Fernando Lobo Carneiro

Entrevista

Fernando Lobo Carneiro

Entrevista realizada no contexto do projeto "Memória do setor petrolífero no Brasil: a história da Petrobrás", na vigência do convênio entre o CPDOC/FGV e o SERCOM/Petrobrás (1987-90). O projeto resultou no catálogo de entrevistas "Memória da Petrobrás: acervo de depoimentos", Rio de Janeiro: Sercom/Petrobras, 1988, 142p e no livro "A questão do petróleo no Brasil: uma história da Petrobrás", de autoria de José Luciano Dias e Maria Ana Quaglino (Rio de Janeiro, FGV/Petrobrás, 1993). Este livro possui apenas trechos de algumas entrevistas e está disponível para download: clique aqui A escolha do entrevistado se justificou pela sua integração na equipe técnica do Conselho Nacional do Petróleo (CNP).
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Plínio de Abreu Ramos
José Luciano de Mattos Dias
Data: 3/3/1988
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 2h0min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Fernando Luiz Lobo Barbosa Carneiro
Nascimento: 28/1/1913; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Falecimento: 15/11/2001; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Formação:
Atividade: Engenheiro do Instituto Nacional de Tecnologia (INT) do Ministério do Trabalho (1935-1962). Integrante da equipe técnica do Conselho Nacional do Petróleo (CNP). Fez estágio na refinaria estatal de petróleo da Autarquia Nacional de Combustível Alcohol y Portland (ANCAP), em Montevidéu, Uruguai. Integrou a primeira comissão executiva do Centro de Estudo e Defesa do Petróleo, criado em 1948 e denominado a partir do ano seguinte Centro de Estudos e Defesa do Petróleo e da Economia Nacional (CEDPEN). Em 1950, obteve uma suplência de Deputado Federal pelo Distrito Federal na legenda do Partido Republicano Trabalhista (PRT), chegando a exercer o mandato em períodos alternados. Membro da Liga da Emancipação Nacional (LEN), fundada em 1954 com o objetivo de lutar pelo desenvolvimento autônomo do país. Coordenador do Programa de pós-graduação em engenharia civil na Coordenação dos Programas de pós-graduação em engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPE/UFRJ), entre 1968 e 1982. Chefe do Departamento de Mecânica Técnica da Escola de Engenharia da UFRJ. Coordenador geral do programa de Cooperação Técnica firmando entre esta Universidade e a Petrobrás. Filiado ao clube de engenharia, foi ainda membro da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Participou de Associações nacionais e internacionais, dentre elas: Academia Brasileira de Ciência; Academia Nacional de Engenharia; Instituto Brasileiro do Concreto; The International Union of Testing and Research Laboratories for Materials and Structures; Comité Internacional Du Béton; e International Association of Bridge and Structural Engineering.

Equipe

Levantamento de dados: José Luciano de Mattos Dias;Plínio de Abreu Ramos;
Pesquisa e elaboração do roteiro: José Luciano de Mattos Dias;Plínio de Abreu Ramos;

Conferência da transcrição: José Luciano de Mattos Dias;

Copidesque: Leda Maria Marques Soares;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: José Luciano de Mattos Dias;

Temas

Atuação parlamentar;
Campanha do petróleo (1948-1953);
Centro de Estudos e Defesa do Petróleo e da Economia Nacional;
Conselho Nacional do Petróleo;
Estatuto do Petróleo (1948);
Fernando Luís Lobo Barbosa Carneiro;
Getúlio Vargas;
Indústria petroquímica;
Juscelino Kubitschek;
Partido Comunista Brasileiro - PCB;
Petrobras;
Petróleo;
Política energética;
União Democrática Nacional;

Sumário

Entrevista: Atuação no CNP a convite do general Horta Barbosa (1939); estágio na refinaria da ANCAP em Montevidéu (1939); desempenho do Departamento Nacional da Produção Mineral (DNPM) no período anterior à criação do CNP; conflito entre o DNPM e Oscar Cordeiro em torno da existência de petróleo na Bahia; experiência no Uruguai e volta ao Brasil; posição ambígua de Vargas quanto à política do petróleo; a refinaria da Standard Oil em São Paulo; retorno ao INT; atribuições do CNP; saída de Horta Barbosa e nomeação de João Carlos Barreto para a presidência do CNP (1943); a posição de Getúlio com relação ao petróleo (1939 e 1950); relação entre a Constituinte de 1946 e a elaboração do Estatuto do Petróleo em 1947; o artigo sobre a questão do petróleo sobre a questão do petróleo publicado no Jornal de Debates (1946); conferências no Clube Militar e Comunista Brasileiro (PCB): a tese da burguesia nacional; reunião com dirigentes do PCB; o projeto de Carlos Marighela; conversa com Prestes; o papel da União Democrática Nacional (UDN) no início da campanha; a defesa do entrevistado na Câmara por Aliomar Baleeiro; na presidência da comissão de estudos do Centro de Estudos e Defesa do Petróleo: análise do Estatuto do Petróleo (1947); obstrução do Estatuto e atuação de Mário Bittencourt Sampaio na compra das refinarias; aspectos do Estatuto; conversas com Juarez Távora sobre o problema do petróleo e sua possível relação com a Guerra da Coréia; falhas do projeto de Rômulo Almeida; o substitutivo da UDN: Bilac Pinto e Maurício Joppert; o problema das ações preferenciais no projeto enviado por Vargas; a defesa do substitutivo na Câmara; atuação de Artur Bernardes: sua visão de nacionalismo: a Ação Integralista Brasileira (AIB) na Campanha do Petróleo; situação política da Câmara; o Acordo Parlamentar de Junho de 1952: composição; as propostas de Getúlio para negociar a aprovação do substitutivo da UDN e as concessões já feitas a particulares; aceitação, por Getúlio, das condições para um acordo; conflito com Carlos Lacerda; ruptura de Matos Pimenta com a Campanha do Petróleo (1949); os radicalismos da campanha; a aprovação, na Câmara, do projeto da Petrobrás e seu envio ao Senado; as emendas dos senadores Oton Mader e Ismar de Góis: o veto da Câmara; participação popular: o episódio da praça Marechal Floriano, no Rio, e o comício em Santos; viagens pelo Nordeste; defesa de Juscelino, fechamento da LEN; com o Jornal de Debates; a viabilidade da Petrobrás; o problema das ações e a discussão sobre a concepção de empresa; a necessidade do monopólio na distribuição em grosso; relação da Petrobrás com a Coppe-UFRJ na elaboração dos programas de computador para análises de estruturas off-shore; os congressos sobre engenharia off-shore realizados em Londres; o estudo das plataformas; a Petrobrás no cenário internacional; utilização da experiência inglesa e norueguesa para a exploração em águas profundas; a solução do xisto betuminoso; os mitos da campanha: Monteiro Lobato, Oscar Cordeiro, o petróleo em terra no Brasil, a "cimentação dos poços", a turfa etc; o petróleo no mar e a atuação da Petrobrás; as perspectivas de auto-suficiência: Campos e Santos; os contratos de risco: a necessidade de sua extinção; para o futuro: monopólio da distribuição em grosso e fim do jogo das ações na Bolsa.
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