Drault Ernanny

Entrevista

Drault Ernanny

Entrevista realizada no contexto do projeto "Memória do setor petrolífero no Brasil: a história da Petrobrás", na vigência do convênio entre o CPDOC/FGV e o SERCOM/Petrobrás (1987-90). O projeto resultou no catálogo de entrevistas "Memória da Petrobrás: acervo de depoimentos", Rio de Janeiro: Sercom/Petrobras, 1988, 142p e no livro "A questão do petróleo no Brasil: uma história da Petrobrás", de autoria de José Luciano Dias e Maria Ana Quaglino (Rio de Janeiro, FGV/Petrobrás, 1993). Este livro possui apenas trechos de algumas entrevistas e está disponível para download: clique aqui A escolha do entrevistado se justificou por ter sido proprietário da Refinaria de Petróleo do Distrito Federal S/A.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Maria Ana Quaglino
Plínio de Abreu Ramos
Data: 24/6/1987 a 22/7/1987
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 9h0min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Drault Ernanny de Mello e Silva
Nascimento: 5/7/1905; São José dos Cordeiros; PB; Brasil;

Formação: Farmácia pela Faculdade de Medicina da Bahia. Medicina pela Faculdade Nacional de Medicina.
Atividade: Articulou a instalação em João Pessoa da Companhia de Cimento Portland, da qual se tornou acionista em 1937, adquiriu e se tornou diretor do Banco do Distrito Federal. Em 1946, criou a Refinaria do Distrito Federal, conhecida depois como Refinaria de Manguinhos, que só foi inaugurada em 1955. Em 1952, foi escolhido suplente do senador eleito Assis Chateaubriand, na legenda do Partido Social Democrático (PSD); exerceu o mandato em duas ocasiões: foi eleito deputado federal por seu estado em 1954 e 1958, tendo ocupado uma cadeira na Câmara de 1955 a 1963, também pelo PSD.

Equipe

Levantamento de dados: Maria Ana Quaglino;Plínio de Abreu Ramos;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Maria Ana Quaglino;Plínio de Abreu Ramos;

Conferência da transcrição: Maria Ana Quaglino;

Copidesque: Maria Izabel Penna Buarque de Almeida;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Sandra Soares;

Temas

Assis Chateaubriand;
Carlos Chagas;
Carlos Lacerda;
Coluna Prestes (1925-1927);
Conselho Nacional do Petróleo;
Drault Ernanny;
Empresas estrangeiras;
Ernesto Geisel;
Iba Jobim Meireles;
Indústria petroquímica;
João Carlos Barreto;
Paraíba;
Petrobras;
Petróleo;
Plínio Cantanhede;
Política energética;
Política estadual;
Revolução Constitucionalista (1932);

Sumário

1ª Entrevista: Relato sobre a passagem da Coluna Prestes pelo estado da Paraíba; posição política do entrevistado enquanto estudante na Faculdade de Medicina da Bahia; transferência para o Rio de Janeiro em 1926 por influência do pai; interno no Hospital São Sebastião: participação na campanha contra a febre amarela (1927-1929), perfil de Carlos Chagas, relato de alguns episódios; o início das atividades profissionais em 1930; a instalação de uma fábrica de cimento na Paraíba: a influência de Gratuliano de Brito e Ernesto Geisel, o financiamento da Caixa Econômica Federal e os contratos; a nomeação de Ernesto Geisel para secretário da Fazenda da Paraíba; o interesse pelo problema do petróleo; acionista da Companhia de Cimento Portland; a Revolução de 1932: Chateaubriand refugiado na casa do entrevistado, comentários sobre o libelo Acuso! de João Neves da Fontoura; atividades empresariais: a compra do Curtume Nazareth e do Banco do Distrito Federal; recusa ao convite do ministro Souza Costa para ser diretor do Banco do Brasil; recusa ao convite para ser interventor na Paraíba; recusa ao convite de Jânio Quadros para ser presidente da Petrobrás; a substituição de Argemiro Figueiredo por Rui Carneiro na interventoria da Paraíba; a liquidação extra-judicial do Banco do Distrito Federal em 1955; a criação da Refinaria do Distrito Federal por ocasião da concorrência aberta pelo CNP em 1945; perfil de Ibá Jobim Meireles; viagem ao Uruguai e à Argentina; o problema do petróleo na Argentina: a indústria paralela; reunião do entrevistado com Ibá Meireles e Augusto Batista Pereira; a concorrência do CNP e a participação do embaixador Berle na vitória do entrevistado............... 43

