Francisco Carvalho

Entrevista

Francisco Carvalho

Entrevista realizada no contexto do projeto "A Atividade de Seguros no Brasil", desenvolvido entre 1996 e 1998, na vigência do convênio entre o CPDOC-FGV e a Funenseg. Esta entrevista subsidiou a elaboração do livro: ENTRE A SOLIDARIEDADE e o risco: história do seguro privado no Brasil / Coordenadora: Verena Alberti. Rio de Janeiro: Editora Fundação Getulio Vargas, 1998. Rio de Janeiro, Editora Fundação Getulio Vargas, 1998. A sessão gravada foi precedida de uma conversa com o entrevistado no dia 1o. de abril de 1997. A escolha do entrevistado se justificou por sua atuação como executivo de diversas seguradoras brasileiras, e por ser um profissional com mais de cinqüenta anos de experiência no mercado.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Maria Antonieta Parahyba Leopoldi
Teresa Cristina Novaes Marques
Data: 18/4/1997
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 2h30min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Francisco Carvalho
Formação: Faculdade de Engenharia.
Atividade: Executivo de seguradoras brasileiras; presidente do Sindicato das seguradoras do Estado do Paraná.

Equipe

Levantamento de dados: Maria Antonieta Parahyba Leopoldi;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Maria Antonieta Parahyba Leopoldi;

Conferência da transcrição: Teresa Cristina Novaes Marques;

Copidesque: Leda Maria Marques Soares;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Teresa Cristina Novaes Marques;

Temas

Assembleia Nacional Constituinte de 1987-1988;
César Maia;
Companhias de seguro;
Constituição federal (1988);
Economia;
Empresas estrangeiras;
Francisco Carvalho;
Globalização;
Instituto de Resseguros do Brasil;
Legislação;
Monopólio;
Movimento sindical;
Planos econômicos;
Privatização;
Seguros;

Sumário

Entrevista: a trajetória profissional até o ingresso no IRB, em 1978; o crescimento profissional dentro do IRB; o movimento dos funcionários do IRB no início dos anos 80, imprimindo um caráter reivindicatório à antes recreativa associação de funcionários, ASIRB; vice-presidente da ASIRB na chapa vitoriosa em 1983; a conciliação das atividades associativas com as atribuições técnicas; o surgimento do sindicato dos ressecuritários, o Sintres, em 1991; a estruturação do Sintres; o plano de afastamento voluntário de 1995-1996; as conseqüências do enxugamento funcional para a operação do IRB; a atuação do sindicato diante das propostas de reestruturação do IRB; o grande espaçamento de tempo entre um concurso e outro, acarretando problemas para a renovação dos quadros técnicos do IRB; a constituição de um fundo de previdência para os funcionários do IRB durante a gestão de José Lopes de Oliveira (1970-1979) e as medidas instituídas pela reforma da previdência, em 1977; a atuação do Sintres junto à Constituinte de 1988.
Balanço da gestão de José Lopes de Oliveira; o papel histórico desempenhado pelo IRB; balanço da gestão de Jorge Hilário Gouvêa Vieira e sua contribuição para o debate com os funcionários; o ingresso gradual de empresas estrangeiras no mercado brasileiro, permitido pelas medidas adotadas por João Régis de Sousa, na Susep, de comum acordo com Jorge Hilário Gouvêa Vieira, no IRB; a entrada de Ronaldo Valle Simões na presidência do IRB, abandonando propostas discutidas na gestão anterior; o trabalho junto aos constituintes e a dificuldade de esclarecer os parlamentares quanto à importância do seguro e do resseguro; a constituição de uma comissão de funcionários de nível no âmbito do IRB para analisar o papel da instituição no quadro atual; o apoio do então deputado federal do PDT, César Maia, à questão do seguro; a apresentação de várias propostas relativas ao setor de seguros na Constituinte de 1988; o quadro político no Congresso durante os trabalhos da Assembléia Constituinte; a ida constante a Brasília para acompanhar os trabalhos na Constituinte.
O enxugamento do quadro funcional com a ascensão de Luís Quatroni à presidência do IRB, no início do governo Collor; o difícil diálogo com Quatroni; a posse de Quatroni, coincidindo com a mudança na direção da associação de funcionários; a elaboração dos vários projetos de regulamentação do artigo 192 da Constituição; balanço negativo da gestão de Quatroni; o ingresso de José Américo Péon de Sá na presidência do IRB e a instalação de uma auditoria sobre a gestão anterior; o clima tenso entre a presidência do IRB e os funcionários; a nomeação de Roberto Alexandre Barbosa Lima Sobrinho para a presidência do IRB, a surpresa do meio segurador com o tom nacionalista do seu discurso de posse; o período de Peón de Sá, marcado por um intenso debate no setor, do qual tomaram parte as lideranças do IRB.
Os vários projetos de regulamentação do artigo 192 elaborados por César Maia, e as diferentes concepções em cada projeto; a importância do Plano Diretor de 1992 na definição da pauta de discussões do meio segurador; o difícil diálogo entre as entidades integrantes do sistema segurador: corretores, seguradores, irbiários e o governo; as resistências à regulamentação do artigo 192, relativas sobretudo à questão do limite de juros bancários; a elaboração de um novo plano de regulamentação do artigo 192 no âmbito das lideranças sindicais do IRB, contemplando uma reestruturação do órgão; a reforma constitucional de 1995-1996 e a atuação do sindicato dos irbiários junto ao Congresso; a quebra do monopólio, em 1996, e as perspectivas para o mercado brasileiro em face da entrada de seguradoras e resseguradoras estrangeiras no país; o papel do Estado na regulação do mercado após a queda do monopólio do resseguro; a definição de novos parâmetros institucionais para regular a contratação de seguros de empresas multinacionais instaladas do Brasil; o impacto da quebra do monopólio sobre as taxas de resseguros.
O papel da Susep no quadro atual do mercado segurador; críticas à categoria dos corretores e à sua entidade representativa, a Fenacor; o impacto do Plano Real sobre o mercado de seguros e o choque de produtividade decorrente da abertura da economia; a privatização da Companhia Vale do Rio Doce, balizando a reestruturação de diversos setores do Estado, inclusive o resseguro; a entrada de empresas estrangeiras levando a um ajuste de estratégia das empresas nacionais; a complexidade das questões envolvidas no artigo 192 determinando a projeção de um longo prazo para a sua regulamentação; a elaboração, em curso, de um novo plano de reestruturação do sistema segurador no âmbito do Sintres; a necessidade de as partes envolvidas na questão de seguros apresentarem sugestões; o problema das taxações inadequadas por conta da competição predatória no mercado; a necessidade de medidas que contemplem o consumidor de seguros; a globalização da economia e o impacto sobre a oferta de empregos.
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