1953, já sabendo que passaria à Petrobrás; o curso da Escola de Minas de Ouro Preto: a qualidade da formação recebida, o prestígio quando aguardava a admissão na Companhia Siderúrgica Nacional; o salário no CNP; a ausência de mobilização em torno da Campanha do Petróleo na Escola de Minas de Ouro Preto, a pouca militância estudantil do entrevistado; a relação dos cursos da Escola de Minas com o conhecimento acerca da geologia do petróleo; a inexistência de cursos de geologia no Brasil e a necessidade da formação nos Estados Unidos; a sólida fundamentação dos cursos de engenharia da Escola de Minas, mas seu aspecto pouco pragmático; a utilidade de uma boa formação básica; a capacidade de compreensão e o aprendizado decorrente; uma avaliação sobre a evolução da Escola de Minas de Ouro Preto, seu ápice no período 1935-1945 e o declínio posterior; o estado atual dos cursos de engenharia; a necessidade de formação básica; perfil do professor Fleury da Rocha, diretor da Escola de Minas; os importantes alunos saídos da Escola de Minas: Francisco Sá, Israel Pinheiro, Euvaldo Lodi; os importantes geólogos brasileiros egressos da Escola de Minas: Gonzaga de Campos, Euzébio Paulo de Oliveira, Glycon de Paiva; o processo de admissão no CNP; os vários empregos possíveis e a opção pelo CNP; a estada na Bahia, o contato com Pedro de Moura; a ida para o trabalho de exploração no Maranhão; a pesquisa no Maranhão; o contato com o geólogo Wilhelm Kegel, do Departamento Nacional da Produção Mineral (DNPM), e o convite para estudar geologia na faixa de afloramento das rochas paleozóicas no Piauí; perfil de Wilhelm Kegel e importância da experiência adquirida no contato; a continuação do trabalho de pesquisa no Maranhão; a rivalidade entre o engenheiro de sondagem e o geólogo: a experiência do entrevistado; os estrangeiros contratados pelo CNP para assessoria técnica; o trabalho de assistente do geólogo Richard Blankennagel na bacia do Maranhão; o trabalho com os geólogos alemães trazidos por Pedro de Moura; descrição das etapas do trabalho de geologia de campo; a evolução dos métodos e das técnicas; a geologia de subsuperfície: os especialistas envolvidos, onde se executa e os objetivos; os métodos geofísicos na pesquisa de petróleo e sua evolução; o condicionamento das descobertas de petróleo aos avanços técnicos; defesa do aproveitamento comercial do gás do petróleo nos poços da Amazônia; as dificuldades de comunicação entre o campo e as sedes regionais do CNP; as condições de trabalho dos geólogos de campo na época: relato de alguns episódios; a aquisição de equipamentos importados pelo CNP; a passagem do acervo do CNP para a Petrobrás em Testa Branca; a composição da equipe de campo do entrevistado; a subordinação administrativa da bacia do Maranhão; Décio Savério Oddone, chefe em Belém; a trajetória profissional do entrevistado até 1956; a indicação de petróleo no poço de Balsas em Testa Branca: repercussão na imprensa e relato de um acidente............... 27

2ª Entrevista: A deficiência do ensino universitário e sua repercussão sobre as novas gerações; as primeiras companhias geofísicas contratadas: a United Geophysical Company e a Geophysical Service Incorporation; os primeiros contatos do entrevistado com essas firmas; perfil de Peter Rush; contato com Fernando Floyd; a ausência de cursos de geofísica no Brasil: a formação do geofísico; as áreas onde a United Geophysical Company atuou; as principais técnicas geofísicas utilizadas na época e o avanço tecnológico no setor; a divisão do trabalho de geofísica entre os técnicos americanos e brasileiros; a política de treinamento técnico no exterior na gestão de Walter Link no Departamento de Exploração; o curso de mestrado na Colorado School of Mines e a ordem de retorno de Mr. Link ao entrevistado por ocasião dos preparativos para iniciar a tese; o contato com a firma Prakla e seus técnicos; a questão da pesquisa de petróleo no Brasil: o problema da falta de recursos tecnológicos, a grande contribuição geral dos contratos de risco; Lauro Vieira: primeiro superintendente dos contratos; o principal objetivo dos contratos de risco; o caso das bacias paleozóicas; os resultados da Petrobrás a partir da vigência dos contratos; a postura do pessoal da Petrobrás frente aos mesmos; a expectativa do entrevistado em relação aos resultados advindos dos contratos; a questão da divulgação dos termos básicos dos contratos de risco: o panfleto da Superintendência de Exploração (Supex), as cópias dos