José Botafogo Gonçalves

Entrevista

José Botafogo Gonçalves

Entrevista realizada no contexto do projeto "Luiz Felipe Lampreia", desenvolvido com financiamento da Souza Cruz, através da Lei Rouanet de incentivo fiscal do Ministério da Cultura, entre julho de 2008 e junho de 2009. O projeto visa à constituição de um banco de entrevistas audiovisuais com o ministro Luiz Felipe Lampreia e pessoas indicadas por ele, além de completar o tratamento técnico do seu arquivo pessoal, doado ao CPDOC.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Rogerio de Souza Farias
Raphael Coutinho da Cunha
Matias Spektor
Data: 22/1/2008
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 2h59min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: José Botafogo Gonçalves
Nascimento: 11/1/1935; Belo Horizonte; MG; Brasil;

Formação: Bacharel (Ciências Sociais) - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, PUC-Rio;bacharel (Ciências Jurídicas) - Faculdade de Direito da PUC-Rio.
Atividade: É diplomata de carreira do Ministério das Relações Exteriores, onde iniciou como cônsul de terceira classe em 1960, tendo chegado ao nível de carreira atual, Ministro de primeira classe - Embaixador em 1982, promovido sempre por merecimento. Exerceu vários cargos na diplomacia brasileira, no Brasil e no exterior, estes últimos em Moscou no período 1962/1963, Stato Città del Vaticano, 1964, em Roma no período de 1964 a 1967, e em Santiago do Chile no período 1967/1969. Participou da negociação de vários acordos, como aquele para evitar a evasão fiscal e a dupla tributação de renda, com os seguintes países: em 1971, Portugal, França, Alemanha, Bélgica, Finlândia, Holanda e Áustria, no Rio de janeiro, Brasil. em 1972, Espanha, Áustria, Itália, Finlândia, Holanda, Alemanha e Luxemburgo, em Brasília, Brasil. em 1973 na Dinamarca e na suíça. Participou, igualmente, de reuniões conjuntas, como dentre outras a de cooperação Brasil-França, em paris, do FMI e do BIRD, em Belgrado, de negociação comercial multilaterais do GATT, em Genebra. Dentre outras.

Equipe

Levantamento de dados: Matias Spektor;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Matias Spektor;

Transcrição: Lia Carneiro da Cunha;

Conferência da transcrição: Mariana Franco Lopes;

Técnico Gravação: Marco Dreer Buarque;

Sumário: Mariana Franco Lopes;

Temas

Área de Livre Comércio das Américas (ALCA);
Argentina;
Banco Central do Brasil;
Banco Mundial;
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social;
Brasil;
Carlos Menem;
Carreira diplomática;
Celso Lafer;
Comércio exterior;
Diplomacia;
Economia;
Empresariado;
Estados Unidos da América;
Europa;
Fernando Henrique Cardoso;
Francisco Dornelles;
Governo Fernando Henrique Cardoso (1995-1998);
Governo Fernando Henrique Cardoso (1999-2002);
Governo João Figueiredo (1979-1985);
José Serra;
Luiz Felipe Lampreia;
Mercosul;
Ministério da Agricultura;
Ministério da Fazenda;
Ministério da Indústria e do Comércio;
Movimento sindical;
Organização Mundial do Comércio ;
Palácio Itamaraty;
Pedro Malan;
Petróleo;
Política econômica;
Política externa;
Relações interamericanas;
Relações internacionais;
Sebastião do Rego Barros;
União Europeia;
Venezuela;

Sumário

Entrevista: 22.01.2008

Arquivo em áudio 1: Observações sobre o período em que foi cônsul geral em Milão (1991-1995); o desejo de mudar para uma atividade diplomática tradicional e o aconselhamento de Luiz Felipe Lampreia; o convite, feito por Lampreia, para trabalhar na Subsecretaria Geral, em 1995; considerações a respeito da relação Brasil-Argentina; a opção por trabalhar no Ministério da Agricultura, durante o governo Figueiredo, e o descontentamento do Itamaraty com esta escolha; menção ao cargo ocupado no Banco Mundial entre os anos de 1985 e 1988 e os motivos de sua saída; a volta para o Brasil em 1995 para assumir a Subsecretaria Geral; comentários sobre a autonomia concedida por Luiz Felipe Lampreia e as únicas prioridades exigidas por este; o pedido de um apoio maior à OMC (Organização Mundial do Comércio) e o direcionamento das atenções para a ALCA; os primeiros encontros organizados para discutir um acordo de livre comércio nas Américas, durante meados da década de 90; considerações a respeito da falta de entusiasmo de grande parte do Itamaraty com relação a ideia da ALCA; a noção de “equilíbrio nas negociações“, que vigorou quando esteve na Subsecretaria e as discussões efetuadas com os negociadores norte-americanos; referência à posição argentina nessas negociações; comentários acerca das atitudes pró-Mercosul do Brasil e da Argentina durante os governos Fernando Henrique e Carlos Menem, respectivamente; opinião com relação ao Mercosul, neste período: a dificuldade de se pensar em uma supranacionalidade; a problemática da relação bilateral Brasil-Argentina e o crescimento da importância do primeiro país, em detrimento do segundo; observações acerca da suposta opinião de Fernando Henrique Cardoso sobre o Mercosul e a integração destes países; as discussões realizadas, pelo ex-presidente, com os principais ministérios, a fim de receber uma orientação acerca do Mercosul; menção à discordância de José Serra no que diz respeito a este bloco; a unanimidade, do Itamaraty, com relação a uma posição favorável ao Mercosul e a ausência de uma atitude de acordo com esta postura; as primeiras reuniões realizadas, no fim dos anos 90, para debater a convergência macro-econômica; as divergências entre as opiniões do Itamaraty e do Ministério da Fazenda; os estudos efetuados por Pedro Malan com o objetivo de mostrar as dificuldades de uma convergência; considerações acerca do seu comprometimento nos projetos ligados à ALCA e ao Mercosul; breve comentário sobre o trabalho de Graça Lima, direcionado para cuidar das questões relativas à OMC....p. 1-14

