Julian Chacel III

Entrevista

Julian Chacel III

Entrevista realizada no contexto do projeto "As faces do mago da economia: atuação e legado de Mario Henrique Simonsen", desenvolvido em convênio com a Cia. Bozano, Simonsen e a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), entre 2000 e 2001, com o objetivo de publicar um livro de depoimentos sobre Mario Henrique Simonsen - MÁRIO Henrique Simonsen: um homem e seu tempo, depoimentos ao CPDOC/ Organizadores Verena Alberti, Carlos Eduardo Sarmento, Dora Rocha. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getulio Vargas, 2002. 310p. il. A escolha do entrevistado deveu-se à sua condição privilegiada para traçar um panorama do campo da economia no Brasil no momento em que se tornou Bacharel em Ciências Econômicas pela Universidade do Brasil, atual UFRJ (1949). Além disso, tendo ingressado na FGV em 1947, pôde testemunhar diversos momentos da trajetória de Mario Henrique na FGV, inclusive a fundação, em 1959, do Centro de Aperfeiçoamento de Economistas, dirigido pelo mesmo.
Forma de Consulta:
Entrevista publicada em livro.
Referência completa: MÁRIO Henrique Simonsen: um homem e seu tempo, depoimentos ao CPDOC/ Organizadores Verena Alberti, Carlos Eduardo Sarmento, Dora Rocha. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getulio Vargas, 2002. 310p. il.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Verena Alberti
Carlos Eduardo Barbosa Sarmento
Data: 12/11/2000 a 19/12/2000
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 2h20min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Julian Alfonso Magalhães Chacel
Nascimento: 23/3/1928; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Formação: Bacharel em Ciências Econômicas pela Universidade do Brasil, atual UFRJ, em 1949; Doutorado "d`université" pela Faculdade de Direito de Paris, em 1951.
Atividade: Membro do Núcleo de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), a partir de 1947. Pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) da FGV a partir de 1959, tendo sido seu diretor.

Equipe

Levantamento de dados: Verena Alberti;Carlos Eduardo Barbosa Sarmento;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Verena Alberti;Carlos Eduardo Barbosa Sarmento;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Viviane de Fátima Magalhães;

Temas

Delfim Neto;
Economia;
Economistas;
Ensino superior;
Ernesto Geisel;
Governos militares (1964-1985);
Mário Henrique Simonsen;
Movimento Brasileiro de Alfabetização;
Política econômica;
Pontifícia Universidade Católica;
Pós - graduação;

Sumário

1a Entrevista: 12.12.2000.
Fita 1-A: Origem familiar; formação escolar; profissão de economista: motivos da escolha, visão da sociedade em relação a economia, comparação com outras profissões mais estáveis, perspectivas em relação ao futuro da profissão; comentário sobre o ensino de 2º grau na década de 1940; curso superior de Economia na Fundação Mauá: transformação desta faculdade em Faculdade de Economia da Universidade do Brasil, reforma do currículo pelo Ministério da Educação, as disciplinas, os professores, os alunos; relação entre as famílias do entrevistado, de Mário Henrique Simonsen e de Eugênio Gudin.
Fita 1-B: Entrada na Fundação Getúlio Vargas; doutorado na França; comentário sobre a origem do nome de Mário Henrique; formação do Centro de Aperfeiçoamento de Economistas (CAE); desnível entre o ensino superior de economia do Brasil e o dos Estados Unidos; superioridade da pós-graduação americana em relação a francesa após a segunda guerra (1939-1945);entrada de Mário Henrique para o corpo docente do CAE; transformação do CAE em Escola de Pós-Graduação em Economia (EPGE).
Fita 2-A: Motivos de Mário Henrique nunca ter saído do Brasil para aperfeiçoar-se em economia.

2a Entrevista: 19.12.2000.
Fita 2-A: Mudança da nomenclatura do cargo de presidente do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) para diretor; negociação com a Agencia para o Desenvolvimento Internacional/Agency for International Development (AID) para transformar o Centro de Aperfeiçoamento de Economistas (CAE) em Escola de Pós-graduação em Economia (EPGE); separação da EPGE do IBRE; desenvolvimento da EPGE e direção de Mário Henrique Simonsen; influência da engenharia no campo da economia; influência da matemática na econometria; tipo de pesquisa realizado pelo IBRE; criação do Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL); crise na EPGE culminando com a saída de alguns economistas, os quais se dirigiram para a Pontifícia Universidade Católica (PUC); sucessão de Luiz Simões Lopes por Jorge Oscar de Melo Flores, na presidência da Fundação Getulio Vargas (FGV) em 1992; considerações sobre o limite de idade apropriado para o desempenho de funções executivas numa grande instituição; importância de Mário Henrique na FGV e a suposta sucessão a Luiz Simões Lopes.
Fita 2-B: Indicação, do entrevistado, para o cargo de assessor do presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) em 1974; comparação entre Mário Henrique e João Paulo dos Reis Velloso; o "milagre econômico"; discordâncias entre Mário Henrique e João Paulo dos Reis Velloso quanto a política econômica; relacionamento entre Mário Henrique e o presidente Ernesto Geisel; a FGV e os governos militares a partir de 1964; importância do índice de preços na política econômica durante os ministérios de Antônio Delfim Netto (1967-1974/1979-1985) e de Mário Henrique (1974-1979); comparação das personalidades de Mário Henrique e Delfim Netto; atividades de Mário Henrique após deixar o ministério em 1979: volta à docência na EPGE, vice presidência do IBRE, produção literária.
Fita 3-A: Relação do entrevistado com Mário Henrique; doença de Mário Henrique; prestígio de Mário Henrique como engenheiro e consultor após deixar o ministério
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