contratos enviadas ao Congresso Nacional e a posição do entrevistado sobre o assunto; a falta de inovações nos métodos empregados por quase todas as contratantes; perfil do especialista William Fischer e sua opinião sobre a experiência dos contratos de risco; o contato do entrevistado com Walter Link; a honestidade de propósitos do geólogo americano, seus aliados e opositores; a saída de Link da Petrobrás; o posicionamento da área de exploração no organograma da Petrobrás nas gestões de Pedro de Moura e de Franklin Gomes; o distanciamento dos geólogos dos cargos de direção da Petrobrás até a nomeação de Shigeaki Ueki; defesa da nomeação de geólogos competentes para cargos relacionados à pesquisa de petróleo; a trajetória do entrevistado no Departamento de Exploração e Produção; a colaboração do entrevistado e de outros geólogos brasileiros na confecção do relatório Link; o erro na avaliação da bacia paleozóica da Amazônia; o período de Janary Nunes na presidência da Petrobrás; perfil do mesmo; os presidentes da Petrobrás que marcaram época; as críticas de Eugênio Gudin à Petrobrás; a área geográfica abrangida pelo Distrito de Exploração e Perfuração do Nordeste; as atividades de pesquisa e perfuração da bacia do Rio Grande do Norte: os dois poços do CNP, o abandono da bacia e o episódio da descoberta de petróleo; a questão da precisão técnica e do acaso na descoberta de petróleo; as áreas abrangidas pela Superintendência Regional da Amazônia; comentários sobre a descoberta de Nova Olinda; a criação do Centro de Aperfeiçoamento e Pesquisa do Petróleo (Cenap) e sua importância na formação do geólogo brasileiro; os cursos de geologia no Brasil; os cursos de pós-graduação no exterior; perfil de Hélio Falcão; contato do entrevistado com Francisco Mangabeira; o trabalho de mapeamento geológico na bacia do Tucano; reestruturação administrativa na Região de Produção da Bahia: nenhuma interferência no trabalho dos técnicos no campo............... 63

3ª Entrevista: O funcionamento do Distrito de Belém da Superintendência Regional da Amazônia em 1960: a substituição da chefia estrangeira: a ida do entrevistado para Belém, transferido por esta necessidade; o comportamento de alguns geólogos e sondadores americanos contratados pela Petrobrás na Amazônia; contato com o superintendente regional da Amazônia, major Jarbas Passarinho; a carreira do entrevistado na Superintendência Regional da Amazônia (1960-1967); a atuação de Jarbas Passarinho e do coronel José Pinto Rabelo na Superintendência da Amazônia; a carreira de ambos após a saída da Petrobrás; atrito do entrevistado com o chefe americano do Distrito de Belém; as conseqüências práticas do movimento de 64 para a cidade de Belém; a gestão de Geonísio Barroso: a questão da mudança da sede da Petrobrás para a Bahia; opinião do entrevistado sobre Jânio Quadros; Geonísio Barroso, perfil e realizações; a resistência de civis à presença dos militares em certas áreas da Petrobrás; a questão da representação sindical nos anos 60: o despreparo dos sindicalistas e a legitimidade dos sindicatos; a posição contrária da Associação dos Engenheiros à ação do sindicato na época; a organização sindical na região da Superintendência da Amazônia; a opção do entrevistado de não participar de qualquer entidade representativa desde o tempo de estudante; as acusações de membros do sindicato a Pedro de Moura: a impossibilidade de auxílio da parte do entrevistado e as conseqüências do fato para este último; os conselhos de Jarbas Passarinho em episódio da carreira do entrevistado; a Comissão de Investigações sob a presidência do marechal Nilo Sucupira em Belém após o movimento de 64: os depoimentos por escrito, as demissões, as prisões e a atuação do entrevistado neste processo; opinião sobre as conseqüências da deterioração da autoridade; a importância do curso de atualização em técnicas de exploração realizado nos Estados Unidos em 1962: o contato com técnicos de renome e sua influência no trabalho desenvolvido pelo entrevistado nos anos seguintes na Petrobrás; a transferência de Belém para o Rio de Janeiro em 1967: o trabalho de assistente do Superintendente do Departamento de Exploração e Produção e a nomeação para chefe da Divisão de Exploração do Departamento; a contribuição do entrevistado para o aperfeiçoamento dos técnicos da Petrobrás na área de exploração e para a organização do curso de pós-graduação em engenharia de petróleo em Ouro Preto; a transferência deste curso para a Unicamp; a extinção dos cursos do Cenap; perfil de Maurício Lansky; perfil de Juscelino Kubitschek; a indicação para a superintendência da Região de Exploração do Norte; a dispersão dos órgãos da Petrobrás por diversas áreas do Rio de Janeiro; o episódio dos dois técnicos russos sobre as possibilidades de petróleo no Brasil; a necessidade de uma análise periódica das bacias sedimentares............... 112

