Cleanto de Paiva Leite III

Entrevista

Cleanto de Paiva Leite III

Entrevista realizada no contexto do projeto "Memória do setor de energia elétrica: fase pré-operacional da Eletrobrás (1953 a 1962)", na vigência do convênio entre o CPDOC-FGV e o Centro da Memória da Eletricidade no Brasil (1987-88). Informações sobre o acervo produzido no contexto deste projeto podem ser obtidas em "Programa de História Oral da Memória da Eletricidade: catálogo de depoimentos" (Rio de Janeiro, Centro da Memória da Eletricidade no Brasil, 1990). A escolha do entrevistado se justificou por sua atuação como membro da Assessoria Econômica do segundo governo Vargas (1950-1954) que formulou o projeto de criação da Eletrobrás.
Forma de Consulta:
Entrevista datilografada disponível na Sala de Consulta do CPDOC.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Plínio de Abreu Ramos
Ana Maria Ladeira Aragão
Data: 19/2/1988
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 1h15min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Cleanto de Paiva Leite
Nascimento: 24/3/1921; João Pessoa; PB; Brasil;

Falecimento: 7/10/1992; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Formação: Faculdade de Direito da Universidade de Pernambuco; pós-graduação na London School of Economics, na Universidade de Columbia e na Universidade de New York.
Atividade: Assessoria Econômica da Presidência da República (1951-1954); diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento - BNDE (1953-1956, 1958-1962); diretor executivo do Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID (1960-1964).

Equipe

Levantamento de dados: Plínio de Abreu Ramos;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Plínio de Abreu Ramos;

Conferência da transcrição: Verena Alberti;

Copidesque: Verena Alberti;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: José Luciano de Mattos Dias;

Temas

Assessoria Econômica da Presidência da República;
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico;
Cleanto de Paiva Leite;
Comissão Mista Brasil - EUA (1951-1953);
Eletrobrás;
Empresas estrangeiras;
Energia elétrica;
Getúlio Vargas;
Governo Getúlio Vargas (1951-1954);
Governo Juscelino Kubitschek (1956-1961);
Governos militares (1964-1985);
Política econômica;
Política energética;

Sumário

1ª Entrevista: Entrada na Assessoria Econômica do segundo governo Vargas; vindo do DASP e das Nações Unidas, convocado por Rômulo Almeida em 1951; a organização da Assessoria; a falta de apoio de Getúlio no Congresso, a necessidade de se contornar o cerco político conservador; o fracasso desta tentativa em 1954; a nomeação de ministros conservadores com o objetivo de garantir apoio partidário; o alto preço da aprovação dos grandes projetos de Vargas; a organização dos interesses conservadores; a Assessoria como forma de governo paralelo: sua estrutura informal; o procedimento de trabalho e a divisão de tarefas segundo setores especializados na Assessoria; a atuação de Getúlio na articulação do trabalho, relação com os ministros e o processo de consulta à Assessoria; a composição da Comissão Mista Brasil-Estados Unidos e sua instalação em julho de 1951; os projetos da Comissão relativos à energia elétrica e à infra-estrutura econômica em geral; a relação com o financiamento externo; a extinção da Comissão em 1953; o esquema de financiamento dos projetos da Comissão Mista: Eximbank e BNDE; o pacote de projetos relativos à eletricidade no governo Vargas: o Imposto Único sobre Energia Elétrica, o Fundo Federal de Eletrificação, o Plano Nacional de Eletrificação e as Centrais Elétricas Brasileiras; a estratégia de apresentação dos projetos; as dificuldades com os dois últimos projetos; o controle estrangeiro sobre a produção de energia e a resistência parlamentar à Eletrobrás; a articulação política das empresas estrangeiras no Brasil; o grau de sigilo na elaboração dos projetos; o contato com as empresas estrangeiras: busca de informações; a aprovação do Fundo Federal de Eletrificação no governo Café Filho e as dificuldades com a Eletrobrás; a escassez de investimentos estrangeiros na produção de energia e o papel do setor público; a manutenção do controle das empresas estrangeiras sobre a distribuição; o papel estratégico do investimento público no setor; a distribuição do investimento público entre os projetos das firmas particulares nacionais e estrangeiras: a experiência com as empresas estaduais e com a Light; o mecanismo fiscal do Fundo de Eletrificação; a ida do entrevistado para o BNDE, em 1952; a nomeação para o cargo de diretor do BNDE em 1953, após a saída de Roberto Campos e Glycon de Paiva; a execução, pelo BNDE, da política de eletricidade durante a tramitação do projeto Eletrobrás; atuação do entrevistado na liberação de empréstimos do BID para Urubupungá; os financiamentos do BNDE para os projetos de eletrificação: atuação pessoal no projeto CHESF para a garantia dos recursos; a seleção dos projetos no BNDE; a lentidão da tramitação do projeto Eletrobrás: discussão de suas causas; o investimento na estrutura básica e sua sustentação própria no tempo; nomeação para chefe-de-gabinete do ministro Lúcio Meira, governo Juscelino; a diluição do Plano Federal de Eletrificação com a continuidade dos investimentos e projetos coordenados pelo BNDE; a produção dos equipamentos e materiais elétricos prevista no projeto Eletrobrás em sua versão original e o veto de Jânio Quadros ao dispositivo; os interesses em jogo: a expansão da indústria de material elétrico no Brasil com a aplicação dos recursos do Fundo Federal de Eletrificação; a Comissão de Indústria Pesada criada no governo Café Filho: seus projetos e o financiamento do BNDE; a importância do Fundo de Eletrificação e do investimento na infra-estrutura básica no governo Vargas; a formação dos técnicos do setor elétrico; a compra das concessionárias estrangeiras pelos governos militares.
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