João Pedro Gouvêa Vieira

Entrevista

João Pedro Gouvêa Vieira

Entrevista realizada no contexto do projeto "Memória do setor petrolífero no Brasil: a história da Petrobrás", na vigência do convênio entre o CPDOC/FGV e o SERCOM/Petrobrás (1987-90). O projeto resultou no catálogo de entrevistas "Memória da Petrobrás: acervo de depoimentos", Rio de Janeiro: Sercom/Petrobras, 1988, 142p e no livro "A questão do petróleo no Brasil: uma história da Petrobrás", de autoria de José Luciano Dias e Maria Ana Quaglino (Rio de Janeiro, FGV/Petrobrás, 1993). Este livro possui apenas trechos de algumas entrevistas e está disponível para download: clique aqui A escolha do entrevistado se justificou pela sua participação na nacionalização da primeira refinaria de petróleo do Brasil.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Maria Ana Quaglino
José Luciano de Mattos Dias
Data: 18/9/1989
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 1h20min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: João Pedro Gouvêa Vieira
Nascimento: 21/2/1912; Petrópolis; RJ; Brasil;

Formação: Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro (1935).
Atividade: Senador RJ (1963, 64, 66 e 67).

Equipe

Levantamento de dados: Maria Ana Quaglino;José Luciano de Mattos Dias;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Maria Ana Quaglino;José Luciano de Mattos Dias;

Transcrição: Márcia de Azevedo Rodrigues;

Conferência da transcrição: Maria Ana Quaglino;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Maria Ana Quaglino;

Temas

Formação profissional;
Getúlio Vargas;
Indústria petroquímica;
João Pedro Gouvêa Vieira;
Petrobras;
Petróleo;
Política energética;
Revolução Constitucionalista (1932);
Segunda Guerra Mundial (1939-1945);

Sumário

Breve relato sobre os irmãos, a esposa e os filhos; o início da carreira ainda como estudante no escritório do advogado José Nabuco; em 1930, impressões sobre o curso de direito na Faculdade Nacional no Rio de Janeiro: os professores, comparação entre a disciplina do Santo Inácio e a da Faculdade, a pouca fiscalização quanto a freqüência e as provas de conteúdo prático versus a "cola"; o exame para solicitador: o início da carreira, o papel do solicitador e do advogado a convivência com os maiores advogados no foro e a extinção da figura do solicitador no tempo do Estado Novo; a desilusão com os juizes: decisões por amizade; relato da sua primeira causa como exemplo do procedimento dos juizes; rápida referência ao pai; participação do entrevistado na revolução de 1932; a desilusão com os políticos em 1934 e a sua posição variável ao golpe de 1937; menção a amizade com Getúlio Vargas e o casal Amaral Peixoto; o episódio da nacionalização do refino e suas conseqüências para a recém instalada refinaria Ipiranga: a petição ao Conselho Nacional do Petróleo, a dificuldade dos sócios estrangeiros para passar adiante a refinaria e a venda das ações ao entrevistado; as dificuldades para importar óleo crú durante a 2a. Guerra; a estratégia das distribuidoras estrangeiras contra as refinarias nacionais; a decisão da Ipiranga de fábricas solventes durante a 2a. Guerra; a relação entre a história da Ipiranga e a da Destilaria riograndense: sócios comuns e as dificuldades de abastecimento de matérias primas; o efeito da nacionalização do refino no Brasil para a Destilaria de Uruguaiana; as dificuldades da Ipiranga para distribuir seus produtos em igualdade de condições com as distribuidoras estrangeiras; o sistema de distribuição da Ipiranga nos primórdios; aimportância da simpatia do gaúcho pelos produtos nativos na vivência da Ipiranga; a diferença entre o pioneirismo da Ipiranga e das demais refinarias particulares: a necessidade de conquista do mercado; a ausência da Destilaria Riograndense da distribuição; os sócios argentinos da refinaria de Ipiranga: experiência anterior na atividade ou não; a importância do sócio-banqueiro Supervielle no financiamento das encomendas de matérias-primas; procedência do petróleo bruto para refinaria de Ipiranga; a venda das ações dos sócios uruguaios com a nacionalização: o desempenho do embaixador Batista Luzardo; a pequena rentabilidade da refinaria entre 1939 e 1947; o episódio da concorrência para concessões de refinarias ao capital privado em 1945: a proposta do major Milton Lima de Araújo, a consulta deste último ao entrevistado sobre a idéia; o encaminhamento dado por Getúlio Vargas a proposta: abertura de concorrência pública; a sugestão do entrevistado ao organizador da concorrência sobre fórmula de taxar produção do refino para transferir recursos pesquisa de petróleo; ajuda do engenheiro Bastos da Ipiranga aos participantes da concorrência; comentários sobre os concorrentes; a estratégia da Ipiranga na concorrência: o acordo com a Gulf para tomada de debêntures em troca de distribuição no mercado paulista e a caça de acionistas brasileiros no mundo dos negócios; a quebra do acordo pela Gulf e a eliminação da Ipiranga da concorrência; a queixa do entrevistado ao presidente do CNP; o resultado da concorrência; a origem do pessoal técnico da refinaria Ipiranga; a experiência da Ipiranga na formação dos técnicos de Mataripe; o processo de produção adotado pela Ipiranga e o fracasso da unidade de cracking térmico implantado no pós-guerra; a posição do entrevistado no processo de discussão sobre o monopólio estatal: a preferência pelo projeto de Vargas; as relações cordiais entre a Ipiranga e a Petrobrás; a mudança no grupo Ipiranga após a lei . 2004; o registro do ocorrido entre a Ipiranga e a Gulf na correspondência entre a Embaixada Americana e a Secretaria de Estado; a compra das instalações da Gulf no Brasil pela Ipiranga em 1959; a homenagem prestada pelo IPB ao entrevistado recentemente; elogios a figura de Jesus Soares Persine; a importância deste último na aquisição do acervo da Gulf no Brasil pela Ipiranga; breve com epitácio e sobre a atuação do General Milton Lima de Araújo: o papel deste na constituição da FRONAPE; menção a passagem de Mário Bittencourt Sampaio e Milton Lima de Araújo para a posição de armadores privados; elogios a João Neiva de Figueiredo; impressões sobre as iniciativas frustadas para o refino em 1939; considerações sobre projeto do interventor Amaral Peixoto neste período; as dificuldades para obter e transportar matéria-prima da Venezuela para Ipiranga durante a 2a. Guerra; a área e a forma de atuação da distribuidora do grupo Ipiranga no país hoje e ontem; as comemorações ocorridas pelos 50 anos da Ipiranga.
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