4ª Entrevista: A gestão de Francisco Mangabeira na Petrobrás: a ausência de disciplina; a interferência dos sindicatos na Superintendência da Região Norte; as medidas de alcance social adotadas pela Petrobrás; crítica aos critérios de promoção no período de Francisco Mangabeira; a questão da absorção da associação dos engenheiros pelo sindicato no início dos anos 60; a evolução técnica no trabalho de geologia de campo; assistente do geólogo-chefe na turma de geologia número oito (TG8) em Tucano; resultados obtidos no mapeamento da bacia do Tucano; a omissão de créditos a trabalhos realizados: uma prática corrente; a administração do marechal Ademar de Queiroz; perfil dos demitidos em Belém após o movimento de 64; a importância da Associação de Assistência Recíproca Petroleira Estatal Latino-Americana (Aipel) para o desenvolvimento da indústria de petróleo; a atuação da Petrobrás na área de exploração no exterior: a questão dos contratos com o Iraque após a descoberta de campos de petróleo; a criação da Braspetro: o atraso na tomada desta decisão e a recomendação de Walter Link neste sentido; as providências tomadas pela Petrobrás entre 1967 e 1968 para operar no mar: José Levindo Carneiro na coordenação da construção da Petrobrás I e a contratação de uma sonda americana para a plataforma do Espírito Santo; os inconvenientes do transporte de pessoal por mar até as plataformas: a experiência do entrevistado e a adoção do helicóptero como meio de transporte; a extração de petróleo na bacia de Todos os Santos: a importância de Yvan Barretto de Carvalho no caso; a contribuição do entrevistado na descoberta do campo de Guaricema em Sergipe; as formas de recrutamento de pessoal: os convênios das universidades com a Petrobrás; a indicação do entrevistado para representar o presidente da Petrobrás na Conferência de Embaixadores dos Países da Bacia Amazônica (1966); o convite para assistente do superintendente geral de exploração e Produção no Rio de Janeiro; na chefia da Divisão de Exploração: o relacionamento do entrevistado com os superintendentes do Departamento de Exploração e Produção, a departamentalização; a organização dos serviços de perfuração no mar através de um órgão especial: o pessoal alocado, a necessidade de autonomia e a extinção do órgão; os objetivos dos estudos estatísticos e de viabilidade econômica dos campos de petróleo realizados pelo entrevistado; a questão dos orçamentos para a área de exploração: a responsabilidade do entrevistado; defesa da gestão do general Ernesto Geisel: a polêmica sobre a prioridade para o refino em detrimento da exploração; o esgotamento em 1968 das técnicas disponíveis para estudar as características geomorfológicas das bacias paleozóicas: a utilização de fotografias aéreas desde o final dos anos 50, a participação da FAB no caso da Amazônia e o emprego de técnicas especiais na bacia do Paraná; a confirmação das previsões do relatório Link: descobertas dependentes dos avanços técnicos na área de geofísica; a utilização atual de dinamite e de outros métodos mais modernos nos trabalhos de geofísica............... 132

5ª Entrevista: A experiência do entrevistado como orador em simpósio no Espírito Santo em 1968; viagem ao Equador, Peru e Colômbia como assessor do vice-presidente da Braspetro em 1971, e reinício da exploração de petróleo na Amazônia; papel do entrevistado na descoberta de petróleo ao longo do rio Juruá; o início das atividades da Braspetro: a utilização de técnicos cedidos pela Petrobrás ou formados por esta; as causas das dificuldades e dos sucessos da Petrobrás na área de exploração ao longo de sua existência e o caráter infundado das críticas formuladas à sua política ou exploração desde os seus primórdios; crítica à política do governo com relação à Petrobrás; os problemas da Petrobrás decorrentes de seu caráter estatal e dos erros do governo: o exemplo do monopólio do fornecimento de combustíveis líquidos a órgãos do governo, a questão da distribuição dos postos da BR-Distribuidora e o caso do Pró-Álcool; o papel do entrevistado nas descobertas de petróleo em Campos e no campo de Guaricema............... 149

