Euzébio Rocha II

Entrevista

Euzébio Rocha II

Entrevista realizada no contexto do projeto "Memória do setor petrolífero no Brasil: a história da Petrobrás", na vigência do convênio entre o CPDOC/FGV e o SERCOM/Petrobrás (1987-90). O projeto resultou no catálogo de entrevistas "Memória da Petrobrás: acervo de depoimentos", Rio de Janeiro: Sercom/Petrobras, 1988, 142p e no livro "A questão do petróleo no Brasil: uma história da Petrobrás", de autoria de José Luciano Dias e Maria Ana Quaglino (Rio de Janeiro, FGV/Petrobrás, 1993). Este livro possui apenas trechos de algumas entrevistas e está disponível para download: clique aqui. A entrevista também foi utilizada no livro Jango: as múltiplas faces/ Angela de Castro Gomes, Jorge Ferreira. - Rio de Janeiro: Editora FGV, 2007. 272p.:il. A escolha do entrevistado se justificou pela participação no movimento pelo monopólio estatal do petróleo, no início da década de 1950, que culminou na criação da Petrobras.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Margareth Guimarães Martins
Plínio de Abreu Ramos
Data: 21/9/1987
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 2h0min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Euzébio Rocha Filho
Nascimento: 20/11/1917; São Paulo; SP; Brasil;

Falecimento: 1/4/1995; São Paulo; SP; Brasil;

Formação: Faculdade Nacional de Filosofia e Faculdade de Direito do Rio de Janeiro. Especializou-se em Direito Trabalhista.
Atividade: Foi um dos fundadores do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e presidente da Seção Paulista. Elegeu-se Deputado da Assembléia Nacional Constituinte (1946). Integrou a Comissão Diretoria do Centro de Estudos e Defesa do Petróleo, tornando-se um dos líderes da campanha a favor do monopólio estatal. Foi Reeleito Deputado Federal em 1950. Engajou-se na articulação da Liga de Emancipação Nacional (LEN). Ocupou a vice-liderança do Partido Democrata Cristão (PDC). Foi em diversas ocasiões Deputado Federal pelo Estado de São Paulo (1946-1955; 1959-1962).

Equipe

Levantamento de dados: Plínio de Abreu Ramos;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Plínio de Abreu Ramos;

Conferência da transcrição: Plínio de Abreu Ramos;

Copidesque: Leda Maria Marques Soares;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Plínio de Abreu Ramos;

Temas

Artur Bernardes;
Assembleia Nacional Constituinte de 1946;
Campanha do petróleo (1948-1953);
Conselho Nacional do Petróleo;
Corrupção e suborno;
Euzébio Rocha;
Getúlio Vargas;
Governo Getúlio Vargas (1951-1954);
Governo Juscelino Kubitschek (1956-1961);
Indústria petroquímica;
Juracy Magalhães;
Legislação;
Petrobras;
Petróleo;