2ª Entrevista: A refinaria "de papelão" da Esso em São Paulo; a posição americana em relação ao petróleo no Brasil; o papel de Ibá Jobim Meireles no Conselho Federal de Comércio Exterior; perfil de Jesus Soares Pereira; a organização do CNP; a legislação do CNP e a influência do general Mosconi; perfil de Elieser Magalhães; viagem à Argentina em 1938; a atuação do general Canepa na Argentina contra as companhias de petróleo estrangeiras; a solução do entrevistado para o problema do petróleo no Brasil; a vinda ao Brasil do engenheiro Veigh Garzon; as primeiras reuniões para a organização do CNP; o papel de Ibá Jobim Meireles na criação do CNP; a descoberta de petróleo em Lobato em 1939; conversa entre Góis Monteiro e Carneiro de Mendonça na presidência da Refinaria de Manguinhos; o projeto do entrevistado para a instalação de uma refinaria na Bahia em 1939; perfil de João Carlos Barreto; conversas com Murray-Simonsen; o fracasso das iniciativas de 1939, a guerra e a siderurgia; comparação entre Horta Barbosa e João Carlos Barreto; reunião do Conselho de Segurança Nacional para examinar a proposta de transferência da Refinaria do Distrito Federal para São Paulo; a concorrência do CNP; as tentativas de anulação da concorrência; a garantia de suprimento de óleo da Standard Oil para a Refinaria de Manguinhos; conversa com Orlando Dantas sobre as reais possibilidades da Refinaria de Manguinhos e adesão deste ao projeto; os equipamentos para Manguinhos; a construção da refinaria por engenheiros brasileiros tendo à frente Augusto Batista Pereira, derrotado na concorrência do CNP; intervenção do entrevistado junto ao Ministério da Guerra para Soares Sampaio construir a Refinaria de Capuava; inauguração da Refinaria de Capuava e homenagem de Soares Sampaio ao entrevistado; a produção de Capuava e a atuação de Ernesto Geisel no CNP................ 83

3ª Entrevista: A criação do CNP; o comportamento das companhias norte-americanas com relação ao fornecimento de óleo cru para a Refinaria de Manguinhos; a entrada do grupo Peixoto de Castro na construção da Refinaria de Manguinhos; a concorrência do CNP para duas refinarias particulares, uma no Rio e outra em São Paulo; a proposta de transferência da Refinaria de Manguinhos para São Paulo e a reunião do Conselho de Segurança Nacional; as pressões das companhias norte-americanas para a mudança da legislação do petróleo; comentários sobre o coronel Howard Williams; opinião sobre o embaixador Pawley; as dificuldades para a obtenção de financiamento para a Refinaria de Manguinhos; as dificuldades para a aquisição do terreno da Refinaria de Manguinhos; posição do entrevistado com relação ao monopólio estatal do petróleo; reunião na casa de Artur Bernardes e incidente com Matos Pimenta; a influência do entrevistado para o interesse de Plínio Cantanhede pela questão do petróleo; trajetória e perfil de Plínio Cantanhede; considerações sobre os comunistas; opinião sobre o presidente Dutra; a Refinaria de Cubatão e o general Stênio Caio de Albuquerque Lima; a compra pelo governo Dutra de navios petroleiros; considerações sobre as posições de Dutra com relação ao petróleo; o Estatuto do Petróleo e Juarez Távora; a participação de Mr. Schoppel no episódio do acréscimo da expressão de 1946; comentários sobre Mr. Schoppel; a situação das refinarias particulares após a aprovação da Lei 2.004 em 1953; considerações sobre a Refinaria de Manaus; o relacionamento do entrevistado com membros do CNP; a questão da transgressão do limite de produção permitido para a Refinaria de Capuava: a atuação de Geisel..............130

4ª Entrevista: Comentários sobre a missão de Mr. Schoppel no Brasil e suas amizades; balanço da atuação dos trustes no Brasil: a crise bancária de 1947, a falência de bancos ligados à Refinaria de Manguinhos; os mecanismos de financiamento utilizados para construir a Refinaria de Manguinhos; as críticas ao entrevistado na imprensa e no parlamento; o episódio com Hermes de Lima; o incidente com Matos Pimenta na casa de Artur Bernardes; o episódio da carta enviada por Orlando Dantas ao presidente Dutra; comentários sobre o prazo de entrega das refinarias; considerações sobre a possibilidade de o governo arcar com a construção das refinarias; a desapropriação da Refinaria de Capuava; o ingresso na política em 1952 com o objetivo de reafirmar a necessidade de uma legislação para o petróleo; a formação da chapa como suplente de Assis Chateaubriand; o discurso do entrevistado no Senado em defesa de uma solução nacional para o petróleo; atuação na Câmara dos Deputados; encontro com o vice-presidente João Goulart no interior da Paraíba; filiação ao PSD e relacionamento com Assis Chateaubriand; atuação no Senado; comentários sobre João Santos; considerações sobre as diferenças entre as posições da Câmara e do Senado; o ingresso de San Tiago Dantas na política; a questão da preservação dos direitos adquiridos das refinarias particulares; comentários sobre Carlos Lacerda................. 169

5ª Entrevista: A votação do documento do general Góis Monteiro no Conselho Federal do Comércio Exterior; a atuação de Ibá Jobim Meireles; as tentativas de Euvaldo Lodi e Murray-Simonsen de constituir uma refinaria no Rio de Janeiro; Francisco Campos, apologista da idéia das refinarias; a introdução do entrevistado na questão do petróleo; comentários sobre a atuação das companhias estrangeiras de petróleo; o projeto do entrevistado de constituir uma refinaria na Bahia em 1939: origem de Mataripe; o empréstimo solicitado pela Refinaria de Manguinhos ao Eximbank e a participação acionária do entrevistado; a saída de Berle Jr. da embaixada americana no Brasil; relatório de Fleury da Rocha sobre a criação do CNP; o segundo mandato de deputado federal em 1958; relato pormenorizado dos acontecimentos relacionados à crise de 1961................ 198
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