Hamilton Prisco Paraíso

Entrevista

Hamilton Prisco Paraíso

Entrevista realizada no contexto da pesquisa "Trajetória e Desempenho das Elites Políticas Brasileiras", parte integrante do projeto institucional do Programa de História Oral do CPDOC, em vigência desde sua criação, em 1975. Ela se insere num conjunto de depoimentos sobre a vida de Clemente Mariani e as elites da Bahia. A escolha do entrevistado se justifica por sua atuação política na Bahia durante o período estudado. Um dos objetivos da pesquisa era a publicação da entrevista de Clemente Mariani, o que, por decisão da família, não se realizou. Mas, as entrevistas editadas, integram a dissertação de mestrado de Daniela Moreaux; "Clemente Mariani: político e empresário." (SP, Unicamp, 1992).
Forma de Consulta:
Entrevista em áudio disponível na Sala de Consulta do CPDOC.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Dulce Chaves Pandolfi
Daniela Maria Moreaux
Data: 12/7/1984 a 10/8/1984
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 3h55min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Hamilton Prisco Paraiso
Nascimento: 23/8/1922; Salvador; BA; Brasil;

Formação: Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito da Bahia em 1944, admitido na Ordem dos Advogados do Brasil em 1945.
Atividade: Lecionou na Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e na Escola de Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas entre 1951 e 1966; no Instituto Rio Branco, do Ministério das Relações Exteriores, de 1958 a 1960; e na Escola de administração e Finanças da Universidade do Estado da Guanabara, entre 1958 e 1966. Chefiou o Gabinete do Ministério de Educação e Saúde, de 1947 a 1950, chefiou o Gabinete do Presidente do Banco do Brasil em 1955 e o do Ministro da Fazenda em 1961, assumindo interinamente este ministério. Vice presidente executivo do Banco da Bahia Investimentos S.A. de 1965 a 1973. Consultor Jurídico da Cia. Vale do Rio Doce e membro do conselho deliberativo do Banco Nacional de Desenvolvimento Social. Membro do Conselho Consultivo da General Eletric do Brasil de 1979 a 1984. Ex membro dos conselhos de administração da Aracruz Celulose S.A., da Odebrecht S. A. e da Unipar S. A..

Equipe

Levantamento de dados: Dulce Chaves Pandolfi;Daniela Maria Moreaux;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Dulce Chaves Pandolfi;Daniela Maria Moreaux;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Cristiano Santiago de Sousa;

Temas

Assis Chateaubriand;
Banco da Bahia;
Banco do Brasil;
Bancos comerciais;
Carlos Lacerda;
Clemente Mariani;
Constituição federal (1934);
Estado Novo (1937-1945);
Eugênio Gudin;
Faculdade de Direito da Bahia;
Fundo Monetário Internacional;
Governo Jânio Quadros (1961);
Governo João Goulart (1961-1964);
Governo Juscelino Kubitschek (1956-1961);
Ministério da Educação e Saúde;
Ministério da Fazenda;
Parlamentarismo;
Petrobras;
Política econômica;
Política estadual;
Política regional;

Sumário

1ª Entrevista: 12.07.1984
Fita 1-A: Origens familiares; a participação de Francisco Prisco de Souza Paraíso, tio-avô do entrevistado, na política baiana antes da Revolução de 1930 e como deputado constituinte em 1934; o período do curso da Faculdade de Direito da Bahia (1940-1944); impressões sobre a Revolução de 1930; comentários sobre o Estado Novo e as manifestações contra o regime ocorridas na Faculdade de Direito; os primeiros contatos com Clemente Mariani; a experiência no Ministério da Educação e Saúde, como oficial de gabinete e chefe de gabinete do ministro Clemente Mariani: o ingresso (1947), a rotina, os projetos desenvolvidos; observações sobre a Lei de Diretrizes e Bases (1947).

Fita 1-B: O trabalho como chefe de gabinete no Ministério da Educação e Saúde, na gestão de Clemente Mariani; a experiência como professor e advogado; atuação como secretário particular de Clemente Mariani durante a gestão deste na presidência do Banco do Brasil (1954-1955); a situação econômica da Bahia nos anos 1950; Clemente Mariani enquanto presidente do Banco do Brasil (1954-1955): a política de saneamento bancário; as causas da renúncia de Clemente Mariani ao cargo; a experiência como consultor jurídico do Banco da Bahia, a partir de 1958; a indicação de Clemente Mariani para o Ministério da Fazenda (1961), com a participação do entrevistado.


