Guido Beck

Entrevista

Guido Beck

Entrevista realizada no contexto do projeto "História da ciência no Brasil", desenvolvido entre 1975 e 1978 e coordenado por Simon Schwartzman. O projeto resultou em 77 entrevistas com cientistas brasileiros de várias gerações, sobre sua vida profissional, a natureza da atividade científica, o ambiente científico e cultural no país e a importância e as dificuldades do trabalho científico no Brasil e no mundo. Informações sobre as entrevistas foram publicadas no catálogo "História da ciência no Brasil: acervo de depoimentos / CPDOC." Apresentação de Simon Schwartzman (Rio de Janeiro, Finep, 1984). A escolha do entrevistado justificou-se, entre outros, por ter colaborado na reconstrução do Instituto de Física da UFRJ e do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF).
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Ricardo Guedes Pinto
Simon Schwartzman
Data: 5/4/1977 a 20/4/1977
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 4h30min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Guido Beck
Nascimento: 29/8/1903; Reichenberg; -; Áustria;

Formação: PHD em Física e Matemática pela Faculdade de Filosofia da Universidade de Viena (1925).
Atividade: Assistente do Instituto de Física da Universidade de Berna, na Suíça (1926); foi professor assistente do Instituto de Física da Universidade de Viena (1926); trabalhou como assistente de Werner Heisenberg no Instituto de Física da Universidade de Leipzig, na Alemanha (1928-1932); estagiou por seis meses no Cavendish Laboratory da Universidade de Cambridge, Inglaterra, como fellow da Fundação Rockefeller; visitou Niels Bohr Institute da Universidade de Copenhague, Dinamarca (1932); lecionou na universidade alemã de Praga (1932); livre docente por essa Universidade (1934); foi professor visitante da Universidade de Kansas, nos EUA (1934-1935); foi professor titular da Universidade de Odessa, na URSS (1935-1937); foi pesquisador do Instituto de Física Atômica da Universidade de Lyon, frança (1938); com a eclosão da Segunda Guerra Mundial foi enviado a um campo de concentração, permanecendo até 1940; foi professor visitante das Universidades de Coimbra e do Porto (1940); integrou o quadro de astrofísicos do Observatório Astronômico Nacional em Córdoba, Argentina (1943-1951); foi professor titular de física teórica do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (1951-1955); lecionou física na usp (1956); trabalhou no Instituto José Balseiro, em Bariloche, Argentina (1963); integrou o corpo docente do Instituto de Física da UFRJ (1975); retomou suas atividades no CBPF (1977); recebeu o título de professor honoris causa da UFRJ (1982)

Equipe


Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Temas

Alemanha;
Argentina;
Atividade acadêmica;
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq);
Cooperação científica e tecnológica;
Desenvolvimento científico e tecnológico;
Energia nuclear;
Ensino superior;
Física;
Guido Beck;
História da ciência;
Instituições acadêmicas;
Intercâmbio cultural;
Pesquisa científica e tecnológica;
Política científica e tecnológica;
Política salarial;
Pós - graduação;
Rio de Janeiro (cidade);
São Paulo;
Segunda Guerra Mundial (1939-1945);
União Soviética;
Universidade de São Paulo;
Universidade Federal do Rio de Janeiro;

Sumário

Fita 1: a ida para a Argentina; o Observatório de Córdoba; a física nuclear argentina; as primeiras visitas ao Brasil; o contato com os cientistas brasileiros e a vinda definitiva para o país; os primeiro: anos no Centro Brasileiro de Pesquisas Física: (CBPF); a transferência para a USP e a volta ao Centro em 1956; o CBPF: as primeiras linhas de trabalho, o prestígio internacional, os recursos, o fim do apoio governamental em 1964, a autonomia da UFRJ, os cursos de pós-graduação, a seleção dos candidatos, os trabalhos em física teórica; as possibilidades da física experimental no Brasil; o Instituto José Balseiro; o programa nuclear argentino e o brasileiro; a volta ao Brasil em 1975: os cursos ministrados na UFRJ e o retorno ao CBPF; a física teórica e a física experimental no Brasil; os discípulos de Guido Beck; os principais núcleos brasileiros de pesquisa em física teórica; a "superespecialização" da física e as possibilidades desta ciência no país; a opção do entrevistado pela física; a Universidade de Viena; a experiência como assistente de Werner Heisenberg na Universidade de Leipzig; os estágios nas Universidades de Cambridge e Copenhague; o contato com Albert Einstein e Enrico Fermi; a Universidade Alemã de Praga; os trabalhos publicados; a experiência na Universidade de Odessa; a instituição do regime de tempo integral nas universidades brasileiras e a atividade científica dos docentes.

Fita 2: a transferência para a França; a Segunda Guerra Mundial e a fuga para Portugal; a absorção de cientistas das nações inimigas pelos EUA; a contratação pelo Observatório de Córdoba; o acesso às publicações especializadas; a equipe do Observatório de Córdoba; a Associação Física Argentina; o intercâmbio entre cientistas argentinos e brasileiros; a transferência para o Brasil em 1951; os primeiros anos no CBPF; o contato com Hans Stammreich e a vinda desse cientista para o país; a qualidade dos trabalhos dos físicos brasileiros; a física no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Sumário da 2ª entrevista:
Fita 2 (continuação): a física atômica antes da Segunda Guerra Mundial; o intercâmbio entre a comunidade científica internacional: as reuniões semestrais de Copenhague e os Congressos Volta; a ciência russa nos anos 30; a ameaça aos físicos após a guerra; a estabilidade e o isolamento da comunidade científica soviética; o início da física atômica na URSS: os trabalhos de Frankel e Landau e a criação da Escola de Carcov; os recursos e as aparelhagens necessárias a pesquisa atômica na época; o regime de trabalho das universidades argentinas e européias; a instituição do regime de tempo integral no Brasil.

Fita 3: os alunos do CBPF; os perigos da escassez e da abundância de recursos para o desenvolvimento da ciência; os salários dos pesquisadores brasileiros e estrangeiros; o preenchimento de cargos na universidade brasileira; a democratização da universidade alemã após a guerra e a queda de sua produção científica; os salários dos docentes nos EUA; o Instituto de Física da Unicamp; a "superespecialização" das faculdades de física; a política científica na URSS: o poder da Academia de Ciências; o Instituto de Física Teórica de São Paulo; o trabalho do físico teórico e o do físico experimental; o apoio do CNPq à física: a atuação de Álvaro Alberto; o afastamento do entrevistado do CBPF e sua admissão pela USP; os recursos do CBPF: o auxílio do CNPq; o financiamento à pesquisa científica no Brasil: o papel da universidade e das agências financiadoras do governo; a inviabilidade de elaboração de projetos em física teórica; a pesquisa científica na universidade e nos institutos isolados; a atuação da Academia Brasileira de Ciências: os Anais; a Revista de Física de São Paulo; a Sociedade Brasileira de Física; a participação do entrevistado em associações científicas européias; o papel da SBPC; os entraves ao desenvolvimento da física experimental de altas energias no país; a importância da física do plasma.
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