Casimiro Ribeiro II

Entrevista

Casimiro Ribeiro II

Entrevista realizada no contexto do projeto "Memória do Banco Central do Brasil", na vigência do convênio entre o Banco Central e o CPDOC-FGV, firmado em 1989. O projeto objetiva uma série de publicações acerca dos dirigentes do banco e figuras de destaque na vida econômica do país, das quais "Octavio Gouvêa Bulhões: depoimento" e "Dênio Nogueira: depoimento" já encontram-se à disposição. A escolha do entrevistado se justificou por ter sido membro da primeira diretoria do Banco Central, podendo oferecer informações sobre a criação do BC.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Eduardo Raposo
Plínio de Abreu Ramos
Data: 21/9/1989 a 5/10/1989
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 7h30min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Casimiro Antônio Ribeiro
Nascimento: 19/10/1922; Joinville; SC; Brasil;

Formação: Direito com pós-graduação em Economia pela London School.
Atividade: Professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Equipe

Levantamento de dados: Eduardo Raposo;Plínio de Abreu Ramos;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Eduardo Raposo;Plínio de Abreu Ramos;

Conferência da transcrição: Plínio de Abreu Ramos;

Copidesque: Verena Alberti;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Ignez Cordeiro de Farias;Plínio de Abreu Ramos;

Temas

Banco Central do Brasil;
Banco do Brasil;
Câmbio;
Carteira de Câmbio do Banco do Brasil;
Carteira de Redesconto do Banco do Brasil;
Casimiro Ribeiro;
Celso Furtado;
Dívida externa;
Economia;
Economistas;
Fundo Monetário Internacional;
Governo Castelo Branco (1964-1967);
Governo Costa e Silva (1967-1969);
Governo João Goulart (1961-1964);
Governo Juscelino Kubitschek (1956-1961);
Inflação;
Instituições financeiras;
Otávio Gouvêa de Bulhões;
Plano Trienal de Desenvolvimento Econômico e Social (1963-1965);
Política econômica;
Política financeira;
Superintendência da Moeda e do Crédito (Sumoc);

Sumário

1a. Entrevista: Origens familiares; início da vida profissional: ingresso no Banco do Brasil por concurso (1942) e como professor na Faculdade de Ciências Econômicas (1956); a resistência do Banco do Brasil à tese de constituiçäo de um banco central independente e a atuaçäo do entrevistado naquele contexto; críticas à criaçäo de um banco rural e de um banco de comércio exterior; o contato com dr. Octávio Gouvêa de Bulhöes e a criaçäo da Superintendência da Moeda e do Crédito-Sumoc (1945); distorçöes resultantes do funcionamento inicial da Sumoc articulada ao Banco do Brasil; atuaçäo do entrevistado na Sumoc, onde ingressou em 1953; atuaçäo do entrevistado em reuniäo com Brochado da Rocha, durante o governo parlamentarista de Joäo Goulart, e a redaçäo de lei delegada que criaria o Banco Central do Brasil; participaçäo do entrevistado na redaçäo do Plano Trienal durante a gestäo de Celso Furtado no Ministério Extraordinário para Assuntos de Planejamento (01.1963-03.1964); contradiçöes entre a teoria e a prática no exercício da profissäo de economista: a experiência acadêmica e a funçäo pública; pressöes desencadeadas contra o Plano Trienal; pedido de demissäo do cargo de chefe do Departamento Econômico da Sumoc; a questäo da independência do Banco Central e o papel do Conselho Monetário Nacional; a necessidade de coordenaçäo da política fiscal e da política monetária; a criaçäo do Balancete Consolidado das Autoridades Monetárias (segundo governo Vargas); comentários sobre a seriedade do governo Castelo Branco, especialmente da equipe econômica, e a criaçäo do Banco Central; acumulando os cargos de chefe da Divisäo de Estudos Monetários da Sumoc e de consultor do Conselho de Desenvolvimento (governo Juscelino Kubitschek); estágio no Banco da Inglaterra, curso de moeda e crédito na London School e viagens aos Estados Unidos preparando-se para trabalhar no futuro Banco Central; mudanças na equipe econômica do governo e na diretoria do Banco Central no início do governo Costa e Silva; a escolha de dr. Octávio Gouvêa de Bulhöes para o Ministério da Fazenda e o convite feito ao entrevistado e a Dênio Nogueira para a Carteira de Redesconto e para a presidência da Sumoc (1964); acumulando a diretoria da Carteira de Redesconto com a Carteira de Câmbio (governo Castelo Branco); pressöes contra o andamento do projeto do Banco Central (1964); a questäo do depósito compulsório; retrocesso do Banco Central com a criaçäo da conta de movimento............................................ 1 a 46

2a. Entrevista: O Banco Central na mudança de governo de Castelo Branco para Costa e Silva: a nova administraçäo e a insatisfaçäo do Banco do Brasil; concessöes feitas ao Banco do Brasil na fase de implantaçäo do Banco Central; como diretor da Carteira de Redesconto do Banco do Brasil e da Caixa de Mobilizaçäo Bancária; comentários sobre o papel da Carteira de Redesconto; transferência da Carteira de Redesconto do Banco do Brasil para o Banco Central; a transferência de funcionários da Sumoc e do Banco do Brasil para o recém-criado Banco Central do Brasil; dificuldades na administraçäo da Carteira de Redesconto e o apoio do ministro da Fazenda dr. Octávio Gouvêa de Bulhöes; os principais problemas enfrentados na direçäo da Carteira de Redesconto: a questäo da taxa de juro, inflaçäo, distorçöes tarifárias, câmbio, balanço de pagamentos, explicaçöes ao FMI, a lei da usura, introduçäo da correçäo monetária; o controle de crédito e a falência ou crescimento de algumas instituiçöes financeiras; comentários sobre a qualidade do banqueiro brasileiro; o Banco Central e a Bolsa de Valores; necessidade de criar o Banco Central durante o governo Castelo Branco; comentários sobre negociaçöes e rompimento com o FMI (governo Kubitschek); relaçäo crise/desenvolvimento; a questäo da dívida externa e dos juros internacionais; atrito entre o Banco do Brasil e o Banco Central motivado pela questäo da conta de movimento e da base monetária............................................ 46 a 94

3a. Entrevista: O Banco Central, o Sistema Nacional de Crédito Rural e o Fundo de Fertilizantes; como presidente da Associaçäo dos Bancos de Investimento combatendo a idéia de criaçäo de um banco de comércio exterior; comentários sobre banco privado e banco estatal; interferência política no Banco do Brasil e a resistência dos funcionários; o Banco do Brasil como formador de uma elite profissional; a questäo do crédito rural; orçamento monetário, open market, depósito compulsório e redesconto; reduçäo ou expansäo da base monetária no Banco Central; o controle do mercado de capitais pelo Banco Central e a posterior criaçäo da Comissäo de Valores Mobiliários (CVM); papel do ministro da Fazenda no Conselho Monetário Nacional e a formulaçäo da política monetária................................... 94 a 118
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