Arquivo em áudio 2: A ampliação das discussões em torno da ALCA a outros setores da sociedade, como o movimento sindical; comentários acerca da posição dos sindicatos a respeito da ideia da ALCA; as reuniões realizadas e presididas por Luiz Felipe Lampreia, com o empresariado brasileiro, para debater sobre este acordo; referência à criação da Senalca (Seção Nacional dos Assuntos Relativos à ALCA) e da Coalizão Empresarial Brasileira (CEB) pelo CNI (Conselho Nacional da Indústria); observações acerca da atuação da CEB; o início das negociações com a União Européia, em 1995, quando estava na Subsecretaria sob a gestão Lampreia; considerações sobre as diferenças em negociar com os Estados Unidos e com a Europa; a relação de amizade com Francisco Dornelles, desenvolvida na década de 70; a sugestão deste para que o entrevistado o substituísse no cargo de Ministro de Indústria e Comércio e Turismo, em 1998; a filiação ao PPB (Partido Progressista Brasileiro); avaliação da atuação do Ministério, antes de seu ingresso; breve explicação acerca do fracasso de Celso Lafer a frente do Ministério de Desenvolvimento; referência ao desentendimento entre Clóvis Carvalho e Pedro Malan; os embates freqüentes entre o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior com o Ministro da Fazenda ou com o BNDES (Banco de Desenvolvimento Econômico e Social); breve avaliação do período em que esteve a frente do Ministério e as relações com a Argentina, neste momento; os motivos de sua ida para a Camex (Câmara de Comércio Exterior); comentários acerca da ideia de criação desta Câmara; referência à amizade entre Fernando Henrique Cardoso e Sérgio Amaral; os problemas da área do comércio exterior no Brasil; explicação sobre o Programa Especial de Exportação (PPE), que ocupou as atividades do entrevistado na Camex; o favorecimento do comércio exportador pela política comercial do Itamaraty, contrariando os ideais do Ministério da Fazenda e do Banco Central; considerações a respeito do Convênio de Crédito Recíproco e o fim deste sistema, decretado pelo Banco Central; breve comentário acerca das funções que deve exercer tal Banco; os problemas na relação entre Brasil e Argentina, em fins dos anos 2000; a sugestão, de Luiz Felipe Lampreia, para que o entrevistado ocupasse o cargo de Embaixador Especial para o Mercosul, a fim de atenuar estas dificuldades........p. 14-28

Arquivo em áudio 3: Relato de encontro com Hugo Chávez; a intenção deste de aderir a Venezuela ao Mercosul político; as objeções internas, na Venezuela, à ideia de inclusão ao Mercosul, durante o governo Rafael Caldera; a simpatia de Fernando Henrique Cardoso por Hugo Chávez e pela adesão da Venezuela, no início dos anos 2000; menção a posição Argentina com relação a esta ideia; breve avaliação das elites dirigentes da Venezuela e a questão da exportação do petróleo no país nos últimos 30 anos; opinião com relação a gestão Celso Lafer no Itamaraty, que substituiu a gestão Lampreia; as primeiras reuniões realizadas para debater acerca da ALCA e o processo de construção de uma unidade no Mercosul; comentários sobre o encontro realizado em 1997, em Belo Horizonte, para discutir sobre a ALCA; as frustrações e os problemas do cargo de Embaixador-extraordinário para assuntos do Mercosul; as dificuldades impostas por Domingo Cavallo – ex- Ministro da Economia da Argentina – ao Brasil e a passividade brasileira em lidar com esta questão; as discussões realizadas para discutir a cláusula das salvaguardas; explicações sobre o motivo da saída de Sebastião do Rego Barros do cargo de Embaixador do Brasil na Argentina; a boa recepção, pelo lado argentino, à sua nomeação a este cargo; impressões acerca do ex-presidente argentino De La Rua; comentários sobre a crise sucessória estabelecida na Argentina após a queda deste último; a posse como embaixador no governo Eduardo Duhalde.... p.28-41
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