Ernâni Galveas I

Entrevista

Ernâni Galveas I

Entrevista realizada no contexto do projeto "Memória do Banco Central do Brasil", na vigência do convênio entre o Banco Central e o CPDOC-FGV, firmado em 1989. O projeto objetiva uma série de publicações acerca dos dirigentes do banco e figuras de destaque na vida econômica do país, das quais "Octavio Gouvêa Bulhões: depoimento" e "Dênio Nogueira: depoimento" já encontram-se à disposição. A escolha do entrevistado se justificou por seu cargo como presidente do Banco Central do Brasil.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Eduardo Raposo
Plínio de Abreu Ramos
Data: 11/10/1989 a 18/10/1989
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 3h30min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Ernane Galvêas
Nascimento: 1/10/1922; Cachoeiro de Itapemirim; ES; Brasil;

Formação: Economia no Centro de Estudos Monetários Latino-Americanos, no México; mestrado na Universidade de Yale (EUA).
Atividade: Presidente do Banco Central (1968-1974 e 1979-1980); ministro da Fazenda (1980-1985).

Equipe

Levantamento de dados: Eduardo Raposo;Plínio de Abreu Ramos;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Eduardo Raposo;Plínio de Abreu Ramos;

Conferência da transcrição: Ignez Cordeiro de Farias;

Copidesque: Oswaldo Cordeiro de Farias;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Verena Alberti;

Temas

Banco Central do Brasil;
Banco do Brasil;
Delfim Neto;
Economia;
Economistas;
Ernani Galveas;
Estatização;
Governo Jânio Quadros (1961);
Governo João Goulart (1961-1964);
Governo Juscelino Kubitschek (1956-1961);
Governos militares (1964-1985);
Mário Henrique Simonsen;
Ministério da Fazenda;
Plano de Metas (1956-1960);
Política cambial;
Política econômica;
Roberto Campos;
Superintendência da Moeda e do Crédito (Sumoc);

Sumário

1a. Entrevista: Origens familiares: a profissão do pai e as transferências da família no interior do Espírito Santo e do Rio de Janeiro; o impacto da Depressão de 1929 na economia brasileira e as conseqüências na vida familiar; lembranças da infância e formação escolar; a opção pelo Banco do Brasil: a influência do cunhado e a preparação para o concurso de fevereiro de 1942; a experiência na agência do Méier, no Rio de Janeiro, onde trabalhou de 1942 a 1952; o prestígio e a qualidade dos funcionários do Banco do Brasil e seu aproveitamento na formação de quadros de outras instituições; a opção do entrevistado pelo estudo de contabilidade e o exercício da profissão de contador, paralelo ao trabalho no Banco do Brasil; a interrupção das atividades na agência do Méier em virtude de convocação do Exército (1943); a opção pelo ingresso no Departamento Econômico da Sumoc, inicialmente como datilógrafo de Herculano Borges da Fonseca (1952); a formação dos quadros da Sumoc e a diferença entre os funcionários da Inspetoria Geral de Bancos e o grupo mais moço trazido por Herculano Borges da Fonseca para o Departamento Econômico; a experiência do entrevistado no Departamento Econômico da Sumoc e a realização dos cursos de economia, no Rio de Janeiro, e de teoria e política monetária, no México (1954); o mestrado em economia na Universidade de Yale (1958-9): impressões sobre o funcionamento do capitalismo norte-americano e estruturalista de ensino do curso; o contato com a teoria estruturalista da CEPAL e breve análise do trabalho de Raul Prebisch; a participação da Sumoc e do Itamarati, especialmente de Roberto Campos, na elaboração do Plano de Metas do governo Juscelino; críticas à política cambial do governo Juscelino e breve comparação com a situação atual; as mudanças cambiais no governo Jânio Quadros, à época em que o entrevistado era assessor econômico do ministro da Fazenda Clemente Mariani; avaliação do governo Jânio Quadros; relação de alguns funcionários da Sumoc; atuação do entrevistado como assessor econômico do Ministério da Fazenda durante o governo João Goulart e o trabalho de três meses no Banco Interamericano de Desenvolvimento, em Washington; breve menção ao cargo de diretor financeiro da Comissão de Marinha Mercante, que assumiu ainda no governo João Goulart; avaliação do governo Jango; o processo de constituição do Banco Central do Brasil: a passagem da Sumoc para Banco Central, no governo Castelo Branco, comparação com o processo de criação de bancos centrais europeus, as funções desempenhadas pelo Banco do Brasil ao longo de sua história, as diversas etapas de formulação do projeto de criação do Banco Central, desde os anos 20; a estrutura da Sumoc e as divergências entre os departamentos, especialmente com relação ao Departamento Econômico; críticas às dimensões adquiridas pelo Banco Central quando de sua constituição e comparação com as atribuições dos bancos centrais da Europa, Estados Unidos e da América Latina; opinião sobre o Conselho Monetário Nacional e sobre a idéia de um banco central independente; menção ao trabalho, realizado juntamente com Rui Leme e Genival Almeida Santos a partir de 1968, de mudança do sistema cambial; o processo de indicação do entrevistado para a presidência do Banco Central (1968), em substituição a Rui Aguiar Leme ................... 1 a 32

2a. Entrevista: Balanço da política econômica do governo Costa e Silva e comparação com as diretrizes fixadas no governo Castelo Branco; as diferenças de origem entre o grupo de economistas do governo Castelo Branco e aquele do governo Costa e Silva; referência à atuação do entrevistado como presidente do Banco Central durante os governos Costa e Silva e Médici (1968-74); opção pelo trabalho na iniciativa privada e experiência na implantação e no desenvolvimento da Aracruz Celulose, no Espírito Santo (1974-9); circunstâncias da nomeação do entrevistado para a presidência do Banco Central durante o governo Figueiredo (1979-80); mudanças na política econômica durante o período Costa e Silva em relação ao governo anterior; balanço da relação entre Estado e economia a partir da Segunda Guerra Mundial: a estatização e o neo-liberalismo; o quadro dessa relação entre Estado e economia nos governos pós-64 e o aumento da intervenção estatal; o significado da criação do Banco Central nesse contexto; críticas ao volume de atribuições do Banco Central e comparação da estrutura do Banco nos dois períodos em que o entrevistado exerceu sua presidência; circunstâncias de criação do Banco Central durante o governo Castelo; críticas à elaboração e à aplicação do orçamento da União e sua interferência no funcionamento dos órgãos da administração econômica; opinião sobre a participação do Senado na escolha dos diretores do Banco Central e a fixação de mandato para os presidentes do órgão; a experiência de restrição quantitativa ao crédito durante a segunda gestão do entrevistado no Banco Central (1979-80); críticas à superposição de funções dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e a centralização exercida por Delfim Neto e Mário Henrique Simonsen; circunstâncias da nomeação do entrevistado para o cargo de ministro da Fazenda no governo Figueiredo; o relacionamento com Delfim Neto; a situação do Brasil no contexto de crise econômica internacional a partir dos anos 70 e a contração de empréstimos externos; a crise enfrentada pelo país entre 1979 e 1983 em função de mudanças na conjuntura externa e a negociação da dívida a partir de 1982; opinião sobre a unificação européia a ser implantada em 1992 e as conseqüências para a economia brasileira............. 32 a 54

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