2ª Entrevista: 20.07.84
Fita 1-B (continuação): Considerações sobre Clemente Mariani: a natureza de suas relações com Eugênio Gudin, as medidas de saneamento bancário empreendidas enquanto presidente do Banco do Brasil (1954-1955).

Fita 2-A: A trajetória intelectual e profissional de Clemente Mariani; breve histórico da Companhia de Imóveis e Representações Brasileira (CIRB); breve histórico do Banco da Bahia; a escolha de Daniel Carvalho e Clemente Mariani para a composição do Ministério durante o governo Dutra: a influência de Assis Chateaubriand; breve observação sobre a importância da imprensa escrita nos anos 50; outros episódios da carreira de Clemente Mariani: o contato com João Marques dos Reis, a recusa ao cargo de interventor na Bahia durante o Estado Novo, contatos com Getúlio Vargas; caracterização de Clemente Mariani como homem público; comparação entre o papel da educação na década de 40 e à época da entrevista; atuação de Clemente Mariani à frente do Banco do Brasil (1954-1955): as medidas tomadas contra as irregularidades em bancos privados, a composição da diretoria.

Fita 2-B: O processo de nomeação para cargos no Banco do Brasil e no Ministério da Fazenda durante as gestões de Clemente Mariani; Clemente Mariani enquanto Ministro da Fazenda (1961): a postura diante do déficit das Promessas de Venda de Câmbio herdado do governo de Juscelino Kubitschek, a Instrução 204; o primeiro contato do entrevistado com o presidente Jânio Quadros e a redação do decreto reduzindo a remuneração dos diplomatas brasileiros.

Fita 3-A: Desempenho de Clemente Mariani como orador e na exposição da Instrução 204 na Câmara dos Deputados; comentários sobre as políticas econômicas dos governos de Juscelino Kubtischek e Jânio Quadros; a opinião pública sobre as medidas de Clemente Mariani no Ministério da Educação e no Ministério da Fazenda; a atuação do entrevistado como ministro interino da Fazenda durante o governo de Jânio Quadros; Clemente Mariani: suas negociações com o FMI, seus últimos contatos com o entrevistado, as causas de sua demissão do cargo de ministro da Fazenda.

Fita 3-B: Causas da demissão de Clemente Mariani do cargo de ministro da Fazenda; a natureza do relacionamento de Clemente Mariani com Jânio Quadros; novas considerações sobre o estilo de governo de Jânio Quadros.


3ª Entrevista: 10.08.84
Fita 3-B (continuação): O rompimento de Carlos Lacerda com Jânio Quadros e as consequências para Clemente Mariani; a renúncia de Jânio Quadros: como se deu e os acontecimentos sucedidos.

Fita 4-A: Relato sobre a reação popular aos feriados bancários; a atuação de Clemente Mariani após a renúncia de Jânio Quadros, durante o governo de Ranieri Mazzilli; a reunião dos governadores e a decisão pelo parlamentarismo; a transferência dos assuntos do Ministério da Fazenda para o titular Válter Moreira Sales no início do governo João Goulart; a polêmica de Clemente Mariani com João Agripino a respeito das causas que teriam levado Jânio Quadros a renunciar; opinião do entrevistado sobre as acusações contra Clemente Mariani no caso da Panair do Brasil; a dedicação de Clemente Mariani aos problemas econômicos e seu interesse pelas questões do Nordeste, a questão da usina de Paulo Afonso, sua convivência com o entrevistado a partir de 1946, aspectos gerais de sua vida profissional e política, sua dedicação ao Banco da Bahia.

Fita 4-B: O papel do Banco da Bahia no desenvolvimento do Nordeste; o polo petroquímico da Bahia: a contribuição de Clemente Mariani, Leopoldo Miguez de Melo e Ailton Silveira, o interesse do governo federal e a participação da Petrobrás, a estruturação e a constituição (1968-1971).

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