6ª Entrevista: O trabalho do geólogo na avaliação das possibilidades petrolíferas de uma determinada área: o caso da plataforma continental brasileira; a ocorrência de boas condições de geração e acumulação de petróleo na área mencionada; a profundidade alcançada nos poços da bacia de Campos; as áreas mais profundas exploradas no mundo; a distribuição de petróleo na crosta terrestre; a relatividade do conceito da país auto suficiente em petróleo; a importância de Pedro de Moura no descobrimento de petróleo em escala comercial no Recôncavo Baiano; as possibilidades de inutilização de um poço de petróleo; a proveniência e as características das primeiras plataformas de petróleo; o grande desenvolvimento da construção no Brasil de plataformas fixas para a bacia de Campos; as modalidades de plataformas de perfuração e de produção; razões para o desinteresse da Petrobrás pelas plataformas complacentes; relato de dois acidentes relacionados à implantação do sistema antecipado de produção da bacia de Campos; razões para a substituição do sistema: o surgimento de tecnologia menos complexa; a complexidade e o custo de uma plataforma de petróleo; a nacionalização da produção dos equipamentos utilizados; a localização da válvula de segurança do poço; o sistema de produção e transporte de petróleo no mar; a atuação da Paulipetro na bacia do Paraná; a origem dos técnicos da Paulipetro; a posição do entrevistado frente aos contratos de risco; o convite para superintendente dos contratos; a atuação do entrevistado na escolha das áreas abrangidas pelos mesmos; o papel das empresas estrangeiras contratadas no contexto das pesquisas de petróleo no Brasil; a posição do entrevistado com relação aos nacionalistas favoráveis à extinção dos contratos e a moratória da dívida brasileira; onde e em que condições deve atuar o capital estrangeiro no Brasil; a superação do conceito de plataforma central; o convite para diretor da Petrobrás; os percalços de uma reunião em Brasília com franceses representantes de um laboratório alemão: um método infalível para descobrir petróleo, o parecer do entrevistado dirigido ao ministro Ueki; a participação do entrevistado na elaboração dos planos globais de investimento da empresa e o objetivo do plano para a área de exploração em vigor durante a permanência de Shigeaki Ueki na presidência; o relacionamento entre o entrevistado, como superintendente do Departamento de Exploração, e o diretor José Marques Neto; razões do sucesso da administração Ueki na Petrobrás; a criação do Grupo Executivo de Desenvolvimento da Bacia de Campos (Gecam) e o papel dos órgãos paralelos no desenvolvimento da empresa; perfil do diretor José Marques Neto; o relacionamento deste último com Orfila Lima dos Santos; a divisão de tarefas na diretoria; a subordinação do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento (Cenpes) à diretoria do entrevistado; razões da saída do entrevistado da diretora: um antigo desentendimento com Antonio Seabra Moggi e o discurso do entrevistado em solenidade do Cenpes; a decepção com Hélio Beltrão e a aposentadoria; o papel de Antonio Seabra Moggi no treinamento de pessoal técnico através do Cenap; a ênfase na área de exploração e nas pesquisas aplicadas: os objetivos propostos pelo entrevistado para o Cenpes; a crise de autoridade na Nova República; a contribuição do entrevistado para o desenvolvimento da Petrobrás: o incentivo à produção no mar, à criação de uma mentalidade de inovação tecnológica contínua e de treinamento de pessoal constante; o estilo administrativo do entrevistado enquanto diretor da Petrobrás; as relações entre a diretoria contemporânea do entrevistado; a resistência à idéia da exploração de petróleo em águas profundas; a questão dos contratos de risco, subordinados à diretoria do entrevistado: a tentativa de trazer os contratos para a bacia de Campos e o papel de Hélio Beltrão no caso da Chevron; o discurso de posse de Wagner Freire, sucessor do entrevistado; os atributos de um bom gerente; os resultados da Petrobrás na área de exploração a partir da Nova República; a passagem pelo Cenpes antes da aposentadoria; o apoio de Antônio de Almeida Neves à permanência do entrevistado na diretoria; contra a política do governo de cortes nos investimentos da Petrobrás; a necessidade de uma vigilância constante sobre as práticas administrativas da empresa na atualidade............... 198
Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados