Clínio Silva

Entrevista

Clínio Silva

Entrevista realizada no contexto do projeto "A Atividade de Seguros no Brasil", desenvolvido entre 1996 e 1998, na vigência do convênio entre o CPDOC-FGV e a Funenseg. Esta entrevista subsidiou a elaboração do livro: ENTRE A SOLIDARIEDADE e o risco: história do seguro privado no Brasil / Coordenadora: Verena Alberti. Rio de Janeiro: Editora Fundação Getulio Vargas, 1998. Rio de Janeiro, Editora Fundação Getulio Vargas, 1998. O texto transcrito foi revisto pelo entrevistado, tendo sofrido alterações que foram incorporadas à versão final. O entrevistado também gravou um depoimento em vídeo, tratando, resumidamente, dos mesmos temas aqui abordados. Sobre a entrevista, ver: Marly Motta. "A criação e a estruturação de uma instituição-modelo da Era Vargas" in: Verena Alberti (coord.). "Entre a solidariedade e o risco: história do segudo privado no Brasil. Rio de Janeiro, Editora FGV, 1998. Por determinação do entrevistado, expressa no Documento de Cessão de Direitos, esta entrevista só pode ser consultada na forma transcrita, estando vedada a escuta de sua gravação. A escolha do entrevistado se justificou por ser, à época da entrevista, diretor executivo da Cia. Sul América de Seguros, em atuação no setor desde os anos de 1940.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Maria Antonieta Parahyba Leopoldi
Teresa Cristina Novaes Marques
Data: 11/6/1996 a 24/7/1996
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 5h20min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Clínio Silva
Formação: Ensino médio completo.
Atividade: Diretor e executivo da CIA Sul América de Seguros.

Equipe

Levantamento de dados: Teresa Cristina Novaes Marques;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Maria Antonieta Parahyba Leopoldi;

Conferência da transcrição: Teresa Cristina Novaes Marques;

Copidesque: Leda Maria Marques Soares;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes; Não há informação; Marco Dreer Buarque;

Sumário: Teresa Cristina Novaes Marques;

Temas

Carlos Luz;
Clínio Silva;
Companhias de seguro;
Delfim Neto;
Ernani Galveas;
Estado Novo (1937-1945);
Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e Capitalização (Fenaseg);
Governo Getúlio Vargas (1951-1954);
Governos militares (1964-1985);
Instituto de Resseguros do Brasil;
José Lopes;
Seguros;

Sumário

1ª Entrevista: Início profissional em seguros, concurso para a Sul América Terrestre em 1942; anos 40: a expansão da pecuária de corte no Triângulo Mineiro e o mercado de seguros no interior do país; atuação no escritório da Sul América Terrestre, em Uberlândia; o efeito da aceleração inflacionária dos anos 50 sobre os seguros de vida; 1945-1946: transferência para a Companhia Minas-Brasil, mudança para Goiás como representante local; visão dos costumes sociais no interior do Brasil de então; breve retorno ao interior de Minas Gerais; transferência para o Rio Grande do Sul; os recursos de comunicação disponíveis nos anos 40; as viagens pelo interior do Rio Grande do Sul; o governo Getúlio Vargas visto pelo interior do país; a política regional em Goiás e a queda do Estado Novo; casamento e transferência para o Rio de Janeiro em meados dos anos 50; atuação como técnico da Companhia de Seguros Pátria, no Rio de Janeiro; transferência para a Companhia Boavista, dos irmãos Boavista; a ruptura dos irmãos Boavista e a fundação, em 1957, da companhia Sol, por Clínio Silva e Paulo Boavista.
A importância do Clube dos Seguradores como ambiente de socialização do mercado, o surgimento de outros clubes, como o da "Bolinha"; participação no Sindicato dos Seguradores do Rio de Janeiro como membro de comissões técnicas nos anos 50; a relação entre as empresas seguradoras e o DNSPC; trajetória pessoal no mercado segurador, do sindicato ao IRB e, posteriormente, à Federação; avaliação do Decreto-Lei nº 2.063, de 1940; a participação de Thales José de Campos e Raul Silveira na formulação do Decreto-Lei nº 73, de 1966; o impacto da instituição da cobrança bancária de prêmios de seguros e o avanço dos bancos no setor; a reação dos corretores às mudanças introduzidas no mercado; avaliação dos sorteio dos seguros de bens do governo; o papel de Renato Araújo na regulação do processo de fusões; o crescimento dos seguros de automóveis; a eleição para o Conselho Técnico do IRB em 1969; as mudanças no papel do Conselho Técnico em 1969; a indicação de José Lopes de Oliveira para a presidência do IRB; avaliação da gestão de José Lopes de Oliveira: a mudança na comercialização do resseguro internacional, a abertura do escritório em Londres; as transformações no mercado e o regime político.
2ª Entrevista : A criação da Fenaseg, em 1951, e o papel de Carlos Luz; a eleição para a presidência da Fenaseg em 1979; a intenção de Celso da Rocha Miranda de se tornar presidente da Fenaseg; medidas importantes adotadas durante a sua presidência na Fenaseg: a cobrança bancária do co-seguro; o impacto do crescimento da inflação nos anos 80 sobre o setor segurador; a participação dos sindicatos regionais de seguradores na política do setor, a relação entre os sindicatos de São Paulo e do Rio de Janeiro; o segurador paulista Ney Martins; a atuação da Fenaseg durante o período de sua gestão; a intervenção dos governos militares sobre o setor; as grandes obras públicas dos anos 70 e o setor segurador nacional; o processo decisório no IRB na vigência do esvaziamento de poder do Conselho Técnico; o mercado paralelo de co-seguro e as sanções legais; a transferência dos seguros para o Ministério da Fazenda e a relação com o então ministro Ernâni Galvêas; o término do seu período na presidência da Fenaseg, doença e afastamento; o rompimento da associação entre Bradesco e Sul América, e a associação com o Unibanco; avaliação da relação entre bancos e seguradoras no momento presente; o trato com autoridades públicas durante a presidência da Fenaseg; os problemas com o seguro rural e a sua tentativa de reestruturar essa modalidade de seguros;
As conferências internacionais de seguros; a presença de grandes seguradoras estrangeiras no Brasil desde os anos 30; a saída gradual das estrangeiras do mercado brasileiro; as pequenas seguradoras e as entidades representativas; a importância de Antônio Carlos de Almeida Braga
na eleição de Raphael de Almeida Magalhães para a presidência da Fenaseg; o papel de Raul Rudge na Sul América; as articulações entre a Atlântica e a Sul América no processo sucessório da Federação e a eleição de Clínio Silva.
O mercado internacional de seguros e resseguros; Nova York, Munique, Zurique, Espanha (Mapfre) e Japão; a relação entre o Estado e o mercado de seguros no Brasil: a criação do IRB; a expansão do número de seguradoras durante os anos 40; o controle da atividade seguradora pelo antigo DNSPC e a atual Susep; a política de aplicação de reservas técnicas e as seguradoras; os atuais critérios de aplicação de reservas; as mudanças no mercado segurador: os seguros de vida, de incêndio, agrícolas, de automóveis, de crédito à exportação; a proposta de estatização do seguro de Dpvat pelo então senador Franco Montoro; o regime político e as reformas institucionais no setor segurador: autoritarismo e democracia; a formulação do Decreto-Lei n° 73, de 1966; as consultas de Thales José de Campos ao mercado segurador; a política de fusões; a importância da difusão regional dos seguros; personalidades marcantes no meio segurador: João Carlos Vital, Paulo Câmara, Raul Silveira, José Lopes de Oliveira, Celso da Rocha Miranda; as divergências no meio segurador quanto às propostas de reformas no IRB e no sistema; perspectivas sobre as mudanças no sistema atual; a relação com as autoridades financeiras durante o período da presidência da Fenaseg: Delfim Netto e Ernâni Galvêas; balanço de 50 anos de atuação em seguros; reflexão sobre as mudanças em curso no sistema segurador.
24/07/1996: Atuação pela Cia. Seguradora Sul América (década de 1940) em Uberlândia; atuação pela Cia. Seguradora Minas Brasil em Goiás, sul de Minas Gerais e Rio Grande do Sul; Mudança para o Rio de Janeiro e atuação pela Seguradora Pátria e posteriormente de Sol; o papel do Clube dos seguradores; primeira eleição para o Conselho Técnico do IRB (1970-80); retorno à Sul América (início dos anos 70); eleição para a presidência da FENASEG (1980-83); avaliação sobre o impacto do Decreto Lei 73 de 1966 sobre o mercado segurador (fusões, sorteio do seguro de bens públicos, papel do corretor após a reforma do mercado, grandes seguradoras face às pequenas seguradoras); pessoas de destaque no mercado segurador.
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