Sumário

Entrevista: Primeiro envolvimento com a questão do petróleo: interesse inicial pelo problema das areias monazíticas; relacionamento com Artur Bernardes na Constituinte de 1946; participação de Paul Schoppel na redação do art. 153 da Constituição; a emenda Ernâni Sátiro (UDN-PA): denúncias de Artur Bernardes na Câmara e de Domingos Velasco no Senado; o lobby do capital estrangeiro; o projeto 422, de Carlos Marighela (7.06.1947): abertura à participação de grupos estrangeiros na exploração petrolífera; conflito entre monopolistas e adeptos do capital privado: posição privatista do governo Dutra, a Refinaria Nacional de Petróleo S. A. e o projeto de Mataripe; o projeto 382, de Marighela (25.07.1947); hipóteses sobre a posição do Partido Comunista Brasileiro; assassinatos de pessoas que tiveram iniciativa na descoberta de petróleo no Brasil; a descoberta do poço de Lobato; trustes e multinacionais; o Brasil como mercado cativo para consumo de derivados; Decreto-Lei 366 (11.04.1938): exploração privativa de brasileiros natos; criação do Conselho Nacional do Petróleo; razões políticas da deposição de Vargas em 1945; refinarias particulare; Refinaria de Cubatão; recrudescimento da Campanha do Petróleo: a luta pelo monopólio como denominador comum; mudança de estratégia: de não há petróleo no Brasil para há petróleo mas faltam recursos e tecnologia; Mataripe: prova da inexistência de risco na atividade petrolífera; tramitação parlamentar da mensagem de Vargas; atuação da imprensa na campanha: Jornal de Debates e Diário de Notícias; CPI da Última Hora: extensão do inquérito a toda a imprensa e hipótese de vínculos com interesses estrangeiros; atuação do Centro de Estudos e Defesa do Petróleo; intervenção policial no comício da praça Floriano; penetração da tese Horta Barbosa nos meios militares e universitários; papel das câmaras municipais na Campanha do Petróleo: interesses oligárquicos compatíveis com a tese do monopólio e proselitismo junto aos vereadores; influência da tese monopolista na campanha eleitoral de 1950: a imagem nacionalista de Vargas; a Missão Abbink e a questão do petróleo; utilização do conflito coreano para neutralizar o avanço monopolista: esbanjamento dos saldos comerciais brasileiros no exterior e gestão Guilherme da Silveira no Ministério da Fazenda de Dutra; a mensagem 469 de Vargas propondo a criação da Petrobrás (6.12.1951); oposição do entrevistado à possível indicação de Juracy Magalhães para a presidência do CNP; posição de Estillac Leal contra a tese da maioria absoluta; encontro com Vargas em Petrópolis para apreciação da mensagem presidencial; reunião com a assessoria de Vargas: impossibilidade de acordo sobre o art. 13, item 4, do projeto 1.516, o substitutivo 1.595 de Eusébio Rocha (25.01.1952): parecer do deputado Lima Figueiredo (PSD-SP) na Comissão de Segurança Nacional; projeto Bilac Pinto (jun. 1952); síntese do substitutivo 1.595; contradições entre o projeto Bilac Pinto e o estatuto da UDN: uma forma de agressão da UDN a Vargas; divisão de responsabilidades com o Congresso Nacional; conflitos de pontos de vista com Rômulo Almeida; o projeto no Senado; a Emenda 32 do senador Ismar de Góis Monteiro (PSD-AL): uma antecipação dos contratos de risco; impugnação, pela Câmara, das emendas do Senado: a comissão especial, o parecer de Lúcio Bittencourt (PTB-MG) e o do deputado Antônio Balbino na Comissão de Constituição e Justiça; tentativa de desestabilização do movimento nacionalista: ameaças anônimas aos deputados e processos de corrupção eleitoral em São Paulo; razões para a nomeação de Juracy Magalhães para presidente da Petrobrás; reforma de oficiais proposta por Estillac: recusa definitiva de Vargas; pressões norte-americanas sobre Vargas em relatórios confidenciais do Departamento de Estado; a previsão do Wall Street Journal: revogação da Lei 2.004 pelo goveno Café Filho; o editorial do The New York Times; o suicídio de Vargas como fator de preservação do monopólio; tentativa de modificação da política do petróleo no governo Juscelino: reunião com os generais e intervenção do general Pery Constant Bevilacqua; a contratação, pela Petrobrás, do geólogo norte-americano Walter Link; a gestão Ernesto Geisel na Petrobrás: predomínio de investimentos em edificações e benfeitorias sobre a exploração e produção, queda na produção de óleo e justificativa para os contratos de risco; revogação dos contratos de risco na Comissão de Sistematização da Constituinte de 1987; Brasil, país exportador de poupança; necessidade da luta pela construção da nação brasileira; impunidade da corrupção política no Brasil.
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